Não desperdice todo seu tempo com dúvidas: Jogue moedas ao ar!

Em 2010 encerrei o ano com o post Aprenda a não tratar como Prioridade, aqueles que te tratam como Opção. Final de ano é propício para reflexões de todo tipo, sobretudo aquelas relativas às escolhas que fazemos e que nos tornam quem somos. De todo tipo, desde as pessoais às profissionais. Alguns preferem acreditar que a vida nos leva. Outros tomam com as mãos o destino. Mesmo que as rotas não sejam retilíneas, tendo um ponto adiante, fica mais fácil definir qual a decisão mais acertada.

 

Uma coisa é certa. Mesmo com toda dúvida, incerteza e aleatoriedade, ainda temos parte importante do jogo. No post “Se você quiser ser bem sucedido, duplique sua taxa de fracassos!” mergulhamos no universo das possibilidades. E descobrimos que você ainda pode fazer a diferença. Facilite a jogada, tire um pouco do peso sobre os ombros e mova-se. Se não souber o que fazer jogue uma moeda ao alto e cada face seja um caminho a seguir. Não que o resultado vai te indicar o certo a fazer. Mas naqueles diminutos instantes que a moeda irá girar no ar, você inconscientemente irá torcer por um resultado. Está aí!

Será o certo? Talvez. Mas não desperdice todo seu tempo com dúvidas. Vimos em Velhas Tradições, Novas Estratégias que o tempo é muito mais valioso que o dinheiro. Isso vale para as marcas e vale para nós. 2011 serviu para construir um pouco de uma parte importante da sua história. 2012 servirá para continuá-la. Aqui ou em outro lugar. Esqueça o que te contaram sobre vestir a camiseta da empresa. Você deve vestir a sua camiseta. Se não gerir sua carreira, ninguém irá fazer isso por você. E a vai acabar priorizando quem apenas te escolheu como uma opção.

E nesse jogo de pensar e fazer, lembre-se que o planejamento é como uma dança da chuva. Você pode fazê-la e até não começar a chover. Mas você aprendeu a dançar. E isso já valeu. E nesse ritmo, das prioridades e dos movimentos, lembre-se sempre que o que se leva, são aquelas almas que você tocou. A pesquisa de John Izzo sobre do que nos arrependemos em Escolhas Ousadas, mostrou que tentar vale é muito mais forte que o medo do fracasso. E no final das contas o dinheiro é esquecido e o que fica são as pessoas. E nessas escolhas, valem os amigos verdadeiros. Sejam loucos. Sejam santos.

Felipe Schmitt-Fleischer

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Escolhas Ousadas

Poucos anos atrás o autor John Izzo publicou o livro Five Secrets You Should Know Before You Die (traduzido no Brasil como Os cinco segredos de uma vida plena). Costumo iniciar algumas palestras com essas histórias, todas verdadeiras, extraídas de pessoas reais que chegaram à plenitude da vida (ou mais próximas da morte). As conclusões são reveladoras e provocativas, especialmente para quem está começando profissionalmente. A primeira conclusão que Izzo apresenta é que as pessoas não se arrependem de seus fracassos. A grande maioria lamenta não ter arriscado mais. Muitos seguem suas carreiras com medo do fracasso, mas o autor conclui que tentar e falhar é algo com o qual conseguimos lidar. As pessoas mais felizes sentiram que tentaram concretizar seus sonhos e cresceram, tanto na vida pessoal quanto profissional. Logo, o livro e suas histórias indicam que nos arrependemos mais por não ter tentado realizar um sonho do que falhando ao fazer isso.

O interessante é que amostra utilizada por Izzo procurou vasculhar uma série de etnias, origens, profissões diversas, montando um mosaico que pudesse fornecer uma riqueza de enfoques para seu estudo. E independente dessas características que as tornavam tão diferentes, as visões olhando para trás tinham diversos pontos em comum. Do barbeiro ao CEO havia um uníssono tom na reflexão. As escolhas envolvem renúncias sempre, no entanto devemos estar muito mais preocupados com aquilo que podemos alcançar do que com aquilo que talvez percamos pelo caminho. Interessante observar que a mais recente campanha do whiskey Jim Beam intitulada Bold Choice criada pela StrawberryFrog NYC trabalha exatamente esse conceito das escolhas que entrelaçam nossas vidas e nos tornam únicos, próximos ou distantes daquilo que desejaríamos ter sido, através de competente atuação de Willem DaFoe.

Entre tantas descobertas de Izzo, uma última lição aprendida das pessoas entrevistadas: status e poder não são aquilo do qual irão se lembrar quando olharem para trás. Em vez disso, muitas pessoas disseram que são as coisas para as quais se doaram e as pessoas cujo crescimento tiveram sua contribuição, que darão a elas a sensação de satisfação. No final o comentário do barbeiro sentenciou: “A definição de sucesso não é representado pelo dinheiro na sua carteira e sim pelo número de almas que você tocou.”  E você, já fez suas, ousadas ou tímidas, escolhas?

Felipe Schmitt Fleischer

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