Entrevista com empreendedores apresenta: Grão Brasil Café

Em 1998 ele abria na cidade de Novo Hamburgo. Recentemente foi passado de mão. No comando de Felipe Schmitt-Fleischer e seu sócio, reabriu em uma bela casa de 2 andares em uma esquina da cidade. Sua proposta de gastronomia diferenciada e autoral, ambiente acolhedor e atendimento especial é percebida após você entrar na loja e começar a escolher no cardápio. Há muito tempo atrás eu fui apresentado aos sanduiches do Grão Brasil por uma tele-entrega em uma reunião-almoço. O sanduiche foi devorado. Era muito bom. A combinação de ingredientes e o gosto são únicos. Um dia, conversando informalmente com o Felipe, chegamos a conclusão que este negócio sendo franqueado seria uma explosão, pois depois de tu comer uma vez tu volta. Se você estiver passando por Novo Hamburgo, não deixe de visitar o Grão Brasil Café. Você vai gostar.

Segue a entrevista com o Felipe:

1. O que é o negócio para você?

O negócio é uma forma de realização pessoal. É conseguir colocar em prática ideias e conceitos em um propósito. Também é uma forma de desenvolver novas habilidades, sobretudo relacionar-se com o público final e ter o imediato retorno sobre a experiência que estão vivenciando.

2. Como iniciou esta ideia? Qual a oportunidade identificada?

A ideia se iniciou a partir do fato de ser cliente de um negócio que se encerrava. Não porque havia dado errado, muito pelo contrário. Então acredito que quando, parafraseando o livro Rework, “coçamos a nossa coceira” fica muito mais fácil dar certo. Quando somos clientes e sabemos aonde a proposta nos cativa, é mais simples de conduzir. Pois estamos do outro lado, sabemos o que queremos encontrar. Assim a oportunidade nasceu, a partir uma marca que seria encerrada, mesmo sendo amada por seus clientes. Afora isso, sempre tive vontade de desenvolver um negócio próprio na área da gastronomia e do entretenimento. Então surgiu uma janela que talvez não se abrisse dessa forma no futuro. E a decisão tinha que ser tomada naquele momento.

3. Qual a maior dificuldade de empreender um negócio próprio do zero?

Hoje existem muitas dificuldades, desde a localização de um bom ponto comercial, até as fontes mais adequadas de financiamento. Mas acredito que a dificuldade maior seja encontrar fornecedores confiáveis, que cumpram mínimos princípios de qualidade, tempo e custo. Para vencer as dificuldades, é preciso organização e muito força para seguir em frente. E isso sempre vai existir se você acreditar que aquele propósito tem a ver com sua vida.

4. Quais são as competências necessárias para um empreendedor se dar bem em um negócio próprio, começando do zero, sem nenhuma ajuda financeira?

Organização, criatividade, perseverança e capacidade de construir relacionamentos.

5. O conhecimento na área que esta se empreendendo é algo muito importante para iniciar um negócio?

Relativamente, como antes comentei o conhecimento como cliente é muitas vezes mais importantes, pois clarifica o valor procurado em um negócio, facilitando como a oferta deve ser organizada. A partir dela a estrutura do negócio irá se formar, com as pessoas certas para realizar essas entregas. Aqui entra a capacidade de gestão. Logicamente as necessidades de um bistrô tem algumas particularidades que devem ser respeitadas.

6. Qual a sua meta para 05 anos com este negócio?

Firmar a posição de marca dentro da região e iniciar a expansão.

7. Sociedade dá certo? O que fazer para preservar uma sociedade próspera?

Sim, desde que haja papéis definidos, bem como uma constante comunicação aberta e clara.

8. Se alguém quiser entrar em contato com você, como fazer?

O contato pode ser feito no Grão Brasil Café (R. Silveira Martins 13 – Novo Hamburgo – (51) 3066.3655 felipe@cafegraobrasil.com.br)

 

Entrevista com empreendedores apresenta: Grão Brasil Café

Salve as ideias fantásticas matando as medíocres!

