Quantas vezes você prometeu para você mesmo que iria fazer algo e não fez? Quantas vezes você mudou algo no seu jeito de ser ao ver alguém e se inspirar, conhecido ou não, realizando algo exemplar, e depois de alguns dias de mudança desistiu e voltou aos velhos hábitos? Quantas vezes você disse que iria enviar aquele e-mail até o final do dia e deixou para a manhã seguinte, achando que ninguém iria dar conta? Este “boicote” psicológico pode virar algo muito nocivo para a sua imagem pessoal.
Eu mesmo já tive, em mais de 16 anos de empresa, alguns funcionários ou clientes e fornecedores que tinham este vício de comportamento. O notável é que a pessoa que comete estes deslizes não percebe isso como algo a ser corrigido, algo que o prejudica. Perguntava ao meu funcionário: Você acabou a pauta? Sim (e na verdade não tinha acabado). Você me envia até as 18 horas? Sim (e ia embora depois de fechar o expediente sem enviar). Você fez aquela ligação? Sim (e no dia seguinte o cliente me ligava reclamando que ninguém havia ligado para ele).
Eu creio que este comportamento e maneira de pensar é uma das mais prejudiciais características de um profissional. Trabalhando em equipe faz com que todos não desejem mais trabalhar com o indivíduo com este comportamento. E isso corrói a cultura de uma empresa se não for corrigido. A palavra profissional é a base da confiança e de quase todos os demais valores que podem sustentar uma cultura corporativa. Da mesma forma que você pode desenvolver uma cultura de confiança, onde a palavra dita seja algo digno de se honrar até o máximo do limite, a falta desse reforço pode fazer com que se desenvolva um hábito não desejável.
O autor do livro “O Poder do Hábito“, Charles Duhigg, fala neste rápido vídeo como se forma (ou se constrói) um hábito. Veja:
Avalie, em função do dito acima, para que lado pende a cultura da sua equipe (marca ou empresa) nesta régua de confiança? Não está satisfeito com o resultado, o que pode ser feito para melhorar?
Bons negócios, saúde e prosperidade
Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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