COMO GADO MARCADO A FERRO

Aproveitando o gancho da pergunta de final de semana do Gustavo Campos trago uma matéria que me chamou atenção essa semana sobre os parques da Disney. Uma tecnologia patenteada nos anos 70 chamada RFID (sigla em inglês para “Radio-Frequency IDentification”) que consiste basicamente na radio freqüência para monitorar a localização em um espaço limitado. Vem sendo muito difundida nos últimos 20 anos e ganhou força principalmente para controle de estoque de mercadorias, criação e controle de animais para abate entre outros segmentos, mas o que chama atenção é como a Disney resolveu utilizar essa inovação.

Eles criaram uma pulseira chamada MagicBand que é entregue ao visitante e monitora cada passo dele dentro do parque, desde quanto tempo ele ficou na fila da pipoca ou da lanchonete até quais produtos comprou, quais brinquedos utilizou e quanto dinheiro gastou. A pulseira também serve para armazenar dados de cartão de crédito e como chave do quarto do hotel (em fase de teste) e metade dos americanos não gostaram muito da ideia. Ai fica aquela velha questão, como serão usados todos esses dados que ficarão armazenados?

 

 

Eu não tenho a menor sombra de duvida que toda essa informação será usada “contra” nós mesmos na forma de customização de serviços e produtos. Haverá mudanças na forma como os produtos serão desenvolvidos, como os serviços serão prestados e como a privacidade será tratada. As vendas serão feitas em outros níveis, nossa maneira de consumir mudará drasticamente, mas isso será benéfico?

Eu vislumbro o dia em que cada ser humano terá um chip implantado logo após o nascimento que vai armazenar todo tipo de informação que você possa imaginar, além de funcionar como um GPS e esse dia não deve estar muito longe. Imagine você com um desses chips sob a pele, como se fosse gado marcado a ferro, entrando em um supermercado. Esse chip armazenou suas compras da ultima vez que você esteve lá e na hora em que você atravessa a porta os telões lhe mostrarão promoções e descontos daqueles produtos da sua preferência personalizando suas compras. Você irá a sua lanchonete preferida e nem precisará fazer o pedido, suas preferências já estarão no banco de dados e seu pedido será entregue em sua mesa sem você se quer precisar abrir a boca. Você poderá ter certeza que seus filhos estão na escola e que seu marido está realmente no trabalho. Ok pode parecer ser um pouco viagem da minha parte, mas esses testes com pulseiras são apenas o começo, vou realmente ficar preocupado quando ouvir falar de testes com presos e grupos de riscos, ai amigo ferrou de vez!

No link abaixo um pouco mais de informações sobre as MagicBands da Disney.

http://www.midiassociais.net/2013/01/nova-pulseira-de-parques-da-disney-personaliza-experiencia-de-visitantes/2013/

 

Até o próximo

 

Johnny Mineiro

Empreendedor

http://www.facebook.com/johnny.mineiro

 

COMO GADO MARCADO A FERRO

Pergunta de final de semana: Privacidade ou Segurança?

Interessante ver os argumentos das pessoas no vídeo que coloco no link bem abaixo, de um novo produto que começa a ser comercialmente vendido no Brasil com a finalidade específica de rastrear pessoas. Para alguns, a principal necessidade a ser alcançada com o produto é a segurança, para outros pode até ser o controle (apesar de socialmente ficar difícil de revelar isso) e para outros tantos o aparelho não traz um benefício positivo e sim uma característica de invasão, de quebra de privacidade. Na matéria apresentada na Band, o repórter cita até a constituição para falar do aparelho. Características distintas para públicos diferentes. Assim é tudo hoje em dia. O livro Cauda Longa, de Chris Anderson (veja o conceito que consta no Wikipedia), já abordava esta multiplicação “infinita” de nichos de produtos atendendo a micro necessidades (variações muito sutis da necessidades macro)  / desejos dos consumidores.

E assim são quase todos os produtos vendidos e por nós consumidos. Evidente que alguns produtos são mais polêmicos do que outros, como é o caso, mas alguém duvida que algum dia desses esta funcionalidade já não vai estar presente em quase todos os gadgets que você carrega? Pessoas que dão check in no Foursquare a todo o instante voluntariamente estão dizendo a sua localização. E se voluntariamente as pessoas comprarem o localizador pessoal e autorizar um grupo seleto de pessoas a saberem onde estão é correto ou ainda assim fere a constituição que garante o direito da privacidade? Produtos polêmicos hoje serão normalmente aceitos no futuro. Muitas polêmicas do passado hoje são socialmente aceitas. Veja o caso simples do biquini de duas peças como roupa de praia. Já teve uma época que isso dava quase cadeia.

Então, a pergunta de final de semana é: sem considerar o preço do produto e do serviço, você usaria um localizador / rastreador pessoal? Se usaria, para qual finalidade? Se não usaria, por qual motivo?

Pense nisso! Da próxima vez que você refletir onde está, pense se isso poderia ser público, de conhecimento de todos.

Bom final de semana e cuidado por onde andam. Você pode estar sendo rastreado. :))))

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1327908

Notícia completa / vídeo: http://terratv.terra.com.br/Noticias/Brasil/4194-452114/Rastreador-de-pessoas-comeca-a-ser-vendido-no-Brasil.htm

Pergunta de final de semana: Privacidade ou Segurança?