Mais um ano para sair dos lugares comuns de sempre

Existe uma pergunta feita de tempos em tempos sobre qual a última vez que você fez algo pela primeira vez. Invariavelmente as pessoas ficam desconcertadas, pois não é comum pensar nisso. E também porque elas caem na rotina sem perceber e acabam fazendo as mesmas coisas de sempre de forma repetitiva.

Alguém pode dizer que hoje nunca tivemos tanto acesso à diversidade. Podemos fazer uma escolha diferente a cada dia de nossas vidas e mesmo assim nunca repetiremos nada. Músicas, destinos, restaurantes, livros, tendências, estilos, cursos, ou qualquer uma dentre as alternativas de consumo que temos. A informação, tanto sua produção quanto difusão, o consumo 24 por 7 e o acesso a tudo isso nos deixam confortáveis para estar a um passo, clique ou confirmação de mais uma nova experiência.

Mas quantos de fato fazem isso? Uma das edições desse semestre da revista de bordo da Southwest Airlines tem um artigo provocador de Adam Hunter. Ele cita que a própria tecnologia de certa forma conspira para nos mantermos em ambientes déjà vu. Os algoritmos do Google e a popularidade, o feed do Facebook direcionado e as músicas trend do Spotify. Vivemos circulando por lugares que nos envolvem trazendo hits daqueles que estão próximos ou que se encaixam naquilo que podemos chamar de clube, tribo ou comunidade.

Talvez agora alguém irá lembrar de Chris Anderson e a Cauda Longa. Eu chamaria de Cauda Invisível. O Forgotify traz como modelo de negócio 4 milhões de músicas jamais tocadas no Spotify. Nem ao menos uma vez executadas e convida você a dar uma chance de mudar a história dessas músicas. Adam Hunter desafia novos negócios, o Invisigram, o Neverflix, o Wikineedy, o UnTweeted. Dar chance aos conteúdos perdidos e invisíveis. Além disso, a descoberta é excitante para o ser humano e o aspecto de saber algo que poucos (ou ninguém) sabem tem um valor bem apelativo.

Aproveite o exemplo. Em 2015 e siga por ruas que nunca passou. Saia das mesmas mesas dos restaurantes. Mude os destinos no Tripadvisor. Conheça lugares que nunca foi. Leia livros fora do best-sellers. O conhecimento surge do desafio do desconhecido. E é esse fascínio que acorda a inteligência. Mais de um milhão de alternativas se abrem no novo ano. Algumas portas são somente para você. Vai lá, tome 2015!

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Mais um ano para sair dos lugares comuns de sempre

O diferente mundo do branding – parte 2

Uma música ecoa pelos estádios de futebol do mundo. Do leste europeu ao sul da América, torcidas fanáticas cantam como uma única voz. O som é cru, seco e visceral. Os autores, uma dupla que faz um rock rude, no entanto moderno. Em uma cena musical onde mais é melhor invariavelmente, eles optam pelo caminho inverso. Apenas uma bateria e uma guitarra. Simplicidade e autenticidade fizeram o White Stripes e seu hino Seven Nation Army (veja o video abaixo) despontar em uma época de músicas semelhantes em excesso.

Como na música, nunca tivemos tantas opções de compra. Neste mar de escolhas procuramos encontrar pontos de diferenciação entre as marcas ofertadas. Na estratégia delas, um item parece estar onipresente: aumentar. Mais qualidade, mais tecnologia, mais capacidade, mais sofisticação, mais tamanhos, mais sabores, mais tudo. O superlativo é o mantra, do desenvolvimento de produtos à estratégia de comunicação.

Quando todos elevam as ofertas, ficam de novo, todos no mesmo patamar. Olhamos surpresos e confusos para as gôndolas do supermercado, para a vitrine da loja de eletrônicos, para os cardápios de restaurante. Mesmo tudo sendo maior, melhor, mais rápido; nos sentimos frustrados por achar a escolha irrelevante para nossa vida. Afinal tudo é semelhante e o impacto final será mínimo, seja a marca A ou Z, a nossa escolhida.

