O gigante escorregou

Interessante ver como o nosso varejo de calçados cresce de forma desequilibrada. Tendo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE e o comparativo do último mês de Abril sobre o mesmo mês do ano anterior, considerando o varejo como um todo, de todos os Estados que alcançaram um crescimento acima de 3%, somente o Espírito Santo defendeu a região sul e sudeste. Todos os demais Estados destas duas regiões ficaram abaixo deste índice, sendo que a pior performance foi Santa Catarina, com uma queda de -3,4%. As históricas regiões mais ricas fazem com que o gigante que acordou e deu os seus primeiros passos já de uma escorregada.

Sobre o mercado de calçados e vestuário nacional, o crescimento de receita nominal nos últimos 12 meses alcançou um percentual de 8%, sendo que neste ano já estamos com 10,9% no acumulado. Isso indica uma clara recuperação do segmento com uma leve aceleração este ano. Se considerarmos o volume comercializado, a variação nos últimos 12 meses foi menor, de 4,9% nos últimos 12 meses e de 5,6% neste ano.

Aparentemente podemos pensar que não está tão ruim, mas se olharmos outros setores como veículos (8,5% no ano, sendo 10,1% nos últimos 12 meses), material de construção (7,8% no ano), jornais/livros e papelaria (6,5% no ano) e artigos farmacêuticos, médicos e perfumaria (9,2% no ano) podemos ver que o setor de calçados está bem abaixo no volume de vendas. Também é de esperar que veículos e materiais de construção sejam gastos que tornam o consumidor bastante endividado no longo prazo. E isso tudo retira dinheiro que poderia ser investido na imagem pessoal, no caso vestuário e calçado.

O segmento de calçados deve se aproximar de marcas que tenham bons projetos, independente do porte. Os varejistas não devem buscar apenas marcas consolidadas, com distribuição massiva tanto de produtos quanto de comunicação, mas sim empresas com bons projetos. Atualmente, com os movimentos de “presumers” e de “custowners” apurados pela empresa de tendências trendwatching.com como uma das principais forças para 2013, os consumidores desejam cada vez mais participar da discussão dos conceitos, do lançamento e do crescimento dos produtos e marcas. As marcas sociais, que defendem fortemente questões de sustentabilidade cada vez mais serão desejadas, com o seu eco-status e suas eco-stories. Além disso os consumidores apostarão cada vez mais na maximização de suas experiências, com seus smartphones cada vez mais conectados em alta velocidade. Demandarão aplicativos que sejam verdadeiros consultores para eles, o que vem se chamando de Appscription. Em busca de uma originalidade e de uma construção de uma identidade pessoal única, mesmo convivendo em tribos de semelhantes, cada vez mais a personalidade e a maneira de pensar irá definir as tribos que o consumidor desejará participar. Distante das segmentações de raça, sexo, idade e classe social, estamos próximos de uma virada da mesa, onde empresas dinâmicas, emergentes e tecnológicas irão dominar nichos lucrativos do mercado. E para isso nada melhor do que se aproximar de marcas que somem nesta construção, apresentando projetos vinculados com este consumidor que grita pelas ruas que o gigante acordou.

 

Este texto foi originalmente escrito para a edição do Jornal ABINFORMA – da Abicalçados, de Julho de 2013.

 

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE – Abril de 2013 (última edição publicada até 18 de junho de 2013)

– Relatório de tendências 2013 da Trendwathcing.com

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1346776

O gigante escorregou

"Vou para Flórida nas férias porque Porto de Galinhas está cheio de pobre"

As estatísticas não mentem. Seja qual fonte verificar. O milagre brasileiro em transportar milhões para o mercado de consumo aconteceu. Variações fora, calcula-se que entre 30 a 40 milhões de pessoas passaram a pertencer a classe média emergente entre 2005 e 2010. Curioso o termo emergente, definição que persegue nosso país algumas décadas. Mas isto deixamos para o futuro contar. Trabalho, renda e consumo. O aquecimento econômico, motivado por diversos fatores, dragou trabalhadores de todos os cantos que com dinheiro nas carteiras passaram a frequentar os checkouts de forma assídua. Luiza, Bahia, CVC, Gol, Boticário, Grendene, entre tantos agradecem. De um grande país para um grande mercado. O sonho de consumo de compradores e vendedores.

