Entrevista com empreendedores apresenta: Fabulosa Ideia

A primeira vez que você encontra o Rafael você pode acha-lo um jovem um pouco estranho, uma mistura de nerd, com geek, com geração Y e muito mais. Você pode até desconfiar o que este rapaz de óculos pode lhe ensinar. Mas ai ele começa a falar de uma maneira hiperbólica, apaixonada, conectiva e você enxerga que ele pode lhe ajudar muito. E você começa a prestar a atenção e tudo começa a fazer sentido. Ele pode até provocar você, pelo seu tradicionalismo de lidar com a comunicação de seu negócio, mas no final você entende o poder das palavras CONVERSAR, RELACIONAMENTO e ENGAJAMENTO. Entende o que é dar antes de querer receber. Como todo o jovem hoje, ele deseja “dominar o mundo”, mas diferente de muitos, já aprendeu como se constrói uma marca. Entendeu como construir sua credibilidade e reputação. E isso tem lhe ajudado a conquistar contas como Red Bull, Santander Cultural, Seven Boys, GBOEX, Spirito Santo, entre outras. Atualmente, além de liderar a Fabulosa Ideia, sua empresa, está palestrando, dando aulas e escrevendo seu primeiro livro. Veja mais dos seus planos e de como ele pensa nesta entrevista feita com exclusividade para o Pensador Mercadológico.

 

Pensador Mercadológico: O que é o seu negócio para você? Em que área atuam? O que oferecem e para quem?

Rafael Terra: Para mim o meu negócio é um filho amado que cresceu rapidamente e mudou a minha vida. A Fabulosa Ideia é uma agência que atua sob o guarda-chuva do Marketing de Conteúdo. Ou seja: não fazemos publicidade, todas as nossas ações com as marcas são realizadas em cima da relevância das histórias que envolvem a empresa. E isto se reverbera em quatro tipos de serviços: assessoria de comunicação 2.0, ações de marketing em redes sociais, produção e design de conteúdo.

Nossos serviços são indicados para marcas que acompanham a evolução do marketing, que sabem que a propaganda tradicional está em decadência e que hoje o atual consumidor quer CONVERSAR. E são estas conversas geradas através de conteúdo relevante que geram valor de qualidade percebida para as empresas. Pois acreditamos que relacionamento é a ferramenta mais eficaz de venda.

Pensador Mercadológico: Por que o que fazem é importante para as empresas?

Rafael Terra: Porque hoje as empresas não são aquilo que elas falam de si próprias. Elas são aquilos que os consumidores falam sobre elas. E o nosso trabalho é justamente

propiciar este espaço de troca entre a marca e seu cliente. É a partir do conteúdo que geramos para as empresas que o consumidor cria empatia e sendo assim fala e compartilha.

Pensador Mercadológico: Como iniciou esta ideia? Qual foi a oportunidade identificada?

Rafael Terra: Olhei para as assessorias de imprensa e para as agências de marketing digital e vi que faltava uma sintonia entre elas. De um lado, as assessorias de imprensa estavam com um posicionamento muito duro, não estavam olhando para todo este cenário propiciado pela web 2.0. De outro, as agências digitais não tinham a expertise de um RP. Ou seja, as ações morriam nas próprias redes, não ganhavam espaços em outras mídias. Então vi que existia uma baita oportunidade para uma agência que ligasse estes dois cenários. Foi o que fiz 🙂

Pensador Mercadológico: Qual a maior dificuldade de empreender um negócio próprio do zero?

Rafael Terra: Acho que é aprender a empreender. No meu caso, a minha formação inicial é jornalismo. Nunca havia tido nenhum contato com questões contábeis, por exemplo. Eu diria que a principal dificuldade é a falta de conhecimento dos empreendedores. Aconselho a todo novo empreendedor a procurar uma consultoria. Faça aquilo que você é bom e busque parcerias naquilo que você não conhece. E óbvio: no decorrer do caminho aprenda também.

Pensador Mercadológico: Quais são as competências necessárias para um empreendedor se dar bem em um negócio próprio, começando do zero, sem nenhuma ajuda financeira?

Rafael Terra: Olha, eu acho que um negócio se resume nesta frase: ser relevante dentro de um contexto. Sendo assim, a principal competência do empreendedor é capturar esta essência. Se o empreendedor não consegue ser relevante para uma demanda na sociedade ele não terá sucesso. Por fim: persistir sempre, desistir jamais. Costumo dizer que negócio é uma engrenagem. Um dia você perde. No outro você ganha muito. Agora o que não pode é desistir jamais.

Pensador Mercadológico: O conhecimento na área que esta se empreendendo é algo muito importante para iniciar um negócio?

