A vida secreta de Walter Mitty

Esta foi a grande surpresa cinematográfica do ano para mim. Fazem 48 horas que estreou aqui em Porto Alegre. Talvez muitos de vocês ainda não viram o filme. Evidente que não vou comentar o fim do filme neste post, mas sim relatar a experiência que tive e, de certa forma, alguns aprendizados. Walter Mitty é um cara bem na média. Talvez na média baixa de tão comum. Tem medo de até mandar uma mensagem para uma conhecida pela Internet. Trabalha na revista Life, no setor de filmes / negativos há 16 anos. É um setor longe do glamour da revista. Mas algo acontece e o força a mudar sua maneira de pensar e de agir. Necessitando de novos resultados para organizar novamente sua vida, sai em busca de uma missão: resgatar o negativo 25 de um famoso fotógrafo da revista, que viaja pelo mundo em busca dos melhores ângulos. Este negativo será a capa da última edição impressa da revista. E está perdido.

Bem Stiller, como ator principal e diretor do filme está impecável. O enredo, as tomadas de cena e a trilha sonora são perfeitas. É um daqueles filmes que eu gostaria de ter escrito. Não pelo sucesso, mas pelo prazer de ter criado uma grande história. Eu gosto de contar histórias, em minhas aulas e palestras, e Walter Mitty é uma excelente história. Talvez, tudo seja o momento certo que a mensagem chegue até você. Mas, se for este o caso, para mim chegou no momento exato. Um pouco mais de 2 horas, em uma sala de cinema com umas 10 pessoas dentro. Fiquei sentado até a última letrinha passar, curtindo a música, e o “lanterninha” vir me tirar da poltrona J8, escolhida a dedo, por quem chegou 2 horas antes do início.

No meu entender a mensagem do filme é simples: você pode muito mais do que você hoje está fazendo. Talvez você esteja se entregando, ano após ano, a uma rotina que lhe escraviza até os pensamentos. Você olha para a situação mas não consegue se afastar mais do que 30 centímetros. Sem conseguir enxergar a cena de sua própria vida, você encontra boas razões para ficar onde está. Talvez já tenha passado a idade de se aventurar em busca destes sonhos juvenis? Talvez existam compromissos a serem honrados e você precisa do salário? Talvez a economia não está indo tão bem e sua empresa não vem cumprindo as metas? Enfim, muitas coisas podem estar acontecendo e você conseguindo se afastar somente 30 centímetros para analisar sua vida, todos os sentimentos gritam por preservação, por sobrevivência. E você aguenta mais um dia. Talvez você também tenha medo de mandar uma mensagem para a pessoa que você admira e que gostaria de convidar para sair? Talvez você seja em parte como Walter Mitty!

Eu arriscaria a dizer que este filme deveria virar um manifesto. O manifesto Mitty. E este ser divulgado no mundo em todas as línguas, em busca de ser um pouco anormal, de desejar estar acima da média, de se convencer, dia após dia, que você pode fazer muito mais por você e pelos outros. De acreditar que coincidências acontecem para quem arriscou dar mais um passo acima na montanha. De que novos resultados virão somente com novos pensamentos e novas práticas.

Enfim, o filme é sensacional na minha opinião. Vá com a mente aberta. Fique confortável e deixe a música conduzir seus sentimentos. Você vai adorar. Ben Stiller é o cara da vez! E Walter Mitty é o meu mais novo amigo. Foi bom lhe conhecer!

Agora é a sua vez de espalhar a notícia do Blog do Pensador Mercadológico. Passe para os seus amigos o link deste texto ou do Blog do Pensador Mercadológico. Assine o blog simplesmente colocando o seu mail na página inicial, no box a direita. Faça parte desta ideia. Nós pensadores estamos pedindo isso para vocês. É por vocês que escrevemos.

Obrigado pela audiência!

Até a próxima dica

****************************************

Gustavo Campos

http://www.focal.com.br

Publisher do Pensador Mercadológico

http://www.pensadormercadologico.com.br

 

Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as ideias e provocações dos pensadores mercadológicos.

****************************************

Links recomendados do Pensador Mercadológico:

http://www.facebook.com/pensadormercadologico

http://www.twitter.com/blogdopensador

 

Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Youtube

 

 

A vida secreta de Walter Mitty

Você está preparado para trair?

A notícia não sai das manchetes dos jornais. Um jovem funcionário norte-americano, a serviço dos mais aparelhados órgãos de informação do mundo, entre eles a NSA e a CIA, resolve abrir os segredos pelos quais deveria zelar. Expõem ao mundo o que o governo faz com seus cidadãos em nome da segurança dos próprios. E agora, como consequência dos seus atos, irá receber o tratamento judicial reservado aos traidores.

Ok, mas o que isso tem a ver com você? Talvez um detalhe por trás desse episódio. Por mais nobre e midiático que seja o fato de contar aos jornais tudo que se sabe, antes dessa decisão, veio o desejo de parar com tudo. Rasgar juramentos, eliminar sigilos e ignorar por completo as regras do jogo da espionagem. Este processo anterior pode ter consumido dias, meses, talvez anos da vida deste jovem.

Em algum momento da trajetória profissional, em uma manhã qualquer ou em um final de tarde cansativo, a ideia de desistir pode aparecer. Talvez de forma sorrateira, gradual e que ao longo do tempo toma forma suficiente para se tornar praticamente impossível demovê-la de seu lugar. Alguns continuam, colocam o monstro em uma jaula e pensam tê-lo domado. Invariavelmente usam o dinheiro como forma de adestramento.

Henry Miller disse certa vez que o dinheiro é uma desculpa muito fraca para justificar nossos atos, sejam pessoais ou profissionais. Ele prometia oferecer todo dinheiro do mundo e perguntar novamente a um vendedor porque ele oferecia aquelas coisas. Ninguém precisa fazer nada por dinheiro. Todo sujeito que se recusa a agir apenas guiado pela necessidade de ganhar a vida, quebra mais um dente do processo automático da sociedade.

Agentes de inteligência, estudantes universitários, empresários, publicitários. Quantos acordam pela manhã ouvindo conversas que não deveriam ouvir, estudando matérias que não queriam passar perto, gerindo negócios que não acreditam nem um pouco, vendendo marcas que não deveriam ser vendidas? Muitos. Quantos irão despertar para traírem o automatismo de suas vidas? Poucos. Possivelmente sintoma do receio de uma sentença cruel, talvez semelhante a que espera o agente que revelou os segredos da espionagem. Sabe lá. Fato é que continuarão vivendo em total sintonia com a falsa necessidade de fazer o que não tem que fazer.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

http://br.linkedin.com/in/felipeschmittfleischer

http://www.sprbrand.com.br

@fsf11

 

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com.br

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as ideias e provocações dos pensadores mercadológicos.

Indicação de links

www.facebook.com/pensadormercadologico

www.twitter.com/blogdopensador

Você está preparado para trair?

É muito “ai se eu te pego” pra pouco “eu vô lá e faço”

Outro dia, li essa frase e pensei alguns minutos sobre seu sentido. Tanto que resolvi escrever sobre. É muito legal ver surgir um fenômeno. E falando nisso, é inegável o sucesso da música que o Brasil e o mundo aprendeu a cantar, independentemente do que acham os críticos. O fato é que ganhou o gosto popular, seja pela letra e coreografia fáceis ou mesmo o ritmo e sentido provocativo..ou seria o conjunto de tudo isso?

Bom, não vem ao caso. Deixemos os demais elementos de lado nesse momento e nos apeguemos à provocação. Sim, é ela que me interessa agora, pois no último post, deixei um questionamento para você: “o quão suscetível à mudança você é?”

Dentro dessa proposta, está até mesmo a mudança de “olhar”, de tentar visualizar determinadas coisas por uma outra ótica e com isso buscar um entendimento maior. Se seguirmos nessa linha, vamos perceber que o tão famoso “se”, que se tornou até mesmo tema musical de cantor de MPB há anos atrás, pode abrir um leque de possibilidades, mas também pode ser utilizado com “escudo”..uma justificativa para a morosidade e para o comodismo. Deixa distante da realidade, praticamente às margens da fantasia àquilo que se está desejando tanto. Sim, me refiro aos que atribuem ao “se fosse dessa ou de outra maneira” uma razão para não ter obtido o sucesso ou felicidade desejada.