Interessante por outro lado observar que a mesma esfuziante saudação por estarmos vendendo mais sorvete, passagens aéreas e LCDs esbarre no comentário seguinte daquele mesmo empresário. Prefere ir para os EUA porque não se enxerga mais em seu país. Em recente entrevista, o jornalista Laurentino Gomes (dos sucessos 1808 e 1822) comentou sobre nossa ausente identidade nacional. Do lado das classes do andar de baixo, apenas momentos especiais vinculados a conquistas esportivas ou eventos como o Carnaval despertam este sentimento. No pessoal do andar de cima, nem isso. Precisam de uma Estátua da Liberdade na Barra e de condomínios com nomes como Versailles e 5th Avenue para mostrar suas reais identificações. O último censo do IBGE mostrou um pouco disso. Os bairros de metro quadrado mais alto eram os mais inacessíveis para a pesquisa. Talvez essa gente pense que não mora mais neste país, então para que constar na estatística?

Assim como empresas precisam de alinhamento de negócio e marca, promessa e entrega, coerência entre público interno e externo; países também devem ter primeiro essa formação nacional. A crença de quem somos para depois convencermos os outros. Os primeiros emissores da marca somos nós próprios. Além do mais, posicionamento de lugares não serve apenas para atrair turistas. Tem o poder de atrair capital em investimentos diretos. Existe inclusive um índice chamado de Country Brand Index, pontuando uma série de áreas (conhecimento, familiaridade, associações, preferência, consideração, decisão e defesa). Neste ranking de 2010, liderado pelo Canadá, o Brasil ocupa a 41ª posição (caímos 6 posições em relação a 2009), atrás de Índia, Argentina e Chile, por exemplo.

Existe um outro emissor muito forte comunicando as marcas dos países. A indústria da cultura auxilia a disseminar ideias, conceitos e preconceitos. Durante muitos anos, Crocodilo Dundee ajudou a vender Austrália. Ainda hoje é um destino jovem para quem procura aventura. Já a Eslováquia foi ‘premiada’ com O Albergue, e por mais que o filme mostrasse um lado sinistro, trash e violento, o impacto imediato foi de crescimento de curiosos turistas, além da abertura de diversos albergues em Bratislava. A Holanda, por mais que seu passado colonial negativo pudesse atrapalhar, tem uma imagem simpática, de moinhos, flores, bicicletas e de um sentimento de liberdade com menos limites. Mesmo que Hollywood nos tenha tratado de maneira estereotipada (quem viu o Miss Universo com Cláudia Leitte fazendo cover horroroso de Carmen Miranda sabe o que é isso), não serve como desculpa para desacertos de comunicação e imagem de marca. O vídeo abaixo da Islândia mostra como vender um destino insosso e secundário de maneira inusitada, divertida e inspiradora (após vê-lo, o país entra na sua lista de lugares a conhecer).

http://vimeo.com/12236680

É tema complexo criar identidade de marca e posicionamento de um país, já abordado nos posts Longe do Zumbido do Mundo e Posicionamento ao Sul. Como rankings diversos mostram, por mais que nossa economia seja a 7ª maior do mundo, em diversos indicadores estamos em posições de rebaixamento. A educação avança, mas temos uma questão cultural fortíssima envolvida. Viemos de um processo de exploração portuguesa. Não houve colonização. O objetivo sempre foi (e se olharmos com cuidado, continua sendo) extrair o mais rápido possível e levantar acampamento para voltar de onde viemos, o mundo desenvolvido. Reflete na marca Brasil e explica um pouco de nossa inconseqüência e despreocupação. O desapego nacional. O próximo avião para Flórida sempre estará disponível, isto se o aeroporto não estiver lotado de miseráveis de primeira viagem indo para Porto de Galinhas.

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

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"Vou para Flórida nas férias porque Porto de Galinhas está cheio de pobre"

Se você é da geração Y, você já está velho

O longa do diretor David Fincher, “A Rede Social”, que estreou no Brasil no final do ano passado, com revelações sobre os bastidores da criação do Facebook, pode ser o marco de decadência da geração Y, aqueles jovens que nasceram entre as décadas de 1980 e 2000 e que hoje teriam entre 11 e 31 anos de idade.

O filme expõe os dramas desta geração através do seu maior ícone da atualidade: Mark Zuckerberg, 26 anos, um jovem inserido no ambiente hostil, segregador, seletivo e fértil ao bullyng, mas normalmente característico nas relações entre os jovens desta idade no período da escola e faculdade. Só que não tão competitivo e tão cedo quanto agora.