As ideias estão por aí. Surgem em cada mesa de bar, discussão de amigos, reuniões e brains diversos. A diferença está em tirá-la do limbo do “se” ou do “quem sabe” para a execução. Alguns desafiam os propagadores delas a meros palpiteiros que nunca construíram nada. Nessa sacola entram os consultores, professores e outros afins. Fácil dizer. Mas vá lá e faça, quero ver. Outra história. Mais complicado e muito diferente do que a mesa de bar cheia de cervejas ou sala de aula com quadros rabiscados.

 

Charlie Hoehn disse que devemos testar decisões antes de levar adiante. Simples. Se a resposta for um sim para sua execução. Pense novamente (obviamente se for não, parta para a próxima). Agora se mais que um simples sim, for um hell yeah!, caia de cabeça nela. Entre no carrinho da montanha russa, não importa quantos loopings vai ter pela frente. Nada de calma e contemplação. Vento no rosto, coração batendo mais forte. E assim entrei nele (e por conseqüência me distanciei temporariamente deste blog).

Ano passado passei pelo teste descrito por Charlie. Uma ideia há muito tempo guardada, algo no ramo do entretenimento e da gastronomia combinou com uma oportunidade única de uma marca que não podia desaparecer. Um bistrô com 12 anos de história, clientes apaixonados, bons produtos, um serviço reconhecido. Respeito, simpatia, preferência e amor. Hell yeah!!! Hora de fechar outras portas do passado. Recolher velhas coisas e guardá-las porque já estavam velhas. E olhar para a frente. Encontrar sentido nas conexões e executar.

Quando acontece o “hell yeah” a convicção recebe doses extras de incentivo. Os desafios, dificuldades e reveses não bastam para desistir. Mesmo quando tudo parece longe, você sabe que está mais perto. Pois você sabe o que fazer e o como fazer. Mas o mais importante é o porque fazer. Há propósito, sentido, tanto na marca quanto no negócio. E toda certeza é reforçada quando ainda de portas fechadas, você fala com uma cliente na porta do bistrô quase em prantos dizendo: “Vocês não sabem a alegria que deram para minha vida voltando com o Grão Brasil. Eu vim até aqui porque me contaram e queria ter certeza que isso era verdade.”

Quantas marcas somem de nossa paisagem e sentimos falta delas? Poucas, muitas são tão invisíveis que sequer sabemos se ainda estão vivas. Mas as especiais deixam um vazio e uma reconfortante sensação de resgate e preenchimento quando voltam. Hell yeah! Aí vale a pena. Independente dos riscos, dos loopings. Mais do que pratos elaborados, sanduíches gourmet, cervejas e espumantes gelados, falamos de uma experiência. Uma parada. Um relaxamento. Algo que faça a diferença na vida das pessoas.

Faça esse teste toda vez que estiver diante de uma decisão. Não mate as ideias empolgantes. E avalie bem as medianas. Boa parte deve mesmo ir para o lixo. Toda vez que perder tempo com elas vai deixar de fazer algo realmente memorável. Algo que possa deixá-lo suspirando de empolgação. E que pode converter as pessoas na mesma direção. Assim são os negócios. As marcas. E a vida.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Salve as ideias fantásticas matando as medíocres!

Quando sua marca não é mais sua (e isto é bom).

O sucesso absoluto talvez possa ser medido quando um negócio já não pertence mais ao seu criador. Sua marca, de tanta intimidade e identificação com o público, passa a ser dele. Não é mais sua. Muitos tentam chegar nesse estágio máximo. Poucos triunfam. Talvez porque fórmulas prontas e enlatadas em livros de gestão não possam trazer à tona todos os mistérios dessa construção. Tal qual os relacionamentos humanos, não temos respostas para tudo. Porque amamos, odiamos, rejeitamos e choramos. Quando essas marcas caem em nosso coração, não saem de nossa cabeça. Nas salas de aula de administração, os cases de algumas são repetidos à exaustão, Apple, Harley-Davidson, Coca-Cola. Mas não precisamos ir tão longe, algumas podem estar bem mais próximas e ligadas a nossa realidade. Vou propositalmente dividir o texto em três partes, com objetivo de olhar o lado do negócio, da teoria e do cliente.

 

Vamos ao exemplo, Grão Brasil Café, cafeteria localizada em Novo Hamburgo (RS). Entender como alguns aspectos ajudaram a compor seu caminho de negócio e Continue reading “Quando sua marca não é mais sua (e isto é bom).”

Quando sua marca não é mais sua (e isto é bom).