Pergunta de final de semana: Por que os kamikazes usavam capacetes?

Tem muita coisa que parece não ter lógica na vida. Nossa mente racional usa argumentos lógicos para direcionar nossas decisões, até mesmo em momentos onde a lógica não se aplica. Os kamikazes são um exemplo. Pilotos de aeronaves de guerra japoneses que decolavam para a morte, mas causando o máximo de estrago possível. Lançavam seus aviões contra bases militares ou outros alvos e morriam, obviamente, na operação. Por que usar capacetes então, se decolavam sabendo que não iriam pousar vivos? É uma questão lógica e racional.

Os capacetes sempre estiveram nos kamizazes para que eles melhor cumprissem a missão. Os capacetes poderiam dar uma segunda chance caso sua aeronave fosse atingida e algo batesse em suas cabeças. Com a proteção do capacete talvez ele pudesse resistir mais a danos físicos causados pelos inimigos e a missão tivesse mais chance de sucesso. Desta forma, o objetivo sempre foi o de manter o piloto vivo até que a missão fosse cumprida. “Ah, agora sim. Parece ter lógica.” Geralmente assim pensamos depois de saber de novos fatos.

O mundo do consumo e das decisões organizacionais está repleto de julgadores de kamikazes. Sem saber de todos os fatos, julgam pela superficialidade. Cuidado, pois hoje em dia mercados mudam rapidamente e a antiga startup pode ser a líder de amanhã. Não despreze ninguém e nada.

Desta forma, a pergunta de final de semana é: Por que os kamikazes usavam capacetes? Por que você está decidindo isso desta forma? Tem outra maneira de perceber o fato? Tem outra alternativa de decisão? Por que não?

Pense nisso! Da próxima vez que você estiver tomando decisões permita-se fazer novas perguntas para você mesmo. Talvez você descubra que está julgando o capacete dos kamikazes.

 

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fonte da imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=742889

Pergunta de final de semana: Por que os kamikazes usavam capacetes?

"Calça de moletom geralmente tem aquele bolso que cabe tudo, menos a tua dignidade."

O mundo é lugar para todos. Dos tipos mais normais (dentro do nosso ponto de vista) até os mais estranhos. A diversidade é a tônica. E nunca foi tão defendida. Isso não quer dizer que todos terão seu espaço reservado. Tirando a política de cotas, a seleção é feita através de regras de mercado. O acaso sem dúvida ajuda aos que tem aquilo que chamamos de sorte. Porém o empurrão definitivo pode ser dado por alguém muito importante no processo: você mesmo. Do outro lado, as marcas tentam interpretar esse mundo dos consumidores através de segmentações.

O respeito aos gostos pessoais e a tal diversidade tornou-se uma obrigação do politicamente correto. Criticar em grande parte dos casos tornou-se censura. Alguns casos no humor, até então aquele ambiente sem amarras, provaram isso. O mundo mais correto, invariavelmente é o mundo mais chato. E o sucesso passa a ser um balizador do que é certo e errado. Se o sujeito tem sucesso é porque certamente está do lado correto do muro. Independente da porcaria que faz. Assim prosperam Luans Santannas e Paulas Fernandes em todos os meios.

Um dos consumidores mais típicos é o guiado pela gestão financeira. O sujeito tem a vida dividida em células da planilha Excel. E se o número no final da coluna não for azul, não serve. Anda de Corolla 1999 (ou com um Mediocrity 2011), isso quando não prefere um táxi. Já que segundo seu programa financeiro, os custos de automóvel são muito superiores ao do deslocamento por outros meios. Sua razão impera, não permitindo nenhuma extravagância (segundo sua visão peculiar de mundo). Ao final da vida estará rico, provavelmente utilizando aquela calça de moletom para comprar em um atacarejo no domingo. E quando tudo terminar, poderá tranquilamente descansar (claro, deve ter um plano de auxílio funerário, pois custa menos do que correr o risco de última hora). Em sua lápide poderá estar escrito: “Viveu sempre dentro dos limites.”

Uma antiga citação, relacionada a Steven Wright, falava que dirigia rápido demais para se preocupar com seu colesterol. Uma pisada no contrapé do raciocínio do sujeito acima. A vida precisa de maior flexibilidade. Obviamente a razão é importante nas decisões. Algumas marcas utilizam estratégias de branding fortemente alicerçadas nestes benefícios funcionais, tal qual o clássico vídeo da Toyota. Alguns são quase matemáticos na equação de valor.

No entanto, o mundo não termina aqui. Uma parcela significativa das pessoas são movidas por emoções e paixões. Muitas vezes tem dificuldade extrema em externar as razões de suas escolhas. Suas gavetas mentais das marcas estão tão cheias (mais do que o bolso do moletom) que a ordem das informações pode estar confusa. Além disso, muitas vezes os reais motivos de suas escolhas precisam estar encobertos. Ninguém dirá que trocou de automóvel para não ficar em desvantagem em relação ao seu sócio, ou concorrente. Os motivos mais íntimos são resguardados por escolhas dita racionais, como em Comprar um carro por ser confiável é o mesmo que casar com uma mulher porque ela não vai te trair.  Sem perder os sonhos. Sem perder a dignidade.

Felipe Schmitt-Fleischer

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"Calça de moletom geralmente tem aquele bolso que cabe tudo, menos a tua dignidade."