Aprenda a dizer não e diga!

Dá para dizer que na esfera da estratégia e de articular formas de crescimento no mercado, existe algo que é difícil para muitos empresários: dizer não! Alguns pensam que dizer não pode magoar as pessoas. Outros não dizem não pois não sabem o que fazer e tem uma dúvida eterna que balança entre o fazer algo novo e ficar onde se está e sofrer as consequências. Mas na experiência de um pouco mais de 13 anos de consultoria e contato com a alta e média administração de empresas de todos os portes, é justamente a falta do não que faz o maior estrago nas empresas, nos resultados e nas equipes. Você não precisa ser uma máquina de decisão, disparando “sim” e “não” para todos os lados. Quando não souber algo ou precisar pensar um pouco mais, seja transparente e diga: “preciso de pelo menos um dia para analisar melhor esta questão. Procure-me amanhã no mesmo horário e decidimos”. Mas quando a resposta gritar silenciosamente na sua cabeça, não vacile e deixe sair, o sim ou o não.

Dar uma resposta definitiva, em um papel de liderança, é uma arte. Os melhores líderes que conheci sabiam, mesmo discordando abertamente da opinião de todos na equipe, construir sobre um não. Conseguiam dizer um não e depois aconselhar formas de complementar o projeto e direcionar para outro lado, provando para todos que assim os resultados serão melhores. Estes são os melhores líderes. Por outro lado, existem em demasia os piores líderes neste quesito de decisão. São eles:

– Os que dizem não por ignorância e medo: Tem aqueles que chegaram a um cargo de liderança pelos meios errados. Lá estando, vivem em um estado de medo constante de perder o cargo. Então, aprovam somente ações que conhecem, que já fizeram no passado ou que de tão insonsas não darão resultado algum, só gerarão trabalho.

– Os que dizem não para depois dizer sim: Tem aqueles que a primeira resposta é não. Depois de um tempo e de algum insistência da equipe, sua opinião magicamente muda e ele aprova. Algumas vezes ele aprova o mesmo projeto que veio com uma embalagem diferente. Mas sua característica é dizer não, sempre. Depois muda.

– Os que dizem não para mostrar que podem e todos devem dançar a música deles: São os maquiavélicos. São os que diretamente querem mostrar e exercer o poder. Muitas maneiras de dizer não são utilizadas. Desde o não abertamente dado e não explicado até a negação de querer se reunir com a pessoa para debater o tema. Estes sabem que detém o poder de um cargo e o usam para mostrar a todos como devem se comportar. Suas decisões oscilam entre picos e vales, de acordo com o seu humor.

– Os que dizem não por que querem educar a sua equipe a não pensar: Estes também estão no grupo dos maquiavélicos, pois conscientemente pensaram em fazer com que “as pulgas parem de pular”. Então, conforme consta na fábula, tampam a pulga em um recipiente com uma tampa bem baixa. Ela cansa de pular e bater na tampa e se acostuma a não pular. Não sei bem o motivo, mas tem líder que prefere coordenar um exército de pulgas.

 

Enfim, dizer sim ou não é uma competência. Evidentemente que temos consequências a assumir de uma decisão ou de uma falta de decisão nossa. Mas poucos líderes hoje dominam a arte de se construir uma equipe mais forte e mais preparada a partir de um não. Este momento, o de dizer um não para alguém ou para uma equipe, é um momento único e que deve ser aproveitado para melhorar a performance e as competências da equipe, inclusive dando um feedback para os envolvidos. Desta forma, é uma maneira de desenvolvimento no trabalho, enquanto se executa suas funções. De agora em diante, encare o não como uma oportunidade de fazer sua equipe melhor, mais preparada e mais forte. E pense sempre nos reais motivos de suas decisões. Você é líder para levar sua equipe, marcas, produtos e serviços para uma melhor posição no mercado. Uma posição de mais destaque, menos concorrência, mais distinção e reconhecimento e consequentemente melhores resultados.

 

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

 

 

Aprenda a dizer não e diga!

Pessoas descartáveis e restos de humanidade.

Há poucos dias tive um choque de realidade ao assistir o documentário “Lixo Extraordinário”. Para quem não viu, trata-se do registro da execução de obras de arte com resíduos coletados no maior aterro sanitário do mundo: o Jardim Gamacho no Rio de Janeiro. Um projeto no qual o artista plástico brasileiro Vik Muniz conviveu por dois anos neste ambiente dramático.

Minha expectativa era de ver um contraponto estético permeado por alguma surrada crítica à sociedade consumista, mas encontrei muito mais do que isso.

O que se destaca na tela é o convívio do artista com pessoas verdadeiras, que são expostas a uma nova realidade na qual pela primeira vez são vistas como seres humanos e se surpreendem consigo mesmas ao serem instigadas a se imaginarem fora daquele ambiente.

O documentário se passa em um cenário surreal, onde o desespero convive com a dignidade e a ausência de auto-estima convive com o orgulho de se fazer um trabalho honesto. São pessoas que sabem da importância do que fazem, mas também são conscientes da falta de perspectiva de ingressar em uma sociedade da qual elas só convivem com os restos.

Minha perplexidade foi constatar que no meio do lixo existem pessoas como Tião, que criou a associação dos catadores inspirado por um livro de Maquiavel que ele leu depois de secar o seu chorume atrás de uma geladeira.

Poderia citar outros exemplos entre os sete catadores participantes do projeto, poderia também falar da emoção de compartilhar o processo de transformação de suas visões de mundo acompanhadas pelas lágrimas mais sinceras que já vi, mas acho que eu não teria a habilidade necessária para reproduzir em palavras o que as imagens transmitem.

Não vou cair na tentação de fazer comparações com os “heróis do Bial” e as ricaças deslumbradas que povoam os reality shows da nossa televisão, mas não posso deixar de expressar minha tristeza ao constatar que se dá tanto destaque para futilidades e celebridades efêmeras enquanto muitos valores verdadeiros se perdem em aterros sanitários.

Parabéns a Vik Muniz, um artista brasileiro internacionalmente reconhecido, pela iniciativa social (o lucro das obras foi integralmente revertido para a Associação dos Catadores) e principalmente pelo resgate da dignidade destas pessoas – nossos irmãos e irmãs que na maioria das vezes são tratados como lixo.

Trailer do filme:

Chamada do programa Mulheres Ricas:

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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Pessoas descartáveis e restos de humanidade.