Quando me refiro à mudança de uma maneira geral, falo sobre a consciência e exercício contínuo de manter-se aberto à novidade: ideias, percepções, atitudes…enfim, aprender.

A acomodação nos provoca tamanha inércia que não nos permite a prática da análise de um mesmo tema sobre outra perspectiva. É pra isso que o “se” serve.

Porém, “se” sem atitude, de nada adianta.

Pense nisso.

Obrigado pela audiência. Tenha uma ótima semana.

Ah, confira o vídeo abaixo. Aborda o “aprender” de uma forma bem estimulante.


Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

Links recomendados do Pensador Mercadológico
http://www.facebook.com/pensadormercadologico
http://www.twitter.com/blogdopensador

É muito “ai se eu te pego” pra pouco “eu vô lá e faço”

Mude! A fala é sua, mas a comunicação é nossa. E é melhor que seja orgânica!

Em tempos onde parecemos dependentes cada vez mais de engenhocas eletrônicas para desenvolvermos tarefas das mais simples às mais complexas de nosso cotidiano e onde participamos de um mundo virtual tanto quanto o real, falar sobre um tema que propõe um sentido da palavra “orgânico” pode até soar estranho. O fato é que a expressão “comunicação orgânica” vem sido utilizada cada vez mais constante no mundo empresarial. Entender seu significado e aplicá-lo pode contribuir e muito para o sucesso dos negócios e, por que não, na vida pessoal também.

Tudo bem, mas falando em trabalho, qual é a relação existente entre o mundo dos negócios e essa palavra que mais se adequa às aulas de anatomia? Páre e pense um pouco: para começar, resgate as aulas de biologia dos tempos de escola e talvez lembre de algumas particularidades que envolvem o funcionamento de nosso corpo e perceberá que muito tem haver com o funcionamento de uma empresa. Tome como exemplo as próprias membranas que separam alguns de nossos principais órgãos. Deve haver alguma razão que explique o fato de serem transparentes. Seria para melhorar a comunicação entre um e outro? Isso é apenas um detalhe, mas já sinaliza algo no que diz respeito à relação entre dois “setores”.

Orgânico é uma palavra que está mais do que na moda, reflete comportamentos. A organicidade das relações sociais e organizacionais é uma tendência que em muito se deve às inovações comunicacionais e de administração. Se algo é como um órgão do corpo humano, pressupõe-se duas características essenciais: circularidade e suscetibilidade à mudança.
Essa “dupla” é o ponto “X” da questão. Olhando pelo ponto de vista da circularidade, talvez identifiquemos um dos principais motivos do fracasso de muitas boas ideias ou estratégias inovadoras, geradas a partir de exaustivas reuniões de planejamento, evolvendo gestores consultores, etc.. O mundo atual já não pede, exige que todos os envolvidos em um determinado processo tenham mais do que somente o acesso a informação necessária para desenvolverem seu trabalho..exige fluidez…velocidade..instantanedade.

E quanto à nossa amiga chamada “mudança”. Bom, não sei se posso chama-las assim, pois de modo geral, pode ser amiga para alguns e “inimiga” para outros. Esse é um ponto que gostaria de explorar melhor no próximo post. Por hora, vá se questionado: o quanto suscetível à mudança você é?

Obrigado pela audiência!
Uma ótima semana e até a próxima terça.


Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

Links recomendados do Pensador Mercadológico
http://www.facebook.com/pensadormercadologico
http://www.twitter.com/blogdopensador

Mude! A fala é sua, mas a comunicação é nossa. E é melhor que seja orgânica!