Rafael Terra: Com certeza. Eu diria que é essencial. Negócio é gente. E gente é qualidade percebida. E não tem como passar qualidade percebida / segurança para o cliente se você não domina e não é apaixonado pelo que faz.

Pensador Mercadológico: Qual a sua meta para 05 anos com este negócio?

Rafael Terra: Estou escrevendo um livro sobre Assessoria em Comunicação Digital. Planejo que isto aumente minhas palestras pelo Brasil, bem como ajude a disseminar a

marca Fabulosa Ideia. Também amo muito São Paulo e quero muito fazer a minha empresa chegar lá neste período.

Pensador Mercadológico: Sociedade dá certo? O que fazer para preservar uma sociedade próspera?

Rafael Terra: Não sei, não tenho sócios. Contudo, se tivesse buscaria alguém com uma expertise totamente diferente da minha. Acredito que ambos devem estar na mesma sintonia de negócios, mas trazerem olhares diferentes para o mesmo.

Pensador Mercadológico: Como avalias a “maturidade digital” das marcas gaúchas?

Rafael Terra: Primária. Há um mercado enorme por aqui. Costumo dizer que hoje há uma conscientização digital maior entre marcas de grande porte. Pois as médias e pequenas ainda resistem em investir no digital. Contudo, temos poucos casos de inovação das grandes empresas aqui do Sul. Há muito que explorar, há muito o que educar.

Pensador Mercadológico: Se alguém quiser entrar em contato com você, como fazer?

Rafael Terra: Seguem os meios.

Perfil no Facebook – www.facebook.com/terradorafael

Fan page no Facebook – www.facebook.com/fabulosaideia

Twitter: @terradorafael

E-mail: rafael.terra@fabulosaideia.com.br

 

O crédito de todas as fotos publicadas neste post é de Gabriela M.O.

 

Entrevista com empreendedores apresenta: Fabulosa Ideia

“TOMB RAIDER QUER EMPREGO!” VOCÊ CONTRATARIA?


Imagine ter Lara Croft como secretária, o Sonic para te ajudar a desenvolver rapidinho aquelas tarefas mais chatas do dia a dia e de quebra ainda curtir um happy hour com Homer Simpson..imaginou?

Bom, não se trata bem disso, mas o fato é que em visita a um evento de tecnologia na semana passada aqui em São Paulo, pude me familiarizar com algumas das estratégias que grandes empresas estão adotando para melhorar a performance de seus colaboradores (principalmente os mais jovens = geração Y) e atingirem os resultados planejados, que são cada vez mais desafiadores.

O processo de “gameficação” como está sendo chamado, é uma dessas estratégias. Tem como “background”, segundo o Research Institute for Social Development, um dado muito impactante: jovens até os 21 anos de idade, passam cerca de 10.080 horas jogando videogame. Para se ter uma ideia, o período compreendido entre a quinta e a oitava série soma em torno de 10.100 horas.

Agora, me responda: qual dos dois períodos o jovem executa de uma maneira prazerosa, de modo a perder a noção do tempo, superando obstáculos e buscando melhorar sua performance a cada jogada?

Com base nesse conceito, algumas empresas estão desenvolvendo programas no campo de treinamento e capacitação, aliados à plano de carreira, que podem ser classificados como no mínimo inovadores. Ainda que em formato piloto, a ideia é se apropriar da essência existente nos games, transferindo essa atmosfera de competição e valorização para o ambiente de trabalho. Trata-se de uma das maneiras encontradas para “lidar” com esse novo profissional que está se apresentando para o mercado, bem como administrar de uma maneira prazeirosa um mercado cada vez mais competitivo e desgastante.

Por outro lado, não chega ser novidade alguma dizer que o mercado de games cresce a cada ano no Brasil. Uma pesquisa recente, encomendada pela Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), revelou que o produto nacional bruto do setor de jogos é de R$ 87,5 milhões, somando a produção de hardware e software. De acordo com a pesquisa, 43% da produção nacional de software para jogos são destinadas à exportação, enquanto quase 100% do hardware fabricado destinam-se ao mercado interno. O faturamento da indústria brasileira representa apenas 0,16% do faturamento mundial com jogos eletrônicos. O salário médio dos profissionais da área (basicamente artistas gráficos e programadores) gira em torno de R$ 2.272,00.

Apesar dos números otimistas, o setor ainda encontra obstáculos. A alta carga tributária é certamente é um dos entraves. Impostos altos sobre os softwares de videogames impedem o crescimento dessa indústria e favorecem a pirataria. O mercado interno, fortemente afetado pelo mercado negro e pela importação ilegal, faz a indústria nacional depender principalmente de exportação. Pela falta de dados concretos e falta de mercado oficial, é difícil convencer o governo de que a redução nos tributos poderia aumentar a arrecadação total.

