O diferente mundo do branding – parte 4

Um clima de filme de terror B, som estridente, urros e uma plateia enlouquecida. Para muitos ouvidos e amantes de música, o cenário é aversivo. Rodas punks explodem enquanto as caixas de som expelem gritos contínuos. Slipknot (veja video abaixo) não é para todos. E é assim que deve ser. A atitude arrebanha legiões de fãs e mantém longe o suficiente, aqueles que nem deveriam passar perto do seu campo de guerra.

Grande parte das marcas quer ser nossa amiga. Afirmam ter tudo que precisamos. Fazem um convite para sentarmos na sala para batermos um longo bate-papo como velhos conhecidos. Partem da ideia que o mais é melhor. Quanto mais amigos, mais negócios. Com mais venda, maior o faturamento. E no final o acionista ficará satisfeito com a conta um pouco mais carregada.

 

Invariavelmente as marcas que tentam ser tudo para todos, acabam sendo nada para ninguém. Pensam em se tornar a próxima Coca-Cola do segmento. Pegam a exceção como regra. E assim fazem parte da estatística dos negócios. Daqueles que tinham tudo para dar certo. Mas não deram.

Um dos caminhos para buscar o estreito caminho da diferenciação, por mais paradoxal que seja, é mandando clientes embora. Afastando pessoas através de uma suposta linha riscada no chão. Os que estão de um lado, estão do meu lado. Os outros são simplesmente os outros. Você pode estar do lado errado e vai pensar ter encontrado uma marca hostil. E é isso mesmo. A guitarra, a bateria e os vocais vão te mandar para longe (ou transformar em “música certa para seus ouvidos”).

Marcas hostis existem como forma de afirmação consistente de posicionamento. Foram moldadas para alguns. Red Bull com sua radicalidade atrai seguidores e cria do outro lado detratores. Axe não está nenhum um pouco interessada com as mulheres. Aliás, quer fazer os garotos conseguirem o máximo delas com suas dicas e desodorantes. Mini zomba dos carros grandes e das pessoas que tem esse tipo de necessidade. E o Heart Attack Grill avisa na porta: “Servimos comida que faz mal a sua saúde.” Entre e se divirta.

Se alguém não gostar, que bom, quero mais é que não gostem. Essa uma máxima de posicionamento difícil de ser conquistada. Pois envolve abrir mão, tarefa cruel para um grande grupo de gestores de marca. É preciso coragem. Experimente escolher um lado. Restaurantes que não tem menu kids, lojas que não fazem concessões, roupas que não possuem o tamanho G, rádios que não tocam sertanejo. Escolha os seus e mande os outros embora. Para o seu próprio bem.

 

Confira também os outros posts desta série:

O diferente mundo do branding

O diferente mundo do branding – parte 2

O diferente mundo do branding – parte 3

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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O diferente mundo do branding – parte 4

Pergunta de final de semana: Qual a trilha sonora de sua vida?

Pegue a mais bela cena que já tenhas visto em um filme de Hollywood. Aumente o som e assista de novo. É envolvente e encantador não é mesmo? Mas agora tente fazer isso sem som. Uma experiência como as TVs que tem em bares onde fica aparecendo a legenda do que está sendo dito mas não tem som algum. Onde ficou a emoção? Para mim, caiu muito.  Só não caiu a zero pois restou um pouco de emoção na memória. Aquele herói do filme, sem a trilha sonora, não é o mesmo herói. Ele será uma pessoa como nós, que muitas vezes realiza enormes feitos, mas que está ouvindo o ruído do ambiente e não um som gerado em um estúdio de ficção científica onde tudo foi milimetricamente cronometrado para tocar naquele instante aquela nota. Então eu decidi fazer uma experiência comigo mesmo, mais um laboratório de consumo: viver um dia com trilha sonora. Peguei meu tocador de MP3 e selecionei uma playlist de 12 horas contínuas. E fiz tudo com os fones no ouvido, menos tomar banho, que daí liguei um aparelho que tocava CD. Nesta playlist coloquei apenas músicas que para mim tinham sentido, significado, emoção.

Muitas vezes a música errada estava tocando. Era para ser um momento mais dramático mas estava tocando uma música animada e acelerada. Mas tudo bem, vale ainda pela experiência. Mas em outros momentos, parece que foi tudo pensado. Ou talvez eu tenha feito tudo para gerar estas coincidências, pois sabia como a música embalava e qual era o seu clímax. Tanto faz, o que importa é que foi legal e muitos momentos ganharam um maior impacto.

Desta forma, a pergunta de final de semana é: Se você pudesse escolher uma trilha sonora para sua vida, qual seria? O que esta trilha sonora falaria de você?

Pense nisso! Da próxima vez que você estiver andando pela rua, sozinho, um vento tocar no seu rosto e um raio de sol neste mesmo instante lhe cegar por alguns segundos fazendo você diminuir a marcha a ponto de cruzar com a pessoa que lhe encantou na vida, qual a trilha sonora deste momento? E do seu trabalho?