Então surgem os diminuidores. Aquelas marcas que olham para a manada e resolvem tomar a direção diametralmente oposta. Em um universo onde o sim é a regra, elas dizem não. Tem a coragem e a ousadia de abrir mão daquilo que outros consideram indispensável para competir. Abrem mão de baixos e teclados. E mesmo assim (e por isso) fazem música única.

O padrão dos buscadores de internet eram os portais. Mais abas, seções, informações e funcionalidades concentradas. Em um tempo em que o Yahoo ditava a regra do aumentar, o Google surgiu no sentido oposto, simples, direto e limpo. Assim, a Ikea mudou o segmento dos móveis solicitando que checasse o tamanho do porta-malas de seu carro, pois não fazia a entrega. E quando todos videogames investiam em mais recursos gráficos, o Wii apostou em simplicidade e uma nova interface.

Em um tempo onde nosso cérebro quase entra em curto circuito com o discurso do “mais das marcas”, soa como refresco a opção contrária. Escolhemos estas por motivos bem claros. Não fazem tudo, porque não buscamos tudo. E sabemos que é praticamente impossível ser impecável em todos os atributos. Então o que vale é ser excepcional naquilo que damos maior importância. Vale observar: com o que o seu cliente está realmente preocupado? E como você pode fazê-lo “cantar sua música” por onde ele estiver.

 

Confira também os outros posts desta série:

O diferente mundo do branding

O diferente mundo do branding – parte 3

O diferente mundo do branding – parte 4

 

 

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O diferente mundo do branding – parte 2

O diferente mundo do branding

A palavra do nosso tempo é diferenciação. Todos julgam tê-la, mas pouco de fato possuem. Converse com o empresário mais próximo e pergunte por que o cliente escolheria o seu produto ou serviço em detrimento daquele do concorrente. Vai ouvir algumas palavras chave, como “qualidade, tecnologia, conforto, design”. E por fim ele vai dizer que tem diferenciação.

Em uma época na qual temos mais escolhas do que qualquer outro período da humanidade, ser diferente não é tarefa simples. Mais que isso. Não basta ser diferente aos olhos da equipe ou do dono. É preciso ser visto e percebido no mercado. Faça o teste. Pare em frente a uma gôndola de um hipermercado e observe. O que vê de diferente nos produtos?

Sucos que refrescam, detergentes com poder de limpeza, sapatos com moda e conforto, cadeiras com ergonomia, televisores com tecnologia. Um mundo de iguais que tentando ser diferentes se tornam novamente iguais. Se a competição é uma corrida para chegar a um lugar ideal, todos acabam em posições parecidas. Mesmo tendo uma infinidade de escolhas, as pessoas se frustram (e ficam infelizes), pois não conseguem mais perceber motivos para indicar qual lado tomar. 

E não pare nos produtos em si. Olhe para a comunicação e verá garotas deitadas à beira de piscinas, dentes brilhando, homens cercados de mulheres em mesas de bar. Mais do mesmo. A especialista Youngme Moon propõe uma reflexão. O que significa diferente hoje? Isto em um mundo onde os discursos são superlativos (mais força, mais capacidade, maior tamanho, etc) e de extensões absurdas de marca (32 variações em cremes dentais do mesmo fabricante). Diga-se que todo este esforço está causando úlceras, depressões, pressão alta, ansiedade e câncer em níveis recordes, como mostrou Peter Whybrow em American Mania: quando mais não é suficiente.

Segundo Moon, existem 3 caminhos possíveis para fugir da armadilha dos segmentos, aquelas que te empurram a fazer mais do mesmo e no final parecer um espelho do seu competidor:

1. Dizer não quando todos dizem sim, ou dizer sim quando todos dizem não.

(quando todos buscadores de internet ampliavam serviços e funções, o Google reduziu e simplificou)

2. Mesclar características de segmentos diferentes para formar algo novo.

(os Simpsons tomaram emprestado características de desenhos animados e de sitcoms para adultos)

3. Ser hostil e separar quem está do seu lado e quem está do outro.

(a Abercrombie não está nem um pouco interessada em vender para quem foge de padrões de beleza)

 

Podemos afirmar que poucas marcas atingem um grau de diferenciação. Google, Simpsons e Abercrombie conseguiram. A maioria fica presa nas redes dos padrões de segmento e gravita em torno dos atributos deja vu. Não dão o passo à frente (ou atrás) para se colocar em um patamar diferente. Querem ser melhor, querem ser para todos, querem estar onipresentes. Pensam estar entrando em um mundo só seu, mas quando olham para os lados estão acompanhados de todos seus concorrentes. E com um consumidor confuso ao ver tanta gente chata e parecida na mesma festa.

