As respostas do futuro estão no passado

Mais um ano termina e muitos procuram pelo novo começo. Novas estradas, novos jeitos, novas metas. Olham adiante. Alguns procuram esquecer o passado. Parece muito mais lógico buscar as respostas na frente. Afinal é para lá que devemos ir. Por mais contraditório de direção que possa parecer, olhar para trás pode trazer muito mais respostas.

Quais são as suas motivações? Por que você resolveu se envolver em projetos e desistir de outros? Quais são as suas vocações? O que está lá no início de tudo? As perguntas podem ajudar a desencobrir o passado. Levantar velhas cortinas e desfazer da poeira que geralmente esconde razões, emoções que guiaram nossos sonhos e escolhas.

O propósito é um conceito antigo e resgatado para a pauta dos negócios. Serve a empresas, marcas e pessoas. Coloca um cerne de energia a tudo que se faz ou ajuda a responder o que não se deve fazer. Tem alto poder mobilizador, envolve as equipes em torno de motivos comuns. E ancora-se em princípios que estão nas raízes, ou seja, não serão alterados pela mais nova campanha ou slogan para defender-se da concorrência.

Há vários exemplos que mostram que propósitos fortes vencem as mais terríveis dificuldades. De Sir Shackleton desafiando os mares gelados da Antártida e trazendo todos seus homens vivos de volta a Londres (confira o incrível video abaixo). Da Southwest que tornou os céus norte-americanos livres para voar a todos que não tinham essa possibilidade. De Martin Luther King que mobilizou milhões em torno de seu sonho de uma sociedade sem preconceitos. De Adbusters que combatem a onipresença das marcas em um mundo dominado por elas. Do Rage Against the Machine dando sentido social à música. Do Axe que deu confiança e o poder da conquista aos adolescentes. De Edward Snowden que mostrou que a segurança nacional está abaixo da liberdade e privacidade.

Hora de voltar ao início. As personalidades e as grandes marcas citadas como exemplos de marketing bem executado, tem sua maior força vinda de dentro. Não fora. De fato, não tem a ver com propaganda, nem mesmo com marketing. Hora de mudar o sentido para trás. As descobertas serão surpreendentes. Como o verso de T.S. Eliot, a sensação será inédita. Seja bem vindo ao passado que vai te guiar para o futuro.

“We shall not cease from exploration


And the end of all our exploring


Will be to arrive where we started


And know the place for the first time.”

T.S. Eliot

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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As respostas do futuro estão no passado

As 1001 faces do sucesso

Nestas últimas datas comemorativas, andei pelos shoppings com os olhos bem abertos. Não como consumidor, mas como analista de mercado. Queria entender um pouco mais de como algumas lojas tinham sucesso (loja cheia) e outras não, sendo que o fluxo ao shopping estava garantido (muitas pessoas passeando de sacola na mão e estacionamentos cheios). Empregos em alta e inflação sob pressão, para mim, indicam sinais de economia aquecida. Mas ainda não é algo que alegre a todos os segmentos. O de calçados ainda não aqueceu totalmente, mas as empresas com forte gestão estão obtendo crescimentos continuados. Basta olhar para o lado para encontrar, independente do porte. Nas lojas, sentia uma vibração boa em algumas, com os atendentes em movimento, alegres e buscando fazer o possível para atender até mesmo mais de um consumidor por vez. Em outras lojas, estavam escorados no balcão, sem falar uma palavra, representando o retrato do fracasso.

