Alguns dizem que a vida é uma gangorra. Outros dizem que é um pêndulo. Outros dizem que é previsível e o destino está traçado. Outros dizem que não, você faz o seu destino, sendo dono do seu caminho. Mas independente destes pontos de vistas, existirão momentos que você estará por cima e existirão outros que você estará por baixo.
Escolhendo o caminho de empreender o seu próprio destino, com um negócio próprio, esse movimento zigue-zague, de altos e baixos, de picos e vales, poderá se tornar muito verdadeiro. Ao empreender, estamos, geralmente, em terreno desconhecido. Numa linguagem figurada, estamos “abrindo o caminho na mata”, todo o dia.
Outros podem já ter passado por ali, mas como já faz tempo, o mato fechou novamente. No máximo existe um pequeno rastro do que um dia foi uma trilha. E assumindo estes riscos, existirão momentos onde iremos errar. E dependendo do erro, terá um período de recuperação, que pode ser breve ou longo. Em muitos casos, um longo e duro período de recuperação.
Cabe também dizer que muitos destes “períodos de dificuldades” podem ocorrer devido a fatores externos, incontroláveis por natureza, e não por erros internos das empresas. Mas independente da causa, o que vale é que você estará no buraco. Terá que escalar tudo novamente, e muitas vezes a subida é espinhosa até o ponto inicial da queda.
Como empreendedor que começou do zero absoluto, há mais de 14 anos atrás, já passei por muitos buracos. Aprendi a viver grandes e longas épocas na linha tênue entre a falência total e a sobrevivência. Mas consegui sair de todos os buracos, até o dia de hoje, sempre guiado por meus valores e pelos princípios da organização. Independente de quantos buracos já passamos, não devemos nada a ninguém. Em tempos de crise, prefiro pagar a todos antes de garantir o meu.
Não dá para dizer que tenho uma regra ou um conjunto de dicas para sobreviver a “quedas em buracos”, mas com certeza algumas coisas me guiam. Eu os chamo de princípios, mas são os seguintes pensamentos (lembro que são para momentos que você está no buraco, onde caiu tão fundo que chegou a picar no fundo do poço):

– Viver um dia de cada vez: O foco tem que ser no curto prazo. Você tem que enxergar no máximo 1 semana para frente. Planejamento de muito longo prazo talvez lhe “mate” no tempo e você não consiga mais ar para respirar. Então, foco no curto prazo. Planeje o que irá fazer turno por turno, e foque em tudo o que pode lhe dar receita.
– Não demonstre pânico: Eu sei, isso é uma arte, mas ninguém irá “comprar” você e sua empresa se saberem que você está respirando por aparelhos. Então, demonstre valentia, e se conseguir o trabalho, entregue nem que seja a última coisa que você faça.
– Ter fibra, mas ser flexível: Quando se está num buraco tão fundo que não se vê a luz do fundo, você será testado ao extremo. Um caminho tentador e muito mais fácil será o de desistir. Talvez isso lhe atormente todos os minutos de um dia. Mas se você tiver fibra para aguentar a pressão e flexibilidade para lidar com as piores e mais inusitadas situações, você poderá sair da temida situação.
– Não se sinta perseguido: Nestas épocas, temos a tendência de achar que tudo acontece conosco. A Lei de Murphy vira regra e tudo acontece do avesso. Mas talvez isso aconteça por que você perdeu o foco e a atenção. Em mares turbulentos temos que redobrar a atenção e focar no crítico. Deixar o barco alinhado com as ondas. Mas se bobear e deixar de lado, uma onda te vira. E daí não adianta achar que você está sendo perseguido por Netuno ou pelo Godzilla, pois foi falha sua ou falta de perícia em lidar com a situação.
– Não se esconder: Eu já escrevi sobre este tema, no Post “Tem gente que no aperto se encolhe“. Mas em resumo, a mensagem é: não se esconda! É hora de você ficar na vitrine, o mais visível possível. Mostre-se ao máximo e faça isso sem parecer exibicionismo. Mas é a hora de tirar o pó, dar um lustro e brilhar um pouco mais na prateleira.
– Fazer coisas que antes não fazia: Isso é uma das minhas máximas preferida. Certamente fazer com mais velocidade, mais energia ou mais recursos o que você vinha fazendo não será suficiente para mudar o jogo. Talvez até te leve mais rápido para o fim, pois a sua situação atual tem muito a ser explicada pelas coisas que você fez ou deixou de fazer. Então, criatividade e coisas novas na pauta, mas alinhadas com potenciais resultados.
– Monitorar mais de perto o risco, mas ao mesmo tempo ousar mais (o famoso “fatiar fino”): Em situações delicadas como esta do buraco, temos que “fatiar fino”. Significa que não devemos nos afastar de situações de risco, mas devemos observar mais de perto as situações para verificar as menores oscilações que podem lhe dizer que estamos no caminho certo ou errado. Afastar-se totalmente das situações de risco é muito mais arriscado para o seu negócio, nesta situação. Mas, orelhas em pé. Fique atento.
– Não se lamentar/nem se culpar: Pare com lamúrias e “chorinho”. Não adianta isso. Deus não é o culpado e você não está sendo punido por nenhuma divindade. Assuma as consequencias desta situação e aja. Quanto mais lamentar mais irá alimentar a chama da desistência. Seja firme no propósito e na salvação da situação.
– Busque ajuda: Não tente fazer tudo sozinho. Busque conselhos de pessoas que você confie. Avalie os conselhos e se der, siga. Aconselhe-se principalmente com quem já saiu de situações como a sua (ou piores).
– Se não der, que seja digno: Se depois disso tudo nada der certo e você quebrar mesmo, seja digno. Honre compromissos e cuide da sua imagem e nome. Um dia você poderá voltar ao mercado e não vai querer nenhum fantasma do passado lhe assombrando.
Enfim, são dicas simples, quase que princípios, mas que se bem aplicados podem dar a força moral que você precisa para sair destas situações
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Gustavo Campos
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado
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