 

Confira também os outros posts desta série:

O diferente mundo do branding – parte 2

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O diferente mundo do branding

VATICANO CONTRATA HEADHUNTER EM BUSCA DE NOVO PAPA

A comunidade católica está em choque. Seu líder mor renunciou após oito anos na função, o que não acontecia desde 1415, e não são poucas as especulações sobre os reais motivos de sua saída. Combinadas com acusações de lavagem de dinheiro e abusos sexuais a situação parece um pandemônio. Mas alheio a tudo isso o Vaticano decide dar o braço a torcer e contrata um headhunter experiente para encontrar um novo líder e voltar às águas calmas.

Certo, o titulo e o primeiro parágrafo parecem ter saído do blog O Bairrista, mas eu precisava chamar a atenção de vocês com algo de impacto, pois as pessoas normalmente reagem de uma forma ou de outra a coisas desse tipo, assim como temos reações ao frio ou ao calor, mas nunca ao “morno”. E cá entre nós, seria divertido ver até que ponto essa notícia se espalharia até alguém desmentir.

Ação e reação deve ser o lema principal do marketing. Instigar o interesse do consumidor a tal ponto que ele passe a sonhar com o produto ou serviço é o que toda empresa busca, mas são poucas que tem criatividade e sucesso. Exemplos de empresas bilionárias que fazem isso muito bem temos aos montes, cito apenas Apple e Ford que com seu comercial do novo Fusion fez os fanáticos por corridas e até quem não gosta tanto assim ficarem ansiosos por cada capitulo da histórica briga entre Piquet e Mansell na F1. Quando anunciaram que esses grandes pilotos estavam juntos correndo no Velopark – RS com o novo Fusion, quantos acreditaram? A Ford foi além e pensou fora da caixa e criou uma imagem quase mítica para o carro, mas ai vão me dizer, “com grana a rodo é fácil”. Ok se quer um exemplo “barato” procura no Google por Disque Gelada, uma empresa de SP que inovou ao vestir seus entregadores como super heróis e salvar a noite dos paulistanos desprevenidos, quintuplicou seu faturamento em cinco meses (você pode ler a história completa no link abaixo). É tudo uma questão de ação e reação, quente ou frio, pois ser morno é pra quem está feliz com sua zona de conforto. Aja e veja como será a reação do consumidor, comece com coisas simples e que possam ser ajustadas ao longo do caminho, mas aja, pois você não é uma árvore!

Agora apenas uma curiosidade para os amantes de teorias da conspiração e supersticiosos. Morris West escreveu um livro em 1981 intitulado Os Fantoches de Deus, onde relata a história de um Papa que acredita ter recebido uma revelação do fim do mundo através do Criador. O Vaticano o força a abdicar do trono de Pedro ou irão acusá-lo de insanidade. Ele abdica e a desculpa fica acerca de questões de saúde como acontece hoje com o atual Papa. No livro, a aniquilação da humanidade viria através de uma guerra, mas nos tempos atuais estamos sendo alvo de corpos celeste vindo do espaço causando pânico geral. Tirem suas próprias conclusões.

 

p.s.: não acredito no fim do mundo!

 

Link da história da Disque Gelada

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/05/02/super-herois-entregam-cerveja-e-salvam-festas-de-paulistanos.jhtm

 

Primeiro episodio da Fusion GP entre Mansell e Piquet

 

Até o próximo

 

Johnny Mineiro

Empreendedor

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VATICANO CONTRATA HEADHUNTER EM BUSCA DE NOVO PAPA

O chato mundo dos discursos que parecem piadas sem graça

O humorista Steve Martin em uma auto-análise sincera, pouco comum para estrelas de Hollywood, afirmou que em dias ruins olha para sua carreira e vê que não fez grandes filmes. Apenas uma seleção de boas cenas que juntas e mixadas renderiam talvez no máximo um bom videoclipe. Algumas marcas parecem com essa história. Bons momentos, mas que em perspectiva estão perdidos em locais diferentes do passado. Vivem eternos dias ruins, pois foram engraçadas, tal qual a visão pessimista de Martin, apenas em raros momentos.

