Na próxima vez que você pegar uma lata de Leite Moça na cozinha da sua casa, preste muita atenção, porque a camponesa suíça do século XIX que ilustra sua embalagem pode ter uma personalidade mais forte do que você imagina.
Todos estão acompanhando o grande sucesso nas redes sociais da personagem “Gina Indelicada” criada pelo estudante de publicidade Rick Lopes, que em menos de um mês conquistou quase dois milhões de seguidores.
A fórmula parece simples, pois parte de um produto que está presente na maioria das casas há muitos anos, com a mesma embalagem, com a imagem do rosto de uma moça simpaticamente familiar. E aí vem o toque de criatividade: a moça em questão não ganha vida através de um monólogo criado pelo departamento de marketing do fabricante, mas sim interage com o público em uma página do Facebook. Além disso, suas respostas são inteligentes, engraçadas e críticas.
Então, do dia para a noite a empresa ganhou uma visibilidade inédita e se viu colocada na situação de ter que administrar esta celebridade instantânea e não planejada que criou uma nova personalidade para a marca.
Personalidade em uma caixa de palitos
A personalidade de um produto é a sua associação com uma pessoa real e, no caso dos palitos Gina, essa associação é ainda mais evidente graças ao seu nome feminino e a garota na sua embalagem. É claro que cada consumidor emprestava uma personalidade peculiar a esta Gina, mas com certeza a maioria não imaginava que ela fosse indelicada e talvez resida aí boa parte do sucesso da personagem nas redes sociais.
Já o retorno para a empresa ainda é duvidoso, afinal palitos não são produtos diferenciáveis e nem agregam valor a quem usa, embora esta massiva visibilidade possa abrir portas para projetos de extensão de marca.
Os gestores da empresa de certa forma foram coagidos pela avassaladora popularidade da ação, pois qualquer medida restritiva seria encarada como antipática.
Aparentemente eles estão agindo com cautela pois, ao divulgarem que estão negociando com o estudante, evitaram o desgaste com este novo público ao mesmo tempo que não se comprometeram de forma definitiva com esta ação de futuro incerto.
Mas a Luiza continua no Canadá?
Manter-se em evidência muitas vezes é tão ou mais complicado do que atrair os holofotes. Na música existe a chamada “maldição do segundo disco”, na qual a maioria das bandas lança um trabalho desapontador após uma estreia brilhante. E isso se explica pelo fato de que o primeiro disco é o resultado de anos de composição e preparação, enquanto sua sequência é o resultado de um curto período sufocado pela divulgação do primeiro trabalho.
No caso da Gina Indelicada, o sucesso está no seu ineditismo e no frescor criativo das suas respostas. Resta saber se haverá fôlego para manter esta sequência.
Um indicativo de que este possa ser um fenômeno de curta duração foi a decisão equivocada do criador da personagem de revelar sua identidade e angariar tanta exposição para si mesmo.
Além de quebrar parte do encanto, acabou evidenciando que o seu maior talento foi o de criar a personagem, revelando suas fraquezas em administrá-la.
E este é mais um ponto a ser considerado pela empresa: ela não está sendo associada somente a um personagem que leva a sua marca, mas também ao seu criador com todas as suas idiossincrasias.
Danilo Gentili Entrevista Gina Indelicada
Agora resta acompanhar os desdobramentos deste case que já encerra uma grande lição. Afinal, se a embalagem com mais de 30 anos de uma marca anacrônica de palitos de dente foi submetida a uma exposição deste porte, ninguém mais tem o direito de pensar que pode ficar de fora das redes sociais.
Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing http://www.businesspress.com.br
Sempre acreditei que as novas ferramentas tecnológicas são potencializadores para ações que já praticávamos, como no caso das redes sociais que já existiam e que a tecnologia apenas tornou mais fácil a interação com mais pessoas em menos tempo.
Da mesma forma, um velho hábito adolescente de afixar imagens interessantes em um painel no seu quarto ganhou sua versão digital no Pinterest, a rede social de compartilhamento de imagens que foi lançada há dois anos e que, por sua simplicidade a princípio não chamou muito a atenção.
Porém já em agosto de 2011 foi eleito pela revista Time um dos 50 melhores sites do ano e em janeiro de 2012 atingiu 11 milhões de visitas por semana, superando Youtube, Linkedin, MySpace e Google+ . Como se não bastasse, segundo levantamento da empresa de pesquisas comScore, o Pinterest foi o site que mais rapidamente ultrapassou o índice de 10 milhões de visitantes únicos na história.
Aproximando pessoas e gerando negócios.
A ideia central do site é aproximar as pessoas através de da descoberta de gostos comuns transmitidos pelos elementos que elas afixam nos seus murais. E pode ser qualquer coisa que seja considerada digna de interesse, aí valendo critérios pessoais como curiosidade, originalidade, humor, etc.