COMUNICAÇÃO

Agora, responda você como consumidor, desde o inicio do ano, quantas comunicações diretas (e-mail, telefone ou mala direta) você recebeu? Sua loja preferida lhe enviou algum incentivo para ir na loja e comprar? Pelos meus estudos são poucas as empresas que fizeram algo. Até mesmo porque os investimentos em marketing e recursos humanos, em sinais de economia muito disputada como está a de hoje, muitas vezes são os primeiros a serem cortados em troca de uma lucratividade no curto prazo. Vender a janta para garantir o almoço. O sucesso pode ter 1001 faces, mas para que seja visto deve ser planejado, implementado e constantemente comunicado. Antigamente era de um jeito este planejamento do sucesso, mas hoje é muito mais dinâmico. Temos que olhar para o que atualmente uma das maiores escolas de planejamento (o exército) anda fazendo, pois ela nos ensinou no passado e pode nos ensinar novamente. “Nenhum plano sobrevive ao contato com o inimigo”, diz o Coronel militar americano Tom Kolditz. Na mesma linha eu costumo dizer que o planejamento perde a validade na hora seguinte a sua implementação. Mas isso significa que não é mais preciso planejar? Muito pelo contrário, é preciso sim, mas alinhado com este mercado mutante e complexo que temos hoje em dia e não com o mercado estático e previsível de 40 anos atrás. Peter Drucker, considerado o pai da administração, já dizia em sua época, “planos não passam de boas intenções a menos que se transformem imediatamente em trabalho duro”. Tom Kolditz explica por que os planos hoje são diferentes: “Coisas imprevisíveis acontecem – o tempo muda, o principal patrimônio é destruído, o inimigo responde de forma inesperada. Muitos exércitos fracassam porque só se concentraram na criação de um plano que se torna inútil dez minutos após iniciada a batalha.”

ESCOLAS

Atualmente existem muitas escolas de estratégia e planejamento. Mas os militares trabalham com um novo conceito, chamado de “Intenção de Comando”. A intenção de comando é uma declaração do propósito da missão e do resultado final esperado. Pode-se até ensaiar diversas ações em cenários múltiplos, mas no final das contas o que conta é o seu treinamento, intuição e muita ação em campo. Você pode não ter conseguido executar como ensaiado, mas o resultado final, a intenção de comando, ainda é sua responsabilidade, mesmo que você “morra” tentando buscar.

CAPACITAÇÃO

Acredito hoje que temos que investir na capacitação de toda a nossa equipe, não somente a do pessoal de frente. Discutir estratégia toda a semana, e mensalmente fazer miniencontros de avaliação e feedback. Trazer a voz do consumidor para a mesa de decisão e ser rápido na implementação, tendo uma tolerância zero com o baixo desempenho e o esforço mediano. A regra de ouro diz para termos uma estratégia clara e focada, executada com excelência e comunicada a todos os envolvidos constantemente. Mas, para isso, temos que ter intenções de comando e pessoal preparado. Caso contrário, continuarei indo a mercado e vendo vendedores demonstrando uma imagem de derrota, sem mesmo ter aberto a boca para tentar vender. O sucesso tem 1001 faces, e com certeza não é a que vi em muitos estabelecimentos.

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Gustavo Campos

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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.

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– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=329649

 

Post originalmente publicado no Jornal Exclusivo, em duas partes: edição de 27 de maio de 2013 e edição de 09 de junho de 2013.

As 1001 faces do sucesso

Quando você pensa na campanha, não ganha a guerra

“O resultado final é o que vale!” Você já deve ter ouvido isso em algum momento. Mas pare e pense um pouco: é isso mesmo? Talvez você já tenha aceitado isso como verdade de tantas as vezes que ouviu o chavão. Se for repetido por todos, deve ter fundamento. Nem tanto. Até mesmo homens de boa índole são traídos pelo desejo de acreditar em estórias que se parecem, apenas parecem, verdadeiras.

Em uma lista de marcas marcadas para morrer em 2013, apareceu a combalida American Airlines. Arrastando-se por anos e nos últimos prestando um péssimo serviço aos seus clientes, alguém ainda poderia levantar a bandeira dizendo que basta começar a fazer as coisas como deveriam que o rumo pode ser alterado. Em resumo, melhorar as operações e processos, fazer bem feito, para os resultados aparecerem.  Mas como saber o que e como melhorar se não existe planejamento e estratégia? Para qual lado deve seguir?

 

O mundo das marcas está cheio de comunicações engraçadinhas, belos trabalhos visuais ou de texto. Alguns memoráveis que passam a barreira do tempo e são lembrados por gerações. Mas no que ajudaram a construir a marca e imprimir sua estratégia e posicionamento junto às pessoas? Não apenas no campo filosófico de colocar a marca como assunto ou deixar ela mais simpática e sociável ao público, mas de fato firmar sua posição e o porquê dela existir?

