A Sephora será capaz de balançar o varejo no Brasil?

Já faz um tempo que venho acompanhando pela internet o movimento da massa feminina em torno da marca Sephora. Para quem ainda não sabe, a Sephora virá sim para o Brasil. Através de uma parceria com a loja virtual Sack´s, a marca disponiblizará a linha Sephora Collection com uma variedade ilimitada de maquiagens.

Clique aqui e veja os vídeos da experiência Sephora

 

As lojas Sephora são uma verdadeira perdição para qualquer mulher. Oferece desde maquiagens, cosméticos, perfumes e acessórios. Produtos com a marca própria até marcas de luxo. Os produtos podem ser experimentados a vontade, o consumidor tem total autonomia para provar tudo o que quiser, sem nenhum vendedor para pressionar a compra.

Para quem não conhece, a marca foi comprada em 1997 pelo grupo LVMH, que controla marcas como Louis Vuitton, Dior e Moët Chandon. Mas só em 2002 começou a ter lucros significativos após duas decisões estratégicas da marca:

  • Tornou os produtos acessíveis ao grande público (antes tais produtos eram usados por uma parcela muito pequena de mulheres que compravam somente sob orientação de dermatologistas);
  • A segunda decisão foi apostar em uma estratégia extremamente agressiva: Nenhuma cliente podia deixar a loja sem comprar algum produto, nem que fosse um mero batom. Na loja células fotoelétricas contam quantas pessoas passam pela porta por hora, e esse número é comparado com a quantidade de consumidores que passam pelo caixa. Se a proporção não é satisfatória, os vendedores precisam entrar em ação.

E por sinal a equipe de vendas é muito bem treinada (sim eles participam do (SEPHORA UNIVERSITY) e pelo que pude perceber a maioria possui um perfil mais “descolado”. Tanto que em alguns momentos eles fazem um verdadeiro show (dançam na frente e até mesmo dentro da loja). O vídeo abaixo ilustra o trabalho realizado pela equipe de vendas.

A preocupação se estende ao PDV e a experiência de compra. A loja da Champs Elyseé fez uma ação muito legal, transformando a loja literalmente em uma “balada” com direito a David Guetta como DJ. No vídeo abaixo a loja está lotada e os consumidores super empolgados com a experiência.

Mas além da loja virtual já foram anunciadas duas lojas físicas: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Se você consultar a página do facebook Sephora Brasil verá não se fala em outra coisa. As cariocas e paulistas muito felizes e otimistas com a notícia e consumidoras de outros estados perguntando quando irá abrir uma loja na sua cidade. Mas além desta alegria toda da presença da marca no Brasil, algumas consumidoras mais antenadas já estão questionando o preço dos produtos. Por que isso? Nas lojas dos EUA, França, Portugal você compra os produtos por um preço muito especial, que realmente vale a pena. E na página já constam alguns depoimentos sobre “honrar” os preços já praticados no mundo. Elas querem pagar o mesmo preço e não mais caro.

Algumas delas já se arriscaram a dizer que a loja será para uma minoria (somente para mulheres com alto poder aquisitivo) e que a solução será comprar através de sites internacionais. Agora eu questiono: Quanto o consumidor está disposto a abrir mão da experiência de compra: do sentir, sonhar e experimentar a Sephora. Em meio ao ambiente descrito nos vídeos é possível sair sem uma sacola e encantado com a experiência? Com certeza não.

No mundo a Sephora consegue unir a experiência de compra, a experimentação e a ambientação do PDV, mantendo as lojas sempre cheias. Atinge diversos públicos em um só lugar, do mais rico ao mais popular.

E no Brasil? Será que a Sephora vai conseguir? Eu também estou curiosa para saber qual será a proposta da marca para o Brasil. Em 2012 teremos a experiência Sephora completa com o lançamento das primeiras lojas. Eu vou conferir!

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Bárbara Dresch

Pensadora Mercadológica

http://www.pensadormercadologico.com

www.focal.com.br

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A Sephora será capaz de balançar o varejo no Brasil?