Em meio a algumas leituras de textos publicados em sites de comunicação, percebi alguns fatos inegáveis que atualmente ainda acontecem, mas que já estão perdendo força. Se analisarmos friamente, a propaganda sempre tentou (e muitas vezes conseguiu) mascarar os defeitos ou conseqüências ruins do produto ou serviço oferecido. Tentando vender a qualquer custo e induzindo o consumidor a ter certeza de que está fazendo um bom negócio.
E por muito tempo isto funcionou e muito bem, porém com o advento da internet e em seguida o boom das redes sociais, esta máscara começou a cair. Desde sempre confiamos muito mais na opinião de um amigo ou pessoa próxima, do que em um simples comercial onde apresenta-se apenas as excelentes vantagens de se ter este produto ou de usufruir daquele serviço. Com a facilidade de aproximação que as redes sociais proporcionam, ficou muito mais fácil obter as informações que você precisa com um amigo seu sobre realizar ou não a compra de um produto. Sites como o Reclame Aqui, trazem informações de diversos consumidores sobre os possíveis defeitos dos produtos ou serviços. Neste momento um desconhecido torna-se facilitador para sua decisão de compra. E então a principal fonte sobre o produto torna-se outra, e comerciais de TV, rádio, outdoors e quantos meios de comunicação mais forem usados, acabam se tornando secundários e menos confiáveis.
O ponto chave dessa questão toda é que cada vez há menos espaço para enganação em nossa mídia. As marcas devem trabalhar com total transparência. Além disto, devem entender e interpretar que estes comentários que estão na internet, sejam eles positivos ou negativos, podem trabalhar a seu favor, servindo de alerta para que aprimoramentos em cima de seus produtos e serviços sejam feitos.
Por muito tempo foi suficiente preencher espaços de mídia com mensagens impactantes ou persuasivas, mas hoje em dia isto está longe de ser o suficiente. As marcas precisam oferecer mais, e de forma transparente e clara para seus consumidores, pois os mesmos precisam ter a segurança que a marca está do seu lado e não contra.
A Coca-Cola (sempre ela), por exemplo, assumiu que é uma bebida calórica, mas se posicionou de uma forma divertida e motivadora incentivando as pessoas a praticarem atividades físicas a fim de queimar as 123 calorias que contém na sua garrafa de refrigerante. Confira o vídeo abaixo:
As empresas através de suas marcas, e atuando de maneira transparente vão conquistar a confiança e a fidelidade dos consumidores, transformando-os em seus embaixadores.
Até a próxima
Carlos Eduardo Dieter
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