Em solidariedade aos muitos amigos do RS e de Santa Maria, não publicaremos nesta semana

Nós, que formamos a redação desta grande comunidade de pensadores mercadológicos no Brasil, lamentamos muito pelo ocorrido em Santa Maria-RS, na Boate Kiss. Santa Maria é considerada uma cidade-universitária e muitos potenciais pensadores perderam a vida e a chance de mostrar ao mundo as suas ideias, pensamentos e feitos. Ficam enormes reflexões do que se deve e o que não se deve fazer e o melhor neste momento é refletirmos internamente e em silêncio.

Que o nome de todos estes jovens sejam lembrados e que lições sejam rapidamente aprendidas para que nunca mais algo parecido aconteça no mundo.

Abaixo, uma notícia extraída da Globo.com, do site G1, sobre notícias de quem desejar ajudar de alguma forma.

 

Saiba como ajudar feridos no incêndio em boate de Santa Maria

Saúde pede doadores de sangue em Porto Alegre e em Santa Maria.
Defesa Civil busca voluntários; defensoria pública disponibiliza serviço.

Do G1 RS

Boate que pegou fogo em Santa Maria (RS) estava com alvará vencido (Foto: Germano Roratto/Agência RBS)
Incêndio em casa noturna matou pelo menos 232
pessoas (Foto: Germano Roratto/Agência RBS)

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul solicita a doação de sangue no Hemocentro do Estado a partir da manhã de segunda-feira (28), a fim de repor os estoques de sangue para feridos no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou pelo menos 232 pessoas. O Hemorgs localiza-se na avenida Bento Gonçalves, nº 3722, no bairro Partenon, em Porto Alegre.

O Hospital de Pronto Socorro (HOS) de Porto Alegre, que está recebendo vítimas com queimaduras graves no incêndio ressalta que a doação de sangue deverá ser realizada durante a semana, pois o estoque, tanto do HPS quanto do Hemocentro, é suficiente para o atendimento imediato aos feridos.

Para os que estão em Santa Maria, é possível fazer a doação de sangue no Hemocentro do município, localizado na Alameda Santiago do Chile, nº 35, bairro Nossa Senhora das Dores. Segundo a diretora do Hemocentro, Carla Coelho, o estoque atual também é o suficiente para o atendimento imediato das vítimas. O órgão está fazendo o agendamento dos doadores pelos telefones (55) 3221-5262 ou 3221-5192.

Defesa Civil busca voluntários
A Defesa Civil do estado está buscando voluntários na área de saúde para ajudar as vítimas internadas em Santa Maria. Foi montado um cadastro de voluntários para ajudar nos pontos de atendimento em hospitais e Unidade de Pronto Atendimento do município de Santa Maria. Voluntários podem entrar em contato pelo telefone (51) 3210.4219.

A empresa de ônibus Planalto está disponibilizando ônibus em Porto Alegre para que médicos e profissionais de saúde voluntários possam ir até a cidade na região central do estado. São solicitados água, luvas, papel higiênico, álcool gel, luvas de procedimentos, máscaras e medicamentos como catropil, AS, dipirona, clonazepan, que podem ser encaminhados por ônibus.

Um plantão foi aberto pela Defensoria Pública do Estado para ajudar as famílias principalmente no traslado de corpos. Entre as vítimas, estão pessoas de fora do estado e do Brasil, que precisam de trâmites para remoção dos corpos. O telefone para contato é (55) 8428-3162. O CTG de Santa Maria está oferecendo abrigo aos familiares de vítimas de fora da cidade. O telefone é (55) 9979-2539.

O CTG de Santa Maria está oferecendo abrigo aos familiares de vítimas de fora da cidade. O telefone do CTG é (55) 99792539.

Psicólogos que trabalharam em tragédia argentina serão contatados
Psicólogos que estão no local também já entraram contato com um grupo de profissionais de saúde mental, que atuou por anos no auxílio às famílias dos 194 mortos de um incêndio semelhante numa boate de Buenos Aires, em 2004. Representantes de organizações internacionais de saúde também foram contatados para prestar auxílio na cidade.

 

Fonte: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/01/saiba-como-ajudar-vitimas-e-familias-do-incendio-em-santa-maria.html

 

Nossos pêsames aos familiares das vítimas.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Em solidariedade aos muitos amigos do RS e de Santa Maria, não publicaremos nesta semana

O show tem que continuar.

Por ser o mais novo de quatro irmãos, tive uma iniciação musical precoce. Era uma época em que ninguém tinha muito dinheiro para gastar com coisas supérfluas como discos, então os amigos se emprestavam os poucos que tinham, os quais eram gravados em fitas cassete.

Não se falava em pirataria, pois essas gravações caseiras não comprometiam as vendas de LPs, que continuavam sendo objetos de desejo por sua qualidade sonora superior e pela arte das capas.

Com o surgimento dos CDs o apelo estético sofreu uma perda considerável, mas os amantes da música se renderam à nitidez do novo som que eliminava os riscos e chiados dos velhos discos de vinil. E a indústria fonográfica faturou como nunca enquanto os aficcionados da música recompravam suas coleções (sim eu fui um deles).

