Esta expressão é do famoso jornalista britânico John Naisch e ilustra seus estudos sobre o cérebro ancestral que ainda possuímos. Estamos sempre pensando em comida, aproximadamente 200 vezes por dia, de acordo com alguns estudos. Ainda apresentamos hábitos pré-históricos, onde agíamos como caçadores-coletores. Saímos para a selva de consumo com a mesma finalidade de “pegar” o máximo que conseguimos e levar para a nossa caverna. Estocamos em nossas despensas e armários pensando que é o último dia da civilização. E agimos assim, irracionalmente, em outras categorias de consumo.
Consumo de calçados
Na ultima edição da pesquisa Azimute 720, lançada final de 2013, notamos que as mulheres continuam comprando muitos calçados. Em média 5,7 calçados por ano, um par a cada 2 meses. Em 2013, no verão, a mulher que mais comprou informou 20 pares e no inverno foram 13 pares. Além disso, somos “previsivelmente irracionais”, como afirmou Dan Ariely. Acreditamos que como Homo Sapiens, utilizamos a nossa sabedoria para gerar as melhores decisões, as mais economicamente racionais. Mas isso dificilmente acontece. Compramos sabão em pó, shampoo, pasta de dente, roupas e calçados de uma maneira irracional. Experimentos já comprovaram o quanto o preço alto indica de qualidade de um produto, mesmo que na prática isso não se concretize. Na pesquisa Azimute 720, 52,5% das brasileiras concordam que calçados mais caros sempre tem a melhor qualidade e 53,3% das mulheres não se importam em pagar mais caro por produtos que estejam na moda. As emoções e sentimentos das mulheres gritam ao entrarem nos templos de consumo, as sapatarias multimarcas, mas mesmo assim buscam explicar suas decisões de compra com base em critérios como custo X benefício, aparentando estarem no controle da situação.
Informacionívoros
Para piorar a situação do consumo irracional, uma pesquisa publicada na American Scientist de 2006 diz que aprender um novo conceito, conhecer algo novo, provoca uma avalanche hormonal em nosso cérebro comparada ao que é provocada pela heroína. Somos informacionívoros. E isso beneficia o mercado da moda. A mudança constante da moda faz com que a mulher fique 24 horas plugada, acompanhe blogs de moda, revistas, sites, lojas, eventos, observe as amigas e até mesmo desconhecidas, para abastecer de informações valiosas o seu cérebro fashion.
Neste mundo consumista, entregar informação de alto nível aliado a produtos bem posicionados no mercado quanto a preço, comunicação, estilo e canal é fundamental. Uma única história precisa ser contada e constantemente repetida. Produto, comunicação e força de vendas aliadas e alinhadas para propagar a mesma mensagem. Agregando emoção a apresentação de custo x benefícios da venda comparada. Não podemos achar que o único segmento que todos compram racionalmente é o calçado. Como indivíduos compramos irracionalmente, mas parece que para vender colocamos o chapéu da racionalidade. Como dizia Albert Einstein, “a lógica vai leva-lo do ponto A até o ponto B. A imaginação vai leva-lo para qualquer lugar”. Em um mercado cauteloso as melhores histórias vencem, pois dão mais segurança. Conte a sua história, pois o sino não para de bater.
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Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado
OBS.: Texto originalmente publicado no Jornal Exclusivo
