Um aspecto que acho interessante da internet é o seu potencial subversivo onde iniciativas criativas abalam as estruturas do poder dispersando conteúdo, informação e serviços para o povo.
Como exemplos desta descentralização podemos citar o Linux para os softwares, o Wikileaks para as informações sigilosas e os torrents para a música. Mas e com relação ao dinheiro?
Paradoxalmente quase todas as coisas que nos interessam estão disponíveis online, mas o meio para adquiri-las ainda está fora deste contexto.
Sim, já existem sistemas de “moeda virtual” como o PayPal, mas apesar de serem práticos e modernos, eles têm em comum o fato de estarem atrelados ao sistema bancário convencional, criado em tempos jurássicos e que até hoje tem lucros astronômicos ao praticar agiotagem institucionalizada e cobrar para nos dar informações sobre o NOSSO dinheiro quando o deixamos com eles.
Existe banco, existe banco do juntos e… pra que existe banco mesmo?
Se podemos compartilhar músicas, notícias e fotos porque não podemos compartilhar dinheiro sem a intermediação de bancos? Pensando desta forma, o britânico Amir Taaki, desenvolveu a primeira moeda digital descentralizada que existe, o Bitcoin.
Trata-se de um sistema sem intermediários onde todas as trocas são feitas diretamente entre as pessoas e as Bitcoins podem ser enviadas ou recebidas através de um software open source. Desta forma pequenas quantias podem ser transferidas instantaneamente para qualquer parte do mundo, sem taxas, longos prazos ou burocracia.
As Bitcoins possuem diversos paralelos com o ouro, pois precisam ser “mineradas”, ou criadas utilizando o processamento dos próprios computadores, existe um limite máximo de geração de Bitcoins (seus criadores falam em 21 milhões) e quanto mais pessoas começarem a fazer a mineração, menos rentável ela fica.
Com o ambicioso objetivo de tornar o sistema bancário obsoleto, as Bitcoins podem enfrentar diversas dificuldades inerentes ao seu próprio conceito ou criadas pelas estruturas de poder que desafiam.
Porém já vimos algo parecido com o Napster que perdeu a batalha, mas transformou a indústria musical para sempre.
Para quem quiser saber o que é Bitcoin, como ela é gerada e como pode ser utilizada, o vídeo abaixo é bem elucidativo:
Se o interesse for grande, Amir Taaki dá uma entrevista de 12 minutos para o programa Keiser Report da RT Television, onde são esclarecidas diversas dúvidas sobre as Bitcoins e o sistema financeiro atual:
Para refletir, ou “O que é roubar um banco comparado a fundar um?”
(Bertolt Brecht)
-Bancos e empresas de cartão de crédito retiram entre três a cinco por cento de cada compra que fazemos apenas para lidar com um número em seu banco de dados;
– Com o sistema bancário, não vale a pena fazer transferências de menos de algumas dezenas de reais, e elas sempre levam vários dias, sem contar feriados e limitações de horário;
– Os bancos cobram de 150 a 300 reais por ano apenas para manter um número – o nosso saldo da conta – em um banco de dados, e a capacidade de enviar algumas mensagens por mês.
Fonte: Bitcoin Revolution – http://www.bitcoinrevolution.com.br/a-corrida-do-ouro-digital/
Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
http://www.businesspress.com.br
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