 

Quando alguns anos atrás começamos a visualizar um novo produto que hoje na SPR Brand chamamos de Trueset, percebíamos que havia empresas que pensavam que suas marcas eram pedaços descolados do resto do negócio. Acreditavam que independente de como estavam construídos os modelos de negócio e os diferenciais que seus produtos e serviços proporcionavam, as marcas tinha liberdade própria para fazerem o que quisessem. Por mais mentiroso e temporário que fossem. Colocavam o batom no porco. Ficava mais bonitinho (ou ridículo), mas continuava essencialmente um porco.

Rob White disse certa vez que quando perguntamos aos executivos que marcas eles admiram, aparecem invariavelmente Apple, Starbucks, Google. Ampliaria para Zara, Ikea, Nike, Arezzo (para citar um exemplo local). O interessante e comum a elas é que suas marcas são mais a incorporação de sua liderança executiva do que produto do departamento de marketing. As coisas começam do lado de dentro. Não no de fora. Não tem a ver com propaganda, nem mesmo com marketing. Não são mulheres nuas, corredores velozes, lojas iluminadas, comerciais espertinhos. John Gerzema e Ed Lebar definem: “…é a construção de uma empresa que faz o que afirma fazer.” Simples e verdadeiro assim. Tão importante que agora a HP tenta resgatar o velho espírito inicial de Hewlett e Packard no seu Make it Matter.

 

Nisto acreditamos. Que devemos ser bons em algo. E em paralelo testar os insights de mercado para comprovar a vantagem de estar nesta posição. Voltando a Steve Martin, agora em um de seus livros. Lá ele afirma: “Love is a promise delivered already broken.” Para as marcas, este caminho é uma rua sem saída: dizer para as pessoas somente o que elas querem ouvir. O bumerangue que você jogou irá voltar rapidamente em direção a sua cabeça mais rápido que imagina. Se não treinou para pegá-lo, terá problemas urgentes. E não serão nada engraçados.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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O chato mundo dos discursos que parecem piadas sem graça

Até quando você vai ficar comendo mosca…

Estou lendo um livro escrito por Douglas Edwards, funcionário número 59 da Google, na época em que a empresa era apenas uma startup do Vale do Silício no meio de tantas outras. Em um trecho do livro Sergey Brin (co-fundador junto com Larry Page) pergunta a um grupo de funcionários qual era a maior despesa corporativa? Vou confessar que a primeira coisa que veio a minha mente foi folha de pagamento e encargos! Mas Sergey, depois de ouvir todo tipo de resposta, respondeu: Custo de oportunidade! Eu sei o que é custo de oportunidade, mas nunca havia pensado nisso como uma despesa. Segundo Sergey os produtos que não estavam sendo lançados e os negócios que não eram feitos ameaçavam o Google muito mais do que um item do orçamento. Naquela época o Google praticamente não tinha receita e ainda buscava o seu lugar ao sol no cerne do colapso das “ponto.com”!

Quantas chances de negócios deixamos passar sem nem perceber? Quantas vezes você vê alguém ganhando dinheiro com um negócio e diz: “cara, eu também poderia estar fazendo isso!”, ou “como a concorrência pensou nisso antes de nós!”. Esse é o custo de oportunidade fazendo um buraco tão grande que você pode pular nele e morrer antes de chegar sequer a bater no fundo!

Quantas oportunidades você teve para fazer algo novo, mas o comodismo te impediu? A rotina pode ser boa às vezes, mas condiciona seu cérebro como se estivesse usando uma viseira de cavalo na cabeça, te impede de olhar para os lados e perceber as oportunidades ao seu redor. Se alguém te pergunta se está tudo bem e você responde “na mesma, sabe como é”, cuidado, você está no primeiro estagio da letargia. No mundo corporativo vemos isso o tempo todo. Empresas permanecem 10 ou 20 anos fazendo a mesma coisa esperando resultados diferentes, isso é loucura! Não adianta bater no peito e dizer que você tem o melhor produto ou o melhor serviço do mercado, se o mercado se renova e você fica comendo mosca.