Dentro desta dinâmica de criar murais de ilustrações, fotografias e dicas entre outros, o usuário padrão do Pinterest tem permanecido conectado em média 98 minutos por dia – ainda longe das 7 horas do Facebook, mas impressionante para um site tão recente.
Por suas características que favorecem a divulgação de elementos ligados à moda, decoração, culinária e sugestões de presentes, mais de 60% dos usuários são do sexo feminino.
Mais do que uma rede social, uma vitrine digital.
Sabendo-se que as mulheres concentram a maior parte da decisão de compra, é natural que esta segmentação seja atraente para quem está em busca de um novo canal de vendas. O próprio site favorece esta abordagem através da seção Gifts, um espaço onde a marca pode expor seus produtos divididos por faixas de preços. Basta o usuário clicar na imagem para ser direcionado para o site da empresa.
O leque de oportunidades de negócios que se abre é impressionante, uma vez que as pessoas passam a influenciar umas às outras, seja incluindo espontaneamente imagens dos seus produtos preferidos ou clicando nos artigos expostos pelas empresas nesta nova vitrine digital.
Como exemplos de marcas que já participam desta rede, podemos citar Nike, Virgin e Gap, além de lojas de departamento, personalidades do mundo da moda e órgãos de imprensa.
Em resumo, há fortes indícios de que o Pinterest seja o próximo grande sucesso das redes sociais, pois quando a tecnologia aproxima o lazer do consumo, o resultado tende a ser bastante lucrativo. Para os que souberem aproveitar, é claro.
Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing http://www.businesspress.com.br
O poder das mídias sociais é inquestionável. Na Rússia, passeatas organizadas pela internet uniram segmentos da população na ânsia pela democracia e desconfiança de fraude nas eleições daquele País. Em países mulçumanos do Oriente Médio e norte da África, revoltas da população jovem são organizadas através das redes sociais, liderarando fortes movimentos que abalaram governos na Tunísia, Argélia, Marrocos, Líbia, Egito, Iraque, Irã, Jordânia e Iemen. Fatos que tornaram-se rotina nos noticiários internacionais e nos impressionaram muito. Mas se as redes sociais são ferramentas de comunicação tão poderosas assim, que reúnem milhares de pessoas em prol de uma causa e derrubam até governos, o que elas podem fazer pelo seu negócio? Será que não é um caminho perigoso para marcas, produtos e empresas?
A construtora Camargo Corrêa, em março do ano passado, descobriu o quanto as redes sociais poderiam ser úteis em meio a uma situação muito delicada, mas também parte do seu negócio. Dezoito mil colaboradores que trabalhavam na hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, tiveram que ser deslocados para suas cidades de origem. A construtora utilizou as redes sociais para descobrir quem precisava de ajuda, já que muitos dos trabalhadores usavam o celular para colocar informações no Twitter, em blogs e jornais de Porto Velho(RO). Neste caso as mídias sociais trouxeram velocidade na comunicação para a organização.
Em outra situação, uma consumidora de Belém do Pará, fã da fragrância One, do Boticário, inconformada com o fim do produto, criou uma comunidade no Orkut com o nome de “Órfãs do One of Us”. Rapidamente reuniu 400 pessoas identificadas com a causa, foi quando a Boticário entrou em contato com ela para explicar as razões da saída do produto de linha e sugerir outro da mesma linha olfativa. A consumidora ficou muito satisfeita com a atenção e postou a resposta do Boticário na comunidade, elogiando a iniciativa da marca e ao mesmo tempo informando às 400 orfãs do produto, informações diretamente ligadas a causa que as uniu. Um marketing direto feito de forma indireta.
Estas histórias já não são novidades. O maior desafio é como organizar e gerenciar este fluxo. Fatos que influenciam diariamente no modelo de gestão da comunicação corporativa, para as empresas que tem uma, ou que pelo menos se preocupam com ela. A expressão Comunicação Corporativa parece ser um nome muito sisudo e careta que remete às grandes corporações, mas está enganado quem pensa assim. Quanto melhor for a sua política de comunicação corporativa, melhor e mais claro serão seus objetivos e consequentemente facilitarão no desenvolvimento de uma estratégia para oportunizar as redes sociais. Diga-me quais são os valores da sua marca, que eu te direi quem ela é. E nas redes sociais as pessoas dizem mesmo sem papas na língua. O filósofo Mario Sérgio Cortella deixa esta questão de valores éticos e morais muito bem clara nesta entrevista ao Jô Soares e que achei interessante para a contextualização deste post..
