Feliz ano novo!

Feliz ano novo! Não dá para contar tão fácil na minha Timeline do Facebook quantas saudações desta eu recebi na ultima quarta-feira, pós-carnaval. Pessoas de diversos cantos do Brasil compartilhando e escrevendo sobre isso. “Agora o ano começa”, era a principal sensação de todos. Tem outros que dizem que isso é coisa do passado, quando as famílias faziam “veraneio” (do tipo 30 dias ou mais na praia direto). Mas na prática, pelo menos aqui no RS, acredito que em parte ainda seja uma verdade. Na capital, a cidade fica muito vazia nestes meses e nas empresas existe uma dificuldade de encontrar os decisores. Aproveitam o período para ir ao sol e salgar um pouco o corpo na praia. Com estruturas cada vez mais enxutas nas empresas, talvez diferente do passado, hoje ninguém fica para tocar as coisas (quem fica não decide nada, só anota recado). As empresas param e se espera passar a época dos pandorins. Quando o carnaval acaba, todos voltam e vão recapitular o tal do planejamento estratégico do final do último ano. Onde mesmo que paramos em dezembro? Pois é, dois meses se passaram. Agora o ano tem 10 meses e temos que recuperar os 2 meses que se passaram. Começa a correria e pau pra cima dos gerentes.

Evidente que não são todos os profissionais e nem todas as empresas, mas apostaria que você conhece pelo menos uma dúzia de empresas que pensam assim. Pois é. Particularmente eu gosto dos meses iniciais do ano. Este ano, aqui na empresa, nós não fizemos férias e trabalhamos muito. Os resultados começam a aparecer e isso é gratificante. Pelo menos te reenergiza. Férias ficarão um pouco mais para a frente. Lembro da minha época de estágios de faculdade, que esperava ansiosamente janeiro chegar pois a concorrência diminuia muito para se conseguir vagas. Enquanto uns descansavam, nesta época eu pegava estágios que achava interessante. Há pouco tempo atrás eu iniciei um diagnóstico em uma empresa e comparando as vendas semestrais históricas eu perguntei por que em determinado semestre as vendas cairam 15%. A resposta foi: “o carnaval foi em março!” Uau! Parece que se por uma mágica o carnaval fosse depois do dia das mães nada se venderia até esta data passar. Parece uma época almadiçoada para os negócios. Imagino o pessoal rezando para que o tempo passe rápido, para que os negócios melhores passando o carnaval.

Mas será mesmo que o culpado é o carnaval? Acredito que se tiver uma parcela desta culpa de baixos negócios ela é mínima. O maior culpado são todos que pensam assim, que o ano começa depois do carnaval. Vejo que depois do carnaval a atitude muda, as ações são disparadas, o ânimo se renova a esperança brota. Começa a cobrança. Todos ficam alertas e se mexem. Com atividade, os resultados começam a surgir. Parece óbvio e causal que se você se anda em uma direção coisas irão acontecer. Mas se ficar parado, talvez tudo em volta fique quieto ou pareça ficar muito estagnado, apesar de na realidade se mexer um pouco. Toda esta crença no carnaval me lembra da piada do português-cientista que fazia experimentos com baratas. Ele ia tirando as patas das baratas, uma a uma, e pedindo que a barata pulasse ele media e anotava a altura do pulo. Quando todas as patas foram retiradas e mesmo gritando para que a barata pulasse, ela não saia do chão. A conclusão do experimento foi: após retirarmos todas as patas da barata ela fica surda!

Pessoal, não fiquem surdos. O próximo carnaval está longe de acontecer mas comece já a pensar o que irá fazer no inicio do próximo ano. Pois do contrário, mais um trio elétrico vai passar na sua frente e você vai ficar quietinho esperando que o carnaval passe.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

Feliz ano novo!