
Standby, na pista, na vitrine, “procurando” por procurar ou “procurando” para encontrar. Essas poderiam ser novas opções de status para redes sociais, mas vão além disso. De certa forma, ajudam a descrever um pouco do comportamento de um público que nunca esteve tão ativo economicamente como nos dias de hoje.
Os solteiros brasileiros movimentam R$ 418,7 bilhões por ano, segundo pesquisa do Data Popular. Podemos classificá-los em dois grandes grupos: jovens e de terceira idade.
Deste total, jovens emergentes possuem mais da metade de participação (56%). São eles, cujos pais cresceram ao som de Elvis, Beatles e Rolling Stones, da Jovem Guarda de Roberto e Erasmo, da Tropicália de Caetano e Gil , que curtiram o Woodstock, os embalos de sábado à noite e os tempos da brilhantina. Os “brotinhos” deram espaço a uma geração que cresceu falando ao celular e se comunicando através do “internetês” . Tendo o mundo a um click de distância.
São jovens que de “bonzinhos” não têm nada. Aliás, de modo geral , ser bom é ser legal. Já ser “bonzinho”, é péssimo. Ou seja, significa aceitar tudo, não defender seu espaço, não ter objetivos e acima de tudo, não ter a atitude de transformar. Velozes, conectados, produtivos e enigmáticos são adjetivos mais adequados para descrevê-los.
Estamos falando de mulheres que ingressam no mercado de trabalho e adiam os planos de ter uma família para se firmar profissionalmente, jovens que se separam dos pais para morar perto da universidade, descasados e solteiros que descartam, mesmo que provisioriamente a vida a dois. Possuem um perfil de consumo bem particular. Costumam morar em apartamento, comer comida congelada, utilizam micro-ondas, investem em diversão e entretenimento. Gostam de viajar, seja com familiares ou amigos, mas dificilmente sós.
Do ponto de vista de mercado, observa-se que alguns segmentos estão mais atentos para com esse público. O setor de vestuário, beleza e serviços pessoais têm se preocupado em fidelizar estes clientes. Quanto ao setor de alimentos, apesar de apresentar alguns produtos mais direcionados, ainda sim é mais comedido. Existe até um dia dedicado aos solteiros no calendário de varejo, o 15 de agosto. Apenas não é explorado.
De qualquer forma, podemos dizer que é um target que merece atenção.
Como mesmo dizem:
“solteiro sim, acompanhado às vezes, “on-line” sempre. O que não vale é ser “bonzinho”, pois se não, fica sozinho.”
Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares
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