Obrigado pela audiência. Tenha uma ótima semana!


Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

Links recomendados do Pensador Mercadológico
http://www.facebook.com/pensadormercadologico
http://www.twitter.com/blogdopensador

“TOMB RAIDER QUER EMPREGO!” VOCÊ CONTRATARIA?

A internet mais cara do mundo

Frequento seguidamente os dois lados de uma sala de aula. Em ambos percebo que uma parte significativa dos alunos está em algum lugar qualquer. Menos ali. Como colega de classe pouco me atrapalha. Como professor a situação é um pouco mais desagradável. No entanto, não interfiro, as escolhas são individuais. Cada um gasta o seu dinheiro (ou o do pai e da empresa) como achar melhor. O tempo passa rápido demais. Os momentos únicos do ambiente universitário não vão durar para sempre. E quando a conta chegar será tarde talvez.

Poucos podem perceber isso agora. Inclusive tenho a convicção que fazem essa escolha baseados em que é a coisa certa a fazer. A aula em si não se encaixa na sua realidade, pois ela ainda não existe. O mundo de faz de conta de ‘estudar, viajar e sair’ não precisa de novos conceitos ou ideias provocativas. Basta um clique no curtir do Facebook e um tweet inexpressivo. Nos rápidos minutos que escrevi esse texto, em diversas salas das universidades, mais alguns aproveitaram a internet mais cara do mundo. E acharam isto uma escolha inteligente.

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as ideias e provocações dos pensadores mercadológicos.

Indicação de links

www.facebook.com/pensadormercadologico

www.twitter.com/blogdopensador

A internet mais cara do mundo

Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

Dica de gestão 135 de 300: Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

O texto é polêmico para quem nasceu a partir de 1980 e, principalmente, para aqueles que compartilham de ideais tão mal entendidos quanto o típico médio cidadão da geração Y. Se você se enquadrar num destes casos, não perca tempo, não leia mais. Você não vai gostar, vai bloquear qualquer informação e continuará sua vidinha do jeito que vais levando.

O título deste post eu ouvi de um empresário que emprega talvez uns 150 profissionais da geração Y, quase todos eles ainda em cargos iniciais na organização. Variações desta “frase-título”, umas bem piores que nem podem serem ditas neste post, são comentadas por muitos outros empregadores. Muitos empresários decidiram pelo mais fácil, que é não contratar mais jovens geração Y ou contratar apenas para o trabalho que é possível adestramento. Nos demais cargos, vamos trazer de volta os mais velhos. Isso se comprova por estatísticas de empregabilidade, onde nos últimos anos muitos “pseudo-aposentados” pela geração Y estão retornando sob uma salva de palmas aos seus postos. Mas tirando a polêmica acusatória sobre a geração Y, este texto trata sobre valores e sobre doação. E isso ainda falta muito para esta geração. Obviamente que temos pessoas distintas em qualquer geração, como é o caso do meu amigo Fabio Buss (@fabiobuss), típico geração Y mas com fortes e bem estruturados valores pessoais. Eu que o conheço, sei que tem um caráter digno, valores familiares, espirituais e de trabalho elevados. E isso é demonstrado no seu currículo e realizações (então, se você é da Geração Y, fique calmo, tem exceções e tem esperança). E também tenho amigos empresários de 60, 70 anos ou mais, muito conectados no mundo e mais mente aberta do que qualquer geração Y que exista hoje vagando pelo planeta sem direção. Mas em ambos os casos, o que se verifica é um profissional com atitudes e competências atualizadas para o momento, mas com forte base de valores. Diferentes da maioria da Geração Y. Como um pensador mercadológico, que observa mercado, interage e decide hoje em dia, tenho que escrever este alerta para esta geração. São coisas não ditas abertamente, mas que influenciam os bastidores. São coisas não declaradas mas que existem. São coisas que podem “travar” um pouco a Geração Y se algo não for feito a tempo. Durante muito tempo na nossa história o humor foi usado para dizer o que era perigoso ser dito abertamente. Hoje, isso retornou. Se pegarmos o vídeo abaixo, notaremos como o humor está sendo usado para esculachar os valores defendidos pela geração Y. E isso forma opinião, pois em pouco mais de 3 meses, já foi visto por mais de 250 mil pessoas.

Mas enfim, o que forma uma geração? (clique no leia mais)

Continue reading “Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?”

Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

Se você é da geração Y, você já está velho

O longa do diretor David Fincher, “A Rede Social”, que estreou no Brasil no final do ano passado, com revelações sobre os bastidores da criação do Facebook, pode ser o marco de decadência da geração Y, aqueles jovens que nasceram entre as décadas de 1980 e 2000 e que hoje teriam entre 11 e 31 anos de idade.

O filme expõe os dramas desta geração através do seu maior ícone da atualidade: Mark Zuckerberg, 26 anos, um jovem inserido no ambiente hostil, segregador, seletivo e fértil ao bullyng, mas normalmente característico nas relações entre os jovens desta idade no período da escola e faculdade. Só que não tão competitivo e tão cedo quanto agora.

Zuckerberg, interpretado pelo ator Jesse Eisenberg, é retratado como um jovem sem escrúpulos, que trai os colegas em sua jornada para tornar o Facebook a maior rede social do mundo. E ele consegue. Hoje o Facebook alcançou a marca de mais de 500 milhões de usuários no planeta, que trocam um bilhão de informações por dia, quase 42 milhões por hora, compartilhando imagens, links, conversas e conteúdos. Seu valor de mercado é estimado em US$ 35 bilhões de dólares.

Ironicamente  este fenômeno de rede social fora criado por alguém que tinha  seríssimos problemas de relacionamento. E é neste ponto que encontra-se a decadência desta geração, marcada por relações instantâneas, descartáveis, rasas, de curto prazo e de padrões éticos contestáveis. Some-se a isto o curto tempo de vida útil profissional da geração Y, demarcado por ela mesma em seu perfil nas relações de trabalho, aliado a crescente expectativa de vida da população.

Vou explicar melhor. Imagine que um jovem de 35 anos já poderia ser considerado velho pelo mercado. A crise profissional dos 40 que acometia a geração X, bate a porta da geração Y aos 35. Imagine este profissional fora do mercado de trabalho nesta idade com a expectativa de vida em mais 38 anos? O que ele irá fazer durante este tempo? Certamente a maioria deles não teve a sorte e nem a genialidade de Zuckerberg para acumular uma fortuna que daria conta deste tempo e do de muitas gerações de sua família.

O certo é que ainda estamos no campo da imaginação do que pode acontecer com esta geração, mas as constatações atuais apontam para um futuro incerto, que deve configurar-se, nas melhores das expectativas no crescimento do empreendedorismo, e nas piores, numa bolha social de desempregados.

O maior desafio desta nova geração é o entendimento de que apesar da velocidade tecnológica ter ultrapassado a barreira do som e da luz, influenciando no seu comportamento diante da vida, das relações, dos resultados, a velocidade fisiológica do homem não consegue acompanhá-la, pelo menos por enquanto. E assim como surgiu esta nova geração Y, logo também ela estará velha, dando vez a geração Z.

QUAL A SUA PREVISÃO PARA OS 38 ANOS RESTANTES DE VIDA DA GERAÇÃO Y? DÊ SUA OPINIÃO AQUI NO POST.

A necessidade de nomear as gerações tem como objetivo distinguir comportamentos caracterizados por indivíduos de épocas diferentes. Até há pouco tempo atrás, quando nos referíamos a crianças, adolescentes ou pessoas de meia ou terceira idade acabávamos generalizando comportamento e características, independente da época em que viveram.

Hoje é inaceitável imaginar o comportamento de um adolescente, independente da época que tenha vivido. Assim, fica fácil entender que um adolescente do Século XIX, com certeza terá características diferentes de um adolescente do início do Século XX, ou dos anos 50, 60 ou 90.

Dessa forma, se optou por chamar as gerações (independente de sua idade, já que as gerações envelhecem) por nomes específicos. Sim, elas envelhecem.

Bem, para quem ainda não tem muitas informações sobre o tema, considerado fundamental para o estabelecimento das próximas estratégias de mercado, planos de comunicação e planejamentos estratégicos de marketing, as principais classificações das gerações são:

Geração X

A primeira denominação moderna foi a que se denominou Geração X. Esta geração é composta dos filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial. (Baby Boomer é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional – Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom estamos nos referindo).

Os integrantes da Geração X têm sua data de nascimento, localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980.

Geração Y

A Segunda geração foi a denominada Geração Y, também chamada de Geração Next ou Milênio.

Apesar de não haver um consenso a respeito do período desta geração, a maioria da literatura se refere à Geração Y como as pessoas nascida entre os anos 1980 e 2000. São, por isso, muitos deles, filhos da geração X e netos da Geração Baby Boomers.

Geração Z

Formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, preocupados com o meio ambiente, a Geração Z não tem uma data definida. Pode ser integrante ou parte da Geração Y, já que a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.