Posicionamento de marcas deve gerar resultados. Mas os resultados não devem orientar este posicionamento. Uma armadilha da qual algumas empresas não conseguem escapar. Sem uma estratégia consistente em ser diferente da categoria e dos competidores não existe boa execução. Sem um posicionamento que seja relevante para a vida das pessoas não existe boa execução. E ponto.

Se as coisas não estão funcionando para sua empresa não comece pelo final. Não tente colocar mais sorriso no rosto da sua equipe comercial, energia na turma do marketing ou modelos famosas em seus anúncios. Volte para o início de tudo. Aonde você quer mesmo chegar? E por qual caminho? Sem isso respondido, qualquer caminho pode servir e pouco adiantará. Quando você pensa na campanha, não ganha a guerra. Essa frase poderia pertencer a qualquer general, gestor ou publicitário. E teríamos menos homens de bem sendo enganados por estórias que parecem de verdade.

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Quando você pensa na campanha, não ganha a guerra

Pergunta de final de semana: Você está na direção certa?

Direções: um tema que comecei a estudar e montei a primeira versão de uma palestra. Todo o dia podemos tomar algumas decisões que nos levam em algumas direções. Pode ser para trás, em relação ao que já tínhamos andado (conquistado). Pode ser para frente ou para os lados. E podem ser decisões que entre o vai e vem, ficamos no mesmo lugar. Perguntei uma vez para uma platéia de profissionais comerciais se eles estão hoje onde há 10 anos atrás eles sonharam estar. Foi uma resposta um pouco constrangedora. Ninguém levantou a mão, um silêncio total. Talvez por que não tiveram sonho algum ou talvez por que não alcançaram o que queriam. Depois deste dia, sempre faço esta pergunta em todas as palestras que faço. Mas se eu perguntasse se eles consideram que avançaram no período eu creio que todos diriam que sim. Alguns com um pouco de dúvida de talvez ter pego a direção errada mas outros com certeza de terem avançado, levantariam a mão.

Mas no fundo deve sempre restar uma dúvida: Será que estou na direção certa? Como saber? Esta é a nossa pergunta de final de semana.

Pense nisso! Da próxima vez que você começar mais um dia de trabalho se pergunte para que direção você está indo. E no final do dia avalie se você andou alguns metros.

Bom final de semana e bom avanço em sua jornada.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1360127

Pergunta de final de semana: Você está na direção certa?

Negocie com você mesmo algo melhor para 2013

Há 10 anos atrás você deve ter tido um sonho para ser realizado nos próximos 10 anos. Você queria algo. Queria ser algo ou alguém famoso. Queria ter construído ou conquistado alguma posição. Queria ter juntado alguma soma de dinheiro ou ter acabado alguma coisa. Você queria e 10 anos se passaram. Estamos no hoje. E ai, você conquistou o que queria? Alcançou o seu sonho? Pare de se desculpar e seja bem realista com você mesmo. Não negocie a sua vida deste jeito, com desculpas por deixar de fazer o que deveria ser feito. Dez anos passam rápido. Ficamos na velha e conhecida corrida dos ratos, em um labirinto, atrás do alimento de todo o dia. Engordamos e achamos que somos prósperos. Melhoramos um pouco de vida e achamos que valeu o esforço. Mas no final das contas, na ponta do lápis, preto no branco, o incremento foi muito pequeno. Se fosse uma aplicação financeira, você investiria na sua vida com base no crescimento que ela teve nos últimos 10 anos? Pense nisso. Se sua resposta for sim, ótimo. Se for talvez ou não, continue lendo.

