João é um cara comum. Vive de um emprego de que não gosta muito, o salário não é lá tanta coisa e tem poucos sonhos. Acredita na realidade, pois sonhar é para as crianças, que ainda não aprenderam que o mundo não é um lugar justo e fácil, que somente alguns favorecidos se dão bem. Fala para os demais colegas de trabalho e amigos mais próximos que a vida para ele não foi nada fácil. Que conquistou o pouco que tem com muito sacrifício. Se orgulha disso. Que começou do zero, não teve ajuda nenhuma de nada e de ninguém e conseguiu chegar onde está. João imagina a próxima semana, mas não faz muitos planos além disso. Sabe que não é dono de seu nariz, que se a empresa precisar ele tem que ficar e fazer o que precisa. Como muitos, João tem compromissos a honrar. Tem uma parcela do crédito imobiliário, tem um carro que financiou em 24 meses, tem a parcela da previdência privada, condomínio, impostos em geral, um pouco de lazer por mês e o plano de saúde. Quando chegar o primeiro filho pensa que a coisa vai ficar bem pior, pois não sabe de onde ele vai tirar o dinheiro para dar o melhor sustento possível para a criança. Vive com alta ansiedade. Quando o celular toca ele já sabe que é problema, pois ninguém lhe liga para coisas boas. É um cara que se orgulha do seu alto comprometimento, que se tiver que virar noite ele vira. Faz isso pelo exercício da disciplina e lealdade, mas não por que gosta. Se dinheiro não fosse necessário, faria outra coisa e seria um…. melhor nem pensar. Depois de 8 anos nesta rotina João estava cansado. Muitas vezes tirou férias e ficou em casa, e quando o celular tocava ele atendia e trabalhava algumas horas. Se sentia importante com isso. O cansaço se agravou e João começou a mudar o seu humor, ficar irritadiço, com baixa tolerância com tudo. Botou a culpa no serviço que estava fazendo e inconscientemente começou a fazer corpo mole. O RH devolveu um feedback bem negativo da ultima pesquisa de avaliação de líderes. Não gostando do que falaram a seu respeito foi no departamento pessoal e foi um pouco agressivo com a gerente de RH. Ela comunicou ao diretor que algo estava acontecendo com o funcionário, mas o diretor de “saco cheio” achou melhor mandar o João buscar outro lugar. Veio o papo de que talvez fosse melhor ele procurar um outro local, onde encontrasse sua felicidade e João não conseguiu assimilar esta falta de lealdade da empresa com ele. Colocou o dedo na cada do diretor e falou umas poucas e boas, e quando se virou para bater a porta sentiu que estava entrando em colapso. Tentou respirar fundo, se segurou na porta e a visão embaçou. Caiu.
Três meses de recuperação de um burnout fez com que João refletisse no que queria de sua vida. Teve ajuda de alguns profissionais, amigos ou contratados, que lhe fizeram entender os seus valores mais profundos e orientar a sua vida partindo deles. Traçou um plano de 3 anos. Fez uma visão de 10 anos. E decidiu que poderia ser qualquer outra coisa que gostaria. Mais importante: acreditou nisso. Decidiu que não perderia mais nenhum minuto de sua vida fazendo algo que não gostasse. E que iria ajudar as pessoas que estavam em situações parecidas com a dele, mesmo que ainda não soubesse como. Colocou alguns sonhos que não sabe como irá atingi-los, mas voltou a sonhar e se alegrou com isso. Sentiu-vivo novamente e no controle da vida. João era um cara comum. Agora é um cara diferente.
E você, está próximo do seu limite? Quem sabe uma guinada agora?
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Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado
– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1327383