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Dica de Gestão  131 de 300: Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Em 04 de março de 1974 nascia Gabriel Contino, mais conhecido por Gabriel o Pensador. Um dos mais famosos rappers brasileiros e talvez o mais famoso nascido na classe média brasileira. Em 1993 lançou o seu primeiro disco e apresentou a sua marca ao mercado. Em 2001, depois de alguns álbuns e sucessos, lança o seu disco “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”. Este título me persegue há anos, pois acho uma excelente reflexão e sempre quando o leio eu penso um pouco. O que eu gostaria de mudar em mim? O que está legal e não precisaria de mudança nenhuma? E por aí vai uma série de questionamentos.

Mas a grande questão é quando e como mudar. Pense na última vez que mudaste algo na sua vida de forma definitiva. Era algo simples ou algo bastante relevante? Quando você vai a um curso de curta duração tenta conhecer o máximo de pessoas possíveis ou no máximo os que estão ao redor de você? Costuma sentar um dia em cada lugar ou senta sempre no mesmo local? Costuma ler diversos gêneros de livros ou sempre o mesmo tipo? Tem um hábito de trabalho fixado e nem pensa muito no que tem que ser feito no dia seguinte? Está satisfeito com os resultados que obtém ou gostaria de ser mais culto, mas rico, mais feliz, mais saudável, mais bonito, mais sociável, mais livre ou mais alguma outra coisa que você tanto deseja?

Em um curso que fiz recentemente, parte dos meus questionamentos foram respondidos. Continue reading “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Quem põe a mão no fogo é pra se queimar!

Viver o hoje da mesma maneira que ontem. Comportamento padrão, o mesmo trabalho, as mesmas atividades a mesma rotina. Quando você se dá conta os anos se passaram e nada mudou. Sim, muitas pessoas vivem bem desta maneira, mas por outro lado estes sinais podem mostrar que o cérebro está condicionado a manter o equilíbrio. Hábitos repetitivos estão sempre ligados ao equilíbrio pelo significado emocional e os comportamentos adaptativos servem para diminuir o sofrimento.

Para não mudar sempre temos muitas desculpas e justificativas. Porque? Porque toda mudança provoca resistência. Em geral, temos medo do desconhecido, do que não é familiar. Listei abaixo algumas frases que ilustram a resistência a mudança. Algumas delas você até já deve ter mencionado ou escutado:

Clique no leia mais continue a leitura!

Continue reading “Quem põe a mão no fogo é pra se queimar!”

Quem põe a mão no fogo é pra se queimar!

Escolhas Ousadas

Poucos anos atrás o autor John Izzo publicou o livro Five Secrets You Should Know Before You Die (traduzido no Brasil como Os cinco segredos de uma vida plena). Costumo iniciar algumas palestras com essas histórias, todas verdadeiras, extraídas de pessoas reais que chegaram à plenitude da vida (ou mais próximas da morte). As conclusões são reveladoras e provocativas, especialmente para quem está começando profissionalmente. A primeira conclusão que Izzo apresenta é que as pessoas não se arrependem de seus fracassos. A grande maioria lamenta não ter arriscado mais. Muitos seguem suas carreiras com medo do fracasso, mas o autor conclui que tentar e falhar é algo com o qual conseguimos lidar. As pessoas mais felizes sentiram que tentaram concretizar seus sonhos e cresceram, tanto na vida pessoal quanto profissional. Logo, o livro e suas histórias indicam que nos arrependemos mais por não ter tentado realizar um sonho do que falhando ao fazer isso.

O interessante é que amostra utilizada por Izzo procurou vasculhar uma série de etnias, origens, profissões diversas, montando um mosaico que pudesse fornecer uma riqueza de enfoques para seu estudo. E independente dessas características que as tornavam tão diferentes, as visões olhando para trás tinham diversos pontos em comum. Do barbeiro ao CEO havia um uníssono tom na reflexão. As escolhas envolvem renúncias sempre, no entanto devemos estar muito mais preocupados com aquilo que podemos alcançar do que com aquilo que talvez percamos pelo caminho. Interessante observar que a mais recente campanha do whiskey Jim Beam intitulada Bold Choice criada pela StrawberryFrog NYC trabalha exatamente esse conceito das escolhas que entrelaçam nossas vidas e nos tornam únicos, próximos ou distantes daquilo que desejaríamos ter sido, através de competente atuação de Willem DaFoe.

