Dica de gestão 105 de 300: Uma boa pergunta é melhor do que uma boa resposta
Você já deve ter vivido uma situação assim. Um funcionário, digamos um gerente, entra em uma empresa. As primeiras semanas ele sai perguntando tudo a todos. Suas perguntas demonstram seu interesse. Ele é visto com bons olhos. “Acertamos na contratação” muitos dizem. Mas passado um tempo as perguntas cessam. Quando o gerente se sente mais habilitado, um pouco mais seguro, algo muda na sua cabeça. As perguntas começam a ser percebidas como sinal de fraqueza para ele. Ele acredita que agora deve ser o “cara que dá as respostas”; o que sabe das coisas e de tudo. Lembrando um pouco a época da escola, vejo que muito deste comportamento vem de lá. Foi gravado na sua mente que aluno que faz pergunta é aluno “lerdo”, que não entende a matéria. Sei que hoje os tempos são outros e as práticas também, mas para um atual gerente, o seu passado muito provavelmente foi este.
Jim Collins, atualmente considerado o maior guru do management, sucessor de Peter Drucker, já afirmava que uma boa pergunta é melhor do que uma boa resposta. Eu participei de um treinamento de 4 horas com ele. Durante este tempo, ele fazia as perguntas e muitas vezes respondia com dados de suas pesquisas. Quando questionado qual será o tema de seu próximo livro ele diz que esta a cata de uma boa pergunta. Ele afirma que se você não fizer a pergunta certa, não importa se a resposta é correta. E, se fizer a pergunta certa, independentemente da resposta, aprenderá algo de valor. Aprendemos através das perguntas. É perguntando que se cria a mudança, que se cria valor no ambiente.
Notamos que geralmente os maiores empreendedores começam seus impérios de sucesso com duas perguntas:
– E se…?
– Por que não?
Você não precisa pensar em fazer perguntas que já sabe as respostas para mostrar aos demais que é inteligente, ou que é o melhor da turma. As perguntas são poderosas, e como tal, devem ser amplamente utilizadas e incentivadas. Nada melhor do que uma equipe de subordinados que fazem muitas perguntas.
Em geral, notamos o seguinte:
– Novos contratados fazem perguntas
– Gerentes agem com segurança, não fazendo mais tantas perguntas
– Líderes e empreendedores de sucesso fazem perguntas.
Deve começar por alguém esta cultura. Alguém deve quebrar esta crença gerencial e incentivar as perguntas. Faça perguntas como:
– Qual é o problema aqui?
– O que está errado?
– Como posso melhorar?
– Como reduzir o tempo em 3 dias?
– Por que não fazemos isso de outra forma?
– E se fizéssemos este procedimento em vez deste?
Embriagado por este espírito foi criado o Manifesto da FOCAL Pesquisas, que está ainda para ser lançado, mas de antemão já publico aqui a versão que temos como atual. Tem muita relação com o tema deste post. Espero que gostem e que sirva para complementar esta necessidade de fazermos mais perguntas.
MANIFESTO FOCAL
PERGUNTAR É NOSSA PAIXÃO
Sabe o que a gente faz? A gente se mete onde é chamado.
Acreditamos que as perguntas transformam o mundo. E quando nos chamam para um trabalho, mergulhamos num universo de interrogações. Sabe quando saímos de lá? Quando encontramos a grande resposta.
E quer saber, isso vicia.
Ou melhor, apaixona.
Funciona assim: quando começamos um projeto de pesquisa, nos tornamos apaixonados.
Parece um exagero, mas como descrever um interesse súbito e inexplicável sobre tudo que envolve uma pessoa, um produto, uma marca, um grupo ou seja lá o que for? Você pode chamar como quiser, nós, chamamos de paixão.
E é graças a este impulso de curiosidade e interesse, que, quase involuntariamente, nos vemos imersos numa busca por informação tão intensa que simplesmente descobrimos que estamos vivendo o objeto pesquisado.
Isso, caros amigos, é estar apaixonado.
Na paixão não existem certezas, e a mais sutil mudança de comportamento pode alterar todas as percepções.
Um levantar de sobrancelhas pode indicar mais admiração que uma chuva de adjetivos.
Um desvio de olhar pode indicar desinteresse ou simples timidez. E para nós, isso faz toda diferença.
Nosso trabalho vai muito além dos números, dos relatórios e das reuniões de apresentação.
Nosso trabalho é fazer perguntas inovadoras e assim descobrir respostas capazes de provocar o novo.
O novo é parte da nossa vida.
E é para preparar nossos clientes para o novo, que fazemos as perguntas certas.
O ambiente muda. O mercado muda. E por que tantas empresas demoram para perceber esta mudança?
Os motivos podem ser muitos. Mas as respostas surgem para quem tem paixão por perguntar.
Mas é preciso a pergunta certa e o olhar isento sobre os dados. O olhar de quem busca a leitura mais sincera, mais verdadeira, mais completa. É isso que garante nossas descobertas.
Não gostamos de achismos e opiniões. Amamos fatos e evidências. São nossas constatações que nos dão tranqüilidade para abraçar mudanças, alertar sobre a necessidade de renovação de idéias e fazer nossos clientes crescerem mais e mais.
Nossa paixão ajuda seus consumidores a continuarem apaixonados pela sua empresa.
E sabe o que paixão lembra? Compromisso.
Quer saber qual é o nosso?
Nosso compromisso é ser obstinado pela busca de respostas capazes de fundamentar decisões.
Respirar, inspirar e transpirar pesquisa. É assim que construímos nossa história de amor por este trabalho. E é assim que empurramos nossa empresa até a excelência produtiva.
Com isso, podemos garantir que nossos analistas entreguem sempre mais detalhismo, mais atenção, mais carinho, mais paixão e, sempre, a melhor análise.
Assumimos o compromisso de entregar conclusões que efetivamente inspirem insights e que falem a linguagem do cliente.
E quer saber mais?
Perguntar é nossa paixão.
A gente se mete onde é chamado. E somos completamente loucos por isso.
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Até a próxima dica
Gustavo Campos
Pensador Mercadológico
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