Nóis perde para nóis mesmo!

Tem muitas empresas que se esforçam para que as coisas deem errado. Talvez pelo excesso de “cautela congelante”, nunca tomam uma decisão e as coisas ficam estagnadas até que uma um dia uma mosca bate na parede e tudo desmorona. Ou tem aquelas empresas que tem o dom de sempre decidir pelo pior caminho, o que tem grande probabilidade de dar errado pois é onde competências e habilidades que a empresa não tem que serão mais exigidas e determinantes. Também tem a empresa que está sempre em reunião, mas como não tem tempo de implementação de nada, ficam o ano inteiro planejando como seria bom se tivessem tempo de colocar em prática todas as idéias. E daí que entra um gerente amigo meu, que frustrado com tanta coisa emperrada e que não dá resultado, soltou um dia no corredor da empresa: “nóis perde para nóis mesmo“. Que sabedoria.

Neste ponto eu sugiro um desafio: quem sabe amanhã ao entrar na empresa, você renova aquele seu olhar criativo e crítico, e vai apontando tudo o que poderia melhorar na empresa, para tirar um pouco da ferrugem das engrenagens ou até mesmo colocar novas peças na máquina. Liste as coisas, veja quem é o responsável, entregue a idéia para ele e depois cobre para que seja ajustado. Pegue os itens de sua responsabilidade e sai fazendo e melhorando. Sirva de exemplo. É quase que uma adaptação da Teoria das Janelas quebradas do livro de George Kelling, chamado Fixing Broken Windows: Restoring Order and Reducing Crime in Our Communities (veja detalhes aqui). Nesta teoria está o pressuposto que se cuidarmos dos detalhes menores, evitamos que as grandes crises / problemas aconteçam. Vejam o exemplo de um banheiro coletivo. Se ao entrar você o encontra imundo, você não se preocupa em deixar limpo. E com isso cada vez mais fica sujo. Na empresa onde “nóis perde para nóis mesmo” acontece isso. O problema era pequeno. O defeito era pequeno. A discussão era boba. Mas como nada se fez, ou pouco se fez em uma velocidade muito lenta, o problema, defeito e a discussão aumentou e saiu do controle. Agora é administração de crise. E neste ponto, começamos a perder o jogo.

Se você deseja resultados diferentes de sua equipe comercial, por exemplo, comece hoje mesmo a fazer coisas diferentes. Se quer que eles aprendam algo novo, estude maneiras novas de ensiná-los, e pare de reclamar que eles não aprendem nada. Se você quer que seus clientes comprem um pouco mais de você, concentre-se em fornecer argumentos que melhorem o seu negócio o tanto quanto quer vender a mais (e pare de se preocupar somente com as idéias da concorrência). Não acredito em mágica na área comercial, mas acredito, pois já fiz acontecer, em resultados surpreendentes mas construídos tijolo a tijolo, com inteligência, análise e tomada de decisão rápida. Com consistência de proposta, determinação e crença / otimismo. Desta maneira, acredito que para obter resultados superiores em alguma área, eu tenho que primeiro mudar algo em mim. Se você acha que sua equipe não é motivada, por exemplo, avalie o seu comportamento. Você, ao chegar na empresa, é um exemplo de motivação e energia para os demais? Se não for, como deseja que seus pares e subordinados sejam?

Então a mensagem é essa. Faça algo novo ou adote a sabedoria popular: “nóis perde para nóis mesmo“. Você decide.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

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