Entre tantas descobertas de Izzo, uma última lição aprendida das pessoas entrevistadas: status e poder não são aquilo do qual irão se lembrar quando olharem para trás. Em vez disso, muitas pessoas disseram que são as coisas para as quais se doaram e as pessoas cujo crescimento tiveram sua contribuição, que darão a elas a sensação de satisfação. No final o comentário do barbeiro sentenciou: “A definição de sucesso não é representado pelo dinheiro na sua carteira e sim pelo número de almas que você tocou.”  E você, já fez suas, ousadas ou tímidas, escolhas?

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as ideias e provocações dos pensadores mercadológicos.

Escolhas Ousadas

Quando chega a hora da mudança

Em uma semana onde minhas emoções atingiram picos e vales, um dos eventos responsáveis por este pandemônio foi a minha saída do emprego atual. Já havia pedido demissão semanas atrás e a sexta-feira encerrou um ciclo de quase quatro anos e meio na Alstom.

O momento da despedida, o derradeiro dia, é uma situação estranha, por assim dizer. Geralmente quando tomamos a decisão de mudar de emprego e começamos a por em prática o plano de recolocação, costumamos ter na ponta da língua todos os motivos que nos fazem querer sair da situação atual. Seja o clima interno, relacionamento com colegas e chefia, questões éticas e morais ou mesmo algo não tão nobre como salário, estamos convictos que o ciclo na atual empresa chegou ao fim. Então buscamos outro emprego e quando o conquistamos e acertamos os detalhes da demissão no atual emprego, começamos a pensar o ato sob uma outra perspectiva. Talvez alguns comecem a refletir se fizeram mesmo a coisa certa e talvez fiquem em real dúvida.

Não há nada de errado nisso. Nós, seres humanos, em sua maioria, ficamos pouco confortáveis à mudança. Sair do estado de conforto e enfrentar uma situação nova, com muitas informações desconhecidas, sem saber o que irá acontecer, causa um certo grau de ansiedade. E então passamos a buscar razões mentais para justificar que a mudança será prejudicial, é melhor deixar as coisas como estão. Neste momento, todos aqueles motivos elencados e analisados como a razão pela busca de outro emprego parecem tornar-se irrelevantes. Todos os conflitos, a pressão sofrida, o salário obviamente abaixo do valor do mercado, ou seja lá o que for, parecem ser motivos insuficientemente justificáveis para encarar o desafio de começar de novo e encarar o desconhecido. Neste ponto muitos começam a sabotar a si mesmos. Com a chance de experimentar uma perspectiva profissional diferente da qual está habituado, voltam atrás e perpetuam o ciclo perverso que lá atrás era tão cristalino a mostrar que as coisas andavam erradas no emprego.

Quinta-feira passada o diretor encontrou-me na sala do RH e logo me desferiu um jab nos rins: “Altair, a grama do vizinho é sempre mais verde.”.

Talvez ele esteja certo. Talvez não. Eu sou daqueles que pago para ver. Não tenho medo em tomar decisões e quando decidi que iria mudar de emprego, o fiz pelas razões que achei serem certas e sob nenhuma circunstância iria voltar atrás. Simplesmente porque o que embasou os meus motivos para a mudança não foi alterado. Estou certo? Não sei, mas este é o meu protocolo de ação. Uma vez definida a decisão não costumo olhar para trás, porque a tomei com convicção. Tentar encontrar razões para ver que a mudança foi um erro em nada irá trazer algum efeito positivo em nós. É o mesmo que comprar um carro e nos dias seguintes seguir fuçando os classificados até descobrir que poderia ter feito uma melhor negócio. Para que este tipo de masoquismo? Tô fora! Meu foco agora é o novo emprego, com muita motivação de fazer um ótimo trabalho na empresa que acreditou em mim, e com um vigor que certamente não teria se o status quo tivesse sido mantido.

Vá em frente. Só olhe para trás pelo retrovisor, mas mesmo assim, continue acelerando para chegar naquilo que lhe faça sentido.

