Eu compro, sim!

Recentemente eu apresentei a obra “Eu compro sim! Mas a culpa é dos hormônios”, do professor Pedro de Camargo, no evento Outlier Marketing Think Tank (iniciativa do Creachievers – www.creachievers.com.br ). É um livro curioso, que traz mais de 30 tópicos utilizando experiências de economia comportamental e neurociência, com grande ênfase nos aspectos biológicos que fazem o ser humano ser o que é e agir como age, principalmente relacionado as suas decisões de sobrevivência e reprodução. Aliás, o livro argumenta que estes dois drivers (sobrevivência e reprodução) são os que ainda movem a sociedade.

O livro é um compêndio resumido de diversas experiências realizadas no mundo. Algumas bem curiosas, como o poder do humor em nossas decisões de compra. O autor retrata este aspecto trazendo uma experiência realizada com alunos em Harvard. Separados aleatoriamente em duas turmas, uma delas assiste a um pequeno filme triste e o outro fica em outra sala sem fazer nada. Depois são submetidos ao mesmo tempo a um questionário, onde uma das questões era o quanto estariam dispostos a pagar por um squeeze (aquela garrafinha de beber água com uma tampa abre e fecha). O grupo que assistiu ao filme triste afirmou pagar em média U$ 10,00 e o grupo que ficou sem fazer nada pagou em média U$ 2,50. Uau, 4 vezes mais apenas por uma mudança no humor. Cuidado, se você estiver se sentindo triste, o melhor para as suas finanças é não sair de casa!!!

Sobre o aspecto da reprodução, o autor apresenta estudos que comprovam que os homens preferem loiras, mulheres de seios grandes e cintura fina. Loiras pois remetem a mulheres mais jovens e com seios grandes pois representam a capacidade de serem boas mães (a explicação é maior do que isso, mas resumindo muito é isso). Em mulheres com cinturas finas naturais foram identificados maiores quantidades de dois hormônios sexuais: o estradiol e a progesterona. Isso aumenta a atração biológica pois muda comportamentos. Outro dado curioso é que o autor afirma que os casais se casam não por amor, mas sim por complementação imunológica, percebida pela troca de saliva e pelos feromonios, pois com sistemas imunológicos diferentes a prole terá mais chance de sobreviver (o outro direcionador comentado).

E algo bem curioso, que me chamou a atenção é o informacionívoro, ou seja, os viciados por informações. O autor retrata a pesquisa de Biederman e Vessel (Universidade da Califórnia, para American Scientist – 2006), que diz que para o ser humano,  aprender um novo conceito provoca uma enxurrada de hormônios que promovem prazeres comparáveis com o da heroína. Uau! altas doses no meu caso pois não passo um dia sem ler um novo conceito (pelo menos busco muito isso, diariamente).

Enfim, o livro é simples de ler, não pretende ser algo revolucionário, mas para iniciantes nestes assuntos ele retrata muitas experiências. Vale a pena ser lido e verificado na realidade se tudo se aplica a nossa realidade e cultura. Fica a dica!

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Livro “Eu compro, Sim” de Pedro de Camargo

– Fonte da imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=998524

 

Eu compro, sim!

Se Nicolas Cage for a estrela, o filme deve ser muito ruim

O primeiro é o melhor. É o que um estudo conduzido por pesquisadores de Berkeley e Harvard encontrou. Depois de uma série de experimentos que incluíam mostrar imagens de criminosos para os grupos testados e solicitar a escolha de um a ser perdoado, os resultados mostraram que as pessoas tinham uma predisposição a preferir os primeiros.

Verdade já há muito tempo aceita. Os primeiros blocos de comerciais são mais caros, as primeiras páginas de revistas e jornais também. Mais recentemente, nas buscas na internet, aparecer nas primeiras opções passou a ser um objetivo importante para empresas e marcas. De fato, as pessoas são preguiçosas e tentam resolver seus problemas mais rapidamente de forma a irem para o próximo.