Zuckerberg, interpretado pelo ator Jesse Eisenberg, é retratado como um jovem sem escrúpulos, que trai os colegas em sua jornada para tornar o Facebook a maior rede social do mundo. E ele consegue. Hoje o Facebook alcançou a marca de mais de 500 milhões de usuários no planeta, que trocam um bilhão de informações por dia, quase 42 milhões por hora, compartilhando imagens, links, conversas e conteúdos. Seu valor de mercado é estimado em US$ 35 bilhões de dólares.

Ironicamente  este fenômeno de rede social fora criado por alguém que tinha  seríssimos problemas de relacionamento. E é neste ponto que encontra-se a decadência desta geração, marcada por relações instantâneas, descartáveis, rasas, de curto prazo e de padrões éticos contestáveis. Some-se a isto o curto tempo de vida útil profissional da geração Y, demarcado por ela mesma em seu perfil nas relações de trabalho, aliado a crescente expectativa de vida da população.

Vou explicar melhor. Imagine que um jovem de 35 anos já poderia ser considerado velho pelo mercado. A crise profissional dos 40 que acometia a geração X, bate a porta da geração Y aos 35. Imagine este profissional fora do mercado de trabalho nesta idade com a expectativa de vida em mais 38 anos? O que ele irá fazer durante este tempo? Certamente a maioria deles não teve a sorte e nem a genialidade de Zuckerberg para acumular uma fortuna que daria conta deste tempo e do de muitas gerações de sua família.

O certo é que ainda estamos no campo da imaginação do que pode acontecer com esta geração, mas as constatações atuais apontam para um futuro incerto, que deve configurar-se, nas melhores das expectativas no crescimento do empreendedorismo, e nas piores, numa bolha social de desempregados.

O maior desafio desta nova geração é o entendimento de que apesar da velocidade tecnológica ter ultrapassado a barreira do som e da luz, influenciando no seu comportamento diante da vida, das relações, dos resultados, a velocidade fisiológica do homem não consegue acompanhá-la, pelo menos por enquanto. E assim como surgiu esta nova geração Y, logo também ela estará velha, dando vez a geração Z.

QUAL A SUA PREVISÃO PARA OS 38 ANOS RESTANTES DE VIDA DA GERAÇÃO Y? DÊ SUA OPINIÃO AQUI NO POST.

A necessidade de nomear as gerações tem como objetivo distinguir comportamentos caracterizados por indivíduos de épocas diferentes. Até há pouco tempo atrás, quando nos referíamos a crianças, adolescentes ou pessoas de meia ou terceira idade acabávamos generalizando comportamento e características, independente da época em que viveram.

Hoje é inaceitável imaginar o comportamento de um adolescente, independente da época que tenha vivido. Assim, fica fácil entender que um adolescente do Século XIX, com certeza terá características diferentes de um adolescente do início do Século XX, ou dos anos 50, 60 ou 90.

Dessa forma, se optou por chamar as gerações (independente de sua idade, já que as gerações envelhecem) por nomes específicos. Sim, elas envelhecem.

Bem, para quem ainda não tem muitas informações sobre o tema, considerado fundamental para o estabelecimento das próximas estratégias de mercado, planos de comunicação e planejamentos estratégicos de marketing, as principais classificações das gerações são:

Geração X

A primeira denominação moderna foi a que se denominou Geração X. Esta geração é composta dos filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial. (Baby Boomer é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional – Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom estamos nos referindo).

Os integrantes da Geração X têm sua data de nascimento, localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980.

Geração Y

A Segunda geração foi a denominada Geração Y, também chamada de Geração Next ou Milênio.

Apesar de não haver um consenso a respeito do período desta geração, a maioria da literatura se refere à Geração Y como as pessoas nascida entre os anos 1980 e 2000. São, por isso, muitos deles, filhos da geração X e netos da Geração Baby Boomers.

Geração Z

Formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, preocupados com o meio ambiente, a Geração Z não tem uma data definida. Pode ser integrante ou parte da Geração Y, já que a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.

Geração XY

Ainda não muito bem definida, a Geração XY é uma maneira de classificar indivíduos da Geração Y que buscam reconhecimento da forma que a Geração X fazia.