Os valores éticos e morais de uma empresa sejam eles quais forem, dentro do seu segmento de mercado, determinam que linguagem ela deverá adotar para se comunicar com os seus públicos e identificá-los na rede. Se não há esta definição corporativa de valores, difícil estabelecer um posicionamento. E é o que normalmente acontece, como já alertou o pensador Felipe Schmitt-Fleischer em seu post: “Não queremos fazer negócio com você. Por favor não insista.” As marcas ficam sem identidade própria porque enxergam a possibilidade irreal de agradar todo mundo. Ninguém agrada todo mundo e essa é a principal lição das redes sociais. Até porque a unanimidade é burra. Encontre seu público ou faça-o encontrá-lo e converse com ele, de preferência escutando mais do que somente falando, como acontece naturalmente com empresas que não sabem o valor da comunicação.
Se você quer saber o que as redes sociais podem fazer pelo seu negócio é preciso primeiro um posicionamento bem claro de valores para saber lidar com seus diversos públicos, principalmente no meio de milhões de usuários dos sites de relacionamento.
A Heineken, para agradecer os seus 1.021.969 de fãs brasileiros no Facebook, criou uma campanha interativa com as mídias sociais, postou o vídeo abaixo no YouTube com a proposta de encher um balão para cada like que o vídeo tivesse. Foram criados vídeos personalizados personalizados para alguns usuários que interagiram com a marca nas redes sociais. Durante todo o dia da campanha, o apresentador encheu balões e interagiu com alguns dos mais criativos fãs da marca. Uma prova do poder das redes sociais em falar diretamente com o público da sua marca. O que no caso da Heineken ultrapassa 1 milhão de pessoas. Veja todos os vídeos no canal: youtube.com/UmLikeUmBalao.
Para uma grande corporação, que tem na base a importância da comunicação corporativa, há somente uma mudança, e é na maneira como se relacionam com seus diversos públicos, percebendo que a informação estratégica para o negócio pode estar no fluxo contínuo de comentários, idéias, preferências e hábitos que circulam sem parar nas redes sociais. Já para empreendimentos em níveis menores, o que inclui-se aqui também indústrias de médio porte, que muitas vezes só usam o setor de marketing para atender às escalas de venda e planejamentos de mídia, começar pela criação de uma base de valores para a comunicação corporativa, torna-se uma obrigação para dar o passo seguinte.
A marca de pilhas Energizer, em meio a uma época em que sim ainda precisamos de pilhas, no apoio a um projeto social liderado por uma ONG das Filipinas, a Manikako, que ensina crianças a criarem seus próprios bonecos e bonecas através de roupa velhas e materiais recicláveis, criou um lindo comercial para divulgar o trabalho, expor seus valores e vender seu produto. O filme não é um fenômeno de popularidade nas redes sociais, mas posiciona muito bem a marca.
Conforme levantamento do Ibope Nielsen Online, de agosto de 2011, 39,3 milhões de brasileiros participam de redes sociais, fóruns, blogs, microblogs e outros sites de relacionamento, equivalente a 87% dos internautas do País, que confirmam fazer parte de mais de uma comunidade online. O Facebook lidera com 30,9 milhões de usuários, já a frente do Orkut com 10 milhões de usuários a menos. O Twitter chegou a 14,2 milhões. Imagine estes números multiplicados pela quantidade média de mensagens enviadas por cada usuário da rede. Monitorar as informações no meio desse universo que irão contribuir para o seu negócio é o grande desafio . E a única forma de fazer isso é investindo em comunicação corporativa. E não digo somente em valores, mas em estrutura, tempo e estudo. Um bom profissional de relações públicas atualizado no tema já é um grande começo. A área de comunicação corporativa ganha muita importância tornando-se na inteligência do negócio. Invista nela e saiba o que as redes sociais da sua marca podem fazer pelo seu negócio.
Ary Filgueiras
Jornalista/MBA em Marketing
aryfilgueiras.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing http://www.businesspress.com.br
Outro dia discutia com um colega a proporção que os chamados grupos de compra tomaram na internet. De certa forma, refletem um novo comportamento, uma nova atitude que vai além dos hábitos de consumo e que é identificado principalmente nos jovens.
O sentimento de coletivo toma proporções até hoje não tomadas, muito em razão do advento da internet (principalmente das redes sociais) e das próprias transformações que o país e o mundo sofreram nos últimos anos.
Os “sonhos” que antes representavam desejos individuais, hoje nos mostram a vontade de uma grande massa que além de conectada, está gradativamente passando para um outro nível de consciência.
Pontes conectam espaços, já os sonhos, vidas. Separei um vídeo muito interessante que detalha mais esse assunto e no qual se retrata o perfil do jovem brasileiro nos dias de hoje, bem como suas expetativas em relação a trabalho, vida social e o próprio futuro do Brasil.
São cerca de oito minutos que valem apena.
Espero que assistam e curtam.
Obrigado pela audiência. Tenham todos uma ótima semana!
Foi-se o tempo em que o feedback dos consumidores era feito através de fichas depositadas em uma urna disponível na recepção da empresa ou loja, aquela com a plaquinha onde estava escrito “SUGESTÕES”. Lembra?
