Na primeira parte deste post, eu não contei o case do agente de viagens. Foquei no caso do corretor de imóveis e o seu grande feito de perder uma venda de 600.000,00. Então, para finalizar este aprendizado sobre vendas, vou contar o outro case, agora do agente de viagens que perdeu um passeio para um outro país, um pacote com um roteiro muito bacana, para duas pessoas, para 10 dias. Recebi o comunicado dele por mail (eu assino as newsletters deles) e logo no primeiro dia eu fiquei sabendo que 14 pessoas compraram. Haviam 16 vagas com uma “condição especial”. No mail dizia algo mais ou menos assim:
CONDIÇÕES DE PAGAMENTO: Entrada + confirmação + 7 vezes de R$ 475,00.
Não sei qual é a impressão de vocês ao ver uma proposta assim, mas eu imagino que a maior parte do valor esteja nas 07 parcelas, pois o saldo diz “entrada + confirmação”. Pois estava enganado. A entrada + confirmação era aproximadamente 60% do valor do pacote. Esta impressão para mim não “bateu bem”, pois pareciam aquelas estratégias de pega-ratão. Não imaginei que uma empresa reconhecida fosse usar destes subterfúgios. Mas usaram.

Depois disso, tinha o cambio, que era $ 0,06 mais caro do que a cotação do dólar turismo oficial. Ele falou que se orienta por determinado site (me passou mas eu nunca tinha ouvido falar de tal site). Esta pequena diferença significava R$ 650,00 no valor final. Disseram que não usavam outro taxa de câmbio de maneira alguma. Interessante, pois desconfio que o site possa inclusive ser deles.

E para acabar, a mesma viagem que eu já tinha cotado no passado, estava $ 1.000,00 mais cara. Quando questionei disseram que era outra viagem, pois o nome do pacote tinha mudado. Realmente os nomes dos pacotes tinham mudado mas o roteiro era igual. Maneira interessante de ajustar o preço.
E para acabar mesmo, quando ligamos para o número informado para informações, nos deparamos com a seguinte afirmativa do atendente: “Isso foi o fulano que passou por mail. Eu não estou sabendo ainda desta promoção dos 16 primeiros inscritos. Vou avaliar o que é isso e depois retorno”.
Pessoal, agora eu pergunto: vocês querem ou não vender algo? Pois se quiserem, não dá para ser deste jeito. Estes pequenos sinais / deslizes causam uma péssima percepção do negócio e afastam consumidores que buscam maiores informações sobre o produto. Temos que ser transparentes na proposta, ter um telefone central para contatos, bem como e-mail, e pessoas preparadas e treinadas para o atendimento. Pessoas bem informadas dos pacotes.
Muitas vendas podem escorregar pelos dedos por estes pequenos sinais que causam uma percepção negativa. Cuide disso e veja suas vendas aumentarem.
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Gustavo Campos
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado