Tem gente que no aperto se encolhe.

De vendedores / representantes comerciais a donos de empresa. De gerentes a esposas / maridos de lares classe média ou alta no Brasil. Uma grande parte das pessoas vincula a sua felicidade a sua situação financeira. Seja na esfera pessoal ou profissional, não alcançar um objetivo não significa que você deva ficar infeliz o resto da estação. Mantras pronunciados aos quatro ventos reforçam estas posições, tais como: “Casamento sem dinheiro não prospera”; “Riqueza não traz felicidade mas sustenta”; “Se eu tivesse dinheiro eu seria muito feliz”; “Dinheiro faz dinheiro e quem não tem não consegue nada”, e por ai vai, coisas do tipo e variações destas. Se felicidade estivesse vinculado com dinheiro seriamos um mundo de infelizes, pois a maior parte da população do planeta ainda luta diariamente para ter o suficiente para sobreviver. A tão comentada classe C brasileira, que emergiu para se tornar maioria entre as demais classes, ainda é extremamente pobre pelas classificações utilizadas (como o Critério Brasil, entre outros). Mas o ponto central deste post deriva deste. Por que algumas pessoas se encolhem quando estão em dificuldade? Por que estas pessoas ficam extremamente mal humoradas? Por que estas pessoas querem te levar junto para o lugar sombrio que estão e não aceitam que você pode ser feliz mesmo com contextos não-favoráveis? Por que estas pessoas vinculam a sua própria felicidade com sua situação financeira do momento?

Conheci empresários e vendedores que ganharam em média R$ 40.000,00 por mês neste ano mas estão muito insatisfeitos e infelizes, pois sua meta era ganhar R$ 55.000,00 por mês. A mesma infelicidade é vista em profissionais que ganharam R$ 4.000,00 por mês e naqueles que ganharam um salário mínimo. Digamos que você ganhou R$ 4.000,00 por mês durante 2011, durante o ano inteiro aproveitou de restaurantes, lojas, passeios, enfim, nada tão extravagante mas fez algumas coisas e agora, não consegue sair de férias pois não recebeu um bônus programado que estava atrelado as suas metas. Sim, é triste. Você contava com isso para suas férias. Agora terá que ficar em casa. E com isso você fica muito triste, a ponto de querer dormir o dia inteiro e esperar o próximo ano passar rapidinho para chegar as férias novamente. Será que é preciso isso tudo? Triste mesmo é este comportamento fraco e deprimido. Triste mesmo é não se responsabilizar pela sua situação e por que você não fez o que tinha que ser feito para ter alcançado suas metas. Quando você não se responsabiliza, você lamenta. Você culpa alguém ou a alguma coisa. Mas nunca se permite parar e avaliar o que deixou de fazer e por que não teve resultados melhores. A situação apertou, e tu te encolheu.

Eu no lugar de qualquer pessoa assim já assumo outra postura. Pensaria da seguinte maneira:

– Sou 100% responsável pelos meus resultados, bons ou ruins, sem exceção e culpados;

– Prefiro me motivar para o lugar que estou indo do que lamentar as coisas que deixei de alcançar (é uma visão que muda muitas coisas);

– O resultado que obtive foi o que meus atos, pensamentos, comportamentos e decisões (ou falta delas) me proporcionaram de retorno;

– Os mercados são formados por picos e vales. As vezes o mercado sobe e nos leva para cima. As vezes ele cai e nos empurra para baixo. Isso faz parte do ciclo natural das coisas. Devemos ficar atentos sim a evolução das coisas e brigar por melhores resultados sempre, mas não adianta se emburrar e fazer beicinho se o mercado está em sua época de vale (queda);

– Como moro em Porto Alegre faria o seguinte nesta situação acima (o mesmo vale para a sua cidade, apenas pense em como adaptar): aproveitaria tudo o que a cidade oferece em uma época de poucas pessoas (pois todos estão se esmagando nas areias da praia). Coisas como, fazer uma lista de restaurantes novos e ir conhecer, locais turísticos novos e não-conhecidos (como o Catamarã, o ônibus de turismo de POA, as obras de arte espalhadas pela cidade pelos movimentos culturais da época, happy hour frequentes pela cidade, leria um bom livro tomando o meu drinque preferido, faria churrascos todo o final de semana, caminharia todo o dia no final de tarde no parque da cidade, iria ao cinema e ao teatro, faria uma festa de natal mesmo que fosse para apenas eu e meus cachorros, visitaria um local próximo e passaria alguns dias (sem gastar muito, pois este é o caso do exemplo dado) e aproveitaria para tentar pensar o próximo ano com ações diferenciadas e que me levassem a uma situação melhor. Então a pergunta é: o que você pode fazer para tornar este momento que está passando positivo e inesquecivelmente bom?

