Não posso mais me esconder…

Em meio a algumas leituras de textos publicados em sites de comunicação, percebi alguns fatos inegáveis que atualmente ainda acontecem, mas que já estão perdendo força. Se analisarmos friamente, a propaganda sempre tentou (e muitas vezes conseguiu) mascarar os defeitos ou conseqüências ruins do produto ou serviço oferecido. Tentando vender a qualquer custo e induzindo o consumidor a ter certeza de que está fazendo um bom negócio.

E por muito tempo isto funcionou e muito bem, porém com o advento da internet e em seguida o boom das redes sociais, esta máscara começou a cair. Desde sempre confiamos muito mais na opinião de um amigo ou pessoa próxima, do que em um simples comercial onde apresenta-se apenas as excelentes vantagens de se ter este produto ou de usufruir daquele serviço. Com a facilidade de aproximação que as redes sociais proporcionam, ficou muito mais fácil obter as informações que você precisa com um amigo seu sobre realizar ou não a compra de um produto. Sites como o Reclame Aqui, trazem informações de diversos consumidores sobre os possíveis defeitos dos produtos ou serviços. Neste momento um desconhecido torna-se facilitador para sua decisão de compra. E então a principal fonte sobre o produto torna-se outra, e comerciais de TV, rádio, outdoors e quantos meios de comunicação mais forem usados, acabam se tornando secundários e menos confiáveis.

O ponto chave dessa questão toda é que cada vez há menos espaço para enganação em nossa mídia. As marcas devem trabalhar com total transparência. Além disto, devem entender e interpretar que estes comentários que estão na internet, sejam eles positivos ou negativos, podem trabalhar a seu favor, servindo de alerta para que aprimoramentos em cima de seus produtos e serviços sejam feitos.

Por muito tempo foi suficiente preencher espaços de mídia com mensagens impactantes ou persuasivas, mas hoje em dia isto está longe de ser o suficiente. As marcas precisam oferecer mais, e de forma transparente e clara para seus consumidores, pois os mesmos precisam ter a segurança que a marca está do seu lado e não contra.

A Coca-Cola (sempre ela), por exemplo, assumiu que é uma bebida calórica, mas se posicionou de uma forma divertida e motivadora incentivando as pessoas a praticarem atividades físicas a fim de queimar as 123 calorias que contém na sua garrafa de refrigerante. Confira o vídeo abaixo:

As empresas através de suas marcas, e atuando de maneira transparente vão conquistar a confiança e a fidelidade dos consumidores, transformando-os em seus embaixadores.

 

Até a próxima

 

Carlos Eduardo Dieter

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Não posso mais me esconder…

O show tem que continuar.

Por ser o mais novo de quatro irmãos, tive uma iniciação musical precoce. Era uma época em que ninguém tinha muito dinheiro para gastar com coisas supérfluas como discos, então os amigos se emprestavam os poucos que tinham, os quais eram gravados em fitas cassete.

Não se falava em pirataria, pois essas gravações caseiras não comprometiam as vendas de LPs, que continuavam sendo objetos de desejo por sua qualidade sonora superior e pela arte das capas.

Com o surgimento dos CDs o apelo estético sofreu uma perda considerável, mas os amantes da música se renderam à nitidez do novo som que eliminava os riscos e chiados dos velhos discos de vinil. E a indústria fonográfica faturou como nunca enquanto os aficcionados da música recompravam suas coleções (sim eu fui um deles).

Até então o consumo de música estava associada à mídia que a continha. Você podia ouvir uma canção em uma emissora de rádio, mas se quisesse possuí-la tinha que gravar uma fita ou comprar um LP e posteriormente um CD.

Hoje a música é um arquivo volátil, acessível e sem tangibilidade material. E enquanto a indústria fonográfica lutava uma batalha inglória para preservar o valor de um produto de plástico, os artistas passaram a se reinventar. Mais do que simples vetores de música, eles se tornaram marcas que podem ser associadas a diversos produtos de consumo, transcendendo a mídia de suas canções.

Um dos pioneiros neste processo foi a banda Kiss que, além das tradicionais camisetas comercializadas nos shows, licenciou a sua marca para uma vasta coleção de objetos que vão desde cadernos escolares até miniaturas dos integrantes da banda.

E é claro que a mesma internet que decretou a queda nas vendas dos CDs está estimulando o consumo destes produtos, venda de ingressos para os shows sem falar que ela democratiza a entrada neste mercado já que não são mais os executivos das grandes gravadoras que decidem o que fará sucesso ou não.

Esta é uma lição que vale para qualquer atividade: sempre que o cenário muda e um negócio é ameaçado de extinção, é sinal de que muitas outras oportunidades estão surgindo.
Seja como for, o show vai continuar com ou sem você.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
http://www.businesspress.com.br

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O show tem que continuar.