Pergunta de final de semana: Sua empresa tem uma cultura e valores centrais que o motiva a trabalhar?

Na edição de novembro e dezembro de 2011, da revista de gestão HSM Management, foi apresentado na seção Pensamento Nacional o estudo realizado por estudiosos no Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro – BOPE sobre sua cultura e seus valores centrais. Estes elementos de gestão, são tidos como os mais determinantes da força deste grupo, que hoje recebe equipes de policias especiais de todo o mundo, inclusive a famosa SWAT e equipes de forças especiais de Israel. Todos vem aprender o que o BOPE tem e como desempenha suas missões com uma alta excelência operacional. Sucesso é atingido. Poucas baixas ao longo das décadas de atuação deste seleto time. Para entrar no BOPE, você passa por uma seleção muito rigorosa. Quando você acha que o pior já passou e você foi um dos poucos que conseguiu passar pelo período de seleção, é que a coisa começa. ‘Treinamento duro, combate fácil” e “Missão dada é missão cumprida”, são alguns dos inúmeros mantras que estão pintados nas paredes da organização e repetidas em quase todo o discurso ao redor de uma mesa de café desta organização. Seus membros se orgulham de pertencer a esta organização e apesar da iminente e constante ameaça a vida de cada um, todos querem fazer parte da ação. Levantar para ir para o trabalho não é um fardo, é um desejo. Com uma estrutura rígida e uma cartilha de valores e princípios forte, a cultura predominante é a do sucesso, que não existe desafio que não possa ser inteligentemente vencido, não importa o esforço. Por isso, ilustra as páginas de uma das principais revistas de gestão do mundo, a HSM, e também tem em um de seus mais antigos colaboradores, um dos mais solicitados e bem pagos palestrantes do Brasil para convenções organizacionais. Todas as empresas querem ser um pouco BOPE. Mas será que querem pagar o preço para cruzar a linha em direção a esta excelência operacional? Na sua empresa, ou em outras que você convive ou acompanha, os valores centrais e a cultura organizacional são elementos presentes e motivadores no dia a dia da empresa? O que fazer para se alcançar este estágio nas empresas?

 

Pense, reflita, discuta e escreva sua opinião.

Bom final de semana

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: Sua empresa tem uma cultura e valores centrais que o motiva a trabalhar?

Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

Dica de gestão 135 de 300: Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

O texto é polêmico para quem nasceu a partir de 1980 e, principalmente, para aqueles que compartilham de ideais tão mal entendidos quanto o típico médio cidadão da geração Y. Se você se enquadrar num destes casos, não perca tempo, não leia mais. Você não vai gostar, vai bloquear qualquer informação e continuará sua vidinha do jeito que vais levando.

O título deste post eu ouvi de um empresário que emprega talvez uns 150 profissionais da geração Y, quase todos eles ainda em cargos iniciais na organização. Variações desta “frase-título”, umas bem piores que nem podem serem ditas neste post, são comentadas por muitos outros empregadores. Muitos empresários decidiram pelo mais fácil, que é não contratar mais jovens geração Y ou contratar apenas para o trabalho que é possível adestramento. Nos demais cargos, vamos trazer de volta os mais velhos. Isso se comprova por estatísticas de empregabilidade, onde nos últimos anos muitos “pseudo-aposentados” pela geração Y estão retornando sob uma salva de palmas aos seus postos. Mas tirando a polêmica acusatória sobre a geração Y, este texto trata sobre valores e sobre doação. E isso ainda falta muito para esta geração. Obviamente que temos pessoas distintas em qualquer geração, como é o caso do meu amigo Fabio Buss (@fabiobuss), típico geração Y mas com fortes e bem estruturados valores pessoais. Eu que o conheço, sei que tem um caráter digno, valores familiares, espirituais e de trabalho elevados. E isso é demonstrado no seu currículo e realizações (então, se você é da Geração Y, fique calmo, tem exceções e tem esperança). E também tenho amigos empresários de 60, 70 anos ou mais, muito conectados no mundo e mais mente aberta do que qualquer geração Y que exista hoje vagando pelo planeta sem direção. Mas em ambos os casos, o que se verifica é um profissional com atitudes e competências atualizadas para o momento, mas com forte base de valores. Diferentes da maioria da Geração Y. Como um pensador mercadológico, que observa mercado, interage e decide hoje em dia, tenho que escrever este alerta para esta geração. São coisas não ditas abertamente, mas que influenciam os bastidores. São coisas não declaradas mas que existem. São coisas que podem “travar” um pouco a Geração Y se algo não for feito a tempo. Durante muito tempo na nossa história o humor foi usado para dizer o que era perigoso ser dito abertamente. Hoje, isso retornou. Se pegarmos o vídeo abaixo, notaremos como o humor está sendo usado para esculachar os valores defendidos pela geração Y. E isso forma opinião, pois em pouco mais de 3 meses, já foi visto por mais de 250 mil pessoas.