Atualize-se, mantenha sua mente aberta e busque novas ideias por mais malucas que elas possam ser agora, no futuro pode ser a diferença entre sobreviver e ditar tendência.

Somos seres humanos programados para sobreviver, alguns poucos vão alem e realizam coisas formidáveis! A oportunidade está nas coisas que você ainda não fez! Mexa-se ou outro fará em seu lugar!

 

Johnny Mineiro

Empreendedor

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Até quando você vai ficar comendo mosca…

A nova rede social que já superou Linkedin, YouTube e Google+

Sempre acreditei que as novas ferramentas tecnológicas são potencializadores para ações que já praticávamos, como no caso das redes sociais que já existiam e que a tecnologia apenas tornou mais fácil a interação com mais pessoas em menos tempo.

Da mesma forma, um velho hábito adolescente de afixar imagens interessantes em um painel no seu quarto ganhou sua versão digital no Pinterest, a rede social de compartilhamento de imagens que foi lançada há dois anos e que, por sua simplicidade a princípio não chamou muito a atenção.

Porém já em agosto de 2011 foi eleito pela revista Time um dos 50 melhores sites do ano e em janeiro de 2012 atingiu 11 milhões de visitas por semana, superando Youtube, Linkedin, MySpace e Google+ . Como se não bastasse, segundo levantamento da empresa de pesquisas comScore, o Pinterest foi o site que mais rapidamente ultrapassou o índice de 10 milhões de visitantes únicos na história.

Aproximando pessoas e gerando negócios.

A ideia central do site é aproximar as pessoas através de da descoberta de gostos comuns transmitidos pelos elementos que elas afixam nos seus murais. E pode ser qualquer coisa que seja considerada digna de interesse, aí valendo critérios pessoais como curiosidade, originalidade, humor, etc.

Dentro desta dinâmica de criar murais de ilustrações, fotografias e dicas entre outros, o usuário padrão do Pinterest tem permanecido conectado em média 98 minutos por dia – ainda longe das 7 horas do Facebook, mas impressionante para um site tão recente.

Por suas características que favorecem a divulgação de elementos ligados à moda, decoração, culinária e sugestões de presentes, mais de 60% dos usuários são do sexo feminino.

Mais do que uma rede social, uma vitrine digital.

Sabendo-se que as mulheres concentram a maior parte da decisão de compra, é natural que esta segmentação seja atraente para quem está em busca de um novo canal de vendas. O próprio site favorece esta abordagem através da seção Gifts, um espaço onde a marca pode expor seus produtos divididos por faixas de preços. Basta o usuário clicar na imagem para ser direcionado para o site da empresa.

O leque de oportunidades de negócios que se abre é impressionante, uma vez que as pessoas passam a influenciar umas às outras, seja incluindo espontaneamente imagens dos seus produtos preferidos ou clicando nos artigos expostos pelas empresas nesta nova vitrine digital.

Como exemplos de marcas que já participam desta rede, podemos citar Nike, Virgin e Gap, além de lojas de departamento, personalidades do mundo da moda e órgãos de imprensa.

Em resumo, há fortes indícios de que o Pinterest seja o próximo grande sucesso das redes sociais, pois quando a tecnologia aproxima o lazer do consumo, o resultado tende a ser bastante lucrativo. Para os que souberem aproveitar, é claro.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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A nova rede social que já superou Linkedin, YouTube e Google+

Não pratique “bullying” com suas ideias, muito menos com as dos outros!

Manifestar nossa verdadeira opinião não é uma tarefa fácil de executar. Saber se colocar em determinadas circunstâncias, exige muito destreza de nosso raciocínio do que propriamente habilidade de articular as palavras. Não estou falando em ser “frio” e agir como uma verdadeira rocha, estática. De ser passivo e só observar, esperando por um momento. Até por que esse momento, pode não chegar.