O que realmente é interessante disso tudo é que os próximos 10 anos, 10 meses, 10 dias, 10 horas e 10 minutos não precisam ser com base no que você já viveu. Nada no minuto seguinte precisa ou está condicionado a ser como foi no passado. São nossas decisões, nossos hábitos e nosso velho modo de pensar que, em modo de piloto automático, estava nos guiando por trilhas conhecidas por 10 anos. Mas agora pode ser diferente. O ano de 2013 se aproxima (isso se o mundo não acabar antes, como previsto) e você pode sentar na mesa de negociação com você mesmo e tomar novas decisões. Coisas nunca antes pensadas ou feitas por você. Desafios novos que só de pensar façam o seu sangue esquentar. Sonhos que depois de tirado o pó e as teias de aranha voltam a brilhar como outro. Esperança e otimismo. Pegue estes poucos mais de 30 dias que restam deste ano e resolva sentar na mesa de negociações com você mesmo todo o dia, por 10 minutos. Tome decisões, faça concessões, ganhe posições, e no final tenha o seu plano bem negociado.

O futuro de você pode ser bem diferente do que é o dia de hoje. Mas você vai ter que levantar, caminhar e lá na frente pegar o que é seu, por mérito.

Boa sorte na caminhada e quem sabe nós cruzamos por ai.

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Negocie com você mesmo algo melhor para 2013

O camelo foi um cavalo construído por um comitê

Alguns adoram comitês. Eles dividem responsabilidades e em tese colocam todos no mesmo barco. Baixam o risco de alguém tentar remar para o lado contrário. Criam a paz para as decisões colegiadas. Unindo diversas mentes juntas, espera-se criar algo mais poderoso que poucos pensando sozinhos. Nem sempre o que brilha é brilhante. Uma verdade também para os comitês.

Para tomar decisões é preciso ousadia. Em muitos casos romper com status quo. Ir além do que já foi pensado ou aquilo que o senso comum imagina como adequado. O oposto do que a grande maioria dos comitês é. A média, mediana, medíocre. Das ideias que ficam pasteurizadas após várias lapidações políticas. O corte de tudo que possa desagradar algum membro do comitê.

Cavalos viram camelos e ideias inicialmente boas acabam em mais do mesmo. O universo das marcas está cheio de grandes e pequenos exemplos de comitês que aposentaram quem nem estreou. Pense em grandes produtos e marcas e investigue quantos foram criados pelo colegiado. Red Bull foi odiado por todos e teve como diagnóstico a grande lata de lixo das novidades. Alguém resolveu levar adiante. E não foi um comitê.

Já dissemos em algum lugar que as grandes marcas, as que usualmente citamos como admiradas, são produtos centrais de suas lideranças executivas. Não são resultados de comitês de marketing. Em todos os projetos de construção e posicionamento de marca que participamos um dos pontos mais importantes é trabalhar com um time muito enxuto de líderes. O menos é mais. Porque o mais é o caminho mais curto para tornar tudo difícil até o ponto que se desista.

Quando a execução se aproxima, geralmente tudo é empurrado para a média. Daquilo que já foi feito antes. Do que se alcança com as mãos. E ali não está aquilo que alimenta as grandes ideias. Acabam definhando no momento da verdade. Nesta altura o camelo pede água. E a equipe parte para uma nova rodada ao redor de mais uma das tantas mesas de comitê.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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O camelo foi um cavalo construído por um comitê

Pare de fazer imersões de final de ano para planejamento estratégico

Existem empresas vaga-lumes, onde nesta época do ano despertam magicamente para a estratégia. Resolvem reunir os seus principais executivos, consultores, agencia de comunicação e outras pessoas importantes para uma pauta extensa de planejamento estratégico durante dois ou três dias em um hotel. Daí se discutem os pontos fortes, pontos fracos, oportunidades, ameaças, metas, desempenho, ações e por ai vai. Depois desta imersão voltam todos exaustos por mais um final de semana perdido na vida. E a semana começa e tudo volta ao normal. Talvez alguns mais motivados mostrem mais serviço, mas os mais calejados já sabem que o que vale mesmo destas imersões é você comer bem nas refeições e se mostrar interessado para a diretoria, pois o resto é um bla-bla-bla sem fim e sem muito sentido para os dias de hoje. Talvez seja melhor não fazer nada e deixar as coisas indo como estão. Pelo menos não se perde o final de semana e diversas horas de trabalho anteriores preparando relatórios e apresentações que depois não serão lembrados.