Altair Moraes

Pensador Mercadológico

www.pensadormercadologico.com

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as idéias e provocações dos pensadores mercadológicos.

****************************************

Quando chega a hora da mudança

Dica de gestão 89 de 300: O medo nosso de cada dia

DICA DE GESTÃO 89 DE 300: O medo nosso de cada dia

“O que os atormenta é o maior inimigo que alguém pode ter: o medo” Malcom X

Historicamente o medo é algo que sempre nos ajudou. Nos alertava dos perigos da vida como invasões, guerras, bárbaros, pragas, fazendo com que recuássemos e nos afastássemos a tempo de preservar nossas vidas. Além disso, devido ao processo de aprendizagem, pequenos sinais já nos davam a sensação do medo e reagíamos da mesma forma que o momento onde enfrentamos pela primeira vez o evento “ameaçador”. Era uma atitude preventiva. Devido a isso, muitas religiões foram criadas, aceitas incontestavelmente e propagadas. Religiões e crenças que nos davam um conforto emocional e algumas regras de boa convivência social começaram a fazer cada vez mais parte de nossa vida.

Avançando muitos anos nesta história do medo, notamos que o controle que agora temos do ambiente aumentou muito. A princípio, era para nossos medos terem diminuído. Mas aconteceu o contrário. Os medos se multiplicaram e adquiriram diversas formas. A mais comum hoje em dia chama-se “ansiedade“. Anos e anos se passam de medos “reais” e nossa curva de aprendizado dos medos se aprimora cada vez mais. A cada geração, uma nova “linha de programação”  já nasce formatada no cérebro de muitos jovens. De tempos em tempos, parece que há uma atualização do “software mental de medos”, onde estão catalogados os mais distintos e improváveis medos. Como quase todo mundo tem o mesmo programa, achamos normal viver ansiosos.

Hoje temos medo de muitas coisas, passando por mitos, fatos que são remotamente improváveis de existirem e acontecerem em nossas vidas  a fatos reais, que podem acontecer a qualquer momento. Temos medo do comunismo, de uma guerra nuclear, do fim do mundo anunciado a centenas de anos pelos Maias para 2012, medo do escuro, de cobra, de aranha, abelha, de gato preto, “bicho cabeludo”, corrente de ar quando saímos do banho quente, de andar na chuva e pegar um raio, do repuxo do mar, de água-vida, de tubarão, medo de altura, de ficar cego, impotente, gordo, careca, de perder nossos bens, de comer melancia com leite e ter uma indigestão, de encher a pança de comida com muita gordura e enfartar na sequência, de cigarro que nos dará câncer, de pegar AIDS em um relacionamento fortuito, medo do chefe que é muito brabo, medo de ser demitido do emprego que odiamos e por aí vai, uma infinita lista de medos que a sociedade moderna criou e nós aceitamos, muitas vezes sem entender. Isso tudo, nos deixa ansiosos, pois basicamente tudo que existe no mundo pode ser muito seguro e positivo ou muito ameaçador e negativo. Depende de você e do seu ponto de vista.

Olhamos para o passado e temos medo que coisas que ficaram para trás nos alcancem de novo. Olhando para o futuro nos preocupamos com o incerto, com o futuro da família, com nossa reputação, com nosso crescimento profissional e com tudo aquilo que possa ser controlável ou não. A economia, a concorrência, etc, tudo nos atormenta e nos deixa ansiosos. Somos animais amedrontados, vivendo em suposta segurança atrás de grades e cercas elétricas, de alarmes, porteiros, de câmaras de vigilância, de seguros de vida e rotinas que a princípio são de menor risco (como não sair de noite, por exemplo). Hoje em dia, o medo nos une como sociedade e nos acalma como cidadãos, nos deixando pacatos e mansos, fazendo com que  cada pessoa fique no seu canto sem reclamar, paciente e tolerante. O pior preço disso é ser também passivo com nossos sonhos, vendo-os num filme imaginário de dentro de nosso bunker construído e mantido para nos proteger.