Geração Alfa (ou Alpha Generation)

Ainda sem características precisas definidas, a não ser que nascerão em um mundo conectado em rede, a próxima geração, de nascidos a partir de 2010, já tem nome: Geração Alfa. Poderão ser filhos, tanto da geração Y, como da Geração Z.

Outras definições:

São consideradas ainda, classificação de Gerações:

After Eighty: Geração de Chineses nascidos depois de 1980 (equivalente à Geração Y para os ocidentais)

Beat Generation: Geração de norte-americanos nascidos entre as duas Guerras Mundiais

Lost Generation (Geração Perdida): Expatriados que rumaram para Paris depois da Primeira Guerra Mundial.

QUEM SÃO OS VELHINHOS DA GERAÇÃO Y?

No ano de 2000 o Brasil alcançou o marco de 14,5 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos. Entre elas, 1,8 milhão tinha 80 ou mais. Em 2010 este numero bateu a casa dos 20 milhões, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O órgão aponta também para um crescimento ainda maior nos próximos anos, principalmente na população mais idosa. Sua participação entre os brasileiros passou de 0,9% para 1,6%, entre 1992 e 2009. Nesse período, a população com mais de 60 anos, que respondia por 7,9%, passou a 11,4%.

Dados recentes do IBGE mostram que a expectativa de vida do brasileiro passou de 70 anos em 1999 para 73,1 anos em 2009. Entre as mulheres, saltou de 73,9 para 77 anos. E entre os homens passou de 66,3 para 69,4 anos.

O ano de 2030, quando a geração Y terá fisiologicamente 50 anos, é apontado como o pico no crescimento populacional do Brasil, e marca também o início de queda da População com Idade Ativa (PIA) – aqueles com 15 anos e mais devem começar a cair a partir daquele ano.

Já a participação do grupo jovem (de 15 a 29 anos), que atingiu seu pico em 2000, já entrou em queda desde o ano passado. O fôlego ainda vai perdurar graças à participação relativa da PIA adulta (população de 30 a 44 anos).

As projeções mostram que esse grupo deve permanecer estável até 2040, quando a geração Y terá 60 anos e não mais nesse perfil, mas com acréscimo em valores absolutos.

O novo perfil populacional já começa a provocar mudanças no mercado de trabalho. Os novos empregos, por exemplo, indicam especialistas, deverão se concentrar nas pessoas com mais de 45 anos – faixa etária que deverá ser responsável por cerca de 56,3% da futura População em Idade Ativa a partir de 2030. Ponto para a geração Z.

Além das questões decorrentes de mudanças no trabalho, duas outras frentes, relacionadas à primeira, merecem cuidados urgentes. Uma delas trata das pressões no sistema previdenciário, que levam à necessidade de manter o trabalhador ocupado pelo maior número de anos possível. Esse novo cenário, exige desde a diminuição no preconceito com relação a trabalhadores mais velhos até capacitação para que acompanhem as inovações no mercado. Mais um ponto para a geração Z, detentora desta média de idade neste período.

São desafios também para a saúde e a previdência, pois quanto mais velha a população, mais diminui sua capacidade de gerar renda e a sua autonomia para atividades cotidianas. Isto aqui em 2030, 2040 estamos falando da geração Y, que ironicamente não pensou assim com relação a geração X.

A população está ganhando anos de vida, porém com taxas mais altas de hipertensão, de diabetes, doenças crônicas, além das demências. Se não for cuidada, a tendência é que caminhem para a incapacitação. Vamos aguardar até lá para ver este quadro.

Dentro de 20 anos, o Brasil deixará de ser um país que sempre viu sua população crescer para começar um inédito processo de “encolhimento”. Tudo indica que em 2030 haverá o pico populacional brasileiro, com 206,8 milhões de pessoas. Depois disso, virá o declínio, segundo os estudos.

Em 2040, o país já terá perdido 2,1 milhões de habitantes, entrando num cenário novo. Atualmente, o Brasil tem 185 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As projeções acima foram feitas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e integram uma análise a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 2009, do IBGE. A tendência de queda na população já fora observada desde 1970. O que se vê, agora, é que o encolhimento e o envelhecimento do país estão muito próximos.

Então, se você é da geração Y, você está velho. Pense nisso.

Ary Filgueiras

Jornalista/MBA em Marketing

sócio-diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing

@aryfilgueiras

Pensador Mercadológico

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Se você é da geração Y, você já está velho