Até então o consumo de música estava associada à mídia que a continha. Você podia ouvir uma canção em uma emissora de rádio, mas se quisesse possuí-la tinha que gravar uma fita ou comprar um LP e posteriormente um CD.

Hoje a música é um arquivo volátil, acessível e sem tangibilidade material. E enquanto a indústria fonográfica lutava uma batalha inglória para preservar o valor de um produto de plástico, os artistas passaram a se reinventar. Mais do que simples vetores de música, eles se tornaram marcas que podem ser associadas a diversos produtos de consumo, transcendendo a mídia de suas canções.

Um dos pioneiros neste processo foi a banda Kiss que, além das tradicionais camisetas comercializadas nos shows, licenciou a sua marca para uma vasta coleção de objetos que vão desde cadernos escolares até miniaturas dos integrantes da banda.

E é claro que a mesma internet que decretou a queda nas vendas dos CDs está estimulando o consumo destes produtos, venda de ingressos para os shows sem falar que ela democratiza a entrada neste mercado já que não são mais os executivos das grandes gravadoras que decidem o que fará sucesso ou não.

Esta é uma lição que vale para qualquer atividade: sempre que o cenário muda e um negócio é ameaçado de extinção, é sinal de que muitas outras oportunidades estão surgindo.
Seja como for, o show vai continuar com ou sem você.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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O show tem que continuar.

O botão emocional do custo zero

Você já pegou bloco e canetas em congresso mesmo que não precisasse? Já entrou em alguma fila para trocar um brinde? Participou de algum sorteio por ter simplesmente preenchido um cupom? Comprou algum produto na modalidade pague 1 e leve 2? Se respondeu sim para uma das questões acima, significa que você já acionou pelo menos uma vez o seu botão emocional do custo zero.

Neste post vou relatar a experiência realizada por Dan Ariely que ilustra as escolhas e decisões que tomamos com o efeito FREE, GRÁTIS.


O estudo foi realizado com foco na venda de chocolates. Foi montada uma grande mesa em um prédio público e foram oferecidos dois tipos de bombons/trufas. Os chocolates eram o Lindt (cada um custa cerca de $0,50), produzido por uma empresa suiça, com alto valor emocional pois são consideradas as melhores trufas, são finamente cremosas e irrestíveis. O segundo era o Kisses da Hershey`s. São bombons gostosos, mas para quem conhece o Lindt sabe que não chega nem perto do sabor, realmente são inferiores.

O preço do Lindt era $0,15 e o do Kiss $0,01. Nesta primeira rodada 73% dos participantes escolheram a trufa e 27% escolheram o Kiss. Notamos que neste caso a escolha foi feita com a racionalidade, houve a comparação do preço x qualidade.

Na segunda rodada a trufa Lindt custava $0,14 e o Kiss, de graça. Vejam que cada um dos chocolates baixou em $0,01 o seu preço. Será que houve diferença? Tchan, tchan, tchan! Mas que diferença fez o GRÁTIS. O humilde Kiss tornou-se o o favorito! 69% dos clientes (que antes eram 27%) escolheram o Kiss grátis e abriram mão da oportunidade de comprar o Lindt por um preço irresistível. A trufa por sua vez teve uma brusca queda, de 73% para 31%.

O que isso quer dizer? Tudo muda quando o FREE se torna uma luta entre um objeto gratuito e outro objeto, mostrando que muitas vezes o grátis nos leva para uma decisão ruim. Segundo a teoria econômica convencional (uma simples análise de custo-benefício), a redução do preço não deveria induzir a nenhuma alteração de comportamento. Mas o que aconteceu foi que os clientes estavam abrindo caminho a cotoveladas porque o Kiss era grátis.

Mas o que há de tão sedutor no grátis? Porque sentimos essa necessidade de literalmente “pular” em cima do que é custo zero, mesmo quando não é o que queremos? A conclusão que se chega é a seguinte: Na maioria das compras que fazemos, sempre existe um lado positivo e outro negativo. Mas quando é free esquecemos o lado negativo. O grátis tem uma carga emocional tão grande que percebemos mais valor onde não tem. Além disso, não precisamos lidar com o risco da perda, do fracasso e do medo. Porque se for ruim não tem problema, não perdi nada porque não teve custo nenhum.

Por isso, no país dos preços, zero não é apenas mais um preço. Não há nada que supere a gratificação emocional do grátis. O efeito preço zero está em uma categoria que é só dele.

A Amazon.com há alguns anos atrás começou a oferecer frete grátis para pedidos superiores a um determinado preço. O cliente que comprava somente um livro pagava o valor do frete, mas se você comprasse dois livros o frete era grátis. O que aconteceu? Muitos consumidores compravam dois livros (mesmo não querendo) só para ganhar o frete. Muitas vezes o preço de dois livros era superior ao do frete, mas o efeito grátis ainda era o que predominava na compra.

Pense no poder dessa idéia. A diferença entre 1 e zero é enorme. Para atrair multidões, apresente algo grátis. Para conquistar um cliente, apresente algo grátis no seu projeto. Para vender mais produtos, torne grátis uma parte da compra. Isso comprovadamente funciona. Somos seres humanos e previsíveis.

Outro post relacionado a este tema:

O efeito “Grátis” em nossas vidas

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Bárbara Dresch

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O botão emocional do custo zero