HEY VOCÊ, MALHE OS “MÚSCULOS” DO SEU CÉREBRO E NÃO DA SUA BUNDA!

O brasileiro lê em média quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora, é o que aponta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil realizada este ano. Não é surpresa nenhuma considerando que somos obrigados a ler na escola livros como A Moreninha (1844), de Joaquim Manuel de Macedo e Capitães da Areia (1937) de Jorge Amado. Lembro que eu levava dois meses para ler um livro desses de tão maçante que é o texto, imagine a geração da internet! A literatura brasileira é muita rica, mas deve ser cultivada de maneira diferente para que as crianças criem hábitos de leitura.

A cultura educacional no Brasil não incentiva a leitura nos primeiros anos da escola simplesmente porque os próprios professores não tiveram esse incentivo. A leitura é uma descoberta e não pode ser algo imposto por um sistema de ensino fracassado como o brasileiro. Eu só passei a gostar de ler aos 17 anos quando matava as aulas básicas da faculdade para ler o que realmente me interessava.

Existem artigos que você lê e processa em 20 minutos que valem mais do que um semestre inteiro na faculdade e alguns deles estão neste blog. As academias de musculação estão cheias de pessoas que querem apenas estar em forma para exibir um corpo sarado no verão e esquecem que devem exercitar outro “músculo”, o cérebro. Mas cuidado, o que sai da sua boca pode ser diretamente proporcional a parte do corpo que você prefere malhar.

Use isso que você tem dentro da cabeça para alguma coisa além de acrescentar 1,4 kg no peso da balança da farmácia ou da academia. Busque o conhecimento, aprenda coisas novas, compartilhe e incentive outras pessoas a fazerem o mesmo. Os investimentos em educação tendem a diminuir a violência, corrupção e a dependência de assistencialismo, ou você prefere que continuem gastando bilhões em presídios, impostos e bolsa família?

Então a ideia é deixar de ver uma das quatro novelas que passam todo dia na TV e usar essa uma hora para contrabalançar o tanto de informação inútil que você absorveu durante o dia e ler algo que estimule seu cérebro a pensar nos problemas a sua volta e trazer um pouco daquela indignação de volta!

Para finalizar, dois vídeos curtos sobre incentivo a leitura! Termine de assistir a vá ler alguma coisa!

 

Vídeo 01:

 

Vídeo 02:

 

Até o próximo!

Johnny Mineiro

Empreendedor

http://www.facebook.com/johnny.mineiro

 

 

 

 

HEY VOCÊ, MALHE OS “MÚSCULOS” DO SEU CÉREBRO E NÃO DA SUA BUNDA!

Não usarás o nome do Branding em vão

Diversos blogs propagam campanhas espertinhas de marca. Ações mirabolantes, às vezes inusitadas. Táticas que primam pela ousadia e pela capacidade de atrair atenção para a marca. Trazer o famoso awareness. Em outras palavras, garantir que os holofotes estejam sobre a marca e os consumidores (atuais e prospects) prestem atenção e lembre-se dela na próxima vez que sentirem sede, forem ao banheiro ou entrarem em uma revenda de automóveis. Palestras em seminários e especialistas em marketing tratam de amplificar com tom acadêmico, avalizando estes cases como “bons exemplos de branding”. Mas o quão boa é esta gestão de marcas? Ficamos desconfiados. Parecem estratégias toscas e desprovidas de resultado.

Em Posicionamento Sustentável e Branding citamos a entrevista da diretora de criação da Wolff Olins em que colocava em um pedestal as estratégias de marca da Oi e da Vivo no Brasil. Em portais de marketing são elogiados os exemplos de Sky e NET. Assim como é possível encontrar vozes falando da inteligência em branding daquela marca que colocou a última ação viral sensacional. Todos os clientes dessas empresas também devem ter um lugar “especial” para guardá-las. Gosto daquela definição que diz que a marca é em síntese uma coleção de percepções. E aonde estão essas percepções? Na mente e no coração das pessoas. Uma ação causa impacto, bem como uma campanha coordenada gera reconhecimento. Mas e depois?

Lembro de uma das tantas aulas de Branding quando após o professor mostrar um belo case que havia conduzido, um certo aluno inconveniente (no caso eu) perguntou: “E qual foi o impacto nas vendas?” Constrangido, saiu já dando a desculpa que a operação comercial havia sido mal planejada e que isso acarretou resultados muito menores que o esperado. Como isso pode ser um case foi a pergunta que deve ter balançado nas cabeças atônitas da turma.

Este é o mesmo sentimento quando ouço os sucessos parciais, as meias promessas, as campanhas eleitorais e as ações de marcas. As ideias saltam dos Macs para os slides dos palestrantes. Assim como as reclamações pulam do callcenter para o Reclame Aqui. Como afirma Jonathan Baskin, entreter consumidores produz ótimos resultados para melhorar a qualidade de vida no planeta, mas não ajuda em nada as vendas da empresa. Os rankings também seguem em caminhos opostos como em Marcas, promessas, fracassos e rankings.

Vamos criar um novo movimento. Pela preservação dos conceitos. Não existe bom Branding sem entrega consistente. Não existe bom Marketing sem cliente satisfeito. E ponto. O resto serve para vender livros ou para tirar dinheiro de executivos desesperados por encontrar ideias que salvem suas empresas em palestras de novos gurus. Chegou a hora de dar um basta. Na falsa promessa, às vezes idealizada, às vezes oportunista. Mas sempre falha no momento da verdade.  Os clientes julgam as empresas pelo que elas fazem e não pelo que dizem. Um fim na pantomima dos pseudo gestores de marca, parecida com aquela clássica partida de tênis de Blow Up.

E aqui está o verdadeiro Branding. Aquele que entende ser um caminho contínuo de relacionamento entre marca e pessoa. Buscando excelência na entrega em cada um destes momentos da verdade. Que não se vale somente de crianças pulando em vídeos no Youtube ou joguinhos bonitinhos no Facebook. Que resolva a vida do consumidor, deixe-o satisfeito. Feliz ao ponto de compartilhar. E voltar mais vezes. E até se dispuser a pagar mais, porque sabe que não ficará jamais na mão. Mesmo quando a marca falha, ela não te empurra um número de protocolo para você se virar sozinho. Reconhece o problema e resolve. E te pede desculpa. Quando chegarmos a esse ponto, poderemos então falar em Branding. E não usaremos mais o seu nome em vão.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Não usarás o nome do Branding em vão