Sei que apesar de todas estas dicas a ,mudança é algo difícil. Em um estudo médico publicado na revista Fast Company, é apresentado dados interessantes de como é difícil para nós mudarmos, ou pelo menos demonstra como resistimos a mudança. Em aproximadamente 90% dos pacientes que sofreram alguma cirurgia no coração, o conhecimento de que precisariam mudar sua rotina para evitar este procedimento mais grave estava presente, mas nada fizeram. Devido a este estudo, chegou-se a algumas conclusões:

– Uma crise não é um grande motivador para mudanças

– Uma mudança não é motivada pelo medo;

– Conhecer fatos concretos não nos faz mudar;

– É mais fácil fazer uma mudança drástica do que várias pequenas.

Em suma, o estudo revela que a “alegria de viver” é um motivo mais forte do que o “medo de morrer”.

Enfim, tem muitas coisas a serem feitas e planejadas e no mundo tudo não vai sair conforme pensamos. O jeito é andar para frente, com alegria de estar caminhando. Andando se abrem novos caminhos. Ficar encolhido, esperando o tempo melhorar é delegar a vida aos outros. Por que terceirizar a felicidade? Por que viver se comparando aos demais e se lamentando por que eu não posso isso ou aquilo?

Pessoal, pensem um pouco. Será que realmente tem lógica isso tudo que eu estou escrevendo? Se não querem fazer isso e mudar sua postura, pelo menos façam uma coisa: não me contem nada. Não me tirem para amigo e fiquem contando lamúrias. Quero distância de pessoas negativas e que não querem pensar e agir em direção ao melhor. Pelo menos assim, eu continuo vivendo o meu mundo em felicidade e realizações, estando em picos ou em vales. O importante é caminhar. Pelo menos eu penso assim.

Boa caminhada.

Espero que tenha sido uma leitura útil e agradável.

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Gustavo Campos

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Principais fontes consultadas para este artigo:

– Minhas experiências pessoais e profissionais

– Um olhar atento de consultor e analista de mercado

– Livro de Dan Miller – Segunda-feira nunca mais!. Editora Fontanar

 

 

Tem gente que no aperto se encolhe.

“Se você quiser ser bem sucedido, duplique sua taxa de fracassos!”

A história conta que na virada dos anos 70 para os 80, um certo bartender morava no quinto andar de um prédio sem elevador em Nova Iorque. Virava-se como podia para sobreviver. Ao lado de sua nada promissora carreira com vermutes e taças, tentava se firmar como ator, fazendo pequenas e esquecidas peças. Até que um dia qualquer em 1984 resolveu tomar um avião e seguir para Los Angeles assistir aos Jogos Olímpicos. Por sugestão de um agente, aproveitou a estada para fazer testes para papéis na televisão. Entre eles, uma oportunidade para estrelar uma nova série, na qual os produtores já tinham nomes quase certos. Quase. Ele passou no teste e foi estrelar o seriado A Gata e o Rato. O resto da história deste bartender afortunado chamado Bruce Willis todos conhecem. Sorte, habilidade, sucesso, acaso. O que estes elementos fazem com nossas vidas? Seja com Bill Gates ou com aquele programador que vende o almoço para pagar o jantar.

Alguns anos atrás, no mercado das grandes indústrias de calçados havia um mantra repetido pelos gurus do momento. O caminho inexorável para o sucesso das marcas passava pelo desenvolvimento de um canal exclusivo de distribuição. As famosas lojas monomarca. O sucesso da Arezzo, empresa que abandonou o modelo industrial e rumou para um projeto nacional de franquias, avalizava o conselho e servia de exemplo. Algumas marcas seguiram o modelo, entendendo que o efeito (sucesso) era apenas uma questão de tempo necessário após a causa (adoção do modelo de varejo). Se retrocedêssemos no tempo, um observador olhando para as empresas Via Marte e Via Uno, diria que o sucesso estava do lado da segunda (a julgar pelas suas escolhas estratégicas em abrir lojas) e o fracasso do lado da primeira (dependente das lojas multimarcas). A simplificação leva a equívocos, principalmente por tendermos a acreditar em modelos fixos de causalidade (veja post Sucessos Efêmeros). O que aconteceu até o momento com cada uma das Vias é dispensável de comentário, pois todo mercado conhece.

O caso de Bruce Willis (e tantos outros) nos mostra que o aleatório tem papel influente e decisivo nos acontecimentos. Geralmente não percebemos os efeitos desta aleatoriedade na vida, porque quando avaliamos o mundo, temos tendência a ver exatamente o que esperamos ver. Definimos o grau de talento de um gestor ou de uma empresa em função do seu nível de sucesso. Então reforçamos esse sentimento de causalidade referindo a mesma correlação (se tem talento terá sucesso). Certa vez o londrino The Sunday Times enviou manuscritos datilografados dos primeiros capítulos de dois romances vencedores do Booker Prize (prêmio aclamadíssimo da ficção contemporânea) a duas dezenas de grandes editoras e agentes. Mas cuidadosamente os textos foram enviados com autoria de desconhecidos. E como foram avaliados trabalhos tão bem sucedidos? Rasgados elogios? Não! Todos os textos foram recusados. Exceto um, mas com ressalvas de que não havia entusiasmo suficiente para levar adiante.

