Moça Indelicada

Na próxima vez que você pegar uma lata de Leite Moça na cozinha da sua casa, preste muita atenção, porque a camponesa suíça do século XIX que ilustra sua embalagem pode ter uma personalidade mais forte do que você imagina.

Todos estão acompanhando o grande sucesso nas redes sociais da personagem “Gina Indelicada” criada pelo estudante de publicidade Rick Lopes, que em menos de um mês conquistou quase dois milhões de seguidores.

A fórmula parece simples, pois parte de um produto que está presente na maioria das casas há muitos anos, com a mesma embalagem, com a imagem do rosto de uma moça simpaticamente familiar. E aí vem o toque de criatividade: a moça em questão não ganha vida através de um monólogo criado pelo departamento de marketing do fabricante, mas sim interage com o público em uma página do Facebook. Além disso, suas respostas são inteligentes, engraçadas e críticas.

Então, do dia para a noite a empresa ganhou uma visibilidade inédita e se viu colocada na situação de ter que administrar esta celebridade instantânea e não planejada que criou uma nova personalidade para a marca.

Personalidade em uma caixa de palitos

A personalidade de um produto é a sua associação com uma pessoa real e, no caso dos palitos Gina, essa associação é ainda mais evidente graças ao seu nome feminino e a garota na sua embalagem. É claro que cada consumidor emprestava uma personalidade peculiar a esta Gina, mas com certeza a maioria não imaginava que ela fosse indelicada e talvez resida aí boa parte do sucesso da personagem nas redes sociais.

Já o retorno para a empresa ainda é duvidoso, afinal palitos não são produtos diferenciáveis e nem agregam valor a quem usa, embora esta massiva visibilidade possa abrir portas para projetos de extensão de marca.

Os gestores da empresa de certa forma foram coagidos pela avassaladora popularidade da ação, pois qualquer medida restritiva seria encarada como antipática.
Aparentemente eles estão agindo com cautela pois, ao divulgarem que estão negociando com o estudante, evitaram o desgaste com este novo público ao mesmo tempo que não se comprometeram de forma definitiva com esta ação de futuro incerto.

Mas a Luiza continua no Canadá?

Manter-se em evidência muitas vezes é tão ou mais complicado do que atrair os holofotes. Na música existe a chamada “maldição do segundo disco”, na qual a maioria das bandas lança um trabalho desapontador após uma estreia brilhante. E isso se explica pelo fato de que o primeiro disco é o resultado de anos de composição e preparação, enquanto sua sequência é o resultado de um curto período sufocado pela divulgação do primeiro trabalho.

No caso da Gina Indelicada, o sucesso está no seu ineditismo e no frescor criativo das suas respostas. Resta saber se haverá fôlego para manter esta sequência.

Um indicativo de que este possa ser um fenômeno de curta duração foi a decisão equivocada do criador da personagem de revelar sua identidade e angariar tanta exposição para si mesmo.
Além de quebrar parte do encanto, acabou evidenciando que o seu maior talento foi o de criar a personagem, revelando suas fraquezas em administrá-la.

E este é mais um ponto a ser considerado pela empresa: ela não está sendo associada somente a um personagem que leva a sua marca, mas também ao seu criador com todas as suas idiossincrasias.

Danilo Gentili Entrevista Gina Indelicada

Agora resta acompanhar os desdobramentos deste case que já encerra uma grande lição. Afinal, se a embalagem com mais de 30 anos de uma marca anacrônica de palitos de dente foi submetida a uma exposição deste porte, ninguém mais tem o direito de pensar que pode ficar de fora das redes sociais.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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Moça Indelicada

Com a mão na massa

Neste momento em que a sociedade de consumo enfrenta seus paradoxos, um número cada vez maior de pessoas está descobrindo o prazer de fabricar, consertar ou modificar suas coisas com as próprias mãos.

O Do It Yourself – faça você mesmo – é a valorização do esforço e do talento individual, desmistificando a ideia de que, para obter um produto, você precisa comprar um novo ou contratar alguém para fazê-lo. E este movimento conquista um número crescente de adeptos que aprendem a fazer desde cerveja até móveis.

O começo de tudo – se não fazem o que eu quero, eu vou fazer do meu jeito.

Nos anos 70, os jovens dos Estados Unidos e Europa não se identificavam mais com as bandas milionárias de rock que faziam discos cada vez mais superproduzidos, lançados por grandes gravadoras que não queriam se arriscar com novidades.

Frustrados com a decadência do rock, perceberam que se não construíssem por sua própria conta uma nova cena musical que os representasse, ninguém faria por eles.

