Pergunta de final de semana: e você aí, só com água na boca?

Não sei o quanto vocês gostam de propagandas. Eu adoro. Não fico como um “sem noção” na frente da TV sendo impactados por propagandas e consumindo sem critério. Na verdade, faço deste período do dia (olhar um pouco de TV) um laboratório de como as mensagens me impactam. Num primeiro momento baixo todas ass guardas e deixo a mensagem me impactar. Depois começo a me questionar e identificar o que deu certo e o que deu errado na comunicação da mensagem / ideia. Deste exercício, feito continuadamente, vou aprendendo algumas coisas e fazendo relações com a boa e velha teoria.

Uma das propagandas recentes que eu não resisti foi a do Iogurte Grego, lançamento da Nestle. Olhei umas 10 vezes a propaganda ao longo de uma semana, eu acho, e pedi para minha esposa comprar no supermercado. Depois de experimentar a primeira vez, já compramos mais duas vezes, sendo cada compra uns 10 potes. Gostei do produto. Não corresponde exatamente com a propaganda. Acho que a cremosidade não é igual a que aparece no vídeo e nem mesmo a cobertura que lançam em cima do iogurte não é algo que consegui replicar com o que é oferecido na embalagem. Mas o gosto é muito bom. Pelo menos para o meu gosto. Vejam a propaganda abaixo e tirem as suas conclusões:

 

 

Mas agora vamos ao ponto.

A pergunta de final de semana é: Você é uma pessoa que é “seduzida” pelas propagandas? Gosta de comprar produtos anunciados? Lê propagandas nas revistas? Assiste aos comerciais da TV?

Pense nisso! Da próxima vez que você olhar uma propaganda faça um laboratório de consumo com você mesmo. Ela lhe atraiu em que? Gostou da ideia? O que mais gostou? O que não entendeu? Compraria o produto? Qual a necessidade que lhe atende?

Bom final de semana e boas compras.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

Pergunta de final de semana: e você aí, só com água na boca?

Don Draper precisa vender mais suco

Uma ação realizada para um boteco descolado de São Paulo chegou à Cannes. Nela, um ator finge ser o manobrista bêbado disposto a estacionar o carro dos freqüentadores. Tudo devidamente filmado, gerando aquele case faceiro: reações indignadas dos consumidores, frases impactantes entre uma cena e outra e, ao final, é sapecada a mensagem sobre não dirigir embriagado. Levou Prata em Promo. Uma jurada não-brasileira destacou a criatividade e coerência, mas justificou o fato de não chegar a Grand Prix pelo pouco risco que envolve um negócio da dimensão de um boteco.

Justo.

Quanto menor a marca, menor o risco. Quanto maior a marca, maior o risco. Óbvio. Logo, quanto maior a ousadia criativa de grandes marcas, maior a compensação recebida. Sim, estamos falando em prêmios, mas a compensação nestes casos tende a chegar antes, em forma de resultado comercial, produtos saindo das prateleiras. Algumas “vendas” são difíceis de mensurar, como alcance efetivo ou efeito da mensagem na ação acima, por exemplo.

Mas propaganda é para vender. Uma causa, como a do boteco, ou um peixe. Não é para ser descolê e fazer publicitário comer mais menininhas. Criação pela criação é irresponsabilidade. Continue reading “Don Draper precisa vender mais suco”

Don Draper precisa vender mais suco