Pergunta de final de semana: cachorro pode ou não pode?

Acompanho estatísticas sobre o mercado PET e é notável o comércio fervilhando neste segmento. A cada semana  acabo conhecendo um novo negócio ou produto voltado para o mercado PET, sejam roupas, rações, acessórios ou brinquedos. Até mesmo empresas especializadas em turismo PET já conheci. Em Gramado, no RS, fui recentemente ao local chamado “Bangalôs da Serra”, pois aceitavam cães. Para a minha surpresa, naquele final de semana, mais 4 casais hospedados e todos com cães. Alguns restaurantes e semelhantes, como a principal padaria de Porto Alegre, a Carina Barlett Boulangerie, tem mesas na rua e aceitam cães. Hotéis como o Fasano em São Paulo ou o Sheraton em Porto Alegre também, inclusive aguardando seu PET com caminha no quarto. Alguns países da Europa inclusive PETS já entram em supermercados, lojas, etc.

Eu sou um cara fascinado por cachorro. Mantenho no Flickr um álbum que conta a vida dos meus dois cães, desde que nasceram até o dia de hoje (veja em http://www.flickr.com/photos/gfcampos). Desta forma eu pergunto: cão é cão não importa a situação e deve ser tratado como tal ou hoje com a humanização dos cães o melhor amigo do homem já pode conviver mais com seus donos em ambientes como hotéis, parques, restaurantes, entre outros?

Ajude a formar um pensamento sobre este interessante mercado.

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: cachorro pode ou não pode?

Neuromarketing: Novas técnicas de pesquisa para explicar as decisões de consumo

Há um tempo atrás publiquei um artigo chamado neurônios espelho e o comportamento de compra. Os neurônios espelho explicam porque “imitamos” involuntariamente o comportamento de outras pessoas, porque seguimos tendências.

Tal discussão faz parte de um tema mais amplo, chamado Neuromarketing, proveniente da interação interdisciplinar entre a psicologia, neurociência e o marketing. Esta ciência tem como base a aplicação de métodos neurocientíficos para analisar e compreender o comportamento humano e sua relação com o mercado e o marketing. Obtém indicadores sobre as reações dos consumidores relativas aos níveis de:

Engajamento;
Atenção;
Memória;
Percepção;
Empatia;
Estresse;

Estuda como o cérebro é fisiologicamente afetado por propagandas e estratégias de marketing. Pode medir:

Preferência entre produtos;
Diferenças no processo de decisão de compra;
Preferência entre marcas;
Sensação relativa a produtos e ambientes;
Efeitos provocados por peças e campanhas publicitárias, logomarcas e embalagens;

 

Técnicas: Utiliza técnicas de neuroimagem para examinar o comportamento humano monitorando tanto as respostas comportamentais como as respostas relacionadas as atividades neurais. As principais técnicas utilizadas  são a fMRI (Imageamento por Ressonância Magnética Funcional – a mais utilizada), e a PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons).

As primeiras experiências com Neuromarketing só tiveram início em 1991 e foram realizadas em laboratórios  especializados contratados por grandes empresas como Coca-Cola, Ford e Delta Airlines. Com o desenvolvimento de empresas americanas e inglesas que utilizam tais técnicas, notamos que outras marcas mundiais já investiram em projetos de pesquisa utilizando a neurociência: Mc Donalds, P&G, Johnson & Johnson, Intel, Unilever, DaimlerChrysler e Motorola, todas com o objetivo de conhecer mais a fundo as necessidades e desejos dos consumidores.

No vídeo abaixo trago como exemplo o mapeamento das atividades neurais para um estudo de um trailer de cinema:

Apesar de utilizar tecnologias avançadas, o neuromarketing ainda tem muito a percorrer para que possa se consolidar e descobrir os benefícios do estudo cerebral para o consumo. De acordo com Medina (2008), o entendimento do funcionamento do cérebro deve ser acompanhado com muito cuidado pois os cientistas ainda sabem muito pouco sobre a aplicação de tais técnicas para a realidade das empresas.

A interpretação e análise dos resultados ainda é altamente subjetiva sem relação com os  conhecimentos atuais de marketing. Além disso, estes estudos são considerados de alto custo, pois necessitam de máquinas para imageamento cerebral (fMRI), o que envolve custos de manutenção, além de equipe técnica de responsável pela supervisão das pesquisas.

Leia mais em Neurônios espelho e o comportamento de compra.

Decifra-me ou eu te devoro

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Bárbara Dresch

Pensadora Mercadológica

http://www.pensadormercadologico.com

www.focal.com.br

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Neuromarketing: Novas técnicas de pesquisa para explicar as decisões de consumo