Pergunta de final de semana: O que as pessoas falam de você quando não estás na sala?

Final de semana também se pensa. Então vamos lá pensadores! Interessante seria ser invisível por alguns minutos e ouvir o que as pessoas falam quando você sai da sala? Como te rotulam? Como te descrevem? O que falam de bom e de ruim? Que impressão você deixou? Alguns estudiosos do marketing dizem que isso (a percepção) é muito mais importante do que você costuma dizer sobre você (ou o seu negócio). Vão mais além e dizem que a percepção que se forma na massa de pessoas que falam de você ou do seu negócio é mais importante do que a verdade. Mas é claro que com o tempo, com a proximidade e uso, as coisas começam a se aproximar (o que dizem com o que é na verdade).

Agora olhe para você e pense: qual o seu estilo? Se você fosse um personagem, como você seria descrito? Quais são os seus pontos fortes (seus super-poderes) e seus pontos fracos (suas fraquezas)?

Ter um estilo hoje em dia e ser autêntico é algo difícil e muitas vezes, bem oneroso de se manter. Muitas vezes temos um estilo por que é o que cabe no bolso mas almejamos / desejamos ser outra pessoa (se vestir e se comportar conforme uma celebridade / ídolo / referência) e ter o seu estilo.  Em casos de bolsos mais abastados, pode-se ter o estilo que seu humor define para o dia. Importante também dizer que hoje nossa maneira de se vestir e de se comportar define, em parte, nosso sucesso profissional. Somos julgados a todo momento por isso (maneiras de se vestir, de se comportar e de falar) e muitas vezes não teremos uma segunda chance de provar que somos diferentes de uma eventual interpretação negativa formada no grupo.

Enfim, a pergunta do final de semana é: O que as pessoas falam de você quando não estás na sala? Você gosta do que elas dizem? Como elas classificam o seu estilo?

 

Para ler algo curioso sobre isso, veja o interessante projeto de um fotógrafo que transforma a imagem pessoal das pessoas com maquiagem e vestimentas: http://www.techtudo.com.br/curiosidades/noticia/2012/03/fotografo-faz-casal-ganhar-multiplas-identidades.html

 

 

Bom final de semana

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: O que as pessoas falam de você quando não estás na sala?

Para que serve um vendedor que não vende? Parte final

Na primeira parte deste post, eu não contei o case do agente de viagens. Foquei no caso do corretor de imóveis e o seu grande feito de perder uma venda de 600.000,00. Então, para finalizar este aprendizado sobre vendas, vou contar o outro case, agora do agente de viagens que perdeu um passeio para um outro país, um pacote com um roteiro muito bacana, para duas pessoas, para 10 dias. Recebi o comunicado dele por mail (eu assino as newsletters deles) e logo no primeiro dia eu fiquei sabendo que 14 pessoas compraram. Haviam 16 vagas com uma “condição especial”. No mail dizia algo mais ou menos assim:

CONDIÇÕES DE PAGAMENTO: Entrada + confirmação + 7 vezes de R$ 475,00.

Não sei qual é a impressão de vocês ao ver uma proposta assim, mas eu imagino que a maior parte do valor esteja nas 07 parcelas, pois o saldo diz “entrada + confirmação”. Pois estava enganado. A entrada + confirmação era aproximadamente 60% do valor do pacote. Esta impressão para mim não “bateu bem”, pois pareciam aquelas estratégias de pega-ratão. Não imaginei que uma empresa reconhecida fosse usar destes subterfúgios. Mas usaram.

Depois disso, tinha o cambio, que era $ 0,06 mais caro do que a cotação do dólar turismo oficial. Ele falou que se orienta por determinado site (me passou mas eu nunca tinha ouvido falar de tal site). Esta pequena diferença significava R$ 650,00 no valor final. Disseram que não usavam outro taxa de câmbio de maneira alguma. Interessante, pois desconfio que o site possa inclusive ser deles.

E para acabar, a mesma viagem que eu já tinha cotado no passado, estava $ 1.000,00 mais cara. Quando questionei disseram que era outra viagem, pois o nome do pacote tinha mudado. Realmente os nomes dos pacotes tinham mudado mas o roteiro era igual. Maneira interessante de ajustar o preço.

E para acabar mesmo, quando ligamos para o número informado para informações, nos deparamos com a seguinte afirmativa do atendente: “Isso foi o fulano que passou por mail. Eu não estou sabendo ainda desta promoção dos 16 primeiros inscritos. Vou avaliar o que é isso e depois retorno”.

Pessoal, agora eu pergunto: vocês querem ou não vender algo? Pois se quiserem, não dá para ser deste jeito. Estes pequenos sinais / deslizes causam uma péssima percepção do negócio e afastam consumidores que buscam maiores informações sobre o produto. Temos que ser transparentes na proposta, ter um telefone central para contatos, bem como e-mail, e pessoas preparadas e treinadas para o atendimento. Pessoas bem informadas dos pacotes.

Muitas vendas podem escorregar pelos dedos por estes pequenos sinais que causam uma percepção negativa. Cuide disso e veja suas vendas aumentarem.

 

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

Para que serve um vendedor que não vende? Parte final

Técnicos de futebol bem vestidos são mais competentes?

Recente publicação do International Journal Sport of Psychology, periódico dedicado a levantar questões interessantes tal como os goleiros podem antecipar movimentos em cobranças de pênaltis, apresentou um artigo do Dr. Richard Thelwell (Universidade de Portsmouth). Nele foi estudada a influência do traje do técnico sobre seus comandados. A conclusão foi que quanto mais elegantemente vestido o técnico estiver, maior o efeito direto na percepção de habilidade e na capacidade estratégica do mesmo, incrementando seu poder de motivação e liderança.

Quem acompanha esportes já deve ter observado inúmeros técnicos competentes (e vitoriosos) vestindo calças de tactel, assim como verdadeiros enganadores usando paletós bem cortados e gravatas italianas. Esse não é ponto. Falamos de percepção e confiança. E elas pesam muito, tanto em futebol quanto no momento de decidir entre produtos, serviços e lojas. Como vimos no post Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 1, a construção da imagem depende de diversas alavancas importantes.

No entanto, algumas marcas fazem um grande esforço para destruir qualquer percepção de confiança:

 

  1. Grande varejista brasileiro apresenta como Continue reading “Técnicos de futebol bem vestidos são mais competentes?”
Técnicos de futebol bem vestidos são mais competentes?