Ao contrário. Se trata de aguçar os sentidos e ter o “feeling” necessário para construir esse momento. Encontrar o ponto certo para que você possa ter o melhor aproveitamento da exposição de sua ideia, conquistando adeptos. Se tiver “sorte”, também conquistará contestadores. São eles que nos ajudam a reforçar e a melhorar os nossos pontos de vista a respeito da ideia em questão.

Canso de presenciar determinados jantares ou almoços “inteligentes”. São aquelas reuniões onde os membros discutem diversos assuntos, envolvendo várias áreas. Tratam sobre política, sociedade, comportamento…sobre como está a performance no trabalho, sobre atitudes conscientes de cuidados do ambiente e saúde e, dependendo da intimidade, até mesmo a performance no sexto. Porém, o fato curioso e discutível é quando ocorre uma adesão geral aos pacotes de ideias discutidas. Dificilmente uma pessoa sairá de um encontro desses e irá querer rever seus conceitos em razão assimilação de um ponto de vista diferente ao seu. Talvez porque tal ponto de vista não queira ser exposto tão abertamente pelo colega.

E sendo assim, certamente se olhará no espelho quando chegar em casa e acreditará que está salvando o mundo simplesmente por usar bicicleta para ir ao trabalho, ou ainda que é sexualmente atrativo por transar quatro vezes por semana. Aliás, quantidade e qualidade não costumam andar juntas.

Mas enfim, não vejo nisso o “fim dos tempos”, mas sim um não aproveitamento de “energias”. Ninguém quer “perder tempo” do lado de alguém que não lhe agregue, seja nas reuniões de trabalho ou mesmo na vida pessoal. Nesse caso, penso que podemos mais e precisamos mais! De pessoas preparadas, acima de tudo, para ouvir críticas, ponderar e traçar novas novas ideias a partir disso.
Estimular a discussão saudável de abordagens que realmente possam provocar no mínimo uma reflexão e quem sabe uma mudança de comportamento. Buscar o novo. Agregar!

Para se ter uma ideia, esse é um dos pontos mais discutidos em um ambiente que não apresenta “maiores pudores” na exposição das palavras. Falo da internet. Segundo dados de uma matéria da revista Veja dessa semana, passamos de uma era de “buscas”, a qual o Google foi responsável, para uma era “social” que tem como “pivô” o Facebook. Tal rede social cresceu tanto, que já promove mudanças dentro de sua ferramenta, as quais estimularão que o indivíduo tenha cada vez menos interesse de recorrer a recursos de outras áreas da internet. A ideia de rede dentro da rede é cada vez mais eminente.

A discussão vem em razão de que esses mecanismos em que Google e Facebook se apoiam, armazenam informações sobre pesquisas anteriores e delimitam o resultado de buscas futuras. Ao longo prazo, podemos ficar expostos a somente ideias que confirmem aquilo que já acreditamos ou que já vimos.Por hora, vemos uma série de conteúdos sendo postados, discutidos e transformados, o que deveria acontecer não somente em nossa vida “on-line”, mas sim na “off-line” também, para que os jantares e reuniões sejam inteligentes de fato.

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
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A INTERNET É O QUE VOCÊ FAZ DELA

Muito se fala sobre os perigos que a internet nos traz… É perfil que mostra seus interesses, fotos que mostram como você é e check-ins que mostram onde você está.

Jovens estando no colégio na época em que surgiram as redes sociais, já tiveram que responder sobre os perigos da internet até em prova. Professores e pais que não entendiam o que estava acontecendo na web tentavam fazer acreditar que por trás de cada nickname existe algum psicopata, seqüestrador ou assaltante investigando sobre você e tentavam te fazer “sair deste mundo”.

A internet trás sim muitos perigos, assim como atravessar a rua. Mas você não vai deixar de atravessar a rua só porque existe algum perigo nisso. Você simplesmente atravessa porque aprendeu a fazer isso evitando acidentes que podem vir a ocorrer. Na internet é a mesma coisa!

A Coca-Cola não diz que os bons são maioria? Pois então, agora é o Google Chrome que está mostrando o lado bom das coisas com a sua campanha “A internet é o que você faz dela”.

Já são 7 vídeos que contam 7 diferentes histórias de pessoas que exploram as ferramentas que a internet nos oferece e o fazem da melhor maneira possível.