Foi neste contexto que o movimento punk surgiu, provando que qualquer um podia chegar e fazer o som como quisesse e soubesse, lançando as bases do Do It Yourself.

Com o tempo a filosofia DIY transcendeu a música, associando-se a qualquer projeto que obtenha sucesso sem utilizar grandes volumes de recursos materiais ou financeiros desde que, é claro, seja executado por você mesmo.

Quer fazer você mesmo? Então nós temos o que você precisa.

Por ser politicamente correto, afinal envolve cooperação e frequentemente reutilização de materiais, com consequente redução do impacto ambiental e de consumos inúteis, o espírito DIY vem se revelando um mercado bastante promissor.

As oportunidades de negócio vão desde sites e publicações voltados para este segmento, como a revista americana Make Magazine, até o desenvolvimento de novos produtos como o Sugru, uma massa de silicone que pode ser moldada à mão e que possibilita todo tipo de adaptação e reparo.

SUGRU, um material revolucionário permite consertar/melhorar quase tudo:

Na prática a teoria é outra, mas tem alguém que se dispôs a provar o contrário.

Hoje existem pessoas que não se contentam em criar ou consertar produtos domésticos, tendo como objetivo transformar toda a sociedade. São os hackers da vida real.

O norte-americano Marcin Jakubowski, que possui doutorado em física pela Universidade de Wisconsin, fundou o movimento Open Source Ecology (Ecologia de Código Aberto), uma rede colaborativa de especialistas em diversas áreas que está desenvolvendo plataformas tecnológicas abertas para a fabricação de um conjunto básico de equipamentos necessários para o estabelecimento de uma comunidade autônoma.

O Global Village Construction Set, como é chamado, é composto por 50 máquinas de baixo custo e fácil construção que utilizam materiais reciclados ou facilmente encontráveis.
Tudo para possibilitar a sobrevivência de uma comunidade de 200 pessoas de uma forma totalmente autossuficiente, a partir do zero.

Entre os equipamentos estão painéis solares, trator, laser de precisão, moinho, turbina, betoneira e até prensa para produzir circuitos impressos, cujos projetos open source estão disponíveis gratuitamente e são continuamente melhorados online.

Marcin Jakubowski fala do Global Village Construction Set no TED

Faça você mesmo ou dê espaço para os que fazem

No decorrer da história humana, houve um crescente movimento pela especialização que nos tornou absurdamente dependentes e incrédulos da nossa capacidade de criar ou consertar qualquer produto de forma autônoma.

O DIY é uma filosofia que desmistifica os objetos que nos cercam, encorajando a entendê-los, repará-los e adaptá-los às nossas necessidades, em oposição à cultura do descartável.

É cedo ainda para dizer se é uma tendência macro ou um nicho específico de mercado. Mas seja qual for o caso, trata-se tanto de uma oportunidade comercial (que algumas empresas já estão aproveitando), quanto um convite à reflexão de como a abordagem multidisciplinar necessária para implementar o “faça você mesmo” pode ser aplicada em nossas vidas pessoais e/ou profissionais.

Afinal chega um momento na vida em que não dá mais para esperar pelos outros.

Em uma época de rock sinfônico superproduzido, garotos mal vestidos partiram para o DIY e mudaram o mundo:

Leandro Morais Corrêa
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Fontes:
The Philosophy of Punk – Craig O’Hara – 1995
Make Magazine – http://makezine.com/
DIY Wiki – http://wiki.diyfaq.org.uk
DIY Culture – Party & Protest in Nineties Britain – George McKay

Com a mão na massa

O FIM DA ERA DAS ATRAÇÕES PASSIVAS

Não é de hoje que os grandes parques temáticos agregam tecnologia de ponta para encantar seus frequentadores, porém um novo patamar está sendo atingido no campo do entretenimento, com um foco cada vez maior na interatividade.

Dentro desta nova linha, destaca-se o Live Park 4D: um empreendimento sul-coreano que reúne performances holográficas, criação de avatares com captura de movimento, jogos, projeções em 360 graus e realidade aumentada, oferecendo uma interatividade inédita em parques temáticos.

Para interagir com as atrações do parque o usuário cria um avatar e o controla através do kinect, que reconhece rosto, voz e movimentos, e de uma pulseira RFID (Radio-Frequency Identification), que armazena dados remotamente através de sinais de rádio.

Em uma época em que crianças de dois anos já estão familiarizadas com ipads, é natural que as empresas de entretenimento out of home se preocupem em proporcionar experiências que superem os aparatos tecnológicos que os consumidores possuem em casa.

