Aprendi isso nesta viagem que estou fazendo pelo interior de Minas Gerais. Conta a lenda que tinham dois velhos amigos que decidiram ir para a praia para um final de semana. Saíram de sua cidade e antes de chegar na praia decidiram parar nestas “tendas” de beira de estrada para comer um pastel e um suco. O atendente serviu e cobrou o valor dos itens. Um dos amigos puxa a carteira e tira todo o dinheiro que possuía, entregando ao atendente e dizendo:
– Ih, me pelei!
Nem chegou na praia e o final de semana nem iniciou e o sujeito já está sem dinheiro. Que belo plano de final de semana. Trago esta história urbana para fazer uma analogia com o lançamento de novos projetos. Muitos projetos falham ou são interrompidos pelo fenômeno “Ih, me pelei!”. Antes de um estágio que deveria ser melhor planejado ou ao mínimo imaginado, faltam recursos de diversas naturezas, como investimento financeiro, falta de tempo para se dedicar ao projeto, falta de desenvolvimento das competências essenciais para tocar o projeto, falta de pessoas comprometidas, falta de motivação para dar os primeiros passos, entre outros.
Ao mesmo tempo, muitos empreendedores sofrem do mal do “empreendedorismo precoce“, que salta do insight da ideia para a implementação, pulando passos essenciais de formatação do conceito do projeto e análise da viabilidade financeira e mercadológica. Muitas vezes sobra entusiasmo para tocar o projeto, esperança que vai dar certo (mas não se sabe bem o que deve dar certo) e uma crença mágica que o seu produto / serviço é inédito no mercado e que não é necessário nenhum esforço para ele decolar, pois os consumidores irão descobrir por si só, vai se espalhar no boca a boca e em poucos dias, como uma pandemia global, você estará nas capas dos mais intensos meios de comunicação como o mais novo bilionário da Terra. Sonhar é bom e faço muito isso. Mas para um projeto ir além, o sonho deve ser orientado de uma forma mais pragmática, com uma plataforma metodológica mínima para dar estrutura de um negócio para este seu sonho.
Caso isso não ocorra, você terceiriza toda a “sua sorte”, que seria baseada em um projeto bem planejado e de um cronograma de desenvolvimento detalhado, para um destino que não está mais nas suas mãos. Depende de uma composição de resultados que só com “reza brabra” para se obter o que se precisa. Vejo nas universidades muitos alunos saindo de uma faculdade sem a formação mínima em empreendedorismo. Não importa se é médico, aviador, engenheiro, administrador ou publicitário, deveria ser obrigatório uma, no mínimo, cadeira de empreendedorismo para sair com uma “ferramenta” a mais em seu cinto de utilidades, que você poderá acionar quando desejar. Existem entidades apoiadas pelo Governo que estão voltadas para o empreendedorismo. Mas, muitas vezes, servem como UTI, pois o empreendedor já chega em estado de falência. Parece-me, olhando de fora, que poucos vão buscar um apoio ou informações no estágio do insight e do conceito do negócio, para ir de uma forma estruturada, recebendo apoio para nascer e crescer certo. Quando se precisa, o empreendedor vai colocar a mão no bolso e vem a surpresa: Ih, me pelei!.
Então pessoal, vamos controlar a ansiedade e pensar um pouco mais nas nossas iniciativas. Este “pensar” e o tempo que dedicamos a ele, recuperaremos logo mais a frente, onde todos os apressados começarem a ficar “sem gasolina”, passaremos por eles e daremos uma buzinadinha.
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Gustavo Campos
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

