O meio certo, ou seria, meio errado?

Estamos sempre em evolução. Quando ainda criança, vamos ao colégio e conhecemos uma nova maneira de agir. Precisamos saber dividir, observar, escutar e principalmente reagir a estímulos gerados por professores, colegas e atividades. O resultado desta reação determina qual será o próximo passo: se seremos capazes de passar de ano, participar da seleção esportiva ou de interagir com determinado grupo de amigos e meio social. Somos avaliados e o resultado determina o sucesso ou fracasso das nossas habilidades ou competências. Este conjunto de avaliações, com o passar dos anos, influi diretamente na nossa personalidade.

O conceito de meio certo surge em nossas vidas neste contexto de aprendizagem onde professores tem a necessidade de impulsionar e motivar seus alunos a evoluir. Esta classificação tem o objetivo de mostrar ao aluno a possibilidade de descobrir o seu erro e aperfeiçoar as suas respostas mediante estímulos e questionamentos futuros aos quais será novamente avaliado e terá uma nova pontuação (que na expectativa do professor/ avaliador ela seja 100% correta). Este ciclo de evolução seria perfeito se não fosse um importante detalhe: Culturalmente aceitamos o meio certo como plenamente correto e levamos este resultado para as novas etapas das nossas vidas.

Quando conseguimos nosso primeiro emprego ou abrimos a nossa empresa e entramos oficialmente no mundo “profissional”, nos deparamos com uma nova realidade. Fazer as coisas de uma maneira “meio correta” nunca terá a mesma repercussão que acertar.

FAZER CERTO ≠ FAZER ERRADO + “JUSTIFICAR”

Esta lógica é sustentada pelo ambiente meritocrático e competitivo das empresas. Os profissionais que evoluem e são reconhecidos são aqueles que não precisam justificar os seus erros e sim entregar novos desafios e resultados corretos.

Em uma entrevista para London Business School Marcel Telles , dono da Inbev, um dos executivos brasileiros mais bem sucedidos da história explica como fazer as coisas acontecerem nas empresas através do comprometimento de fazer individualmente o plenamente correto.

O profissional mais valorizado pelo mercado e pelas empresas é aquele que tem mais condições e foi capaz de entregar mais resultados plenamente corretos. Por isso, questione a si mesmo no final do seu dia:

Estou executando as minhas atividades de uma maneira meio certa? Ou seria meio errada?

Justifico muito as minhas respostas?

Quantas respostas plenamente corretas fui capaz de entregar?

Em quais situações entreguei apenas uma justificativa e não uma solução?

Estou atuando de maneira proativa para solucionar os problemas que justifico diariamente?

Boa reflexão…

 

 

 

 

 

 

Lúcio De Carli

www.cobrandspanama.com

 

 

 

 

 

O meio certo, ou seria, meio errado?