Segundo Choi Eun-seok, CEO da d’strict, empresa de entretenimento e novas mídias responsável pelo projeto, o sucesso foi tanto que já existem planos para abrir parques na China, Singapura e Estados Unidos.

Vídeo de apresentação do Live Park 4D:

Perspectivas que vão além do entretenimento

Porém, não vejo motivos para acreditar que esta interação crescente proporcionada pela tecnologia se restrinja a atividades de lazer.

Além de aplicações em áreas como treinamento e lançamento de novos produtos, a interatividade é um caminho promissor para a própria experiência do consumidor com a marca, seja na publicidade ou no momento da compra.

Isso porque as novas gerações que hoje apenas se divertem com a interatividade em breve passarão a utilizá-la em uma escala progressiva, sendo o próximo estágio os ambientes de estudo. Quando finalmente se tornarem economicamente ativas, não se contentarão com métodos arcaicos para trabalhar e adquirir produtos ou serviços.

Por isso acredito que a interatividade seja mais uma das novas ferramentas que a evolução tecnológica está disponibilizando para quem souber identificar as melhores oportunidades de utilizá-las. Afinal, a criança que hoje “entra” dentro de um jogo, amanhã poderá ingressar em ambientes criados pelas marcas da sua preferência.

Lançamento do Hyundai i20 no Paris Motor Show

Leandro Morais Corrêa
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O FIM DA ERA DAS ATRAÇÕES PASSIVAS

A nova rede social que já superou Linkedin, YouTube e Google+

Sempre acreditei que as novas ferramentas tecnológicas são potencializadores para ações que já praticávamos, como no caso das redes sociais que já existiam e que a tecnologia apenas tornou mais fácil a interação com mais pessoas em menos tempo.

Da mesma forma, um velho hábito adolescente de afixar imagens interessantes em um painel no seu quarto ganhou sua versão digital no Pinterest, a rede social de compartilhamento de imagens que foi lançada há dois anos e que, por sua simplicidade a princípio não chamou muito a atenção.

Porém já em agosto de 2011 foi eleito pela revista Time um dos 50 melhores sites do ano e em janeiro de 2012 atingiu 11 milhões de visitas por semana, superando Youtube, Linkedin, MySpace e Google+ . Como se não bastasse, segundo levantamento da empresa de pesquisas comScore, o Pinterest foi o site que mais rapidamente ultrapassou o índice de 10 milhões de visitantes únicos na história.

Aproximando pessoas e gerando negócios.

A ideia central do site é aproximar as pessoas através de da descoberta de gostos comuns transmitidos pelos elementos que elas afixam nos seus murais. E pode ser qualquer coisa que seja considerada digna de interesse, aí valendo critérios pessoais como curiosidade, originalidade, humor, etc.

Dentro desta dinâmica de criar murais de ilustrações, fotografias e dicas entre outros, o usuário padrão do Pinterest tem permanecido conectado em média 98 minutos por dia – ainda longe das 7 horas do Facebook, mas impressionante para um site tão recente.

Por suas características que favorecem a divulgação de elementos ligados à moda, decoração, culinária e sugestões de presentes, mais de 60% dos usuários são do sexo feminino.

Mais do que uma rede social, uma vitrine digital.

Sabendo-se que as mulheres concentram a maior parte da decisão de compra, é natural que esta segmentação seja atraente para quem está em busca de um novo canal de vendas. O próprio site favorece esta abordagem através da seção Gifts, um espaço onde a marca pode expor seus produtos divididos por faixas de preços. Basta o usuário clicar na imagem para ser direcionado para o site da empresa.

O leque de oportunidades de negócios que se abre é impressionante, uma vez que as pessoas passam a influenciar umas às outras, seja incluindo espontaneamente imagens dos seus produtos preferidos ou clicando nos artigos expostos pelas empresas nesta nova vitrine digital.

Como exemplos de marcas que já participam desta rede, podemos citar Nike, Virgin e Gap, além de lojas de departamento, personalidades do mundo da moda e órgãos de imprensa.

Em resumo, há fortes indícios de que o Pinterest seja o próximo grande sucesso das redes sociais, pois quando a tecnologia aproxima o lazer do consumo, o resultado tende a ser bastante lucrativo. Para os que souberem aproveitar, é claro.

Leandro Morais Corrêa
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A nova rede social que já superou Linkedin, YouTube e Google+

O Maoísmo e a cultura de compartilhamento de arquivos

O Maoísmo foi uma corrente do comunismo baseada nos ensinamentos do líder chinês Mao Tse Tung que realizou um expurgo dos intelectuais na China nos anos 60.

