O poder do novo coletivo

Outro dia discutia com um colega a proporção que os chamados grupos de compra tomaram na internet. De certa forma, refletem um novo comportamento, uma nova atitude que vai além dos hábitos de consumo e que é identificado principalmente nos jovens.

O sentimento de coletivo toma proporções até hoje não tomadas, muito em razão do advento da internet (principalmente das redes sociais) e das próprias transformações que o país e o mundo sofreram nos últimos anos.
Os “sonhos” que antes representavam desejos individuais, hoje nos mostram a vontade de uma grande massa que além de conectada, está gradativamente passando para um outro nível de consciência.

Pontes conectam espaços, já os sonhos, vidas. Separei um vídeo muito interessante que detalha mais esse assunto e no qual se retrata o perfil do jovem brasileiro nos dias de hoje, bem como suas expetativas em relação a trabalho, vida social e o próprio futuro do Brasil.
São cerca de oito minutos que valem apena.
Espero que assistam e curtam.

Obrigado pela audiência. Tenham todos uma ótima semana!

http://vimeo.com/30918170

Juliano Colares
Pensador Mercadológico
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O poder do novo coletivo

Solteiro: na vitrine, mas não na promoção !

Standby, na pista, na vitrine, “procurando” por procurar ou “procurando” para encontrar. Essas poderiam ser novas opções de status para  redes sociais, mas vão além disso. De certa forma, ajudam a descrever um pouco  do comportamento de um público que nunca esteve  tão ativo economicamente como nos dias de hoje.

Os solteiros brasileiros movimentam R$ 418,7 bilhões por ano, segundo pesquisa do Data Popular. Podemos classificá-los em dois grandes grupos: jovens e de terceira idade.

Deste total, jovens emergentes possuem mais da metade de participação (56%). São eles, cujos pais cresceram ao som de Elvis, Beatles e Rolling Stones, da Jovem Guarda de Roberto e Erasmo, da Tropicália de Caetano e  Gil , que curtiram o Woodstock, os embalos de sábado à noite e os tempos da brilhantina. Os “brotinhos” deram espaço a uma geração que cresceu falando ao celular e se comunicando através do “internetês” . Tendo o mundo a um click de distância.

 São jovens que de “bonzinhos” não têm nada. Aliás, de modo geral , ser bom é ser legal. Já ser “bonzinho”, é péssimo. Ou seja, significa aceitar tudo, não defender seu espaço, não ter objetivos e acima de tudo, não ter a atitude de transformar. Velozes, conectados, produtivos e enigmáticos são adjetivos mais adequados para descrevê-los.

Estamos falando de mulheres que ingressam no mercado de trabalho e adiam os planos de ter uma família para se firmar profissionalmente, jovens que se separam dos pais para morar perto da universidade, descasados e solteiros que descartam, mesmo que provisioriamente  a vida a dois. Possuem um perfil de consumo bem particular. Costumam morar em apartamento, comer comida congelada, utilizam micro-ondas, investem em diversão e entretenimento. Gostam de viajar, seja com familiares ou amigos, mas dificilmente sós.

Do ponto de vista de mercado, observa-se que alguns segmentos estão mais atentos para com esse público. O setor de vestuário, beleza e serviços pessoais têm se preocupado em fidelizar estes clientes. Quanto ao setor de alimentos, apesar de apresentar alguns produtos mais direcionados, ainda sim é mais comedido. Existe até um dia dedicado aos solteiros no calendário de varejo, o 15 de agosto. Apenas não é explorado.

De qualquer forma, podemos dizer que  é um target que merece atenção.

Como mesmo dizem:

“solteiro sim, acompanhado às vezes, “on-line” sempre. O que não vale é ser “bonzinho”, pois se não, fica sozinho.”

Juliano Colares

Pensador Mercadológico

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Solteiro: na vitrine, mas não na promoção !