Bom final de semana e aumentem o som.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1408617

Pergunta de final de semana: Qual a trilha sonora de sua vida?

O show tem que continuar.

Por ser o mais novo de quatro irmãos, tive uma iniciação musical precoce. Era uma época em que ninguém tinha muito dinheiro para gastar com coisas supérfluas como discos, então os amigos se emprestavam os poucos que tinham, os quais eram gravados em fitas cassete.

Não se falava em pirataria, pois essas gravações caseiras não comprometiam as vendas de LPs, que continuavam sendo objetos de desejo por sua qualidade sonora superior e pela arte das capas.

Com o surgimento dos CDs o apelo estético sofreu uma perda considerável, mas os amantes da música se renderam à nitidez do novo som que eliminava os riscos e chiados dos velhos discos de vinil. E a indústria fonográfica faturou como nunca enquanto os aficcionados da música recompravam suas coleções (sim eu fui um deles).

Até então o consumo de música estava associada à mídia que a continha. Você podia ouvir uma canção em uma emissora de rádio, mas se quisesse possuí-la tinha que gravar uma fita ou comprar um LP e posteriormente um CD.

Hoje a música é um arquivo volátil, acessível e sem tangibilidade material. E enquanto a indústria fonográfica lutava uma batalha inglória para preservar o valor de um produto de plástico, os artistas passaram a se reinventar. Mais do que simples vetores de música, eles se tornaram marcas que podem ser associadas a diversos produtos de consumo, transcendendo a mídia de suas canções.

Um dos pioneiros neste processo foi a banda Kiss que, além das tradicionais camisetas comercializadas nos shows, licenciou a sua marca para uma vasta coleção de objetos que vão desde cadernos escolares até miniaturas dos integrantes da banda.

E é claro que a mesma internet que decretou a queda nas vendas dos CDs está estimulando o consumo destes produtos, venda de ingressos para os shows sem falar que ela democratiza a entrada neste mercado já que não são mais os executivos das grandes gravadoras que decidem o que fará sucesso ou não.

Esta é uma lição que vale para qualquer atividade: sempre que o cenário muda e um negócio é ameaçado de extinção, é sinal de que muitas outras oportunidades estão surgindo.
Seja como for, o show vai continuar com ou sem você.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
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O show tem que continuar.

Os verdadeiros especialistas em mídias sociais

The Gregory Brothers

Que tal uma pérola para descontrair neste domingo? Há quase um ano. precisamente no dia 30 de agosto de 2010, eu li no Brainstorm9# sobre os Gregory Brothers e fiquei de cara. Reproduzi e postei no meu blog pessoal. Os caras são muito bons mesmo. Logo eles estavam em matérias do Fantástico na Globo, tornando-se conhecidos em todo o Brasil. Mas a melhor deles eu vou reproduzir aqui para este domingo. Confira.

Para quem não conhece os The Gregory Brothers, esses caras revolucionaram na forma de fazer música e vendê-la na web com muita criatividade. Eles pegam um vídeo, geralmente um vídeo comum, mas que está começando a bombar na web e o transformam em música. Pode ser qualquer vídeo. “Como a música fica aceitável, a vendem na iTunes Store. Isso mesmo: ganham dinheiro com música, de um jeito totalmente novo”.

Na minha opinião a melhor música deles é esta que publico aqui. Primeiro veja a versão do vídeo original que bombou na internet no ano passado nos Estados Unidos e que eles transformaram em música. Nele uma garotinha, que pegou seus pais na cama, “namorando” é transformada em “pop star”. Muito Bacana. Tenham um bom domingo.

VÍDEO ORIGINAL

VERSÃO GREGORY BROTHERS

Ary Filgueiras

Jornalista/MBA em Marketing

sócio-diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing

@aryfilgueiras

Pensador Mercadológico

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Os verdadeiros especialistas em mídias sociais

Fragmentos de um sucesso

DICA DE GESTÃO 100 DE 300:  Fragmentos de um sucesso – parte 1 (mas não sei se terá a parte 2)

Não sou um estudioso de música mas como pesquisador sou curioso. Fiz uma rápida pesquisa e chamei este post de fragmentos, de forma que possa ir compartilhando alguns aprendizados sobre este tema (Como obtemos sucesso nas coisas que fazemos?) de acordo com o que eu vou aprendendo. Desta forma, hoje vou falar de duas personalidades da música e como, pelo menos em parte explicada, alcançaram o seu sucesso. As personalidades são: Luan Santana (o jovem sertanejo de 19 anos e hoje o maior vendedor de CDs do país) e Keith Richards (o imortal guitarrista e alma musical dos Rolling Stones).

