Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 1

Uma das arenas mais interessantes para acompanhar a batalha das marcas é a das marcas esportivas. “Esmagar concorrentes”, com todo duplo sentido que é permitido, move um dos principais players. Outra marca aposta no lema “de volta ao ataque”. Os esportes por natureza envolvem competição, rivalidade e superação. De um lado vitoriosos, de outro derrotados. Glórias e fracassos próximos. Para potencializar o ambiente já competitivo, as marcas esportivas contam com um arsenal de investimento poderoso e uma qualificada gestão mercadológica. Certa vez Peter Drucker disse que “uma empresa tem apenas 2 funções básicas: o marketing e a inovação.” A regra é seguida nesse segmento de mercado, pelo menos para aquelas marcas que querem estar do lado dos vencedores.

A primeira alavanca do Branding das marcas esportivas:

Não há dúvida que o mundo dos esportes recebe um tratamento idealizado formando uma óbvia metáfora com a vida e os obstáculos que devem ser superados. Combinadas, paixão e razão, fornecem energia para a gestão das marcas glorificar o esporte e colocar o equipamento como poderosa conexão. O tênis, a confecção e o acessório são capazes de transformar qualquer pessoa em um super-herói moderno.

A segunda alavanca do Branding das marcas esportivas:

Tecnologia materializa uma forte conexão com a entrega do benefício funcional de produto (o que realmente ele proporciona). Assim o elemento da inovação constante e da aparência do produto são elementos críticos para fortalecer essa relação com o usuário. Nos tênis fica claro através da necessidade de mantê-la aparente. Observe também que as próprias tecnologias são marcas de suporte (Air, Shox, Hexalite, DMX, ZigTech, Wave).

A terceira alavanca do Branding das marcas esportivas:

Um movimento que começou nos anos 90 no qual o visual casual ganhou espaço e o mundo esportivo invadiu o mundo da moda. O tênis as roupas esportivas passam a compor uma tendência, apoiados pela aceitação social e pelo seu conforto superior. O viés heritage e vintage aliado ao tecnológico e moderno compõe o espírito de época que coloca as marcas esportivas como canais importantes de externalização. Para aprofundar essa alavanca a associação das marcas com designers (Adidas com Stella McCartney e Yohji Yamamoto, Puma com Phillip Starck, Reebok com Giorgio Armani, Converse com John Varvatos) firmou o conceito.

A quarta alavanca do Branding das marcas esportivas:

A identificação com um grupo específico ocupa um papel de destaque para as marcas esportivas. A representação de um estilo pessoal pode ser apoiado nos valores representados pelas marcas. Elas reafirmam quem você é e no que acredita. Uma entrega de cunho emocional e de alto valor individual.

A análise em profundidade do posicionamento das marcas ao longo do tempo e os enfoques prioritários em termos de produtos, comunicação e patrocínios permite entender a base central em que cada um opera. Colocado em perspectiva é possível mapeá-las da seguinte maneira, cada qual com um arquétipo:

Eixos de posicionamento:

Vitória: a linguagem da performance esportiva tem força mais ativa.

Prazer: o foco é o esporte como forma de diversão.

Status: a satisfação oriunda da posição social conferida pela marca (benefício de auto-expressão).

Bem-estar: a satisfação pessoal (benefício emocional).

No contexto de competição algumas marcas procuram abraçar mais que uma posição de mercado, conforme a linguagem específica da linha de produtos. Outras utilizam mais de uma marca (com personalidade própria) para fazerem esse movimento (caso da Adidas com suas 3 marcas: performance, originals e style). O cuidado é de não ficar na posição central da matriz, em síntese não significar nada para ninguém. Desafio que acompanha sobretudo algumas marcas brasileiras que já tentaram transitar em vários direções, em um comportamento esquizofrênico de branding.

Vários dos movimentos realizados pelas marcas esportivas deixam importantes recados sobre branding e posicionamento para qualquer marca, inclusive de outros segmentos. Nos próximos artigos dessa série sobre Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas abordaremos outros temas vinculados a esta fascinante disputa pela mente do consumidor, por espaços de mercados e pelo crescimento e resultado das corporações.

Confira também os posts da série sobre Branding:

 

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 1

De olhos bem abertos no Branding

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 2

Deus está nos detalhes. O diabo está nos detalhes. E o branding está nos detalhes.

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 3

Posicionamento Sustentável e Branding

Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 4

Construção de Histórias no Branding

 

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

Pensador Mercadológico

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Branding e Posicionamento de Marcas Esportivas – parte 1

Uma boa pergunta é melhor do que uma boa resposta

Dica de gestão 105 de 300: Uma boa pergunta é melhor do que uma boa resposta

Você já deve ter vivido uma situação assim. Um funcionário, digamos um gerente, entra em uma empresa. As primeiras semanas ele sai perguntando tudo a todos. Suas perguntas demonstram seu interesse. Ele é visto com bons olhos. “Acertamos na contratação” muitos dizem. Mas passado um tempo as perguntas cessam. Quando o gerente se sente mais habilitado, um pouco mais seguro, algo muda na sua cabeça. As perguntas começam a ser percebidas como sinal de fraqueza para ele. Ele acredita que agora deve ser o “cara que dá as respostas”; o que sabe das coisas e de tudo. Lembrando um pouco a época da escola, vejo que muito deste comportamento vem de lá. Foi gravado na sua mente que aluno que faz pergunta é aluno “lerdo”, que não entende a matéria. Sei que hoje os tempos são outros e as práticas também, mas para um atual gerente, o seu passado muito provavelmente foi este.

