Elefantes, condutores e as mudanças que temos que fazer na vida.

Dica de gestão 133 de 300: Elefantes, condutores e as mudanças que temos que fazer na vida.

Recentemente chegou até a consultoria um caso interessante. Não vou detalhar a série de problemas e suas relações, mas o principal sintoma da “doença” instalada era que já haviam mais de 20 meses de queda consecutiva de vendas. A empresa estava na UTI, paralisada, tendo seus recursos consumidos a cada dia que passava. Eles queriam mudar, mas faltavam-lhes a fé que isso era possível. Certamente a situação causava muita dor na equipe de gestão e direção, e o medo de entrar em um processo de mudança de grande magnitude fazia com que esta dor ficasse insuportável. Muitas vezes, acontecem processos semelhantes com as pessoas. Elas levam a sua vida de forma tão mal pensada e até mesmo mal estruturada, que chegam a ancorar a sua felicidade, plenitude e realizações a eventos externos ou a outras pessoas. “Se ‘isso’ acontecesse eu seria feliz / me realizaria”, costumam dizer. Delegam parte ou toda a sua vida para condições que não possuem controle. Esta falta de sentido de realização, quando se eleva, faz com que a pessoa entre em uma crise, que pode ocasionar algo mais grave, como uma doença mental (transtornos de ansiedade, transtornos de humor (depressão), transtornos de comportamentos, entre outros tantos). Saibam que hoje estas doenças mentais são a principal causa de incapacitação de crianças, bem a frente de deficiências como a paralisia cerebral ou a síndrome de Down.

Tanto as empresas como as pessoas, adoecem por perderem o rumo de suas vidas. Se soubessem o resultado final desta jornada que os levou ao “muro” não teriam tomado tais decisões no passado. Muitas vezes, tentaram mudar suas vidas e rumos mas não alcançaram os resultados esperados. E isso fez com que novas iniciativas de mudança fossem sendo boicotadas pelos colegas de setor ou pela própria pessoa, que começou a perder a fé em si mesma e na mudança possível. Isso tudo forma uma crença que com a repetição das evidências (falta de resultado, por exemplo), começa a se tornar um paradigma, um sistema de “verdades” e de maneiras de entender as situações. E estes paradigmas, que são os óculos que enxergamos o mundo, começam a gerar frases como as abaixo, sendo ditas pelas pessoas, para explicar determinados comportamentos e falhas:

  • Isso já foi tentado antes
  • Esse seu gás não vai durar muito tempo. Você vai aprender como as coisas aqui funcionam”
  • Aqui as coisas só funcionam de um jeito. O jeito que sempre foi feito”
  • Para que inventar?

Estas crenças manifestadas em sábias frases de ‘observadores do status quo’, muitas vezes até se transformam em ditados populares, podem não estar erradas, mas para um propósito de mudança definitivo, é melhor que se conheça a fundo estes paradigmas que podem congelar qualquer passo em direção a uma nova maneira de se fazer e enxergar as coisas.

Já comentei no post “Sua vida está suspirando para você agora. O que ela está dizendo?”  sobre os elefantes e os condutores. Então, saibam que para aumentar as nossas chances de sucesso em qualquer movimento de mudança, nós temos que realizar 3 procedimentos simultâneos, sendo eles: Continue reading “Elefantes, condutores e as mudanças que temos que fazer na vida.”

Elefantes, condutores e as mudanças que temos que fazer na vida.