Inovação Verde: quem ficar de fora pode entrar no vermelho

Há alguns anos o adjetivo “verde” era associado a uma minoria de ecochatos ou partidos políticos radicais. Hoje os negócios verdes estão virando uma prática padrão para os principais setores da economia mundial. Um movimento que muitos já caracterizam como uma terceira revolução industrial que obrigará as empresas a buscar o caminho da inovação e agir de forma sustentável.

Dentro deste contexto surgiu a “greenovation” (green + inovation, inovação verde em inglês) que reúne os conceitos básicos de inovação e sustentabilidade para gerar valor ao atender às demandas atuais sem comprometer os recursos ambientais das futuras gerações.

Como exemplo desta nova cultura, a japonesa Blest Corporation criou um modelo de negócio a partir da sua máquina que converte resíduos plásticos em óleo combustível.

Segundo Hitendra Patel, diretor do Centro de Excelência em Inovação e Liderança de Cambridge, as empresas que não acompanharem a onda verde, sofrerão fortes abalos ou poderão ter suas existências comprometidas quando ela chegar de forma definitiva.

Isto porque as questões ambientais estão tendo grande repercussão, contribuindo para que os clientes passem a questionar a forma de conduta das empresas das quais adquirem seus produtos e serviços. Na Europa mais de 60% dos consumidores já buscam produtos com alguma certificação que comprove que as indústrias que os manufaturaram sejam verdes.

Ou seja, em uma sociedade onde a informação está cada vez mais acessível e as pessoas estão se tornando mais conscientes, os gestores não podem mais pensar apenas em competências administrativas, racionalidade de processos e qualidade de produtos/serviços. Os negócios hoje precisam ser economicamente lucrativos e ambientalmente sustentáveis.

Um exemplo de inovação em prol da sustentabilidade é o da marca de artigos esportivos Puma que, focada na quantidade de resíduos gerados por suas embalagens, criou a Puma Clever Little Bag:

 

Dentro desta linha, a Puma também desenvolveu uma surpreendente sacola totalmente biodegradável: a Puma Clever Little Shopper

 

É importante destacar que não basta fazer apenas marketing verde (também conhecido como “greenwashing”), pois com a disseminação de informações sem controle pelas redes sociais, as empresas que apenas utilizam apelos ecológicos sem efetivamente fazerem nada de concreto estão sujeitas a serem rapidamente expostas. Em resumo, para capturar o valor da sustentabilidade é essencial que se cumpra o que foi prometido.

Por isso a promessa deve ser viável, perceptível e adequada ao DNA da empresa, como é o caso da Toyota, cujos produtos são em essência ecologicamente inccorretos. A sua linha de veículos híbridos atende às expectativas dos consumidores que não abrem mão de ter um carro, mas sentem a necessidade de apaziguar suas consciências:

http://www.youtube.com/watch?v=ApIKJNuHMUM

 

Para finalizar, estamos apenas molhando os pés neste vasto oceano de oportunidades que a inovação verde pode nos trazer. Acredito que vale a pena reavaliar o que estamos fazendo, a forma como estamos fazendo e como estamos entregando nossos produtos ou serviços para torná-los ambientalmente menos agressivos. Se contribuir para a preservação dos recursos naturais para os seus filhos e netos não for estímulo suficiente, pense na preservação do seu próprio negócio. Em um futuro próximo quem não entrar na onda verde pode ter dificuldades para sair do vermelho.

Leandro Morais Corrêa

Jornalista/Pós-Graduado em Marketing

Diretor da Business Presss Inteligência em Comunicação e Marketing

www.businesspress.com.br

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com

Fontes:

Green Nation  – www.greennation.com.br

Nosso Mundo Sustentável  – www.clicrbs.com.br/especial/rs/nossomundo/19,0,3209864,Para-inovar-e-preciso-criar-parcerias.html

12º Congresso Internacional da Gestão do PGQP www.mbc.org.br/mbc/pgqp/hot_sites/12_congresso_inter/

Inovação Verde – www.inovacaoverde.com.br/

Ideia Sustentável – www.ideiasustentavel.com.br

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