Ando por muitas empresas e acompanho mudanças que as empresas fazem na sua gestão comercial. Muitas vezes o meu trabalho é justamente isso. Organizar a gestão comercial, para maiores performances. Nada simples, se imaginarmos o complexo sistema que é uma empresa e sua interdependência entre setores. Mas tem situações legítimas, baseadas em completos diagnósticos e pesquisas de mercado, onde a mudança seria o único caminho possível. E são nestes casos que muitos diretores de empresas erram feio. A seleção de um novo gestor comercial é algo sério, pois em primeira instância (e até mesmo em segunda instância) é ele e sua equipe que irão representar a imagem de sua empresa. Em muitos e muitos casos eu participo de entrevistas de seleção, como um dos avaliadores. Em muitos destes casos, entrevisto as pessoas em restaurantes, cafés, na própria empresa, no meu escritório ou até mesmo em casa, tomando um café em minha sala. Sempre é um aprendizado e é bom conhecer pessoas. Mas onde está o erro dos diretores? Não é o caso de todos, mas é o caso de muitos diretores inexperientes. Valorizam muito aquele candidato a gestor com cara de mal, que fala energicamente e promete mundos e fundos na seleção. O tal “garganta” é o protótipo da imagem de um vendedor, falador, “preenchedor de ambientes”, centralizador da palavra e confiante. Alguns, além disso tudo, são bons. Os outros são só palavreado ao vento. Sem técnica, sem conhecimento aprofundado em gestão de pessoas e com uma liderança baseada no cargo, na autoridade, querem mudar na base do grito. O erro está em acharmos que o grito resolve os nossos problemas. O erro está em acreditarmos que nossos representantes não vendem o nosso produto por que não tem ninguém gritando no seu ouvido ou fungando na sua nuca. Pressão, pressão, pressão é o lema dos bonachões.
Evidente que em algumas empresas, a venda é super-agressiva e o estilo pitbull dominante é o melhor estilo. Mas isso são pouquíssimas empresas que necessitam. Raros mercados são assim. Ser um gerente mais humano ou mais amigável, mais planejador, mais pensador, não quer dizer que irá performar pior do que os pitbulls. Existem os vendedores e gerentes “sábios“, que adoram vender o seu conhecimento, a expertise do seu produto, ensinar e orientar a sua equipe e colaborar com assessorias para os seus clientes. Existem os vendedores e gerentes “camaradas“, que conseguem muito com o seu relacionamento. São fazedores de amigos. Ajudam antes de pedir ajuda. Sabem construir uma conta-corrente positiva com o mercado. Seus negócios são amizades para o resto da vida. Ambos os casos, podem ter sucesso. Depende apenas do tipo de comprador que irão negociar e qual mercado. O erro está em acreditarmos que existe apenas um bom gerente comercial ou vendedor, que é o pitbull. O resto é mole. Não tem fibra. Cede fácil. Está completamente errado. Um pitbull em um mercado de alta sensibilidade e prestação de serviço elevada irá destruir a lavoura, procurando espaço a um alto custo de imagem de marca.
O que as empresas tem que aprender é definir o seu estilo de vendedor e de gestão comercial, e sobre isso construir uma equipe de alta performance. Dinheiro, bônus, campanhas de vendas, são formas que incentivam o pitbull, mas não irá tocar tão fundo o estilo camarada e o sábio. Construir uma cultura comercial adequada para o seu segmento e produto, bem como alinhado com o seu posicionamento, se faz em casa, discutindo e planejando. Com todo este alinhamento, os resultados serão garantidos. Pensem e definam a sua proposta comercial. E não achem que o estilo comercial x, y ou z que deu certo na empresa A, B ou C irá dar certo na sua. Assumam a sua identidade comercial e cresçam com vigor. Com a sua cara!
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Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado









