O camelo foi um cavalo construído por um comitê

Alguns adoram comitês. Eles dividem responsabilidades e em tese colocam todos no mesmo barco. Baixam o risco de alguém tentar remar para o lado contrário. Criam a paz para as decisões colegiadas. Unindo diversas mentes juntas, espera-se criar algo mais poderoso que poucos pensando sozinhos. Nem sempre o que brilha é brilhante. Uma verdade também para os comitês.

Para tomar decisões é preciso ousadia. Em muitos casos romper com status quo. Ir além do que já foi pensado ou aquilo que o senso comum imagina como adequado. O oposto do que a grande maioria dos comitês é. A média, mediana, medíocre. Das ideias que ficam pasteurizadas após várias lapidações políticas. O corte de tudo que possa desagradar algum membro do comitê.

Cavalos viram camelos e ideias inicialmente boas acabam em mais do mesmo. O universo das marcas está cheio de grandes e pequenos exemplos de comitês que aposentaram quem nem estreou. Pense em grandes produtos e marcas e investigue quantos foram criados pelo colegiado. Red Bull foi odiado por todos e teve como diagnóstico a grande lata de lixo das novidades. Alguém resolveu levar adiante. E não foi um comitê.

Já dissemos em algum lugar que as grandes marcas, as que usualmente citamos como admiradas, são produtos centrais de suas lideranças executivas. Não são resultados de comitês de marketing. Em todos os projetos de construção e posicionamento de marca que participamos um dos pontos mais importantes é trabalhar com um time muito enxuto de líderes. O menos é mais. Porque o mais é o caminho mais curto para tornar tudo difícil até o ponto que se desista.

Quando a execução se aproxima, geralmente tudo é empurrado para a média. Daquilo que já foi feito antes. Do que se alcança com as mãos. E ali não está aquilo que alimenta as grandes ideias. Acabam definhando no momento da verdade. Nesta altura o camelo pede água. E a equipe parte para uma nova rodada ao redor de mais uma das tantas mesas de comitê.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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O camelo foi um cavalo construído por um comitê

Depois dos 40 anos, índio não aprende mais a usar calças

Alguns anos atrás levei um casal de amigos para conhecer o limite vertical do Rio Grande do Sul. Ficamos em uma fazenda próxima ao ponto mais alto do estado. Certa noite saímos para jantar na casa principal e no caminho até lá pedimos para que inclinassem suas cabeças e olhassem para o céu. A reação de espanto e admiração foi imediata. Nunca haviam visto tantas estrelas. A pouca luz artificial do local permitiu enxergar um esplêndido conjunto de pontos extremamente brilhantes, formando a Via Láctea. Algo incomum para a visão de um casal urbano. Complementei lembrando, estas estrelas estão todas as noites neste céu, exatamente o mesmo sobre a cidade de vocês.

 

Mas quantos conseguem enxergar as estrelas? No cinza mundo dos negócios, as salas têm luzes demais e ideias de menos. Está tudo lá, mas ninguém vê. Nenhuma surpresa, pois os ambientes são propícios a outras coisas. Manter a organização respirando. E as coisas funcionando. Seja lá até quando for possível fazer isso. O sucesso está muitas vezes baseado na repetição de modelos passados. Ou em outras, na preocupação de algo diferente que o concorrente fez e que precisamos imitar o quanto antes. Antes que o nosso cliente perceba. Nos achamos diferentes, mas quando perguntados sobre o que seria esse tal motivo mágico pelo qual devíamos ser preferidos, a sala soluça e alguns olham para o chão procurando algo que caiu lá mas ninguém sabe o que é.

Se para a frente está complicado, então propomos olhar para trás. O que trouxe a empresa até ali? O que foi o estopim inicial da motivação e da felicidade em estar construindo algo naquele segmento. E por que estar ali e não em qualquer lugar fazendo outra coisa? Constrangedor como a falta de respostas, está a citação que o motivo central é o dinheiro. Certa vez Henry Miller escreveu:

“Se alguém bater em minha porta para vender alguma coisa, eu convidarei a entrar e direi: Por que você está fazendo isso?

Se ele disser que é porque precisa ganhar a vida, eu lhe oferecerei o dinheiro que tiver e pedirei mais uma vez que pense no que está fazendo.

Quero impedir tantos homens quanto possível de fingir que têm que fazer isso ou aquilo para ganhar a vida. Não é verdade.

Pode se morrer de fome. É muito melhor. Todo homem que voluntariamente morre de fome estraga mais um dente no processo automático.”

Algumas situações são irreversíveis. Tal o índio do título, décadas usando tanga impedem qualquer tentativa de vestir algo diferente. Em outras há esperança. Cabe ter a chave certa para reabrir a caixa de Pandora e libertá-la. Deixar ela solta para que as pessoas olhem nas mais diversas direções. Para trás buscando seus motivos e motivações. Para frente apontando caminhos e reinvenções. E para cima buscando as estrelas que insistem em brilhar, mesmo que a poluição do dia-a-dia corporativo ofusque sua luz. Fortuna aos que tem coragem para isto.

 

 Felipe Schmitt-Fleischer

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Depois dos 40 anos, índio não aprende mais a usar calças

Salve as ideias fantásticas matando as medíocres!

As ideias estão por aí. Surgem em cada mesa de bar, discussão de amigos, reuniões e brains diversos. A diferença está em tirá-la do limbo do “se” ou do “quem sabe” para a execução. Alguns desafiam os propagadores delas a meros palpiteiros que nunca construíram nada. Nessa sacola entram os consultores, professores e outros afins. Fácil dizer. Mas vá lá e faça, quero ver. Outra história. Mais complicado e muito diferente do que a mesa de bar cheia de cervejas ou sala de aula com quadros rabiscados.

 

Charlie Hoehn disse que devemos testar decisões antes de levar adiante. Simples. Se a resposta for um sim para sua execução. Pense novamente (obviamente se for não, parta para a próxima). Agora se mais que um simples sim, for um hell yeah!, caia de cabeça nela. Entre no carrinho da montanha russa, não importa quantos loopings vai ter pela frente. Nada de calma e contemplação. Vento no rosto, coração batendo mais forte. E assim entrei nele (e por conseqüência me distanciei temporariamente deste blog).

Ano passado passei pelo teste descrito por Charlie. Uma ideia há muito tempo guardada, algo no ramo do entretenimento e da gastronomia combinou com uma oportunidade única de uma marca que não podia desaparecer. Um bistrô com 12 anos de história, clientes apaixonados, bons produtos, um serviço reconhecido. Respeito, simpatia, preferência e amor. Hell yeah!!! Hora de fechar outras portas do passado. Recolher velhas coisas e guardá-las porque já estavam velhas. E olhar para a frente. Encontrar sentido nas conexões e executar.

Quando acontece o “hell yeah” a convicção recebe doses extras de incentivo. Os desafios, dificuldades e reveses não bastam para desistir. Mesmo quando tudo parece longe, você sabe que está mais perto. Pois você sabe o que fazer e o como fazer. Mas o mais importante é o porque fazer. Há propósito, sentido, tanto na marca quanto no negócio. E toda certeza é reforçada quando ainda de portas fechadas, você fala com uma cliente na porta do bistrô quase em prantos dizendo: “Vocês não sabem a alegria que deram para minha vida voltando com o Grão Brasil. Eu vim até aqui porque me contaram e queria ter certeza que isso era verdade.”

Quantas marcas somem de nossa paisagem e sentimos falta delas? Poucas, muitas são tão invisíveis que sequer sabemos se ainda estão vivas. Mas as especiais deixam um vazio e uma reconfortante sensação de resgate e preenchimento quando voltam. Hell yeah! Aí vale a pena. Independente dos riscos, dos loopings. Mais do que pratos elaborados, sanduíches gourmet, cervejas e espumantes gelados, falamos de uma experiência. Uma parada. Um relaxamento. Algo que faça a diferença na vida das pessoas.

Faça esse teste toda vez que estiver diante de uma decisão. Não mate as ideias empolgantes. E avalie bem as medianas. Boa parte deve mesmo ir para o lixo. Toda vez que perder tempo com elas vai deixar de fazer algo realmente memorável. Algo que possa deixá-lo suspirando de empolgação. E que pode converter as pessoas na mesma direção. Assim são os negócios. As marcas. E a vida.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Salve as ideias fantásticas matando as medíocres!

Pergunta de final de semana: Quando uma idéia se torna realidade?

Todos nós temos idéias. A todo o momento pensamos em algo novo, algo melhor ou sentimos uma necessidade que não temos ainda algo que “preencha este vazio” plenamente. Mas muitas pessoas apresentam dificuldades em lidar com idéias. Ou não as registram no momento em que as tiveram e de repente evapora da cabeça, ou anotam mas depois não sabem o que fazer, ou tem aqueles que tentam fazer acontecer as idéias mas não possuem um método correto de administração do conceito e implementação. Com isso, temos no Brasil altos índices de empreendedorismo pelo aspecto necessidade, ou seja, como não tem mais nada a fazer eu vou tentar montar alguma coisa para conseguir algum dinheiro para viver. Mesmo os que dizem que empreendem por oportunidade identificada, quase sempre a idéia é fraca em diferenciação, sendo no máximo, algo já conhecido, um pouco melhor.

Mas ao mesmo tempo, tem idéias que nos fascinam quando colocadas em prática, por pessoas capazes. Pode ser pequena ou grande, simples ou complexa, mas uma idéia bem implementada gera impacto e traz resultados.

A pergunta da semana é: Quando uma idéia se torna realidade? O que você faz para implementar as suas idéias?  Como lida com elas?

Abaixo, alguns vídeos relacionados sobre o tema, para incentivá-lo a implementar as suas idéias.

 

07 dicas para ter boas idéias:

 

Exemplo 01: Projeto Praia para Todos

 

Exemplo 02: Boas idéias dão resultados

 

Bom final de semana

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Quando uma idéia se torna realidade?

Não pratique “bullying” com suas ideias, muito menos com as dos outros!

Manifestar nossa verdadeira opinião não é uma tarefa fácil de executar. Saber se colocar em determinadas circunstâncias, exige muito destreza de nosso raciocínio do que propriamente habilidade de articular as palavras. Não estou falando em ser “frio” e agir como uma verdadeira rocha, estática. De ser passivo e só observar, esperando por um momento. Até por que esse momento, pode não chegar.

Ao contrário. Se trata de aguçar os sentidos e ter o “feeling” necessário para construir esse momento. Encontrar o ponto certo para que você possa ter o melhor aproveitamento da exposição de sua ideia, conquistando adeptos. Se tiver “sorte”, também conquistará contestadores. São eles que nos ajudam a reforçar e a melhorar os nossos pontos de vista a respeito da ideia em questão.

Canso de presenciar determinados jantares ou almoços “inteligentes”. São aquelas reuniões onde os membros discutem diversos assuntos, envolvendo várias áreas. Tratam sobre política, sociedade, comportamento…sobre como está a performance no trabalho, sobre atitudes conscientes de cuidados do ambiente e saúde e, dependendo da intimidade, até mesmo a performance no sexto. Porém, o fato curioso e discutível é quando ocorre uma adesão geral aos pacotes de ideias discutidas. Dificilmente uma pessoa sairá de um encontro desses e irá querer rever seus conceitos em razão assimilação de um ponto de vista diferente ao seu. Talvez porque tal ponto de vista não queira ser exposto tão abertamente pelo colega.

E sendo assim, certamente se olhará no espelho quando chegar em casa e acreditará que está salvando o mundo simplesmente por usar bicicleta para ir ao trabalho, ou ainda que é sexualmente atrativo por transar quatro vezes por semana. Aliás, quantidade e qualidade não costumam andar juntas.

Mas enfim, não vejo nisso o “fim dos tempos”, mas sim um não aproveitamento de “energias”. Ninguém quer “perder tempo” do lado de alguém que não lhe agregue, seja nas reuniões de trabalho ou mesmo na vida pessoal. Nesse caso, penso que podemos mais e precisamos mais! De pessoas preparadas, acima de tudo, para ouvir críticas, ponderar e traçar novas novas ideias a partir disso.
Estimular a discussão saudável de abordagens que realmente possam provocar no mínimo uma reflexão e quem sabe uma mudança de comportamento. Buscar o novo. Agregar!

Para se ter uma ideia, esse é um dos pontos mais discutidos em um ambiente que não apresenta “maiores pudores” na exposição das palavras. Falo da internet. Segundo dados de uma matéria da revista Veja dessa semana, passamos de uma era de “buscas”, a qual o Google foi responsável, para uma era “social” que tem como “pivô” o Facebook. Tal rede social cresceu tanto, que já promove mudanças dentro de sua ferramenta, as quais estimularão que o indivíduo tenha cada vez menos interesse de recorrer a recursos de outras áreas da internet. A ideia de rede dentro da rede é cada vez mais eminente.

A discussão vem em razão de que esses mecanismos em que Google e Facebook se apoiam, armazenam informações sobre pesquisas anteriores e delimitam o resultado de buscas futuras. Ao longo prazo, podemos ficar expostos a somente ideias que confirmem aquilo que já acreditamos ou que já vimos.Por hora, vemos uma série de conteúdos sendo postados, discutidos e transformados, o que deveria acontecer não somente em nossa vida “on-line”, mas sim na “off-line” também, para que os jantares e reuniões sejam inteligentes de fato.

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
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Não pratique “bullying” com suas ideias, muito menos com as dos outros!

Ninguém sabe fazer um mouse

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Talvez o cerne do debate de Matt Ridley no TED, Quando as ideias fazem sexo seja: ninguém no mundo sabe fazer um mouse. Nem mesmo o dono de uma empresa de mouses. Existe aquele que sabe montar o plástico, programar o laser, ajustar os transistores, encaixar o trackball. Mas, pense bem: em uma linha de montagem de mouse cada um tem sua especialidade. Se for dito a qualquer um deles para fazer um mouse, do zero, serão exigidas especialidades que, com certeza não têm. E isto inclui extrair o petróleo para criar o plástico, moldar e cortar o plástico, retirar da natureza o mineral que se transformará em elemento metálico, etc, etc. A quantidade de conhecimento contido em um elemento já tão comum em nosso cotidiano é gigantesca.

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Ninguém sabe fazer um mouse

Se alguém te convidar para um brainstorming fuja pelo banheiro

De empresas bem-sucedidas até as que buscam aquela bala de prata salvadora, a inovação parece ser o caminho mais percorrido nos últimos tempos. Ou mais buscado, porque algumas sequer chegam perto dele. Geralmente como forma de estimular esse ambiente inovador internamente, gestores citam casos de negócios reconhecidamente símbolos de inovação. Nessa lista, o Google aparece como exemplo a ser seguido. Já ouvi de um dono de empresa projetando mudanças no layout de seu escritório para criar uma atmosfera propícia às ideias inovadoras. Construiria um ambiente zen, colocaria sofás e pufes e uma decoração convidativa. Com certeza havia recebido aquele e-mail hype com diversas fotos internas do Google mostrando funcionários em um ambiente divertido.

A pergunta que fica: será que basta um escritório moderninho e meio zen para ideias inovadoras brotarem de cada mesa e cabeça? Claro que não. Recentemente William Duggan, professor da Columbia Business School, escreveu um relevante artigo que explora essas questões e procura superar mitos criados ao longo do tempo. Entre eles o de que devemos desligar o hemisfério esquerdo do cérebro (responsável pela parte analítica) para então ligar o lado direito (a parte criativa cerebral). O modelo apresentado em 1981 por Roger Sperry, vencedor do Prêmio Nobel, com dois hemisférios cerebrais serviu de balizador para vários exercícios corporativos. Inclusive aquele adotado pelas organizações para estimular a criação e geração de ideias: o brainstorming. Esse procedimento serve desde elencar estratégias competitivas possíveis de serem utilizadas até a escolha de nomes para marcas.