Mas enfim, o que forma uma geração? (clique no leia mais)

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Geração Y: o mundo seria melhor sem eles?

O Mundo é Seu

“O mundo é seu” é um bom slogan para o perfil de liderança que emergiu através da conquista de poder sem limites e que pensa e age como se fosse um super-herói. Isso se olharmos por um viés amigável, pois poderíamos fazer uma outra analogia, com a máfia. A organização criminosa sempre foi um prato cheio para o cinema, consagrou alguns atores e diretores e promoveu diversos filmes que empilharam tanto dinheiro na bilheteria quanto os chefões em seus cofres. O modelo de negócio mafioso desperta tanto fascínio que na sequência foram lançados games retratando personagens e situações vividas pelos (anti) heróis. Isso sem falar nos diversos souvenirs e itens de colecionador inspirados nestes clássicos e vendidos de Camdem Town às grandes redes de varejo pelo mundo.

Os anos 70 foram marcados pelo Poderoso Chefão (The Godfather) de Coppola. Uma máfia com cara e fala mansa, mas que por trás fazia valer a lei da bala e do dinheiro. Já nos anos 80, o nível de agressividade era substancialmente maior, seja no crime ou no mercado. Era das aquisições hostis, de mercados derivativos e do capital que podia ser multiplicado em poucas horas, às vezes por métodos nem tanto louváveis. Money rules. Uma clássica passagem de Scarface, o filme que marcou essa geração, mostra de maneira resumida a regra desse jogo.

Três décadas depois muita coisa mudou? Parece que os anos 80 ainda fazem muita sombra sobre o mundo de hoje. Se olharmos a crise econômica, ainda não resolvida, tem muito a ver com os dogmas oitentistas. Desregulamentação, mercados abertos, ganância como algo saudável. Não diferente disso, os líderes das organizações são apenas um espelho no andar de cima desse mesmo comportamento. A maximização do resultado o mais rápido possível, os bônus agressivos, os cortes violentos de custos e pessoas. Aquele brilho nos olhos procurado pelas grandes empresas em jovens vindos das classes mais baixas, talvez seja muito parecido com o que Tony Montana exibia no início de carreira. Agressividade pode ser positiva em determinado nível, mas desmedida geralmente termina de maneira trágica, para as pessoas e para as empresas.

Felipe Schmitt Fleischer

@fsf11

Pensador Mercadológico

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O Mundo é Seu

Dica de gestão 87 de 300: O treino nosso de cada dia!

DICA DE GESTÃO 87 DE 300: O treino nosso de cada dia!

Lance Armstrong! Este nome diz algo para você? Quem conhece um pouco sobre esportes, principalmente ciclismo, saberá a resposta. Seu grande feito foi ter vencido uma das provas mais duras do ciclismo, o Tour de France. Por sinal, ele venceu 7 vezes. É um grande atleta. Mais incrível do que isso, é como ele prepara a sua mente e o seu corpo para competir. Acham que ele possui uma bela estrutura com os últimos equipamentos a disposição? Muito engano. Coisa simples, em sua casa, com um personal, muita vontade, dedicação e disciplina. Neste link vocês verão uma série de exercícios executados pelo próprio Lance, em sua casa.

Ele é um campeão, POR QUE TREINA  MUITO. Condiciona mente e corpo e coloca tudo em alinhamento com o seu conjunto de metas. Sua capacidade de recuperação e concentração é tanta que conseguiu vencer um incrível mal que lhe abateu por algum período. Aos 25 anos, depois de perceber uma grande inflamação na virilha, começar a vomitar sangue, o diagnóstico: câncer nos testículos e mais dois tumores, do tamanho de bolas de golfe, no pulmão e no cérebro. Os médicos deram, com otimismo, 40% de chance de sobreviver. Isso foi em 1996.