Segundo Jaron Lanier, um dos maiores conhecedores de realidade virtual no mundo, a disseminação gratuita de conteúdos pela internet pode estar contribuindo para o surgimento de um “maoísmo digital” já que compromete a remuneração do trabalho intelectual de músicos, jornalistas, fotógrafos, ilustradores e outros intelectuais.

Não existe almoço grátis
Reconheço que o assunto é extremamente polêmico e entendo que a solução não passa nem perto da famigerada SOPA (Stop Online Piracy Act), que pretende criminalizar a disseminação de conteúdos.

Mas não há como negar que a internet no seu modelo atual é um grande negócio para os sites de busca e de relacionamento, que usufruem gratuitamente destes mesmos conteúdos enquanto lucram com a publicidade alimentada pelos dados que nós usuários lhes fornecemos também sem cobrar nada.

Já quando o assunto é a produção, o buraco é mais embaixo. Para ficar no exemplo da música, os (poucos) intérpretes que tiveram suas carreiras alavancadas pela internet estão obtendo retorno financeiro principalmente com apresentações ao vivo. Uma alternativa que não é viável para os compositores que sobrevivem exclusivamente de direitos autorais sobre CDs vendidos.

Ok, isso não é problema seu e enquanto você puder baixar músicas de graça (qualquer semelhança com almoço grátis não é mera coincidência), tudo bem.
Porém quando este modelo começar a atingir outras parcelas da sociedade além de artistas e músicos haverá perda de poder e empobrecimento destas categorias e a riqueza irá se concentrar cada vez mais nos detentores do poder da estrutura atual da internet.

Desta forma o compartilhamento gratuito é comparado à troca de produtos entre camponeses medievais, que nunca sairão da sua condição de pobreza e estarão sujeitos ao poder cada vez mais concentrado do castelo do feudo.

Mas quanto você quer pagar mesmo?
Jaron Lanier defende que a internet seja aberta, mas não totalmente de graça, dentro de um parâmetro que tem suas origens nos primórdios do conceito de internet nos anos 60. A ideia inicial era o de que os usuários pudessem trocar os seus bits entre si com valores acessíveis, o que permitiria a remuneração e o consequente estímulo ao trabalho intelectual.

Na prática, cada gerador de conteúdo precificaria seu trabalho. Se ele tivesse um pequeno público fiel de alto poder aquisitivo, poderia cobrar mais caro. Se a sua base fosse maior, poderia cobrar menos ganhando em escala. E nada impediria que ele disponibilizasse gratuitamente sua criação se acreditasse ser uma estratégia de divulgação válida.

Trata-se de um sistema de micropagamentos que remuneraria não só quem gera conteúdos profissionalmente, mas todos que tivessem suas postagens acessadas. Assim você receberia uma quantia cada vez que alguém lesse seu post ou assistisse seu vídeo.

Não tem conclusão, só reflexão
Trata-se de uma questão controversa e cabe lembrar que não foram abordadas aqui as oportunidades que estão se abrindo, mas é um tema relevante levantado por uma fonte altamente qualificada. Lanier ajudou a construir este novo mundo e, segundo suas próprias palavras, é um sistema que não dará certo.

Quem produz conteúdo precisa ser pago, não só para sobreviver, mas para garantir a qualidade da sua produção. Afinal, os melhores talentos não se conformarão em passar fome em troca de reconhecimento.

Da minha parte o que posso dizer é que atuo há muitos anos com produção intelectual, que é difícil de tangibilizar, e aprendi que substituir dinheiro por divulgação não funciona.

E você, o que pensa a respeito?
Críticas, contestações e pontos de vista diferenciados são sempre bem-vindos.

Entrevista de Jaron Lanier onde ele fundamenta suas restrições ao modelo atual da internet.

Leandro Morais Corrêa
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Sobre Jaron Lanier:
É um dos maiores conhecedores de realidade virtual da atualidade, por ser um dos primeiros a estudar o tema e construir produtos nesta área desde o início dos anos 80. Por suas ideias sobre a internet a revista Time o elegeu uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Lanier também foi um dos pioneiros do Vale do Silício e um dos fundadores da Wired, a mais importante revista sobre o universo digital dos Estados Unidos. O termo “Maoísmo Digital” é de sua autoria.

O Maoísmo e a cultura de compartilhamento de arquivos

Tinha uma pedra no meio do caminho: quando a gestão de crises faz a diferença.

Conheço várias pessoas que têm receio de viajar de avião, mas até o naufrágio do transatlântico Costa Concordia no litoral da Itália não havia encontrado ninguém que manifestasse alguma preocupação com sua segurança na hipótese de embarcar em um cruzeiro.