Mas o modelo de Sperry já foi superado em 1998 com o trabalho de Brenda Milner, Larry Squire e Erica Kandel. O conceito de memória inteligente, no qual análise e intuição trabalham juntos passou a representar uma forma mais atualizada de conceber o funcionamento do cérebro humano. Sem hemisférios. Em 2003, outros dois pesquisadores, Barry Gordon e Lisa Berger, propuseram um modelo no qual o cérebro desde o nosso nascimento toma informações, divide e as organiza. Quando algo novo chega, o cérebro faz uma busca para ver se casa com algo já conhecido. Se acha algo, a informação é tirada da gaveta e combinada com a nova. A etapa de dividir e armazenar é a análise, a de procurar e combinar é a intuição. Ambas são necessárias e presentes para qualquer pensamento ou ideia.

Quando você executar um planejamento estratégico ou um projeto de branding pense que precisará utilizar muito mais que um ambiente com luzes adequadas, sons relaxantes, incensos e móveis que inspirem as pessoas. É preciso método. Algo que aproveite as melhores qualidades de nosso cérebro, fugindo dos infames brainstormings. Um modelo interessante pode ser o utilizado pela General Electric. Uma matriz bem simples que busca encontrar conjuntamente peças de um quebra-cabeças. Parte-se do entendimento da situação atual e segue-se pela análise: listar uma série de ações para ser bem sucedido nesta situação. Então questione se alguém em algum lugar já conseguiu avançar em alguma peça desse quebra-cabeças. Explore fontes possíveis para as respostas (empresas, pessoas, instituições) e coloque a equipe para buscá-las. A medida que chegam as informações; as questões, fontes e ações podem ser alteradas e reorganizadas. O processo é encerrado quando uma combinação faz sentido para o grupo.

Quantos planejamentos já foram perdidos, pois partiram de uma premissa errônea? De nada adianta ter uma forma bem estruturada de implementar a estratégia com o Balanced Scorecard (veja mais em Formigas, megafones e líderes autênticos), se os caminhos definidos não foram suficiente explorados. Henry Mintzberg já abordou bastante esse questão sobre os insucessos do planejamento estratégico, em sua visão, incongruentes pelo conflito entre análise (planejamento) e síntese (estratégia). Talvez tenhamos uma oportunidade de superar isto. Reunindo o melhor do conhecimento coletivo e do potencial cerebral de cada um direcionado por um método. Da próxima vez que a inovação for pauta, seja em Estratégia ou Branding pense nisso. E execute diferente.  Se convidarem para uma sessão de brainstorming, já sabe por onde fugir. Invista menos na arquitetura e mais nas pessoas. Voltando àquele empresário do início do texto, fez sim um belo escritório, mas ficou quase vazio, pois perdeu grande parte da equipe.

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

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Se alguém te convidar para um brainstorming fuja pelo banheiro

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– TODAS ESTAS IDÉIAS: E AGORA? –

Não sei se vocês já passaram por isso, mas eu vivo isso todos os dias. Tenho dezenas de idéias. Umas pequenas, que implemento rapidamente, outras maiores, que já necessita um maior aprofundamento e planejamento. Eu tenho uma pequena ferramenta que uso, web-service, onde eu cadastro estas idéias. Lanço um título para cada idéia, desenvolvo o conceito, coloco as funcionalidades / descrições dos serviços e áreas e concorrentes ou benchmarkings, se existirem. Qual o maior problema nesta enxurrada de idéias? Pessoas e recursos para tocar elas (pelo menos é para quem tem muitas idéias).

Eu já atuo em 3 áreas, correlacionadas: pesquisas de mercado (pesquisador), consultorias (consultor) e aulas/palestras (professor/palestrante). São 3 áreas que convergem para um mesmo eixo temático (minhas áreas de especialização, pesquisa, posicionamento e consumo). Tenho idéias cadastradas que estão em outros eixos temáticos. Algo que se eu iniciar, tirará muito da minha energia e muito dos recursos direcionados para o eixo atual. O dilema é: quando começar um outro negócio deste tipo?