Seu grande patrocinador, cancelou o contrato. Vendeu bens e quase a casa, mas passados um pouco mais de 2 anos de tratamento, voltou as pistas e em 1999 venceu mais uma vez o Tour de France.  Estava curado. Correu e ainda se aventura em algumas corridas, mesmo já tendo anunciado sua aposentadoria. Não consegue ficar parado! Em uma entrevista, ainda doente, afirmou: “Enganaste-te na pessoa ao escolheres um corpo para viver, cometeste um erro porque escolheste o meu

Agora, dando uma guinada para o nosso mundo organizacional, algumas perguntas inquietantes:

1. Que tipo de treinamento nós fazemos para afiar nossa mente e corpo para o nosso trabalho?

2. Que tipo de metas temos estabelecidos para nós mesmos?

3. E quais aquelas super-metas, aquelas que transcendem até mesmo os mais desfavoráveis prognósticos?

4. O que nos motiva a acordar cada dia?

Ontem tive contato com uma frase que fecha bem com isso. É um ditado da época da idade média, que em suma diz que devemos lutar e persistir pela nossa causa.

Lutem e lute novamente, até cordeiros virarem leões“. Naquela época, onde as fronteiras do mundo estavam sendo desenhadas e a idade média do ser humano era em torno de 40 anos, lutar em guerras era algo normal e esperado de um homem (até mesmo crianças com mais de 10 anos). Estas pessoas representavam povoados, com seus brasões, ritos, mitos, culturas, línguas. Estes homens lutavam por suas famílias, pois se perdessem sabiam o que suas mulheres e crianças iriam sofrer. Eles brigavam por justiça e por liberdade. Eles tinham uma causa, que valia mais do que a própria vida. Eles tinham um nome a honrar e a perpetuar.

Em muitos trechos da história mundial, de “Alexandre o Grande”, passando por “Coração de Leão” e indo além, notamos que o rei participava da linha de frente das batalhas. Ele discursava aos seus soldados e dando um exemplo corria ao combate com seu cavalo. “Vida longa ao rei“, gritavam seus súditos em direção a morte anunciada. Tinham realmente uma CAUSA E UM EXEMPLO A SEGUIR.

Hoje em dia, vejo que muitas empresas são pobres de valores, rituais, cultura, misticismo, disciplina e ambição em defender uma causa e dar um exemplo digno a seguir, para que seus funcionários façam algo mais do as 8 horas exigidas de trabalho, que se resumem, as vezes, a muito menos compromisso do que esta carga horária.  Estão presentes de corpo mas não de alma. Não carregam nosso símbolo no escudo. Nem mesmo carregam escudo. De tão fraco de raízes estas empresas sucumbem ao vento. Onde foi que perdemos isso? Onde perdemos o brio de viver e brigar por algo maior? Onde foi que tudo se resumiu a dinheiro? Onde foi que esquecemos nossa causa e temos, devido a  isso, dificuldade para se desamarrar das cordas invisíveis que nos prendem na cama quando o despertador toca? Onde foi que perdemos nossa alma, e durante o expediente da batalha do dia, estamos pensando em nossas férias ou como seria diferente a nossa vida se, se, se, se, se, se, se,…..  e por ai vai inúmeras e infindáveis condicionantes para nosso conforto psicológico.

SERÁ QUE ESTE BRIO, ESTA CAUSA, ESTA ALMA, TEM QUE NOS SER DEVOLVIDA? Será que houve um ladrão? Ou será que simplesmente a entregamos a alguém em troca de um trabalho que não seja muito complicado e que nos pague um pouco para viver todo mês?

Se decidirem recuperar o que julgo que perderam, e que ninguém roubou, simplesmente decidam. E ao decidir, montem o seu plano de treinamento. Lutem e lute novamente….. Hoje receberam um diagnóstico de morte. Amanha, decidam pela vida! … até cordeiros virarem leões!

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

http://www.focal.com.br

Pensador Mercadológico

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Dica de gestão 87 de 300: O treino nosso de cada dia!

Em busca do equilíbrio

Em pesquisa recente sobre as melhores empresas para trabalhar na opinião dos jovens, constatei uma dura contradição. Algumas empresas elencadas na lista em seus primeiros postos eram sabidamente orientadas fortemente para desempenho, com cultura de metas agressivas e cobrança incessante sobre a equipe. No entanto, no mesmo levantamento, os jovens profissionais responderam que o principal aspecto que valorizam na escolha da organização ideal para trabalhar são ambiente agradável e qualidade de vida. Algo está em desacordo, os profissionais pesquisados não tem o mínimo conhecimento do estilo gerencial das empresas citadas ou suas prioridades foram mascaradas por tornar público algo mais nobre do que apenas salários e bônus.