O mais recente deles fala sobre uma brasileira que encontrou um cachorro perdido na rua. No vídeo a trajetória da Carol é contada desde quando ela encontra o “Boeing” até o momento em que eles encontram o verdadeiro dono do cãozinho.

Assim como ela, outras pessoas utilizaram as mídias online para construir negócios, homenagear um artista e mesmo criar uma ação de apoio às pessoas que sofrem preconceito por serem homossexuais.

Essa campanha reforça a idéia de que a internet nos traz infinitas possibilidades. Hoje em dia, podemos comprar tudo que precisamos pela internet, desde carros e passagens aéreas até o seu almoço, ou mesmo vender algo que possuímos. Estamos diretamente ligados com o mundo inteiro e podemos agir nos 4 cantos do planeta, como é o exemplo do site “Avaaz.Org – O Mundo em Ação”, onde se pode contribuir com causas nobres que você nem sabia que existiam.

É claro que sempre vão existir aquelas pessoas que ficam atrás de um computador querendo prejudicar os outros, assim como existem aqueles que jogam lixo nas ruas e que não respeitam as leis de trânsito, mas assim como é no mundo off line, o que NÓS fazemos na internet é que define o que ela é.

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Vera Muller (pensadora mercadológica)

com Juliana Cappelatti (inteligência coletiva da Marketing Viewer)

A INTERNET É O QUE VOCÊ FAZ DELA

Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

Dica de gestão 135 de 300: Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

O texto é polêmico para quem nasceu a partir de 1980 e, principalmente, para aqueles que compartilham de ideais tão mal entendidos quanto o típico médio cidadão da geração Y. Se você se enquadrar num destes casos, não perca tempo, não leia mais. Você não vai gostar, vai bloquear qualquer informação e continuará sua vidinha do jeito que vais levando.

O título deste post eu ouvi de um empresário que emprega talvez uns 150 profissionais da geração Y, quase todos eles ainda em cargos iniciais na organização. Variações desta “frase-título”, umas bem piores que nem podem serem ditas neste post, são comentadas por muitos outros empregadores. Muitos empresários decidiram pelo mais fácil, que é não contratar mais jovens geração Y ou contratar apenas para o trabalho que é possível adestramento. Nos demais cargos, vamos trazer de volta os mais velhos. Isso se comprova por estatísticas de empregabilidade, onde nos últimos anos muitos “pseudo-aposentados” pela geração Y estão retornando sob uma salva de palmas aos seus postos. Mas tirando a polêmica acusatória sobre a geração Y, este texto trata sobre valores e sobre doação. E isso ainda falta muito para esta geração. Obviamente que temos pessoas distintas em qualquer geração, como é o caso do meu amigo Fabio Buss (@fabiobuss), típico geração Y mas com fortes e bem estruturados valores pessoais. Eu que o conheço, sei que tem um caráter digno, valores familiares, espirituais e de trabalho elevados. E isso é demonstrado no seu currículo e realizações (então, se você é da Geração Y, fique calmo, tem exceções e tem esperança). E também tenho amigos empresários de 60, 70 anos ou mais, muito conectados no mundo e mais mente aberta do que qualquer geração Y que exista hoje vagando pelo planeta sem direção. Mas em ambos os casos, o que se verifica é um profissional com atitudes e competências atualizadas para o momento, mas com forte base de valores. Diferentes da maioria da Geração Y. Como um pensador mercadológico, que observa mercado, interage e decide hoje em dia, tenho que escrever este alerta para esta geração. São coisas não ditas abertamente, mas que influenciam os bastidores. São coisas não declaradas mas que existem. São coisas que podem “travar” um pouco a Geração Y se algo não for feito a tempo. Durante muito tempo na nossa história o humor foi usado para dizer o que era perigoso ser dito abertamente. Hoje, isso retornou. Se pegarmos o vídeo abaixo, notaremos como o humor está sendo usado para esculachar os valores defendidos pela geração Y. E isso forma opinião, pois em pouco mais de 3 meses, já foi visto por mais de 250 mil pessoas.

Mas enfim, o que forma uma geração? (clique no leia mais)

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Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?