A estratégia de diversificação é uma das mais arriscadas, segundo muitos autores e pensadores. Ela necessita uma equipe focada, tatica e operacionalmente, e profissionais de nível estratégico que tenham grande parte do seu tempo avaliando o andamento do plano de negócios elaborado. Isto tudo, como todo o negócio que inicia, exige atenção, recursos financeiros e humanos. E mais do que estas dificuldades, o que mais aflige são duas questões:

– Qual a de melhor oportunidade, para iniciar primeiro?

– Quando começar e assumir todos os riscos?

Estou dando um exemplo pessoal mas creio que isso faça parte da vida de muitos profissionais. Então eu comecei a estudar o tema e algumas dicas e soluções eu já posso dar (ainda não tenho respostas para tudo, mas estou estudando).

Nem sempre enxergamos o que está bem a nossa frente: Isso significa que muitas das idéias que temos  já existem, de uma forma direta ou com um bom substituto, onde o custo de o cliente trocar, não compensará. Portanto, antes de você achar que descobriu a América, veja se já não existem bandeiras cravadas nesta terra ou até mesmo civilizações inteiras construídas por outros pioneiros.

Jogue fora as regras: Como Edward de Bono, famoso psicólogo, já falava em 1967, temos o hábito de enxergar o mundo como se estivéssemos jogando xadrez. As regras são todas conhecidas, as peças tem os movimentos limitados e conhecidos e este é o único jogo. Até mesmo para uma idéia existente, podemos pensar em mudar as regras e inovar. Portanto, mente aberta para não “matar” idéias que ainda podem dar resultado, desde que visto sob novas lentes.

DNA do inovador: Em um estudo de mais de 06 anos, 3 grandes pesquisadores (Jeffrey H. Dyer, Hal B. Gregersen e Clayton Christensen) estudaram o hábito de 25 empreendedores reconhecidamente inovadores e fizeram uma sondagem com 3000 executivos e 500 indivíduos que haviam criado empresas inovadoras ou inventado novos produtos. Entre tantas descobertas, pelo menos 5 habilidades estão presentes em todos os executivos mais inovadores. São elas:

1. Questionamento: Permite ao inovador romper com o hábito estabelecido e buscar alternativas de pensamento.

2. Observação: Observa novas maneiras de operar e até mesmo de comportamento, que geraram bons resultados, em parceiros, fornecedores e até mesmo em concorrentes. Isso os faz elaborar novas maneiras de agir.

3. Experimentação: Hábito de sempre explorar o mundo, sentindo as inovações que tem e que pensa.

4. Networking: Desenvolver e explorar a rede construida.

5. Associação: Reunindo os 4 elementos acima, consegue reunir insights únicos, que os movem para os campos virgens da inovação.

Faça agora uma avaliação sua, para estes 5 hábitos dos inovadores. Use a seguinte escala:

1 ponto = Não costumo utilizar este hábito / habilidade / competência

2 = Utilizo pouco este hábito / habilidade / competência

3 = Utilizo em 50% das vezes este hábito / habilidade / competência

4 = Costumo utilizar este hábito / habilidade / competência em quase tudo que faço.

5 pontos = Costumo utilizar este hábito / habilidade / competência com muita frequência.

Em linhas gerais, sua pontuação máxima seria 25 pontos. Se você somou mais de 20 pontos (e foi sincero) está no grupo dos inovadores. Se for menos, avalie o item com menos pontuação e persista em melhora-lo.

Por fim, um teste para você avaliar a sua capacidade de pensar estrategicamente em soluções para problemas apresentados. Seis copos estão alinhados. Os primeiros três estão cheios. Os demais vazios. O desafio é arrumar os copos de modo que os copos cheios e vazios se alternem. Contudo, você deve fazer isto movimentando apenas um único copo.

A solução e muitos outros conteúdos interessantes sobre criatividade, geração de idéias, bloqueios, etc, você encontra nos seguintes endereços:

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

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