O “fale conosco” e o SAC ainda são meios de comunicação utilizados pelos clientes para expressarem seus anseios positivos ou negativos em relação à marca. Mas nada melhor do que verificar a insatisfação ou admiração de um cliente, onde ele se sente “à vontade” para recomendar uma marca ou expressar a sua insatisfação: nas redes sociais.
É o famoso “XINGAR MUITO NO TWITTER”
E justamente dele que temos um vídeo hoje. O palestrante é um dos fundadores do micro blog e ele explica como os usuários ajudam a criar a ferramenta e desenvolver novos recursos.
Este tipo de lição deveria ser aprendido em toda empresa. Muitos já estão fazendo algo parecido, como a Fiat, por exemplo, com a criação em conjunta com os consumidores do Fiat Mio. E a Gafisa, que recentemente lançou um projeto para construir um prédio colaborativo, mas muito mais do que isso, as pessoas precisam aprender a ouvir para evoluir.
Saber o que agrada ou não os clientes pode ser essencial. Vi um vídeo em que Melinda Gates fala que um dos aspectos que faz a Coca-Cola ser essa Coca-Cola toda é o feedback instantâneo. Eles ouvem o cliente, aplicam isso à marca e colocam no mercado. Ouvem o cliente sobre a mudança, aplicam as melhorias à marca e colocam no mercado. E esse ciclo segue sempre, se renovando e evoluindo a cada feedback e a cada teste.
Podemos pegar uma única rede social para exemplificar a facilidade nos proporcionam atualmente: por exemplo, o Twitter.
Hoje no twitter, é possível encontrar “@Qualquer coisa da DEPRE”, onde os consumidores podem fazer qualquer reclamação da empresa ou lugar, o quer que seja, em tom de piada. São perfis que costumam ser muito populares. Vamos tentar imaginar o perfil de um restaurante, por exemplo.
Foi criado um perfil @RestauranteDepre, as pessoas começam a seguir e enviar sugestões como:
“Você espera ansioso durante toda semana para ir ao Restaurante, a comida está fria.”
“Faz meia hora que você está comendo, nenhum garçom parou na sua mesa para oferecer bebidas.”
Podemos pensar inclusive que esse tipo de perfil é criado pelo próprio dono do Restaurante para monitorar as reclamações. Mesmos se a iniciativa não for do empreendedor, ele pode seguir este perfil e assim descobrir como o estabelecimento está tendo problemas com a comida, que os funcionários não estão sendo eficientes, ou não há um número de garçons suficiente para atender a todos. É possível fazer uma análise do serviço a partir dessas “falas dos consumidores” e corrigir os erros, para que ao menos este tipo de reclamação não ocorra mais.
Basta fazer uma busca no twitter e descobrir que o “mundo DEPRE” existe e perceber o lado positivo disso tudo e crescer com a contribuição e as ideias dos consumidores.
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Vera Muller (pensadora mercadológica)
com Juliana Cappelatti (inteligência coletiva da Marketing Viewer)
Mais uma vez, trazemos a vocês um vídeo do TED.com. Desta vez, um pouquinho diferente, da Gel Conference, que aconteceu em Nova York no início deste ano.
Ao iniciar sua fala sobre uma nova plataforma de compartilhamento social, o Twirlr, o palestrante pede que os celulares e todos outros dispositivos sejam desligados, para que nenhuma informação seja compartilhada até o fim da apresentação, mas é subtamente interrompido por um homem da platéia que se recusa a fazê-lo.
Claro que tudo isso era uma brincadeira. O “Twirlr” não existe e a ação foi programada pela “Improv Everywhere”, que costuma fazer alguns flash mobs por aí. A música fala sobre a necessidade que as pessoas estão começando a ter de estarem conectadas o tempo todo, através de todas as redes sociais, compartilhando conteúdo o tempo todo. Sobra até alguns segundos para fazer piada com o “já falecido” MySpace (Que o seu perfil descanse em paz!).
Mas a partir desta visão trazida pela música, podemos enxergar a importância que isso tem para nós. Ao mesmo tempo em que podemos produzir um conteúdo “inútil”, como dizer o que está comendo no café da manhã, estar conectado e compartilhar informações se tornou essencial. Se você é um usuário ativo do Twitter, aposto que já se pegou pensando “preciso colocar isso no twitter” ao se deparar com alguma situação no seu dia-a-dia, ou mesmo elaborando alguma sentença de 140 caracteres para twittar quando chegasse em casa.
O fato é que essa conexão nos permite disponibilizar o nosso conteúdo para o mundo em tempo real. SIM! PARA O MUNDO. Hoje em dia, pessoas comuns como eu e você podemos estar, de certa forma, “competindo” com a CNN Internacional, por exemplo. A mídia tradicional nem sempre tem a mesma velocidade para compartilhar a informação como nós, “meros mortais”.