Mas qual a solução? Pelo menos algumas práticas podem solucionar o problema, aproximando a ferramenta das necessidades atuais e do contexto em que os negócios hoje estão inseridos.

Primeiramente conceitual.

– O planejamento é uma ferramenta da administração, muito antiga, pensada em uma época muito previsível e controlável. Este mundo não existe mais em mercados que vale a pena competir. Temos que ajustar as técnicas, ferramentas e modelos de debate, modernizando o processo.

– O planejamento não é um evento de 2 ou 3 dias e sim um processo continuado. Até podem fazer um evento para dar o start do processo, mas o problema é achar que isso é suficiente e o resto do ano vamos executar o que planejamos. Na realidade, em muitas imersões de planejamento, na prática apenas se cataloga o que está hoje acontecendo e que comprova o caminho que já está sendo tomado, deixando a todos na empresa um pouco mais tranquilos na sua zona de conforto. Você pode ter meetings ao longo do ano de debate estratégico, ampliando o tempo que este tema ocupa na pauta e fazendo com que o caminho escolhido para ser percorrido seja sempre questionado.

Em segundo lugar, técnico.

– Fazer do planejamento um intenso jogo, onde durante o ano todo tenhamos o nosso plano de metas sendo discutidos em função do planejamento iniciado e as mudanças de cenário que estão acontecendo. Este jogo pode até ser no formato de uma grande gincana, com tarefas, pontos e comemorações. Até mesmo prêmios e bonificações por méritos parciais. Mas para isso uma boa equipe deve ser responsabilizada por gerenciar este processo.

– Continuando com a ideia acima, envolver o tema planejamento em um programa de endomarketing, onde seja amplamente comunicado a todos os pontos discutidos, de forma a envolver e comprometer o pessoal com o assunto. No mínimo mante-los bem informados.

– Parar de achar que você é o centro de tudo e que tem a verdade do mercado na sua cabeça. Você pode ser uma grande empresa, ter um bom resultado, mas mesmo assim, não estar sendo muito eficiente. Recursos podem estar vazando e isso pode significar muito no futuro próximo. Faça pesquisas de mercado para todos os segmentos de público que você atua e considere estes dados como o centro de seu planejamento. Com dados que alimentem a todos os temas que serão debatidos, você tornará o seu planejamento uma ferramenta científica, poderosa e que irá diminuir o risco de todas as decisões.

– Um complemento com o ponto de cima, parem de tomar decisões sobre opiniões e suposições. Usem fatos para sustentar diagnósticos e planos de ação. Uma opinião bem sustentada, por alguém de credibilidade, como um gerente comercial ou diretor, pode levar toda a organização para um caminho errado.

– Não respeitem hierarquia, ou melhor, criem um ambiente onde todos podem falar o que julgarem importante e todos os temas que seja necessário votar para entender o direcionamento que deve ser dado tenha o peso dado de forma igual a todos os participantes, sendo diretores, gerentes, assistentes ou terceiros. Se foram convidados para a reunião é que são importantes, então, o cargo fica para depois. Neste momento são todos estrategistas e devem apresentar fatos e dados que poderão indicar caminhos alternativos e de melhores resultados.

– Façam protótipos e experimentos. De uma reunião de planejamento, por melhor que se tenham dados e fatos disponíveis, é aconselhável que os programas que sejam pensados passem por um período de protótipos e experimentos em mercados-teste. Praças menores, observáveis e que possam nos dar mais informações para melhor orientar uma implementação em maior escala. Mas tudo isso feito com metodologia mas de forma rápida, pois corremos o risco de sermos copiados.

Enfim, são dicas simples, para transformar uma importante ferramenta administrativa, o planejamento estratégico, em algo mais útil e mais integrado ao mercado competitivo e dinâmico dos dias de hoje. Muitas outras ideias podem ser adicionadas, mas a intenção do post é apenas provocar o pensamento para a mudança.

 

OBS. 1: Este é o segundo texto da série “Parem de fazer…”. O primeiro eu abordei o tema Convenções de vendas e pode ser visto no seguinte link: Pare de fazer convenções de vendas!

OBS. 2:  Este assunto faz parte do treinamento de melhoria da performance “52 práticas, em 52 semanas e uma nova e melhor empresa no final“, desenvolvido por Gustavo Campos.

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Pare de fazer imersões de final de ano para planejamento estratégico

Assim como seu café, aquela oportunidade não vai ficar quente para sempre

Dentre as novas lendas, uma vem do seu antigo berço: a Grécia. Mergulhada em novas tragédias, estas muito mais reais e doloridas que as da antiguidade, os gregos assistiram ao passar dos anos um exemplo que demonstra como o tempo voa mais rápido que deveria. A revista inglesa The Economist trouxe às suas páginas essa história real de como tomar (ou não) decisões. Vamos a ela. Quando a companhia aérea Olympic Airways faliu ele tinha em sua frota 4 Airbus A340-300, avaliados em 2007 em US$ 45 milhões cada um. Ofertas foram recusadas e os aviões ficando ali, custodiados por funcionários públicos. Três anos mais tarde uma pequena empresa ofereceu US$ 23 milhões por cada um. Uma lei local impediu o negócio.

 

Um ano depois nova avaliação foi contratada chegando a soma de US$ 18 milhões por cada aeronave. Mas como os ventos mudam até para os aviões, o mercado se tornou mais restritivo. Ter na frota um avião com 4 turbinas não era algo muito animador, sobretudo com o incremento no valor do combustível e na diminuição na venda de passagens. Os preços deles desceram a ladeira mais um pouco. Em 2012, uma nova oferta surgiu. Anos fora de uso e sob o peso do tempo e da umidade de Atenas, a única possibilidade de negócio foi proposta por uma empresa de Miami para transformá-los em sucata. E apesar de diversos protestos de sindicatos, foram passados adiante por US$ 10 milhões cada, menos de um quarto do valor inicial.

Em um caso local, a catarinense Marisol fez seu papel grego. Em 2006 adquiriu a marca de moda praia Rosa Chá por R$ 25 milhões. Vislumbrava tornar-se uma gestora de marcas e nova aquisição preenchia uma posição que ainda não tinha no mercado. Mesmo depois dos primeiros sinais que o avião ao contrário de decolar, perdia cada vez mais altitude, a empresa continuou insistindo. Seis anos depois acaba de vender a operação por meros R$ 10 milhões, entregando ao novo dono uma marca sumida das lojas e dos holofotes e em grave crise após uma gestão catastrófica. De 24 lojas em operação, restou apenas uma solitária.

Assim como a ação para evitar o fracasso geralmente é retardada até quando ele torna-se praticamente inevitável, as oportunidades são ignoradas como se fossem ficar para sempre esperando. Varejistas dominantes em suas regiões ignoraram o efeito da web. Seu mantra era que nunca pessoas comprariam roupas e sapatos pela internet. Outsiders chegaram, fizeram e aconteceram. Mesmo que estes varejistas acostumados com as regras antigas tenha mudado de ideia, vão precisar de muito fôlego para buscar uma diferença da sua entrada tardia no varejo virtual. E mesmo assim talvez nunca cheguem lá. O copo de café já estava frio quando resolveram pegá-lo.

Por isso quando planejar, faça. Tudo aquilo que apareceu na sua tela de PowerPoint amanhã não estará mais lá. Com boa probabilidade alguém já terá seguido este caminho. E deixará para os retardatários a poeira e o arrependimento por terem imaginado que o tempo mantivesse tudo quente para sempre.

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Assim como seu café, aquela oportunidade não vai ficar quente para sempre

Você é do tipo que acredita em "destino traçado" ou do tipo que "faz o seu destino"?

Esta é a pergunta deste final de semana: Você é do tipo que acredita em “destino traçado” ou do tipo que “faz o seu destino”? Pense um pouco sobre isso. Se você é do tipo que acredita em destino traçado, provavelmente não gosta muito de planejar o longo prazo, preferindo curtir o dia de hoje. Mas se você é do tipo que faz o seu destino, pode até curtir o dia de hoje loucamente, mas sempre estará com um olho no futuro, no ponto de chegada. Por este motivo, muitos que crêem que podem fazer o seu destino, gostam de planejar o longo prazo e traçar metas.

