O marketing é importante demais para ser deixado nas mãos dos profissionais de marketing

Os seres humanos são seres racionais. E seres emocionais. Quando compramos aquele novo carro nos agarramos nas justificativas da sopa de letrinhas (ABS, EBD, ASR) que mal sabemos o que significam e o que fazem por nós. No entanto, geram conforto na escolha e não nos expõe ao fato que trocamos de automóvel porque nosso vizinho o fez no mês anterior. E não podíamos deixar assim. Diversas marcas, de categorias muito mais prosaicas, atendem estes anseios e nos dão este conforto emocional que precisamos.

 

Em recente estudo a ser publicado na Psychological Science, David Kille, Amanda Forest e Joanne Wood da University of Waterloo, no Canadá fizeram algumas descobertas interessantes. Colocaram alguns casais sentados em cadeiras um pouco bambas em frente a mesas também pouco firmes. E um outro grupo foram colocados outros casais em móveis estáveis. Pediram ambos grupos para avaliarem a solidez de alguns relacionamentos de casais públicos, como Barrack e Michelle Obama, David e Victoria Beckham, Jay-Z e Beyoncé, e Johnny Depp e Vanessa Paradis. Tudo dentro de uma escala numérica, desde sólido ate extremamente vulnerável. Da mesma forma essas pessoas foram convidadas a responder perguntas sobre preferências de comportamento que desejariam em seus parceiros de relacionamento.

Assim como já comprovado em estudos anteriores em que convidados que recebem drinks gelados tendem a perceber frieza nas sua condição social, os casais sentados em móveis bambos demonstraram muito mais insegurança quanto a estabilidade do relacionamento dos outros do que aqueles que estavam em moveis estáveis. Também pontuaram mais alto seu desejo de encontrar parceiros mais estabilizados do que aqueles que não tinha mesas balançando a sua frente. Um pequeno efeito do ambiente a nossa volta provoca mudanças de percepção sensíveis. O que não dizer das marcas que nos colocam uma carga grandiosa de elementos que nos permitem enxergar o mundo de diversos prismas diferentes.

Certa vez comprei uma garrafa de whisky produzido na pequena e remota ilha de Islay, na Escócia. Um lugar selvagem e agreste, onde os monges celtas encontraram refúgio de incursões vikings e os primeiros destiladores contrabandearam sua ‘aquavitae’ ilícita na enseada acidentada e rochosa de Ardbeg. Em sua embalagem apresentava uma frase com alta dose de poesia: “If perfection on the palate exists, this is it.” Isso é muito mais profundo que uma mera campanha de comunicação para converter bebedores. Aliás, o marketing já foi definido como o centro da empresa, sobretudo quando sabemos que a marca torna-se o ativo mais valioso do negócio e o guia para sua estratégia. Assim, a chave do departamento não pode ficar apenas nas mãos de seus profissionais, mas com todos aqueles que são guardiões do valor e do significado das marcas e de suas emoções para as pessoas. Desse modo, a chance da sua relação ficar bamba diminui sensivelmente.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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O marketing é importante demais para ser deixado nas mãos dos profissionais de marketing

Em busca do meu tesouro

Eu já passei da fase de procurar o tesouro no final do arco-íris. Também já deixei de procurar garrafas com tampa de rolha e um mapa-pirata dentro, nas praias que já frequentei. Mas o Tesouro de Bresa me chamou a atenção e fui entender mais o contexto. Este tesouro eu quero.

Conta a fábula de Malba Tahan, que uma vez na Babilônia foi ofertado a um alfaiate vários objetos por um comerciante que estava de passagem. Entre os objetos, um grande livro, de muitas folhas, lhe chamou a atenção. O livro continha capítulos para serem decifrados, em diversas línguas, contendo textos, equações matemáticas, princí­pios e ensinamentos. Mas para o homem que decifrasse o livro, era prometido uma fortuna nunca encontrada, o Tesouro de Bresa.

Com muito esforço, pois o livro era uma fortuna, o pobre alfaiate negociou e comprou. Por muitos anos ele estudou o livro. Mas para entender teve que antes dominar muitas línguas diferentes, dominar as diversas ciências, incluindo a matemática. Com este estudo disciplinado, deixou de ser alfaiate e as oportunidades foram surgindo, uma atrás da outra. Depois de muitos anos, e de ter lido e relido o livro duas vezes, já morava em um sultuoso castelo, com toda a mordomia, relacionamentos e prosperidade que poderia ter. Mas uma coisa ainda não entendia: onde estava o Tesouro de Bresa?

