A nova rede social que já superou Linkedin, YouTube e Google+

Sempre acreditei que as novas ferramentas tecnológicas são potencializadores para ações que já praticávamos, como no caso das redes sociais que já existiam e que a tecnologia apenas tornou mais fácil a interação com mais pessoas em menos tempo.

Da mesma forma, um velho hábito adolescente de afixar imagens interessantes em um painel no seu quarto ganhou sua versão digital no Pinterest, a rede social de compartilhamento de imagens que foi lançada há dois anos e que, por sua simplicidade a princípio não chamou muito a atenção.

Porém já em agosto de 2011 foi eleito pela revista Time um dos 50 melhores sites do ano e em janeiro de 2012 atingiu 11 milhões de visitas por semana, superando Youtube, Linkedin, MySpace e Google+ . Como se não bastasse, segundo levantamento da empresa de pesquisas comScore, o Pinterest foi o site que mais rapidamente ultrapassou o índice de 10 milhões de visitantes únicos na história.

Aproximando pessoas e gerando negócios.

A ideia central do site é aproximar as pessoas através de da descoberta de gostos comuns transmitidos pelos elementos que elas afixam nos seus murais. E pode ser qualquer coisa que seja considerada digna de interesse, aí valendo critérios pessoais como curiosidade, originalidade, humor, etc.

Dentro desta dinâmica de criar murais de ilustrações, fotografias e dicas entre outros, o usuário padrão do Pinterest tem permanecido conectado em média 98 minutos por dia – ainda longe das 7 horas do Facebook, mas impressionante para um site tão recente.

Por suas características que favorecem a divulgação de elementos ligados à moda, decoração, culinária e sugestões de presentes, mais de 60% dos usuários são do sexo feminino.

Mais do que uma rede social, uma vitrine digital.

Sabendo-se que as mulheres concentram a maior parte da decisão de compra, é natural que esta segmentação seja atraente para quem está em busca de um novo canal de vendas. O próprio site favorece esta abordagem através da seção Gifts, um espaço onde a marca pode expor seus produtos divididos por faixas de preços. Basta o usuário clicar na imagem para ser direcionado para o site da empresa.

O leque de oportunidades de negócios que se abre é impressionante, uma vez que as pessoas passam a influenciar umas às outras, seja incluindo espontaneamente imagens dos seus produtos preferidos ou clicando nos artigos expostos pelas empresas nesta nova vitrine digital.

Como exemplos de marcas que já participam desta rede, podemos citar Nike, Virgin e Gap, além de lojas de departamento, personalidades do mundo da moda e órgãos de imprensa.

Em resumo, há fortes indícios de que o Pinterest seja o próximo grande sucesso das redes sociais, pois quando a tecnologia aproxima o lazer do consumo, o resultado tende a ser bastante lucrativo. Para os que souberem aproveitar, é claro.

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
http://www.businesspress.com.br

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A nova rede social que já superou Linkedin, YouTube e Google+

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Mais uma vez, trazemos a vocês um vídeo do TED.com. Desta vez, um pouquinho diferente, da Gel Conference, que aconteceu em Nova York no início deste ano.

Ao iniciar sua fala sobre uma nova plataforma de compartilhamento social, o Twirlr, o palestrante pede que os celulares e todos outros dispositivos sejam desligados, para que nenhuma informação seja compartilhada até o fim da apresentação, mas é subtamente interrompido por um homem da platéia que se recusa a fazê-lo.

Claro que tudo isso era uma brincadeira. O “Twirlr” não existe e a ação foi programada pela “Improv Everywhere”, que costuma fazer alguns flash mobs por aí. A música fala sobre a necessidade que as pessoas estão começando a ter de estarem conectadas o tempo todo, através de todas as redes sociais, compartilhando conteúdo o tempo todo. Sobra até alguns segundos para fazer piada com o “já falecido” MySpace (Que o seu perfil descanse em paz!).

Mas a partir desta visão trazida pela música, podemos enxergar a importância que isso tem para nós. Ao mesmo tempo em que podemos produzir um conteúdo “inútil”, como dizer o que está comendo no café da manhã, estar conectado e compartilhar informações se tornou essencial. Se você é um usuário ativo do Twitter, aposto que já se pegou pensando “preciso colocar isso no twitter” ao se deparar com alguma situação no seu dia-a-dia, ou mesmo elaborando alguma sentença de 140 caracteres para twittar quando chegasse em casa.

O fato é que essa conexão nos permite disponibilizar o nosso conteúdo para o mundo em tempo real. SIM! PARA O MUNDO. Hoje em dia, pessoas comuns como eu e você podemos estar, de certa forma, “competindo” com a CNN Internacional, por exemplo. A mídia tradicional nem sempre tem a mesma velocidade para compartilhar a informação como nós, “meros mortais”.

Pensando rapidamente, podemos lembrar (se você for tão conectado quanto eu) 3 exemplos do que eu acabei de falar:

1) Temos o paquistanês Sohaib Athar, conhecido no Twitter por @ReallyVirtual, que narrou, em tempo real, a operação americana que matou Osama Bin Laden, mesmo sem saber, como mostra o blog do Estadão:

“Na madrugada da segunda-feira, 2, Sohaib Athar escreveu em seu Twitter que uma forte explosão havia sacudido as janelas de sua casa, na cidade paquistanesa de Abbottabad, e afirmou que esperava que o estrondo não fosse “o começo de algo degradável”. Pouca horas mais tarde, ele publicou outro tweet: “Uh oh, agora sou o cara que transmitiu ao vivo o ataque contra Osama, sem saber disso.”

2) A primeira foto do acidente com o avião que pousou no Rio Hudson, em 2009, postada por um cidadão que trabalhava em um dos prédios ali perto, antes que qualquer veículo das mídias “oficiais” pudesse chegar ao local.

3) E o lançamento do ônibus espacial Endeavour, em abril deste ano, em que a vista dos passageiros de um avião que ia de Nova Jersey para a Flórida, capturada por Stefanie Gordon, se espalhou pelo mundo inteiro através do Twitter.

Isso tudo sem nem comentar sobre todas as notícias que chegam a nós primeiramente pelos trending topics do twitter!

Mas voltando um pouco ao vídeo, todas essas opções de compartilhamento são comentadas e, uma delas, simulada ao final do vídeo, em que as pessoas recebem o conteúdo e podem se mobilizar a partir disso como, no exemplo mostrado, ir até a Gel Conference para se unir aos “cantores” que se recusam a ficarem desconectados!

 

Vera Muller (pensadora mercadológica)

com Juliana Cappelatti  (inteligência coletiva da  Marketing Viewer)

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