Geração XY

Ainda não muito bem definida, a Geração XY é uma maneira de classificar indivíduos da Geração Y que buscam reconhecimento da forma que a Geração X fazia.

Geração Alfa (ou Alpha Generation)

Ainda sem características precisas definidas, a não ser que nascerão em um mundo conectado em rede, a próxima geração, de nascidos a partir de 2010, já tem nome: Geração Alfa. Poderão ser filhos, tanto da geração Y, como da Geração Z.

Outras definições:

São consideradas ainda, classificação de Gerações:

After Eighty: Geração de Chineses nascidos depois de 1980 (equivalente à Geração Y para os ocidentais)

Beat Generation: Geração de norte-americanos nascidos entre as duas Guerras Mundiais

Lost Generation (Geração Perdida): Expatriados que rumaram para Paris depois da Primeira Guerra Mundial.

QUEM SÃO OS VELHINHOS DA GERAÇÃO Y?

No ano de 2000 o Brasil alcançou o marco de 14,5 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos. Entre elas, 1,8 milhão tinha 80 ou mais. Em 2010 este numero bateu a casa dos 20 milhões, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O órgão aponta também para um crescimento ainda maior nos próximos anos, principalmente na população mais idosa. Sua participação entre os brasileiros passou de 0,9% para 1,6%, entre 1992 e 2009. Nesse período, a população com mais de 60 anos, que respondia por 7,9%, passou a 11,4%.

Dados recentes do IBGE mostram que a expectativa de vida do brasileiro passou de 70 anos em 1999 para 73,1 anos em 2009. Entre as mulheres, saltou de 73,9 para 77 anos. E entre os homens passou de 66,3 para 69,4 anos.

O ano de 2030, quando a geração Y terá fisiologicamente 50 anos, é apontado como o pico no crescimento populacional do Brasil, e marca também o início de queda da População com Idade Ativa (PIA) – aqueles com 15 anos e mais devem começar a cair a partir daquele ano.

Já a participação do grupo jovem (de 15 a 29 anos), que atingiu seu pico em 2000, já entrou em queda desde o ano passado. O fôlego ainda vai perdurar graças à participação relativa da PIA adulta (população de 30 a 44 anos).

As projeções mostram que esse grupo deve permanecer estável até 2040, quando a geração Y terá 60 anos e não mais nesse perfil, mas com acréscimo em valores absolutos.

O novo perfil populacional já começa a provocar mudanças no mercado de trabalho. Os novos empregos, por exemplo, indicam especialistas, deverão se concentrar nas pessoas com mais de 45 anos – faixa etária que deverá ser responsável por cerca de 56,3% da futura População em Idade Ativa a partir de 2030. Ponto para a geração Z.

Além das questões decorrentes de mudanças no trabalho, duas outras frentes, relacionadas à primeira, merecem cuidados urgentes. Uma delas trata das pressões no sistema previdenciário, que levam à necessidade de manter o trabalhador ocupado pelo maior número de anos possível. Esse novo cenário, exige desde a diminuição no preconceito com relação a trabalhadores mais velhos até capacitação para que acompanhem as inovações no mercado. Mais um ponto para a geração Z, detentora desta média de idade neste período.

São desafios também para a saúde e a previdência, pois quanto mais velha a população, mais diminui sua capacidade de gerar renda e a sua autonomia para atividades cotidianas. Isto aqui em 2030, 2040 estamos falando da geração Y, que ironicamente não pensou assim com relação a geração X.

A população está ganhando anos de vida, porém com taxas mais altas de hipertensão, de diabetes, doenças crônicas, além das demências. Se não for cuidada, a tendência é que caminhem para a incapacitação. Vamos aguardar até lá para ver este quadro.

Dentro de 20 anos, o Brasil deixará de ser um país que sempre viu sua população crescer para começar um inédito processo de “encolhimento”. Tudo indica que em 2030 haverá o pico populacional brasileiro, com 206,8 milhões de pessoas. Depois disso, virá o declínio, segundo os estudos.

Em 2040, o país já terá perdido 2,1 milhões de habitantes, entrando num cenário novo. Atualmente, o Brasil tem 185 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As projeções acima foram feitas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e integram uma análise a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 2009, do IBGE. A tendência de queda na população já fora observada desde 1970. O que se vê, agora, é que o encolhimento e o envelhecimento do país estão muito próximos.

Então, se você é da geração Y, você está velho. Pense nisso.

Ary Filgueiras

Jornalista/MBA em Marketing

sócio-diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing

@aryfilgueiras

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com

Se você é da geração Y, você já está velho