Pensando rapidamente, podemos lembrar (se você for tão conectado quanto eu) 3 exemplos do que eu acabei de falar:
1) Temos o paquistanês Sohaib Athar, conhecido no Twitter por @ReallyVirtual, que narrou, em tempo real, a operação americana que matou Osama Bin Laden, mesmo sem saber, como mostra o blog do Estadão:
“Na madrugada da segunda-feira, 2, Sohaib Athar escreveu em seu Twitter que uma forte explosão havia sacudido as janelas de sua casa, na cidade paquistanesa de Abbottabad, e afirmou que esperava que o estrondo não fosse “o começo de algo degradável”. Pouca horas mais tarde, ele publicou outro tweet: “Uh oh, agora sou o cara que transmitiu ao vivo o ataque contra Osama, sem saber disso.”
2) A primeira foto do acidente com o avião que pousou no Rio Hudson, em 2009, postada por um cidadão que trabalhava em um dos prédios ali perto, antes que qualquer veículo das mídias “oficiais” pudesse chegar ao local.
3) E o lançamento do ônibus espacial Endeavour, em abril deste ano, em que a vista dos passageiros de um avião que ia de Nova Jersey para a Flórida, capturada por Stefanie Gordon, se espalhou pelo mundo inteiro através do Twitter.
Isso tudo sem nem comentar sobre todas as notícias que chegam a nós primeiramente pelos trending topics do twitter!
Mas voltando um pouco ao vídeo, todas essas opções de compartilhamento são comentadas e, uma delas, simulada ao final do vídeo, em que as pessoas recebem o conteúdo e podem se mobilizar a partir disso como, no exemplo mostrado, ir até a Gel Conference para se unir aos “cantores” que se recusam a ficarem desconectados!
Vera Muller (pensadora mercadológica)
com Juliana Cappelatti (inteligência coletiva da Marketing Viewer)
O longa do diretor David Fincher, “A Rede Social”, que estreou no Brasil no final do ano passado, com revelações sobre os bastidores da criação do Facebook, pode ser o marco de decadência da geração Y, aqueles jovens que nasceram entre as décadas de 1980 e 2000 e que hoje teriam entre 11 e 31 anos de idade.
O filme expõe os dramas desta geração através do seu maior ícone da atualidade: Mark Zuckerberg, 26 anos, um jovem inserido no ambiente hostil, segregador, seletivo e fértil ao bullyng, mas normalmente característico nas relações entre os jovens desta idade no período da escola e faculdade. Só que não tão competitivo e tão cedo quanto agora.
Zuckerberg, interpretado pelo ator Jesse Eisenberg, é retratado como um jovem sem escrúpulos, que trai os colegas em sua jornada para tornar o Facebook a maior rede social do mundo. E ele consegue. Hoje o Facebook alcançou a marca de mais de 500 milhões de usuários no planeta, que trocam um bilhão de informações por dia, quase 42 milhões por hora, compartilhando imagens, links, conversas e conteúdos. Seu valor de mercado é estimado em US$ 35 bilhões de dólares.
Ironicamente este fenômeno de rede social fora criado por alguém que tinha seríssimos problemas de relacionamento. E é neste ponto que encontra-se a decadência desta geração, marcada por relações instantâneas, descartáveis, rasas, de curto prazo e de padrões éticos contestáveis. Some-se a isto o curto tempo de vida útil profissional da geração Y, demarcado por ela mesma em seu perfil nas relações de trabalho, aliado a crescente expectativa de vida da população.
Vou explicar melhor. Imagine que um jovem de 35 anos já poderia ser considerado velho pelo mercado. A crise profissional dos 40 que acometia a geração X, bate a porta da geração Y aos 35. Imagine este profissional fora do mercado de trabalho nesta idade com a expectativa de vida em mais 38 anos? O que ele irá fazer durante este tempo? Certamente a maioria deles não teve a sorte e nem a genialidade de Zuckerberg para acumular uma fortuna que daria conta deste tempo e do de muitas gerações de sua família.
O certo é que ainda estamos no campo da imaginação do que pode acontecer com esta geração, mas as constatações atuais apontam para um futuro incerto, que deve configurar-se, nas melhores das expectativas no crescimento do empreendedorismo, e nas piores, numa bolha social de desempregados.
O maior desafio desta nova geração é o entendimento de que apesar da velocidade tecnológica ter ultrapassado a barreira do som e da luz, influenciando no seu comportamento diante da vida, das relações, dos resultados, a velocidade fisiológica do homem não consegue acompanhá-la, pelo menos por enquanto. E assim como surgiu esta nova geração Y, logo também ela estará velha, dando vez a geração Z.
QUAL A SUA PREVISÃO PARA OS 38 ANOS RESTANTES DE VIDA DA GERAÇÃO Y? DÊ SUA OPINIÃO AQUI NO POST.
A necessidade de nomear as gerações tem como objetivo distinguir comportamentos caracterizados por indivíduos de épocas diferentes. Até há pouco tempo atrás, quando nos referíamos a crianças, adolescentes ou pessoas de meia ou terceira idade acabávamos generalizando comportamento e características, independente da época em que viveram.
