Esta expressão, simples como ela é, pode revelar muito da cultura de uma empresa. Não me importo se o empresário tem ou não estudo e se fala ou não o português formal, mas sim o quando de liderança, inteligência emocional e social ele coloca no negócio dele e o quanto isso retorna na forma de “sucesso”. Eu estava fazendo um diagnóstico em uma empresa e o “dono” (o CEO, em linguagem mais formal), como geralmente são chamados os empresários que administram empresas menores e informais, ia passando e me apresentando todas as operações. A empresa tinha 200 funcionários e todos o conheciam e parece que tinham um assunto a continuar com ele, pois falavam de coisas do dia a dia, com naturalidade e simplicidade. Em todos os setores ele era bem recebido e todos o cumprimentavam com gosto. A princípio, pelo que notei, ele sabia o nome de todos e quase sempre de algo de suas vidas, como o filho que nasceu, a nova “casinha” que financiou, o carro que trocou, o time que perdeu o jogo, etc. Em alguns setores, principalmente os de operações industriais, eu notei que ele fazia algumas intervenções com os funcionários e minutos depois voltava a falar comigo. Em uma dessas, ficou evidente que ele se juntou ao bolinho de funcionários para resolver uma questão e logo voltou. Não chegou a dar nenhum palpite, apenas ouviu e deu uma risada no final. Ao chegar novamente perto de mim, ainda rindo, disse:
– “Nóis trava mas não para.”
Essa expressão era o resumo de tudo o que vi. Aquela cultura simples em funcionamento e o espírito de solução presente em tudo. Com um pensamento assim enraizado, qualquer problema vira um desafio e merece ser resolvido. A dinâmica de formar um bolinho de funcionários para resolver o problema que uma única pessoa não conseguiu desvendar era praxe na empresa. E quem quisesse poderia ir se juntando ao bolinho.
Estas práticas fazem com que esta empresa seja altamente rentável e sólida, atendendo uma parte do Brasil e tendo os seus clientes muito satisfeitos, o que vim a descobrir em etapas posteriores do planejamento científico que estávamos conduzindo, embasado em pesquisas de mercado.
Quando você tiver um problema pense bem em como deseja rotulá-lo. Isso, com certeza, fará toda a diferença.
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Gustavo Campos
Publisher do Pensador Mercadológico
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Gustavo Campos, administrador por formação, empreendedor por natureza. Muito estudioso, leitor voraz, odeia falar ao telefone. Gosta de tecnologia, apesar de se incomodar em pagar mais caro por ser um dos primeiros a comprar algo. Geek por estilo de vida, sempre está conectado, não sabendo o que seria de sua vida sem notebook, smartphones, tablets, Moleskine e uma boa conexão Wi-Fi com a Internet. Ambicioso, não alcançou ainda nem o início do que quer desta vida. Professor apaixonado pela vida e por sua família, dono do Max e da Pink, o casal de Yorkshires mais famosos da cidade.
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Principais fontes consultadas para este artigo:
– Minhas experiências pessoais e profissionais
– Um olhar atento de consultor e analista de mercado
– Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=869848