Assista ao vídeo abaixo e pense um pouco sobre isso. Se for confortável, comente neste post.

 

 

Então, a pergunta do final de semana é: Você é do tipo que acredita em “destino traçado” ou do tipo que “faz o seu destino”?

 

Outros posts relacionados com este tema:

Como vai indo a sua inspiração?

O que você vai ser quando crescer?

Se você pudesse, faria tudo igual de novo?

 

Pense nisso!  Deixe a sua opinião.

Bom final de semana e viva pelo seu destino (seja ele qual for).

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fonte: O vídeo foi indicado por Eunice Kleinkauf na pagina do Facebook do Pensador: www.facebook.com/pensadormercadologico

Você é do tipo que acredita em "destino traçado" ou do tipo que "faz o seu destino"?

Depois dos 40 anos, índio não aprende mais a usar calças

Alguns anos atrás levei um casal de amigos para conhecer o limite vertical do Rio Grande do Sul. Ficamos em uma fazenda próxima ao ponto mais alto do estado. Certa noite saímos para jantar na casa principal e no caminho até lá pedimos para que inclinassem suas cabeças e olhassem para o céu. A reação de espanto e admiração foi imediata. Nunca haviam visto tantas estrelas. A pouca luz artificial do local permitiu enxergar um esplêndido conjunto de pontos extremamente brilhantes, formando a Via Láctea. Algo incomum para a visão de um casal urbano. Complementei lembrando, estas estrelas estão todas as noites neste céu, exatamente o mesmo sobre a cidade de vocês.

 

Mas quantos conseguem enxergar as estrelas? No cinza mundo dos negócios, as salas têm luzes demais e ideias de menos. Está tudo lá, mas ninguém vê. Nenhuma surpresa, pois os ambientes são propícios a outras coisas. Manter a organização respirando. E as coisas funcionando. Seja lá até quando for possível fazer isso. O sucesso está muitas vezes baseado na repetição de modelos passados. Ou em outras, na preocupação de algo diferente que o concorrente fez e que precisamos imitar o quanto antes. Antes que o nosso cliente perceba. Nos achamos diferentes, mas quando perguntados sobre o que seria esse tal motivo mágico pelo qual devíamos ser preferidos, a sala soluça e alguns olham para o chão procurando algo que caiu lá mas ninguém sabe o que é.

Se para a frente está complicado, então propomos olhar para trás. O que trouxe a empresa até ali? O que foi o estopim inicial da motivação e da felicidade em estar construindo algo naquele segmento. E por que estar ali e não em qualquer lugar fazendo outra coisa? Constrangedor como a falta de respostas, está a citação que o motivo central é o dinheiro. Certa vez Henry Miller escreveu:

“Se alguém bater em minha porta para vender alguma coisa, eu convidarei a entrar e direi: Por que você está fazendo isso?

Se ele disser que é porque precisa ganhar a vida, eu lhe oferecerei o dinheiro que tiver e pedirei mais uma vez que pense no que está fazendo.

Quero impedir tantos homens quanto possível de fingir que têm que fazer isso ou aquilo para ganhar a vida. Não é verdade.

Pode se morrer de fome. É muito melhor. Todo homem que voluntariamente morre de fome estraga mais um dente no processo automático.”

Algumas situações são irreversíveis. Tal o índio do título, décadas usando tanga impedem qualquer tentativa de vestir algo diferente. Em outras há esperança. Cabe ter a chave certa para reabrir a caixa de Pandora e libertá-la. Deixar ela solta para que as pessoas olhem nas mais diversas direções. Para trás buscando seus motivos e motivações. Para frente apontando caminhos e reinvenções. E para cima buscando as estrelas que insistem em brilhar, mesmo que a poluição do dia-a-dia corporativo ofusque sua luz. Fortuna aos que tem coragem para isto.

 

 Felipe Schmitt-Fleischer

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