Contou a sua história a um antigo sábio e perguntou pelo tesouro. Prontamente o sábio respondeu: o tesouro você já achou. Esta dentro de você. “Bresa” significa “Saber”, e com este tesouro, você mudou de vida e conquistou tudo o que queria. Aproveite e continue sempre aprendendo e estudando.

Esta bela história nos faz pensar, em como estamos lidando com a nossa atualização profissional. Em uma pesquisa de Harvard, foi identificado que apenas 10% da população busca o conhecimento e sente prazer no aprendizado. Os outros 90%, buscarão aprender algo se for uma imposição profissional.  Onde está o nosso treino diário para ser melhor do que fomos ontem. Você se operaria, sabendo que sua vida estivesse em jogo, com um médico que não se atualiza há mais de 20 anos? Você confiaria a sua liberdade para um advogado que não estuda as leis há mais de 10 anos? Você confiaria a sua carreira e o seu destino para uma pessoa como você?

Enfim, a história me fez reforçar certos princípios que tenho e espero que faça o mesmo por vocês.

 

Para ouvir a história do Tesouro de Bresa, use o vídeo abaixo:

Para baixar a fábula em PDF, clique neste link: O tesouro de Bresa.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

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Em busca do meu tesouro

Dica de gestão 80 de 300: Quais os riscos envolvidos no que fazemos ou consumimos?

– DICA DE GESTÃO 80 DE 300:  Quais os riscos envolvidos no que fazemos ou consumimos?

Na prática, existem 05 riscos envolvidos em decisões, sejam ou não de consumo. São elas:

Risco monetário: Existe possibilidade de eu perder meu dinheiro.

Risco funcional: Talvez não funcione ou não faça o que deveria fazer.

Risco físico: Parece perigoso, posso me machucar.

Risco social: O que meus amigos pensarão se eu comprar / fazer isso?
Risco psicológico: Talvez eu me sinta culpado ou irresponsável se eu fizer essa compra e/ou fizer alguma coisa.

Na turma de Psicologia do Consumo, explorei estes conceitos com os meus alunos. Todos concordaram que já passaram por todos estes riscos. Interessante em pesquisas relacionadas ao consumo é que, geralmente, mais de um risco está associado a um processo de consumo. Os 3 primeiros riscos, são bem racionais. Geralmente são ditos em pesquisas mais tradicionais. Os dois últimos riscos, o social e o psicológico, necessitam de abordagens de pesquisas mais avançadas, pois normalmente não são ditas. Mas arrisco a dizer que, hoje em dia, são estes dois últimos riscos que comandam o show. Já é bem divulgado artigos (ou talvez nem tanto) sobre o marketing do medo. Na verdade, o medo é uma plataforma comercial muito forte para o consumo. Pense um pouco agora, quantas coisas nós compramos para nos livrar do medo ou dos riscos a ele associados. Compramos um seguro de vida, um plano de saúde, resolvemos parar de fumar ou de comer gorduras, resolvemos ir para a academia, resolvemos fazer um exame do coração e por ai vai. No marketing competitivo de empresas, medo, incerteza e dúvida, significado da abreviação FUD (do inglês Fear, Uncertainty and Doubt) é uma prática que consiste em desacreditar o concorrente espalhando desinformação sobre o produto rival. Em uma relação ou em um processo de consumo, a dúvida é a pior coisa que pode acontecer para a efetivação de qualquer produto, do mais simples e barato ao mais caro e complexo. Basta um boato e as vendas caem, os consumidores não compram e o nosso negócio corre o risco de fechar as portas.

Em uma recente pesquisa publicada pelas Pequenas Empresas e Grandes Negócios, foi questionado os leitores qual era (ou foi) o seu maior medo ao abrir uma empresa? Eis os resultados:

10% Não conseguir ganhar dinheiro o suficiente para viver

40% Perder todo o investimento feito, de tempo e dinheiro

35% Não alcançar meus objetivos como empresário

15% Ter muitos problemas com funcionários

0% Não tenho – e nunca tive – medo de montar um negócio.

