DICA DE GESTÃO 87 DE 300: O treino nosso de cada dia!
Lance Armstrong! Este nome diz algo para você? Quem conhece um pouco sobre esportes, principalmente ciclismo, saberá a resposta. Seu grande feito foi ter vencido uma das provas mais duras do ciclismo, o Tour de France. Por sinal, ele venceu 7 vezes. É um grande atleta. Mais incrível do que isso, é como ele prepara a sua mente e o seu corpo para competir. Acham que ele possui uma bela estrutura com os últimos equipamentos a disposição? Muito engano. Coisa simples, em sua casa, com um personal, muita vontade, dedicação e disciplina. Neste link vocês verão uma série de exercícios executados pelo próprio Lance, em sua casa.
Ele é um campeão, POR QUE TREINA MUITO. Condiciona mente e corpo e coloca tudo em alinhamento com o seu conjunto de metas. Sua capacidade de recuperação e concentração é tanta que conseguiu vencer um incrível mal que lhe abateu por algum período. Aos 25 anos, depois de perceber uma grande inflamação na virilha, começar a vomitar sangue, o diagnóstico: câncer nos testículos e mais dois tumores, do tamanho de bolas de golfe, no pulmão e no cérebro. Os médicos deram, com otimismo, 40% de chance de sobreviver. Isso foi em 1996.
Seu grande patrocinador, cancelou o contrato. Vendeu bens e quase a casa, mas passados um pouco mais de 2 anos de tratamento, voltou as pistas e em 1999 venceu mais uma vez o Tour de France. Estava curado. Correu e ainda se aventura em algumas corridas, mesmo já tendo anunciado sua aposentadoria. Não consegue ficar parado! Em uma entrevista, ainda doente, afirmou: “Enganaste-te na pessoa ao escolheres um corpo para viver, cometeste um erro porque escolheste o meu”
Agora, dando uma guinada para o nosso mundo organizacional, algumas perguntas inquietantes:
1. Que tipo de treinamento nós fazemos para afiar nossa mente e corpo para o nosso trabalho?
2. Que tipo de metas temos estabelecidos para nós mesmos?
3. E quais aquelas super-metas, aquelas que transcendem até mesmo os mais desfavoráveis prognósticos?
4. O que nos motiva a acordar cada dia?
Ontem tive contato com uma frase que fecha bem com isso. É um ditado da época da idade média, que em suma diz que devemos lutar e persistir pela nossa causa.
“Lutem e lute novamente, até cordeiros virarem leões“. Naquela época, onde as fronteiras do mundo estavam sendo desenhadas e a idade média do ser humano era em torno de 40 anos, lutar em guerras era algo normal e esperado de um homem (até mesmo crianças com mais de 10 anos). Estas pessoas representavam povoados, com seus brasões, ritos, mitos, culturas, línguas. Estes homens lutavam por suas famílias, pois se perdessem sabiam o que suas mulheres e crianças iriam sofrer. Eles brigavam por justiça e por liberdade. Eles tinham uma causa, que valia mais do que a própria vida. Eles tinham um nome a honrar e a perpetuar.
Em muitos trechos da história mundial, de “Alexandre o Grande”, passando por “Coração de Leão” e indo além, notamos que o rei participava da linha de frente das batalhas. Ele discursava aos seus soldados e dando um exemplo corria ao combate com seu cavalo. “Vida longa ao rei“, gritavam seus súditos em direção a morte anunciada. Tinham realmente uma CAUSA E UM EXEMPLO A SEGUIR.
Hoje em dia, vejo que muitas empresas são pobres de valores, rituais, cultura, misticismo, disciplina e ambição em defender uma causa e dar um exemplo digno a seguir, para que seus funcionários façam algo mais do as 8 horas exigidas de trabalho, que se resumem, as vezes, a muito menos compromisso do que esta carga horária. Estão presentes de corpo mas não de alma. Não carregam nosso símbolo no escudo. Nem mesmo carregam escudo. De tão fraco de raízes estas empresas sucumbem ao vento. Onde foi que perdemos isso? Onde perdemos o brio de viver e brigar por algo maior? Onde foi que tudo se resumiu a dinheiro? Onde foi que esquecemos nossa causa e temos, devido a isso, dificuldade para se desamarrar das cordas invisíveis que nos prendem na cama quando o despertador toca? Onde foi que perdemos nossa alma, e durante o expediente da batalha do dia, estamos pensando em nossas férias ou como seria diferente a nossa vida se, se, se, se, se, se, se,….. e por ai vai inúmeras e infindáveis condicionantes para nosso conforto psicológico.
SERÁ QUE ESTE BRIO, ESTA CAUSA, ESTA ALMA, TEM QUE NOS SER DEVOLVIDA? Será que houve um ladrão? Ou será que simplesmente a entregamos a alguém em troca de um trabalho que não seja muito complicado e que nos pague um pouco para viver todo mês?
Se decidirem recuperar o que julgo que perderam, e que ninguém roubou, simplesmente decidam. E ao decidir, montem o seu plano de treinamento. Lutem e lute novamente….. Hoje receberam um diagnóstico de morte. Amanha, decidam pela vida! … até cordeiros virarem leões!
Até a próxima dica
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Gustavo Campos
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Pensador Mercadológico
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