Mas saibam que o medo é algo natural da vida. O que mais complica o nosso pensamento e consequentemente o nosso comportamento, e é a crítica deste post, é viver 100% do tempo com medo. Ainda mais, sabendo que para muitas pessoas, o medo é imaginário, algo que nunca aconteceu ou tem uma probabilidade mínima de ocorrer. E a grande questão é: Existe cura? Temos como nos curar desse comportamento? Dizem os psicólogos e demais estudiosos que sim, há cura, inclusive de muitas maneiras, mas principalmente, destaco alguns passos importantes de todos os métodos e técnicas que aprendi até o dia de hoje:

Tome consciência da situação de medo (quando ele aparece e como?)

Conscientemente não permita que os medos dominem nossas vidas ou que persigam nossos momentos de decisões (dê ordens de como você deve se comportar)

– Esforce-se para ser uma pessoa conectada com os tempos atuais, um mundo com menos controle e mais experimentação.

– Seja ofensivo e não defensivo em busca de seus objetivos.

– Enfrente a vida com ousadia, definindo e assumindo suas paixões.

– Realize uma mudança de mentalidade.

“O maior medo que existe é o de sermos quem somos de fato”, disse o famoso rapper 50 cent, que depois de tomar 09 tiros aos 24 anos, resolveu sair das ruas e viver de música (hoje um império). Nessa vida temos controle de apenas uma coisa: de nossa atitude mental, de como reagimos, interpretamos e codificamos o que nos acontece no dia a dia. Seja destemido na vida. Faça como Maquiavel, que sabiamente disse “Para mim (…) é melhor ser impetuoso do que cauteloso (…)” e deixe sua marca no mundo.

Que vocês vençam os medos que paralisam os seus sonhos.

Post relacionado: Quais os riscos envolvidos no que fazemos ou consumimos

Até a próxima dica

****************************************

Gustavo Campos

http://www.focal.com.br

Pensador Mercadológico

http://www.pensadormercadologico.com

Quer receber os textos por e-mail? Na página principal, nos informe seu e-mail e receba as idéias e provocações dos pensadores mercadológicos.

****************************************

Dica de gestão 89 de 300: O medo nosso de cada dia

Dica de gestão 84 de 300: Pare de culpar os outros e comece a agir!

– DICA DE GESTÃO 84 DE 300: Pare de culpar os outros e comece a agir!

Trabalho com muitas empresas durante uma semana. Empresas de diversos portes, de diferentes maturidades de gestão e estágios de crescimento. E disso, tirei algumas conclusões. Empresas, independente de qual a sua configuração, podem estar mal ou estar bem, dependendo basicamente de quais crenças seus dirigentes e executivos acreditam (obviamente que existem muitas outras condições, mas esta eu acho uma das mais fundamentais). No exemplo que vou relatar abaixo, verão o que quero dizer (isso aconteceu a semana passada):

(Estávamos apresentando a empresa e conversando um pouco sobre política, economia e negócios no setor de calçados femininos e moda)

– (Consultoria): Como estão os negócios?

– (Prospect): Piorando

– (Consultoria):Estranho. Todas as empresas que conheço, neste setor, estão indo no mínimo razoavelmente bem, algumas muito bem. Quantos pares por dia você está produzindo?

– (Prospect): 12.000 pares / dia.

– (Consultoria): Um bom volume. Mas se tem pedidos, qual o problema?

– (Prospect): O problema são os políticos. Faz um ano que a estrada que liga a minha empresa a rua principal, não é arrumada a calçada. Culpa da prefeitura.

– (Consultoria): {Pensando: Ele não deve ter entendido} Continue, por favor!

– (Prospect): Não tem ninguém sério nesta política. Olha o quanto nós pagamos de impostos. O quanto isso é revertido?

– (Consultoria): OK, mas estas variáveis todas seus concorrentes também enfrentam. É igual para todos.

– (Prospect): Mas meus concorrentes estão com fábrica no Nordeste. Ganham incentivos. E eu não!

– (Consultoria): E por que você não vai para o Nordeste também? Já pensou nisso? Podemos fazer um projeto para você!

– (Prospect): Já pensei, mas eu tenho 67 anos. Muito para um velho como eu!