Hoje é inaceitável imaginar o comportamento de um adolescente, independente da época que tenha vivido. Assim, fica fácil entender que um adolescente do Século XIX, com certeza terá características diferentes de um adolescente do início do Século XX, ou dos anos 50, 60 ou 90.
Dessa forma, se optou por chamar as gerações (independente de sua idade, já que as gerações envelhecem) por nomes específicos. Sim, elas envelhecem.
Bem, para quem ainda não tem muitas informações sobre o tema, considerado fundamental para o estabelecimento das próximas estratégias de mercado, planos de comunicação e planejamentos estratégicos de marketing, as principais classificações das gerações são:
Geração X
A primeira denominação moderna foi a que se denominou Geração X. Esta geração é composta dos filhos dos Baby Boomers da Segunda Guerra Mundial. (Baby Boomer é uma definição genérica para crianças nascidas durante uma explosão populacional – Baby Boom em inglês, ou, em uma tradução livre, Explosão de Bebês. Dessa forma, quando definimos uma geração como Baby Boomer é necessário definir a qual Baby Boom estamos nos referindo).
Os integrantes da Geração X têm sua data de nascimento, localizada, aproximadamente, entre os anos 1960 e 1980.
Geração Y
A Segunda geração foi a denominada Geração Y, também chamada de Geração Next ou Milênio.
Apesar de não haver um consenso a respeito do período desta geração, a maioria da literatura se refere à Geração Y como as pessoas nascida entre os anos 1980 e 2000. São, por isso, muitos deles, filhos da geração X e netos da Geração Baby Boomers.
Geração Z
Formada por indivíduos constantemente conectados através de dispositivos portáteis e, preocupados com o meio ambiente, a Geração Z não tem uma data definida. Pode ser integrante ou parte da Geração Y, já que a maioria dos autores posiciona o nascimento das pessoas da Geração Z entre 1990 e 2009.
Geração XY
Ainda não muito bem definida, a Geração XY é uma maneira de classificar indivíduos da Geração Y que buscam reconhecimento da forma que a Geração X fazia.
Geração Alfa (ou Alpha Generation)
Ainda sem características precisas definidas, a não ser que nascerão em um mundo conectado em rede, a próxima geração, de nascidos a partir de 2010, já tem nome: Geração Alfa. Poderão ser filhos, tanto da geração Y, como da Geração Z.
Outras definições:
São consideradas ainda, classificação de Gerações:
After Eighty: Geração de Chineses nascidos depois de 1980 (equivalente à Geração Y para os ocidentais)
Beat Generation: Geração de norte-americanos nascidos entre as duas Guerras Mundiais
Lost Generation (Geração Perdida): Expatriados que rumaram para Paris depois da Primeira Guerra Mundial.
QUEM SÃO OS VELHINHOS DA GERAÇÃO Y?
No ano de 2000 o Brasil alcançou o marco de 14,5 milhões de pessoas com idade acima dos 60 anos. Entre elas, 1,8 milhão tinha 80 ou mais. Em 2010 este numero bateu a casa dos 20 milhões, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O órgão aponta também para um crescimento ainda maior nos próximos anos, principalmente na população mais idosa. Sua participação entre os brasileiros passou de 0,9% para 1,6%, entre 1992 e 2009. Nesse período, a população com mais de 60 anos, que respondia por 7,9%, passou a 11,4%.
Dados recentes do IBGE mostram que a expectativa de vida do brasileiro passou de 70 anos em 1999 para 73,1 anos em 2009. Entre as mulheres, saltou de 73,9 para 77 anos. E entre os homens passou de 66,3 para 69,4 anos.
O ano de 2030, quando a geração Y terá fisiologicamente 50 anos, é apontado como o pico no crescimento populacional do Brasil, e marca também o início de queda da População com Idade Ativa (PIA) – aqueles com 15 anos e mais devem começar a cair a partir daquele ano.
Já a participação do grupo jovem (de 15 a 29 anos), que atingiu seu pico em 2000, já entrou em queda desde o ano passado. O fôlego ainda vai perdurar graças à participação relativa da PIA adulta (população de 30 a 44 anos).
As projeções mostram que esse grupo deve permanecer estável até 2040, quando a geração Y terá 60 anos e não mais nesse perfil, mas com acréscimo em valores absolutos.
O novo perfil populacional já começa a provocar mudanças no mercado de trabalho. Os novos empregos, por exemplo, indicam especialistas, deverão se concentrar nas pessoas com mais de 45 anos – faixa etária que deverá ser responsável por cerca de 56,3% da futura População em Idade Ativa a partir de 2030. Ponto para a geração Z.
