Dica de gestão 83 de 300: Matem o dragão

DICA DE GESTÃO 83 DE 300: Matem o dragão.

O final de mais um ano se aproxima. A sensação de ter trabalhado muito predomina. Mas, também, uma outra sensação concorre neste páreo: a de que poderia ter alcançado mais (“mais” de tudo). Dentro deste mix de sentimentos iniciei a estruturação de um pensamento novo para o próximo ano. A primeira coisa que fiz foi listar tudo o que sentia / percebia de positivo e negativo no ano que está terminando. Olhei para a lista dos elementos positivos e me orgulhei um pouco. Olhei para os elementos negativos e não desanimei. A estruturação de um novo pensamento começou neste exato ponto (e aqui estou analisando minha perspectiva profissional, mas também farei para os outros papéis que desempenho). Os elementos negativos estavam lá me desafiando. Li um por um, algumas vezes ao longo de dois dias, associando a cada um deles um sentimento de “nunca mais quero passar por / sentir isso de novo”. Fiz esta atividade até o ponto que não aguentava mais conviver um dia com estes elementos presentes na minha vida organizacional. Este momento chamo de limiar da dor. Você quer fugir deste lugar e está disposto a sair de qualquer zona de conforto. A DOR DE FICAR ONDE ESTÁ, COM OS RESULTADOS QUE SE TEM, É MAIOR DO QUE A DOR DA MUDANÇA,  do desconhecido. Neste momento você anda!

Apliquei esta técnica em mim mesmo, depois de conversar com algumas pessoas e estudar um bocado, sobre o que as pessoas fazem para realmente mudar definitivamente algo que desejam muito. Considero este exercício que fiz uma boa técnica para nos mobilizar para a ação; para de uma vez por todas matarmos o dragão que habita o nosso ser e a nossa empresa. Este dragão pode representar qualquer coisa, mas geralmente são medos que temos e que, consciente ou inconsciente, fugimos, protelamos, escolhemos não enfrentar. Temos que realmente identificar estes dragões e extirpá-los de nossa organização. Mas como fazer para que, uma vez expulsos, nunca mais voltem?

Para que essa expulsão ficasse mais fortalecida, passei para a fase 2 deste meu laboratório pessoal. Defini um lugar futuro, próximo, algo como 3 anos para a frente, detalhei bem este cenário e descrevi (e isso é o mais importante da técnica) como me sentiria em ter um negócio assim no futuro. Além disso, para reforçar ainda mais, refiz o meu mapa futuro (ver post – Dica de Gestão 81: http://pensadormercadologico.com/2010/09/18/dica-de-gestao-81-de-300-o-mapa-do-nosso-futuro/). Só que desta vez, fiz o meu e o da minha família, convidando minha esposa para participar. Isso fortalece o desejo de mudança, adiciona sentido, desejo, orientação e faz com que outras pessoas (sócios e família, por exemplo) lhe cobrem pelos resultados de forma positiva. O sentimento final deverá ser o de que ficar onde estamos é bem pior do que iniciar a caminhada em direção a este ponto futuro. A jornada vale a pena. E neste momento, o dragão já está morto.

Em resumo, as etapas que descrevo para matarmos o dragão e nos colocarmos em movimento são:

ENCONTRE OS DRAGÕES: Faça uma lista de coisas boas e ruins / lamentações sobre o ano de 2010 e a performance que tivemos, em geral.

MATE O DRAGÃO: Leia a lista de pontos negativos / lamentações muitas vezes, até você desejar não conviver, não aceitar mais estes elementos presentes na sua vida.

DESENHE O PARAÍSO: Descreva em detalhes o ponto futuro e escreva como se sentirá ao chegar lá (ou descreva como se “sentiu”, como se já tivesse alcançado). Faça o mapa do futuro com sua família e com seus sócios (mas faça o seu também, individual)

Feito isso, agora basta determinar os primeiros passos e colocar-se em movimento, pois motivação interna, orientação, sentido já foram alinhados. Pé na estrada! Morte aos dragões!

OBS.: Para saber mais sobre dragões, veja: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dragão

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

http://www.focal.com.br

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