Primeiro os mais jovens e ainda menos conhecidos. Em Agosto de 2010, na Festa de Barretos, não havia mais espaço para o seu show. As rádios noticiavam isso e desencorajavam os tripulantes dos automóveis que formavam 12 quilometros de congestionamento a voltarem para casa. Mais de 60 mil pessoas se apertavam para ve-lo na arena principal. Dois anos antes desta data, Luan Santana declarou que pagou R$3.000,00 para deixarem ele se apresentar em um palco alternativo, na mesma festa de Barretos. Hoje é uma pessoa jurídica com mais de 60 funcionários, cobra mais de 500.000,00 por show (fez 306 em 2009 e 250 em 2010). Especialistas calculam que ele não deve lucrar menos do que 2,5 milhões por mês. A estrada do sucesso é longa, como todas. Sempre achamos que a pessoa foi pinçada pela mão de Deus para ser o cara de sucesso. Achamos que assim é fácil. Mas a história deste brasileiro é como muitas outras de sucesso. É persistência, disciplina, períodos de depressão, onde se pensa em desistir e períodos de euforia, onde o pouco que ganhamos em um dia fora do comum logo imaginamos que agora chegou a nossa vez. Mas algo aqui é importante salientar. Se você quer ter sucesso, pelo menos um talento e muita prática no segmento você deve ter. Os primeiros contatos com pessoas que “ajudaram” Luan Santana iniciou aos 14 anos. Ele já tocava e cantava desde muito antes, mas encontrou bons empresários, bons profissionais que ajudaram a compor muitas de suas músicas, como o Sorocaba da dupla Fernando & Sorocaba. Ele escreveu para Luan Santana os sucessos “Tô de cara”, “A Louca” e “Meteoro”, este último o maior sucesso até hoje de Luan Santana. Em troca, 20% do seu lucro iria para o Sorocaba e ele abriria os shows da dupla. Um preço justo para complementar o seu talento de palco. O que adianta saber cantar e não ter músicas para isso? Mas assim foi um pouco do sucesso deste jovem. Uma busca de uma vida inteira, até encontrar alguém (seu empresário e o Sorocaba) que abriram algumas portas e lhe deram a estrutura e os recursos que necessitava.

Neste ponto eu pergunto:

– Quem é e onde estão os “Sorocabas” na vida de vocês?

– Que portas devem ser abertas?

– Que recursos devem ser adicionados?

– Em que você deve melhorar / complementar seu talento?

– Qual é o seu talento?

– Que sucesso você quer ter?

Os Stones como os Beatles, surgiram em uma época especial, onde a liberdade muitas vezes era algo a ser conquistado e festejado. Faz trinta anos que os Stones não compõem uma canção importante, mas nem por isso sua máquina empresarial deixa de fazer fortunas. De 1989 para cá calcula-se que levantaram 2 bilhões de dólares em receita bruta oriunda de patrocínios (Microsoft, Anheuser-Busch e E*Trade. As empresas dos Stones tem sede na Holanda (por motivos fiscais). Ensaiam no Canadá e não nos EUA (também por motivos fiscais). Hoje contam com o suporte de contadores, advogados de imigração, especialistas em segurança e consultores de negócios diversos, além do enorme staff vinculado ao produto principal (shows e músicas). Mas a sorte andou ao lado de Keith Richards, amigo de Mick Jagger e duas das personalidades mais conhecidas do mundo. Em 1973 os editores do New Musical Express puseram Keith no topo da lista das estrelas do rock com maior probabilidade de morrer. Permaneceu nesta lista por muitos anos até o dia em que os editores resolveram tirar ele de lá pois estavam perdendo credibilidade na lista. O cara não morria nunca!

Mas apesar das drogas diversas que usou, da infância em berço de classe operária na cidade de Londres do pós-guerra, ele alcançou o sucesso. Foi criado ouvindo blues, jazz e os sons emergentes da musica pop americana. Cantava no coro da escola. Perdeu o interesse nos estudos quando viu pela primeira vez uma jukebox. Ficava os dias lá ouvindo músicas. Encontrou Mick Jagger e criaram uma banda chamada no começo “Little Boy Blue and the Blue Boys”. Começaram a ensaiar e desejavam ser “a melhor banda de blues de Londres e mostrar àquela gente o que era tocar de verdade”. Da mesma forma que Luan Santana e Beatles, os Stones passaram por um período de muito treino (shows a preço de custo), ensaios quase todas as noites e esforço até que pessoas começaram a se unir nesta caminhada e abrir algumas portas em direção ao sucesso.

Enfim, neste momento, minha conclusão é que NÃO EXISTEM ATALHOS. Muita dedicação, muito treino, muito foco, muito estudo se fazem necessário. E também, e o mais importante, é estar “ligado” para se conectar com pessoas que podem lhe abrir algumas portas e facilitar a caminhada. Mas lembre-se: você deverá caminhar. Ninguém vai lhe carregar.  E esteja pronto para dividir os ganhos nesta caminhada.

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Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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Fragmentos de um sucesso