Jim Collins, atualmente considerado o maior guru do management, sucessor de Peter Drucker,  já afirmava que uma boa pergunta é melhor do que uma boa resposta. Eu participei de um treinamento de 4 horas com ele. Durante este tempo, ele fazia as perguntas e muitas vezes respondia com dados de suas pesquisas. Quando questionado qual será o tema de seu próximo livro ele diz que esta a cata de uma boa pergunta. Ele afirma que se você não fizer a pergunta certa, não importa se a resposta é correta. E, se fizer a pergunta certa, independentemente da resposta, aprenderá algo de valor.  Aprendemos através das perguntas. É perguntando que se cria a mudança, que se cria valor no ambiente.

Notamos que geralmente os maiores empreendedores começam seus impérios de sucesso com duas perguntas:

 

– E se…?

– Por que não?

Você não precisa pensar em fazer perguntas que já sabe as respostas para mostrar aos demais que é inteligente, ou que é o melhor da turma. As perguntas são poderosas, e como tal, devem ser amplamente utilizadas e incentivadas. Nada melhor do que uma equipe de subordinados que fazem muitas perguntas.

Em geral, notamos o seguinte:

– Novos contratados fazem perguntas

– Gerentes agem com segurança, não fazendo mais tantas perguntas

– Líderes e empreendedores de sucesso fazem perguntas.

Deve começar por alguém esta cultura. Alguém deve quebrar  esta crença gerencial e incentivar as perguntas. Faça perguntas como:

– Qual é o problema aqui?

– O que está errado?

– Como posso melhorar?

– Como reduzir o tempo em 3 dias?

– Por que não fazemos isso de outra forma?

– E se fizéssemos este procedimento em vez deste?

Embriagado por este espírito foi criado o Manifesto da FOCAL Pesquisas, que está ainda para ser lançado, mas de antemão já publico aqui a versão que temos como atual. Tem muita relação com o tema deste post. Espero que gostem e que sirva para complementar esta necessidade de fazermos mais perguntas.

MANIFESTO FOCAL


PERGUNTAR É NOSSA PAIXÃO

Sabe o que a gente faz? A gente se mete onde é chamado.

Acreditamos que as perguntas transformam o mundo. E quando nos chamam para um trabalho, mergulhamos num universo de interrogações. Sabe quando saímos de lá? Quando encontramos a grande resposta.

E quer saber, isso vicia.

Ou melhor, apaixona.

Funciona assim: quando começamos um projeto de pesquisa, nos tornamos apaixonados.

Parece um exagero, mas como descrever um interesse súbito e inexplicável sobre tudo que envolve uma pessoa, um produto, uma marca, um grupo ou seja lá o que for? Você pode chamar como quiser, nós, chamamos de paixão.

E é graças a este impulso de curiosidade e interesse, que, quase involuntariamente, nos vemos imersos numa busca por informação tão intensa que simplesmente descobrimos que estamos vivendo o objeto pesquisado.

Isso, caros amigos, é estar apaixonado.

Na paixão não existem certezas, e a mais sutil mudança de comportamento pode alterar todas as percepções.

Um levantar de sobrancelhas pode indicar mais admiração que uma chuva de adjetivos.

Um desvio de olhar pode indicar desinteresse ou simples timidez. E para nós, isso faz toda diferença.

Nosso trabalho vai muito além dos números, dos relatórios e das reuniões de apresentação.

Nosso trabalho é fazer perguntas inovadoras e assim descobrir respostas capazes de provocar o novo.

O novo é parte da nossa vida.

E é para preparar nossos clientes para o novo, que fazemos as perguntas certas.

O ambiente muda. O mercado muda. E por que tantas empresas demoram para perceber esta mudança?

Os motivos podem ser muitos. Mas as respostas surgem para quem tem paixão por perguntar.

Mas é preciso a pergunta certa e o olhar isento sobre os dados. O olhar de quem busca a leitura mais sincera, mais verdadeira, mais completa. É isso que garante nossas descobertas.

Não gostamos de achismos e opiniões. Amamos fatos e evidências. São nossas constatações que nos dão tranqüilidade para abraçar mudanças, alertar sobre a necessidade de renovação de idéias e fazer nossos clientes crescerem mais e mais.

Nossa paixão ajuda seus consumidores a continuarem apaixonados pela sua empresa.

E sabe o que paixão lembra? Compromisso.

Quer saber qual é o nosso?

Nosso compromisso é ser obstinado pela busca de respostas capazes de fundamentar decisões.

Respirar, inspirar e transpirar pesquisa. É assim que construímos nossa história de amor por este trabalho. E é assim que empurramos nossa empresa até a excelência produtiva.

Com isso, podemos garantir que nossos analistas entreguem sempre mais detalhismo, mais atenção, mais carinho, mais paixão e, sempre, a melhor análise.

Assumimos o compromisso de entregar conclusões que efetivamente inspirem insights e que falem a linguagem do cliente.

E quer saber mais?

Perguntar é nossa paixão.

A gente se mete onde é chamado. E somos completamente loucos por isso.

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Gustavo Campos

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Uma boa pergunta é melhor do que uma boa resposta