O ser humano fatia fino. Analisar o conjunto de informações disponível seria loucura e nos faria passar horas ou dias para tomar decisões prosaicas. Assim simplificamos sempre, seja escolhendo o primeiro, seja repetindo comportamentos sem questioná-los. Um desafio gigantesco para você, se não estiver no grupo de marcas preferido ou estiver escondido no último corredor na gôndola dos fundos.

Assim olhamos para um filme em cartaz no cinema. Caso Nicolas Cage seja a estrela principal, temos quase certeza que diversos atores do primeiro time recusaram o papel. E se isto aconteceu, é porque o roteiro e, por consequência o filme, é uma sonora porcaria. Poucos darão a segunda chance.

Furar essa bolha não é fácil. Geralmente custa muito dinheiro, já que os canais, sejam de comunicação ou distribuição, impõe barreiras financeiras importantes no seus postos mais nobres. Alcançar aquele espaço desejado de primeiro na mente do consumidor em determinada categoria, também é alvo para poucos. E em todos os casos cabe sempre perguntar se apenas o primeiro tem direito ao espaço dos vencedores? Facilita sim, mas não é o único caminho certamente. Basta olhar as pesquisas top of mind e comparar o sucesso de marcas que figuram longe daquele ranking. A vida às vezes ensina que o prestígio vale muito mais que a popularidade. Há esperança. Talvez menos para Nicolas Cage.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Se Nicolas Cage for a estrela, o filme deve ser muito ruim

Em busca do meu tesouro

Eu já passei da fase de procurar o tesouro no final do arco-íris. Também já deixei de procurar garrafas com tampa de rolha e um mapa-pirata dentro, nas praias que já frequentei. Mas o Tesouro de Bresa me chamou a atenção e fui entender mais o contexto. Este tesouro eu quero.

Conta a fábula de Malba Tahan, que uma vez na Babilônia foi ofertado a um alfaiate vários objetos por um comerciante que estava de passagem. Entre os objetos, um grande livro, de muitas folhas, lhe chamou a atenção. O livro continha capítulos para serem decifrados, em diversas línguas, contendo textos, equações matemáticas, princí­pios e ensinamentos. Mas para o homem que decifrasse o livro, era prometido uma fortuna nunca encontrada, o Tesouro de Bresa.

Com muito esforço, pois o livro era uma fortuna, o pobre alfaiate negociou e comprou. Por muitos anos ele estudou o livro. Mas para entender teve que antes dominar muitas línguas diferentes, dominar as diversas ciências, incluindo a matemática. Com este estudo disciplinado, deixou de ser alfaiate e as oportunidades foram surgindo, uma atrás da outra. Depois de muitos anos, e de ter lido e relido o livro duas vezes, já morava em um sultuoso castelo, com toda a mordomia, relacionamentos e prosperidade que poderia ter. Mas uma coisa ainda não entendia: onde estava o Tesouro de Bresa?

Contou a sua história a um antigo sábio e perguntou pelo tesouro. Prontamente o sábio respondeu: o tesouro você já achou. Esta dentro de você. “Bresa” significa “Saber”, e com este tesouro, você mudou de vida e conquistou tudo o que queria. Aproveite e continue sempre aprendendo e estudando.

Esta bela história nos faz pensar, em como estamos lidando com a nossa atualização profissional. Em uma pesquisa de Harvard, foi identificado que apenas 10% da população busca o conhecimento e sente prazer no aprendizado. Os outros 90%, buscarão aprender algo se for uma imposição profissional.  Onde está o nosso treino diário para ser melhor do que fomos ontem. Você se operaria, sabendo que sua vida estivesse em jogo, com um médico que não se atualiza há mais de 20 anos? Você confiaria a sua liberdade para um advogado que não estuda as leis há mais de 10 anos? Você confiaria a sua carreira e o seu destino para uma pessoa como você?

Enfim, a história me fez reforçar certos princípios que tenho e espero que faça o mesmo por vocês.

 

Para ouvir a história do Tesouro de Bresa, use o vídeo abaixo:

Para baixar a fábula em PDF, clique neste link: O tesouro de Bresa.

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