– (Consultoria): Mas o senhor poderia montar uma equipe de confiança e não precisaria ir para lá.

– (Prospect): Mas é o olho do dono que engorda o gado.

{Pela 5a vez entra alguém na sua sala e lhe entrega uns papéis, a princípio com a produção do dia passado}

– (Consultoria): Mas vamos mudar um pouco de assunto. Quantos pares deste montante que produz é com marca própria?

– (Prospect): Não muito.

– (Consultoria): Mas quanto?

– (Prospect): Humm. Não sei.

– (Consultoria): Creio que seja um ponto importante este. Seus concorrentes produzem com a sua marca, por isso possuem força no varejo e estão melhor posicionados.

– (Prospect): É, mas hoje não consigo nem fazer as marcas dos outros, imagina a minha.

{O cliente tem 4 marcas próprias, mas a princípio, não valoriza isso como negócio}

… e a conversa por ai vai, durante mais de 2 horas. No final, sua resistência continuava alta e não rolou nenhum avanço em sentido de um projeto.

A resistência acima, pode não ser tão percebida como a que eu senti, mas acreditem, era um muro intransponível. Cheguei a pensar “o que estou fazendo aqui?”, de tão surreal eram alguns comentários, acusações e desculpas pela baixissima performance. O negócio, invariavelmente, está caminhando a passos largos e firmes para o desfiladeiro. E parece que nada e ninguém consegue persuadir o dono de um caminho alternativo.

Cabe muito salientar, para todos os leitores, que somos 100% responsáveis pelos nossos resultados. Repito: SOMOS 100% RESPONSÁVEIS PELOS NOSSOS RESULTADOS. Se não estivermos satisfeitos com o que estamos recebendo, mude o que você está fazendo. O mundo, por mais que você queira acreditar nisso, não pensa que você deve ser punido, deve ser o de mais azar, a empresa escolhida para as coisas não darem certo. Pense um pouco, se afastando destes pensamentos reativos. Faça ao menos um exercício individual e responda sinceramente as seguintes perguntas:

  • Por quais razões pessoais meu negócio não está andando bem?
  • O que poderia estar fazendo e não estou?
  • Se fosse o meu concorrente, o que eu estaria fazendo na mesma condição? Por que não estou fazendo isso?
  • Em que ponto de nossa história o negócio foi bem e em qual ponto foi mal? O que mudou?
  • Onde eu gostaria de estar? Fazendo o que?
  • O que estou fazendo com ênfase só que não está mais dando resultado como antigamente?

Novamente digo, se as coisas não estão indo bem, a culpa é sua! Descubra alguns motivos potenciais para isso e trabalhe para resolver. Pense por um momento, de forma tão simples, quanto Herb Kelleher, lendário presidente da Southwest, empresa aérea americana. Ele dizia: “Nós temos um planejamento estratégico. Ele se chama fazer as coisas!

Imagine agora que você recebeu um tapão na cabeça (fui eu quem deu). E na sequência lhe disse: Chega de desculpas! Comece a agir! Faça algo diferente. Entusiasme-se e contagie os demais que acreditaram um dia em você e vieram trabalhar aqui.

Deste despertar você deve entender os reais motivos pelos quais você tem uma empresa. Além de solucionar algum problema específico, atendendo as necessidades do seu grupo de clientes, seu negócio existe para dar lucro. SEU NEGÓCIO EXISTE PARA DAR LUCRO.

Fred Wilson, um investidor reconhecido, disse que “não devemos querer resolver todos os problemas no primeiro dia”. Após o despertar, faça um plano e caminhe um passo a cada dia pelo menos. Se der, dois ou três. Mas mantenha um ritmo e tenha paciência e persistência para que os resultados comecem a mudar. Seth Godin, famoso escritor / palestrante, disse que “A única coisa pior do que começar alguma coisa e falhar… é não começar alguma coisa.”

Enfim, final de ano, período propício para um raciocínio deste tipo. Mas independente da época, pare de culpar os outros e comece a agir!

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

http://www.focal.com.br

Dica de gestão 84 de 300: Pare de culpar os outros e comece a agir!