Provavelmente isso se deva a dois motivos: o baixo índice de incidentes trágicos na navegação turística e o alto nível dos equipamentos de segurança dos modernos transatlânticos.

Assim, a Carnival, companhia proprietária do Costa Concórdia, navegava em águas tranqüilas até que um dos seus milhares de funcionários cometeu um erro que gerou um prejuízo estimado de 95 milhões de dólares, a perda de dezenas de vidas e um potencial arranhão na imagem da empresa que já acumulava uma desvalorização de 29% em suas ações em apenas dois dias.

A percepção conta mais do que os fatos

Neste caso específico da Carnival, as atenções estão voltadas para o desastrado capitão, o Sr. Francesco Schettino (vale ler o post de Gustavo Campos “Volta para o navio, cazzo” http://www.pensadormercadologico.com.br/blog_arquivos/5547 ) e, por enquanto, o histórico positivo da empresa parece estar colaborando para a boa vontade do público.

É claro que tudo vai depender das ações que a companhia irá tomar e dos esclarecimentos que ela prestará, mas pessoalmente já acho problemático o fato de Micky Arison, presidente do conselho de administração e executivo chefe da empresa administrar a reação ao pior acidente em sua história a partir de Miami, delegando aos seus gerentes regionais o atendimento à imprensa.

Com certeza ainda é cedo para avaliar o desempenho da Carnival na gestão de um episódio que ainda está em desenvolvimento, mas o naufrágio do Costa Concórdia é um exemplo do quanto inesperada e intensa pode ser uma crise.

Acontece nas melhores famílias

Imprevistos não tem este nome por acaso e alguns danos são irreparáveis, mas uma empresa com um plano de gestão de crises tem condições de reduzir sua extensão, se recuperar mais rapidamente e, não raro, sair com uma imagem fortalecida como no famoso caso do envenenamento do Tylenol nos Estados Unidos em 1982.

E quando falamos de crise, não estamos nos referindo apenas a grandes acidentes, mas sim de todos os eventos que podem atingir a imagem da empresa perante os seus públicos. Os exemplos podem ir de contaminações ambientais a demissões em massa ou de desastres naturais a algum escândalo envolvendo um membro da alta diretoria.

Caso FOX em 2006:
a Vokswagen deu um exemplo de como não deve ser conduzida uma crise.

A NASA mantém um programa de prevenção de crises que abrange funcionários e seus familiares. Embora o vídeo que consta no link abaixo seja popularmente associado a uma iminente invasão alienígena, ele se trata na verdade de uma das ferramentas padrão deste programa.

http://www.nasa.gov/centers/hq/emergency/personalPreparedness/index.html

Alguns passos básicos

A implementação de um programa de gestão de crises deve ser adequada ao perfil de cada empresa, mas um modelo que pode servir como referência é o apresentado por Mário Rosa, autor do livro “A síndrome de Aquiles”, que propõe os seguintes passos:

1. Imagem
É bem provável que a imagem que você faça de sua empresa não seja exatamente a mesma que os seus diversos públicos tenham dela. É fundamental ter ciência da realidade para que uma eventual distorção não se acentue em momentos críticos.

Quem somos?
Se esta resposta não está clara para a empresa, não estará para mais ninguém.

Quais são nossas virtudes?
Elas devem ser evidentes, pois talvez não sejamos vistos assim quando envolvidos em uma crise.

Como os públicos enxergam a empresa?
• O que é dito na mídia?
• Como nossos clientes nos vêem?
• Como a sociedade em geral nos vê?
• O que nossos colaboradores pensam de nós?

Como a empresa enxerga a si mesma?
Visão de dentro para dentro da organização.

Realização de auditoria de imagem.
O que os colaboradores percebem, o que não percebem, quais os setores mais aptos para responder a uma crise.

Definição da missão
Centro gravitacional: manifestações e posicionamento da empresa.

Código de conduta estruturado
Define a cultura da organização.

2. Vulnerabilidades
É recomendável a criação de um Comitê de Auditoria e Risco, com o objetivo de lançar um olhar isento sobre a empresa e o cenário onde ela está inserida, identificando vulnerabilidades, possíveis crises que possam ocorrer e o nível de preparo exigido para enfrentá-las.

3. Comando
A Gestão de Crises não é uma tarefa, mas um processo que, como tal, deve ser constantemente conduzido e avaliado por uma equipe permanente com uma agenda definida.
É primordial que haja participação direta da presidência da empresa, tendo um membro da alta administração como coordenador para que haja um comprometimento de todos os envolvidos. Deve também ser composto por todos os diretores da empresa, representantes das áreas de operações, segurança e qualidade, além de um consultor externo.
Atribuições:
• Definir papéis dentro da empresa;
• Sensibilizar a empresa;
• Elaborar o Plano de Contingência;
• Organizar o Kit de Crise;
• Implantar processos;
• Monitoramento.

