COMO CONTRATAR IMBECIS PARA SUA EMPRESA

Quando falo com alguns amigos e conhecidos sobre suas empresas têm uma queixa que é recorrente, funcionários. Seja uma equipe de cinco ou de cinquenta a história é sempre a mesma, se você tem uma empresa e precisa de pessoas para te ajudar a fazer ela funcionar pode ter certeza que você um dia vai contratar um imbecil e é bem provável que tenha 1 ou 2 trabalhando com você neste momento. Montar uma equipe que esteja fechada com a empresa é tão complicado quanto conseguir clientes, por isso filtrar os imbecis na hora da entrevista pode ser sua melhor contribuição para empresa.

Identificar esse tipo de pessoa não é simples e normalmente você é pego em uma armadilha na hora da entrevista que eu chamo de “síndrome da humildade” que afeta todo candidato a emprego. Fiz uma lista das características que todo candidato possui em uma entrevista:

– Proativo;

– Comprometimento com o resultado final;

– Espírito de equipe;

– Trabalha melhor sob pressão e adora desafios.

 

Nisso você tem um CV de 10 páginas falando da experiência da pessoa desde o jardim de infância. Você fica impressionado com as empresas onde ele já trabalhou, faz meia dúzia de perguntas programadas, fica mais impressionado com as respostas diretas, mas o que lhe chama a atenção é a humildade que ele transparece naquele momento. Meus parabéns pois existem boas chances de você ter contratado um imbecil para sua equipe.

No primeiro dia de trabalho você reúne sua equipe para apresentar o novato e tratar de outros assuntos, mas a pessoa que faz a limpeza e é encarregada também de preparar o café todas os dias não foi trabalhar por que está doente. Você então pergunta se alguém poderia se oferecer para preparar o café para a reunião e instrui o grupo avisando que tudo que é preciso está na cozinha. Passa um tempo e ninguém se manifesta então você tenta incentivar com um “vamos lá pessoal, ninguém será demitido por fazer um café ruim”. Surgem algumas risadas tímidas e nisso um gerente que já trabalha a mais de um ano se habilita para a tarefa, mas avisa que faz um café muito forte que não é para o gosto de todos. Novamente você pergunta se alguém gostaria de ajudar o gerente a deixar o café mais suave e ao gosto de todos. Em um primeiro momento novamente ninguém se mexe, até que a secretária diz que pode ajudar e vai para cozinha. Dois minutos depois a secretária volta e diz que não está encontrando os utensílios para preparar o café e então mais duas pessoas a seguem para a cozinha a fim de ajudar e você em tom de brincadeira, mas falando sério avisa que “temos apenas mais quinze minutos para terminar a reunião e discutir todos os assuntos.”

Quando você olha em volta vê apenas o novato sentado olhando para o relógio da parede esperando que a equipe volte da cozinha para começar a reunião. Ai você lembra das “qualidades” que o novato afirmou que tinha na entrevista e em nenhum momento ele se prontificou em ser proativo e ir fazer o café, ou se quer se preocupou se o café ficaria bom ou ruim, tão pouco quis ajudar alguém da equipe, mesmo quando foi lhes dado um prazo para terminar a tarefa. Neste instante você sai da sala e vai para a cozinha terminar lá a reunião e deixa o novato olhando para as paredes, pois você acabou de diagnosticar que ele sofre da “síndrome da humildade” apenas quando está em uma entrevista.

 

Assista ao vídeo. Sensacional! 

 

Até o próximo

 

Johnny Mineiro

Empreendedor

http://www.facebook.com/johnny.mineiro

 

 

 

 

COMO CONTRATAR IMBECIS PARA SUA EMPRESA

Em que ponto da jornada passamos a ser tão arrogantes?

Você já deve ter visto esta cena algumas vezes. Na feira de negócios, a grande indústria que estava apagada volta com tudo e retoma participação de mercado. Algumas pequenas acertam a proposta e explodem de visitação e venda. E tem aquelas líderes que há muito tempo fazem a coisa certa e estão sempre na lembrança e na cabeça da lista de “empresas a visitar” em qualquer feira de negócios. Esse dinamismo e dança de cadeiras faz parte de qualquer negócio e principalmente nos negócios de moda que navego. Em três dias de feira devo falar com pelo menos 100 donos de empresas ou gerentes de mercado, clientes e não clientes, de todos os portes empresariais. O interessante é ver o comportamento de todos. Alguns não mudam nunca (isso pode ser bom ou ruim, depende dos resultados atuais). Outros acompanham o ritmo dos negócios, ou seja, humor oscilante. E tem aqueles que se deixam contaminar de tal forma que mudam quando alcançam o sucesso. Quando precisavam de ajuda, tinham um comportamento atento, humilde e receptivo. Quando estão “bombando”, se tornam os reis do mundo, não te atendem mais, seus conselhos não são mais importantes e se bloqueiam a novas ideias de tal forma que viram reflexivos. No espelho somente a sua imagem aparece e cada vez se torna mais brilhante. Pelo menos até a próxima crise ou tropeço, daí surge novamente o menino tímido e necessitado. Eu fico me perguntando: em que ponto da jornada este empresário passou a ser tão arrogante?

Eu gosto e pratico a autoconfiança, a fé, a crença que vai dar certo, a esperança positiva. Mas isso não é arrogância, que no meu conceito, é quando o sucesso encontra uma mente pequena e transborda. A arrogância faz mal aos demais e há decisões equivocadas a todo o instante. O principal fator presente é aquele sentimento que não existe nada e ninguém melhor no mundo capaz de ameaçar esta posição atual de sucesso. Este é um ponto perigoso, pois com arrogância dificilmente você estará em um estado estável e de equilíbrio para navegar em águas agitadas como as do mercado competitivo da moda. Arrogância hoje fará o seu barco encher de água e só restará você ser o último a sair ou afundar com orgulho juntamente com o navio.

Sucesso é bom, desejo a todos os meus clientes. Mas tenho cautela em lhes avisar quando estão cruzando a linha e se tornando arrogantes. Ficar muito tempo em estado de arrogância fará de você um alvo fácil de ser mapeável, com decisões previsíveis e muito vulnerável. Nada dói mais do que subir e descer como um cometa e depois se dar conta que foram épocas de cegueira total que lhe derrubou. Cegueiras regadas a champagne!

Boas vendas e bons negócios.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=621161

Em que ponto da jornada passamos a ser tão arrogantes?