Além das questões decorrentes de mudanças no trabalho, duas outras frentes, relacionadas à primeira, merecem cuidados urgentes. Uma delas trata das pressões no sistema previdenciário, que levam à necessidade de manter o trabalhador ocupado pelo maior número de anos possível. Esse novo cenário, exige desde a diminuição no preconceito com relação a trabalhadores mais velhos até capacitação para que acompanhem as inovações no mercado. Mais um ponto para a geração Z, detentora desta média de idade neste período.
São desafios também para a saúde e a previdência, pois quanto mais velha a população, mais diminui sua capacidade de gerar renda e a sua autonomia para atividades cotidianas. Isto aqui em 2030, 2040 estamos falando da geração Y, que ironicamente não pensou assim com relação a geração X.
A população está ganhando anos de vida, porém com taxas mais altas de hipertensão, de diabetes, doenças crônicas, além das demências. Se não for cuidada, a tendência é que caminhem para a incapacitação. Vamos aguardar até lá para ver este quadro.
Dentro de 20 anos, o Brasil deixará de ser um país que sempre viu sua população crescer para começar um inédito processo de “encolhimento”. Tudo indica que em 2030 haverá o pico populacional brasileiro, com 206,8 milhões de pessoas. Depois disso, virá o declínio, segundo os estudos.
Em 2040, o país já terá perdido 2,1 milhões de habitantes, entrando num cenário novo. Atualmente, o Brasil tem 185 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As projeções acima foram feitas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e integram uma análise a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 2009, do IBGE. A tendência de queda na população já fora observada desde 1970. O que se vê, agora, é que o encolhimento e o envelhecimento do país estão muito próximos.
Então, se você é da geração Y, você está velho. Pense nisso.
Standby, na pista, na vitrine, “procurando” por procurar ou “procurando” para encontrar. Essas poderiam ser novas opções de status para redes sociais, mas vão além disso. De certa forma, ajudam a descrever um pouco do comportamento de um público que nunca esteve tão ativo economicamente como nos dias de hoje.
Os solteiros brasileiros movimentam R$ 418,7 bilhões por ano, segundo pesquisa do Data Popular. Podemos classificá-los em dois grandes grupos: jovens e de terceira idade.
Deste total, jovens emergentes possuem mais da metade de participação (56%). São eles, cujos pais cresceram ao som de Elvis, Beatles e Rolling Stones, da Jovem Guarda de Roberto e Erasmo, da Tropicália de Caetano e Gil , que curtiram o Woodstock, os embalos de sábado à noite e os tempos da brilhantina. Os “brotinhos” deram espaço a uma geração que cresceu falando ao celular e se comunicando através do “internetês” . Tendo o mundo a um click de distância.
São jovens que de “bonzinhos” não têm nada. Aliás, de modo geral , ser bom é ser legal. Já ser “bonzinho”, é péssimo. Ou seja, significa aceitar tudo, não defender seu espaço, não ter objetivos e acima de tudo, não ter a atitude de transformar. Velozes, conectados, produtivos e enigmáticos são adjetivos mais adequados para descrevê-los.
Estamos falando de mulheres que ingressam no mercado de trabalho e adiam os planos de ter uma família para se firmar profissionalmente, jovens que se separam dos pais para morar perto da universidade, descasados e solteiros que descartam, mesmo que provisioriamente a vida a dois. Possuem um perfil de consumo bem particular. Costumam morar em apartamento, comer comida congelada, utilizam micro-ondas, investem em diversão e entretenimento. Gostam de viajar, seja com familiares ou amigos, mas dificilmente sós.
Do ponto de vista de mercado, observa-se que alguns segmentos estão mais atentos para com esse público. O setor de vestuário, beleza e serviços pessoais têm se preocupado em fidelizar estes clientes. Quanto ao setor de alimentos, apesar de apresentar alguns produtos mais direcionados, ainda sim é mais comedido. Existe até um dia dedicado aos solteiros no calendário de varejo, o 15 de agosto. Apenas não é explorado.
De qualquer forma, podemos dizer que é um target que merece atenção.
Como mesmo dizem:
“solteiro sim, acompanhado às vezes, “on-line” sempre. O que não vale é ser “bonzinho”, pois se não, fica sozinho.”
Nota do Publisher do Blog: Este é o primeiro texto de nosso novo Pensador Mercadológico. Alessandro Garcia é criativo na REDE106, agência do Grupo ABC, em São Paulo. Escritor e colunista de cultura no GloboOnline, é autor de “A sordidez das pequenas coisas” (Não Editora, 2010). Escreve em alessandrogarcia.com
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A gritaria é mesmo tão alta assim?
Você já viu isto: uma grife de bolsas e sapatos lança uma coleção de nome “Pelemania”, baseada em peles exóticas de animais, como raposas e coelhos. Logo se torna alvo de críticas ferrenhas no Facebook e Twitter, que questionam uma suposta postura ecológicamente incorreta por parte da empresa.