A primeira coisa interessante a comentar é que 0% afirmou nunca ter medo, mas sabemos por outras fontes que cada vez mais brasileiros empreendem seus negócios próprios. Desta forma, enfrentam os seus temores em busca dos seus sonhos (ou em muitos casos, de suas necessidades). A maior parte dos riscos associados (visto que foram dadas estas opções de resposta) são ligadas ao risco monetário. O risco de “não alcançar meus objetivos como empresário” podemos dizer, que em parte, pode ter um risco social e psicológico envolvido, pois quase sempre o empresário sonha com reconhecimento social e grandezas visíveis aos demais círculos da sociedade.

Então, sabemos que existem muitas pessoas / empresas pensando em como nos vender algo utilizando o marketing do medo, associando os 5 riscos de forma muito bem calculadas e sabemos que nós (e nossas empresas) também podemos utilizar desta plataforma de conhecimento para melhorar os nossos resultados comerciais. Aproveitem e bons negócios! Uma última dica: espalhem esta informação com moderação! O que os seus amigos irão pensar de você ao espalhar este texto? Cuidado heim!  🙂

Até a próxima dica

Gustavo Campos

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Dica de gestão 80 de 300: Quais os riscos envolvidos no que fazemos ou consumimos?

Dica de gestão 39 de 300

– EM NEGÓCIOS, NÃO IMPORTA O QUE VOCÊ PENSA –

Parece uma frase dura, mas digo que ela é verdadeira. Em negócios, não importa o que você pensa. Importa sim o que os seus consumidores pensam. Pense praticamente: você acha que os consumidores gostam do benefício adicional X que colocou em seu produto ou serviço. Mas na verdade os seus consumidores gostariam que fosse Y. O que você achou, não importou para o aumento dos resultados de seu negócio. Custou energia, dinheiro e talvez algum desgaste com o seu cliente. Imagine agora perguntar, com uma simples enquete feita por você mesmo (melhor do que não ter nada) ou através de uma pesquisa de mercado profissional. Com as respostas, você adiciona aos seus serviços 1/2 X e 1/2 Y. Você fez tudo o que estava ao seu alcance, na medida certa, para atender justamente o que o seu cliente pediu. Perfeito! Certamente resultados melhores devem estar sendo gerados com esta iniciativa.

Desta forma, a dica deste post é o seguinte: não pense sozinho. Use dezenas ou centenas de cérebros “emprestados”. Dos seus clientes, vendedores, fornecedores e adicione ao que você pensa. Isso tudo, é muitas vezes maior do que o pensamento inicial. Multiplique!

Até a proxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

Dica de gestão 39 de 300

Dica de gestão 24 de 300

– PLANEJAMENTO CIENTÍFICO (USANDO PESQUISAS) –

Interessante ver, ouvir e participar de alguns encontros de planejamento estratégico, onde diretores e seus principais executivos colocam na mesa todas as suas opiniões de como o mercado reage e age. Geralmente, estas opiniões são ponderadas, ou seja, uma opinião de diretor vale mais do que uma opinião de um gerente, somente pela hierarquia (não é sempre, mas já vi isso. Além do mais, geralmente, quanto mais acima na hierarquia, geralmente mais distante do mercado). A questão principal é: como trazer a verdade do mercado para cima desta mesa de debates?

Existem muitas maneiras, mas a pesquisa é uma delas. Com um planejamento de atividades, pode-se trazer dados de pesquisas que abasteçam cada ponto do debate estratégico, tornando-o mais rico e menos político. A diferença final é enorme. Os planos de ação são dirigidos a pontos críticos, onde indicadores já está salientados na pesquisa. Tudo fica mais fácil, menos pessoal e a voz do mercado é a que prevalece. Planeje, com ou sem pesquisas, mas com pesquisas de mercado, o planejamento será muito mais produtivo.

Alguns elementos onde uma pesquisa pode contribuir com conteúdo para o planejamento:

– Analise de pontos fortes e fracos

– Analise de oportunidades e ameaças

– Analise da concorrência

– Analise de cenários

– Analise dos Fatores Criticos de Sucesso

Até a proxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

Dica de gestão 24 de 300