4. Rumo
É definido pelos valores da empresa, que expressam sua atitude e a sua cultura, ditando as regras sobre como agir em uma crise.

5. Apresentação
É fundamental que seja definido um Porta-Voz para a empresa, pois será ele que apresentará o rosto da organização quando a crise eclode, significando que o fluxo de informações estará concentrado em uma só pessoa.
A sua forma de atuação deve ser bem estruturada e ele pode ser o líder máximo da organização ou um dos seus acionistas máximos, desde que saiba expor corretamente a sua face pública.
Três regras do trabalho do porta-voz:
• Dizer tudo o que puder, o mais rápido que puder;
• Falar com uma única voz;
• Nada substitui a honestidade.

6. Ferramentas
Confeccionar um Kit de Crise reunindo dados relevantes da empresa, contatos dos formadores de opinião dos diversos públicos, além de conteúdos e fatos que contribuam para solidificar a imagem da organização em períodos de crise.

7. Públicos
É importante que haja clareza de quais públicos serão atingidos, utilizando mídias e mensagens distintas, uma vez que seus interesses são diferentes.

Moral da história: pense antes e pense melhor

A sua empresa está navegando em águas tranquilas e não há nada no horizonte que represente a mais remota ameaça. Saiba que este é o momento ideal para se preparar para o imponderável, porque no calor de uma crise a probabilidade de se tomarem decisões equivocadas aumenta consideravelmente.

O roteiro acima é apenas um modelo, o ideal é contar com o apoio de profissionais qualificados em Gestão de Crises para fazer frente a situações indesejadas. Afinal nunca se sabe quando pode surgir uma pedra no meio do caminho.

Leandro Morais Corrêa
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A privatização do espaço

Dos mais de seis bilhões de pessoas no mundo, quantos gostariam de dar uma voltinha fora do planeta? E quantos teriam condições de pagar por isso? Seja qual for a resposta o turismo espacial parece ser um mercado bastante promissor porque é disputado por pouquíssimos players, tem elevadas barreiras de entrada e alta rentabilidade.

Os pioneiros

A última vez que o homem pisou na Lua foi há quase 40 anos, em dezembro de 1972. Com o fim da guerra fria não havia mais justificativa para gastos tão elevados com programas espaciais dos governos da Rússia e dos Estados Unidos.

Esta retração dos investimentos públicos aliada à evolução tecnológica dos aviões suborbitais que ocorreu a partir dos anos 2000 converteu-se em oportunidades para a iniciativa privada investir no setor, especialmente para financiar missões tripuladas que possuem maior apelo e capacidade de retorno financeiro.


Avião de lançamento Virgin Mothership EVE carregando a nave Spaceship Two

Um dos grandes investidores deste novo mercado é o bilionário britânico Richard Branson, fundador do Grupo Virgin com negócios que envolvem música, aviação, vestuário e biocombustíveis. A sua empresa, a Virgin Galactic oferecerá a partir deste ano vôos comerciais para o espaço por 200 mil dólares, soma bem mais em conta do que os 20 milhões de dólares pagos aos russos pelo americano Dennis Tito para ir ao espaço em 2001.

Se os valores ainda não são exatamente populares, o processo está bem acessível: para fazer uma reserva basta se inscrever no site da empresa – http://www.virgingalactic.com/booking/ ou ir a uma agência de viagens e realizar um depósito de 20 mil dólares. No Brasil, as empresas credenciadas são: GSP Travel – http://www.gsptravel.com.br e a Teresa Perez Tour – http://www.teresaperez.com.br

Além de Branson, outros visionários perceberam a grande oportunidade deste negócio, tais como Jeffrey Bezos (fundador da Amazon.com) e Paul Allen (um dos fundadores da Microsoft) cuja empresa Stratolaunch System está desenvolvendo uma aeronave gigante que operará a partir de 2016, como pode ser visto no vídeo abaixo:

Demanda reprimida

As previsões são de que até 2017 o preço de um vôo para espaço, descontados os custos de preparação, se equipare ao de um bilhete da primeira classe de um vôo transoceânico.

O potencial deste mercado é ilustrado pelo volume de reservas feitas até o final de 2011 das três principais companhias americanas de turismo espacial:

Virgin Galactic – mais de 500 reservas a 200 mil dólares cada
XCOR Aerospace – mais de 100 reservas a 95 mil dólares cada
Space Adventure Ltd. – mais de 200 reservas a 110 mil dólares cada


Protótipo da nave XCOR

Uma nova corrida espacial

Embora alguns críticos achem que se trata de mais uma extravagância de milionários, o turismo atualmente é uma das únicas formas de tornar as atividades espaciais lucrativas, impulsionando o seu desenvolvimento científico e tecnológico.
E a tendência é de que a sua intensificação movimente outros negócios como saúde, alimentação, construção de veículos, seguros, decoração de interiores, marketing, etc.

E é claro que surgirão novos desafios, pois como em qualquer mercado, haverá bons e maus players e se na aviação comercial qualquer incidente já provoca uma grande repercussão, os vôos orbitais acarretam riscos substancialmente maiores.

Mas será interessante observar quais serão os próximos passos desta nova corrida espacial, agora aditivada pela força do capital privado. Quem sabe a sua empresa possa fazer uma promoção para mandar o primeiro civil brasileiro para o espaço?

“…And the stars look very different today.”

Leandro Morais Corrêa
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A privatização do espaço

Oh if I catch you

Um efeito inegável das redes sociais é a polarização dos discursos. No caso específico do fenômeno Michel Teló, uma corrente esgota todo seu estoque de adjetivos depreciadores para desqualificar o cantor, sua música e seu público enquanto o contra-ataque vem dos que qualificam os críticos como elitistas e invejosos.

Da minha parte não tenho nada contra o rapaz e para mim a sua música tem o valor de um pacote de salgadinhos industrializados, que tem momentos para serem consumidos, mas não são recomendados como uma dieta padrão.

O negócio é levar alegria para o povo

O que eu acredito é que este fenômeno é mais um exemplo de uma produção cultural voltada para um mercado ávido por entretenimento de fácil assimilação, pela recompensa imediata. Então se cria um círculo vicioso: cada vez mais novos consumidores são forjados dentro deste perfil, aumentando uma fatia de mercado que recebe cada vez mais investimentos.
E aí é que está o problema: a dieta cultural da grande maioria da população é composta predominantemente por sal, gordura e açúcar, (novelas, programas de auditório e fofocas de celebridades).

Gosto não se dicute. Será?

Uma criança que viva em uma casa onde só há TV aberta vai aprender a gostar das atrações que se apresentam no “Domingão do Faustão” e similares, formando um gosto que depois será proclamado como uma autêntica manifestação de uma cultura popular.

Concordo que há momentos que devem ser ocupados pela futilidade descompromissada, mas me preocupo quando vejo cada vez menos espaço para a disseminação da sutileza, da reflexão e do refinamento.

Considero Michel Teló apenas mais uma onda de um tsunami cultural que vem assolando a grande mídia. Um produto fácil de assimilar, fácil de vender e fácil de substituir. E quando ele deixar de proporcionar tanto retorno financeiro, surgirá mais um sucesso de apelo “popular” com uma nova dancinha que todos irão aprender.

100 milhões de fãs não podem estar errados

– O single “Ai se eu te pego” chegou ao primeiro lugar em Portugal, Espanha e Itália, ultrapassando gente como Adele e Lady Gaga;
– 100 Milhões de acessos – Vídeo mais visto na história do Youtube no Brasil;
– 240 Shows no ano de 2011;
– 10º Pessoa mais acessada no Google Brasil;
– Está entre os 10 vídeos músicas mais vistos no mundo pelo Youtube.

Claro que esta é uma receita que algumas vezes dá mais certo do que em outras e no caso de Michel Teló superou todas as expectativas. Tanto que foi citado pela Revista Forbes como um fenômeno mundial comparável a Ronaldo Nazário, Gisele Bündchen, Ronaldinho Gaúcho e Carmen Miranda.

E todo este sucesso deve estar sendo amplamente avaliado para tornar possível a sua continuidade e/ou repetição. Em resumo: as coisas mais simples (para não dizer outra coisa) recebem cada vez mais investimento e divulgação, formando cada vez mais gente que gosta de coisas mais simples, aumentando cada vez mais o mercado de coisas mais simples…

Que Deus nos proteja do que está por vir.

Pra relaxar, segue outro estilo de música brasileira que é sucesso internacional:

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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Oh if I catch you

O mundo vai acabar em 2012

Pois é, mais uma vez estamos enfrentando o tantas vezes anunciado o fim do mundo, mas parece que desta vez é sério, porque vem referendado pela sabedoria ancestral dos astrônomos maias.