Em uma das conclusões tiradas por Jim Collins sobre as empresas bem-sucedidas está presente o fato que antes de direcionar o barco para o lugar que queremos chegar, é preciso certificar-se que as pessoas certas estão dentro dele (e as erradas fora). Ou seja, a formação da equipe e seu alinhamento precede o próprio direcionamento da organização. Pouco irá adiantar termos excelentes e nobres desafios se as pessoas que serão responsáveis por eles não estarem preparadas ou pior, não acreditarem neles, pois suas concepções são opostas. Então existe uma forte dicotomia presente nos jovens profissionais, entre as empresas que admiram e gostariam de trabalhar com o que acreditam e buscam para suas vidas. O resultado, possivelmente, deste encontro não será positivo para ambas partes.

E resultado justamente é a batida mais forte do mundo corporativo. O culto das metas tornou-se algo fundamental para o sucesso de implementações estratégicas. Para que aquele belo, trabalhoso e elaborado planejamento estratégico não fique obsoleto na segunda-feira seguinte ao seu término. Como em esportes olímpicos, onde recordes de tempo, distância e altura são quebrados em sequência jamais vista, a dosagem das metas empresariais é ajustada para garantir pressão máxima. Em uma passagem do filme Goodfellas (Os Bons Companheiros), um dos mafiosos utiliza um método de cobrança típico. Não interessa o que aconteceu, seus negócios andam mal, sua casa pegou fogo, um raio te atingiu, azar o seu (o termo é mais pesado que este), me dê o dinheiro. Metas foram feitas para serem perseguidas e alcançadas, muitas vezes a qualquer custo.

Uma antiga, mas engraçada história, conta que dois velhos conhecidos conversavam:

“- É, meu irmão acho que pirou. Ele pensa que é uma galinha.

– Uma galinha??? Nossa, mas por que vocês não levam ele para um psiquiatra?

– É… só que nós precisamos dos ovos.”

O ambiente extremo está mapeado, mas ainda precisa-se dos resultados, então sigamos em frente. Em recente entrevista, o professor de estratégia Henry Mintzberg foi questionado a respeito da cultura de metas agressivas. Em sua resposta deixou claro que de forma alguma avaliza isso e que pensa que as organizações devem ser voltadas para outros objetivos. Quando se fala em indicadores e controles uma empresa em especial vem a sua mente: Enron. Neste caso, o siga em frente significou o abismo.

Indicadores, metas, prazos e número provocativos são importantes, pois ajudam a quantificar sonhos e repartir o papel de cada um na missão de alcançá-los. Igualmente fundamental torna-se também a correta calibragem dos mesmos, o ajuste em função de mudanças de cenário e a forma de repassar e gerenciar a equipe durante todo processo. Os aspectos quantitativos precisam estar equilibrados com os qualitativos. Queremos e continuaremos precisando dos ovos, pois assim sobrevivem e prosperam as organizações com fins lucrativos. E da mesma maneira precisamos de pessoas saudáveis, felizes e motivadas dentro das empresas e fora delas. E bons negócios!

Felipe Schmitt Fleischer

Em busca do equilíbrio

Dica de gestão 07 de 300

– VALORES CENTRAIS – PRINCIPIOS –

Princípios são os orientadores que complementam a missão e direcionam muitos dos comportamentos dos funcionários. Geralmente notamos que as empresas não utilizam todo o potencial dos principios organizacionais, mas eles são de fundamental importância nas empresas de maior sucesso. Desde um processo seletivo, os principios norteiam as dinamicas utilizadas e as questões das entrevistas. Devem servir de base para as avaliações de desempenho de funcionários e feedback. Devem dizer ao mercado o que a empresa valoriza e como ela trabalha. Princípios não são regras ou políticas organizacionais, mas sim orientadores de comportamento e atuação empresarial em largo espectro, pois atinge a todos os funcionários, independente do nível organizacional. Os líderes organizacionais devem sempre se referir aos valores centrais, em especial aos principios organizacionais em seus discursos.

Até a proxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

Dica de gestão 07 de 300