A marca não comprou a briga e rapidamente retirou a coleção. Não discutiu se quem criticava era público-alvo, ecologistas com conhecimento de causa, eco-chatos doidos por uma diatribe ou somente um bando interessado numa gritaria e em emplacar mais uma hashtag no Twitter. Enviou um comunicado oficial morno e pronto.
Este episódio aconteceu em abril de 2011. A empresa vai muito bem, obrigado. E é claro que todos sabem a que marca me refiro. Porque ela não desapareceu, controlou sua crise, embora possa ter levantado a questão: a retirada dos produtos era a atitude correta a ser tomada? É um questionamento que pode dar início a uma discussão gigantesca – principalmente por envolver aspectos tão frágeis e, contraditoriamente, sobre os quais todo mundo tem um opinião para dar: o politicamente correto e o ecologicamente sustentável, questões que são o calcanhar de Aquiles de milhares de empresa – mas que também encerra duas verdades incontestáveis:
1) A noção de que as empresas estão nuas e expostas diante do mercado e da sociedade é cada vez mais clara;
2) Ter uma resposta clara e rápida a uma possível crise é essencial. Mas ela deve ser cerceada pelas manifestações nas redes sociais?
Não precisamos ir muito longe para lembrar que a marca GAP enfrentou algo parecido nos Estados Unidos, quando sua nova identidade visual foi rechaçada. Não obstante o fato do seu novo projeto de marca ter sido um movimento equivocado, ela rapidamente capitulou aos protestos na internet e voltou atrás em sua decisão. E quantos eram gritando?
É fundamental estar atento ao que falam sobre sua marca na internet, isto ninguém discute. Mas não está havendo uma subserviência excessiva e automática ao menor grito de “fogo”? O incêndio é real ou só trote de um bando de moleques ligando para os bombeiros por diversão? A impressão que fica é que estratégias, planejamento de marca, ações, objetivos de longo prazo estão sendo jogados por terra à menor possibilidade de alguém “não ir com sua cara na internet”. Parece haver um sentimento exacerbado de intimidade e condescendência por tudo o que os “internautas” (típico termo usado por aqueles que continuam a considerar os usuários de internet – todos nós – um target à parte) estão manifestando, um medo de não agradar que acaba mudando rumos previamente estipulados e alterando de forma indelével a rota – e a imagem – de marcas.
Afinal, foi mesmo a grã-fina dos Jardins que protestou perante o uso de pele de raposas na coleção daquela marca a que nos referimos? Ou o moleque blogueiro com uma horda de followers, louco por um bom rebuliço?
Longe de mim desconsiderar a importância que as manifestações nas redes sociais exercem. Para o bem ou para o mal, elas são uma realidade, tornando cada vez mais factível inclusive a realização de causas de interesse público A discussão sobre o Metrô em Higienópolis, aqui em São Paulo, é um exemplo disto. O “Churrasco da Gente Diferenciada” surgiu com cara de galhofa, mas mobilizou uma discussão justa e realmente relevante.
Transparência, reciprocidade de comunicação, agilidade. Estão aí fundamentos maravilhosos possibilitados pelas redes sociais. O grande risco é quando se passa a gerenciar marcas levado pela ventania que sopra dos brados emitidos neste não-lugar por vezes assustador. Não se pode contentar a todos – o resultado de uma tentativa destas é uma marca cada vez mais desprovida de personalidade, imatura em sua comunicação e tão ansiosa para agradar como uma menina no seu primeiro dia na faculdade. “A obediência cega e servil é burra”, já afirmou Jaime Troiano no artigo As marcas diante das redes sociais.
A Teoria das Multidões é um princípio que deve ser levado em conta ao analisar manifestações virulentas na internet perante as marcas. O comportamento humano se modifica quando na companhia de um bando, em uma impulsão mútua numa direção que, em questão de minutos, amplifica uma voz uníssona (ainda mais se os componentes desta “voz” são quase anônimos, escondidos por trás de obscuros profiles), mas já não mais necessariamente movida pelo bom senso. Todos se deixam levar pela massa que comanda – e aí não importa se a massa já não pensa mais. Assim como a imprensa, fica cada vez mais claro que as redes sociais também são necessitadas de uma “agenda da mídia”: quem é a ovelha da vez pronta para ser dilacerada? Pode ser uma celebridade instantânea, um cantor sertanejo, um capítulo de novela. Ei, que tal aquela marca?
As redes sociais estão no jogo como mais uma ferramenta a auxiliar estudos de percepção de marcas, campanhas e ações. Um adendo rico a uma sólida estratégia de planejamento (isto quando uma ação nas redes sociais não for a estratégia em si, mas isto é outra história), devidamente interpretada por perspicazes planners e gestores na concepção de produtos e serviços. E quem confia na criatividade, solidez e pertinência do seu trabalho sabe diferenciar muito bem: afinal, é seu público que está gritando ou só uma horda de bárbaros sedenta por sangue?