Quero deixar claro que discordo desta teoria porque para mim todas as previsões anteriores foram sérias, afinal o mundo termina toda vez que um ciclo se encerra para dar lugar a uma nova fase – seja em negócios, relacionamentos e até na própria vida. Desta forma todos que passaram por situações de fim/recomeço já vivenciaram o seu fim do mundo particular.

Segundo a NASA, o fim do calendário Maia tem o mesmo significado do fim do calendário do distribuidor de gás na sua geladeira: o fim de um calendário.

O que eu acredito é que devemos vivenciar cada etapa em sua plenitude para que, quando ela chegar ao seu final, a gente possa comemorar a sua importância em nossas vidas.

E como não sabemos quanto tempo vai durar este ciclo (se serão décadas, anos ou meses), seria interessante encarar 2012 como o último ano de nossas vidas: como trataríamos as pessoas que amamos? Que concessões faríamos a nós mesmos? Para quem pediríamos desculpas e a quem perdoaríamos?

É bem provável que não tenhamos que passar pela experiência traumática de uma mudança radical em escala planetária. Mas se nos focarmos em vivenciar e difundir a felicidade hoje, teremos não o fim, mas o começo de um mundo melhor.

Por isso eu desejo aos colegas do Pensador Mercadológico e aos nossos leitores, um feliz 2012 e todos os anos que virão depois dele.

Leandro Morais Corrêa
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O mundo vai acabar em 2012

Bitcoin pode ser o Napster do sistema bancário?

Um aspecto que acho interessante da internet é o seu potencial subversivo onde iniciativas criativas abalam as estruturas do poder dispersando conteúdo, informação e serviços para o povo.

Como exemplos desta descentralização podemos citar o Linux para os softwares, o Wikileaks para as informações sigilosas e os torrents para a música. Mas e com relação ao dinheiro?

Paradoxalmente quase todas as coisas que nos interessam estão disponíveis online, mas o meio para adquiri-las ainda está fora deste contexto.

Sim, já existem sistemas de “moeda virtual” como o PayPal, mas apesar de serem práticos e modernos, eles têm em comum o fato de estarem atrelados ao sistema bancário convencional, criado em tempos jurássicos e que até hoje tem lucros astronômicos ao praticar agiotagem institucionalizada e cobrar para nos dar informações sobre o NOSSO dinheiro quando o deixamos com eles.

Existe banco, existe banco do juntos e… pra que existe banco mesmo?

Se podemos compartilhar músicas, notícias e fotos porque não podemos compartilhar dinheiro sem a intermediação de bancos? Pensando desta forma, o britânico Amir Taaki, desenvolveu a primeira moeda digital descentralizada que existe, o Bitcoin.

Trata-se de um sistema sem intermediários onde todas as trocas são feitas diretamente entre as pessoas e as Bitcoins podem ser enviadas ou recebidas através de um software open source. Desta forma pequenas quantias podem ser transferidas instantaneamente para qualquer parte do mundo, sem taxas, longos prazos ou burocracia.

As Bitcoins possuem diversos paralelos com o ouro, pois precisam ser “mineradas”, ou criadas utilizando o processamento dos próprios computadores, existe um limite máximo de geração de Bitcoins (seus criadores falam em 21 milhões) e quanto mais pessoas começarem a fazer a mineração, menos rentável ela fica.

Com o ambicioso objetivo de tornar o sistema bancário obsoleto, as Bitcoins podem enfrentar diversas dificuldades inerentes ao seu próprio conceito ou criadas pelas estruturas de poder que desafiam.

Porém já vimos algo parecido com o Napster que perdeu a batalha, mas transformou a indústria musical para sempre.

Para quem quiser saber o que é Bitcoin, como ela é gerada e como pode ser utilizada, o vídeo abaixo é bem elucidativo:

Se o interesse for grande, Amir Taaki dá uma entrevista de 12 minutos para o programa Keiser Report da RT Television, onde são esclarecidas diversas dúvidas sobre as Bitcoins e o sistema financeiro atual:

Para refletir, ou “O que é roubar um banco comparado a fundar um?”
(Bertolt Brecht)

-Bancos e empresas de cartão de crédito retiram entre três a cinco por cento de cada compra que fazemos apenas para lidar com um número em seu banco de dados;

– Com o sistema bancário, não vale a pena fazer transferências de menos de algumas dezenas de reais, e elas sempre levam vários dias, sem contar feriados e limitações de horário;

– Os bancos cobram de 150 a 300 reais por ano apenas para manter um número – o nosso saldo da conta – em um banco de dados, e a capacidade de enviar algumas mensagens por mês.

Fonte: Bitcoin Revolution – http://www.bitcoinrevolution.com.br/a-corrida-do-ouro-digital/

Leandro Morais Corrêa
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