A linha entre habilidade e sucesso é variável. É muito simples acharmos méritos em empresas cujos faturamentos e lucros beiram os zilhões. E vermos deficiências em gestores cujas ações e decisões não trouxeram os objetivos esperados. Uns levam o carimbo de super-heróis. Certa vez Abílio Diniz posou para uma foto da Exame vestido de super-homem. Os demais de fracassados e incompetentes. Deveríamos avaliar mais as pessoas pelas habilidades do que pelos resultados. Pois resultados não são proporcionais às habilidades, e a habilidade sozinha não garante conquistas, como salienta o físico Leonard Mlodinow. O acaso continua por aí e tem papel decisivo no sucesso, conforme Malcolm Gladwell argumentou em Outliers. Funcionou positivamente com Bruce Willis e negativamente com uma série de atores que seguem ralando nas ruas. Continuadamente esses efeitos estão afetando tudo a nosso redor e alterando para o bem e para o mal (conforme o ângulo) os resultados finais. A história das marcas de calçados (com e sem lojas exclusivas) ainda terá infinitos capítulos, mudando quase que certamente a ordem dos vencedores, o que levará a novas conclusões e modelos mentais e de negócio. Certo apenas que o acaso jogará com força (e poucos o levarão em conta).

Então se tudo é aleatório, devemos apenas sentar e esperar? Não se apresse nesta conclusão. O acaso não vai deixar de existir, mas cabe a nós aumentar nossa taxa de tentativas. Isto está sob nosso controle! Se você esperava um sinal, aqui está ele! Assim quanto mais formos em frente e tentarmos, maior será nossa chance de ter o resultado esperado. Como já destacado no texto Escolhas Ousadas, quanto mais você se arriscar, menor será o seu grau de arrependimento futuro (e maior sua probabilidade de acertar no presente). Não ligue para o fracasso, como brinca a frase de Thomas Watson título deste post. Ele é produto com mesmo selo de origem do sucesso. Ambos vem da mesma caixa (leia A Invisível Linha entre o Sucesso e o Fracasso). Além disso, tem sua utilidade, pois possibilita aprendizado muito maior que o próprio sucesso (veja mais em Fracassos, Satélites e Gestão). Vá em frente, faça suas pegadas únicas. Mergulhe de cabeça. Descubra quem é você mesmo neste emaranhado de alternativas futuras.

Veja outros textos dos pensadores mercadológicos sobre este tema:

Sucessos Efêmeros

Escolhas Ousadas

A Invísivel Linha entre o Sucesso e o Fracasso

Fracassos, satélites e gestão

“Deixa as chaves do carro e vai dar cabeçadas sozinho.” 

Aceite o fracasso!

Deus é o culpado!

Você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

A arte de desistir

But they complain and complain and complain

Felipe Schmitt Fleischer

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“Se você quiser ser bem sucedido, duplique sua taxa de fracassos!”

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Dica de Gestão  131 de 300: Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Em 04 de março de 1974 nascia Gabriel Contino, mais conhecido por Gabriel o Pensador. Um dos mais famosos rappers brasileiros e talvez o mais famoso nascido na classe média brasileira. Em 1993 lançou o seu primeiro disco e apresentou a sua marca ao mercado. Em 2001, depois de alguns álbuns e sucessos, lança o seu disco “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”. Este título me persegue há anos, pois acho uma excelente reflexão e sempre quando o leio eu penso um pouco. O que eu gostaria de mudar em mim? O que está legal e não precisaria de mudança nenhuma? E por aí vai uma série de questionamentos.

Mas a grande questão é quando e como mudar. Pense na última vez que mudaste algo na sua vida de forma definitiva. Era algo simples ou algo bastante relevante? Quando você vai a um curso de curta duração tenta conhecer o máximo de pessoas possíveis ou no máximo os que estão ao redor de você? Costuma sentar um dia em cada lugar ou senta sempre no mesmo local? Costuma ler diversos gêneros de livros ou sempre o mesmo tipo? Tem um hábito de trabalho fixado e nem pensa muito no que tem que ser feito no dia seguinte? Está satisfeito com os resultados que obtém ou gostaria de ser mais culto, mas rico, mais feliz, mais saudável, mais bonito, mais sociável, mais livre ou mais alguma outra coisa que você tanto deseja?

Em um curso que fiz recentemente, parte dos meus questionamentos foram respondidos. Continue reading “Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”

Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo

Se Steven Seagal for o cozinheiro do navio

O interessante canal History traz na série chamada Universo as mais recentes descobertas da física teórica. Para quem não é iniciado no tema, a física teórica busca através de sofisticados modelos matemáticos e conceitos prever de modo racional fenômenos físicos. Alguns desses fenômenos jamais foram observados, ou seja, existem apenas em teoria. Entre essas situações está a existência de universos paralelos convivendo simultaneamente. Nesse modelo os universos seriam como bolhas de sabão flutuando no espaço. Dentro da teoria, poderíamos em algum desses universos ainda assistir Elvis fazendo shows em Vegas, ou até mesmo você estaria descansando naquela piscina durante suas férias. Mas como chegar lá? Há também outra teoria: buracos de minhoca. Seria uma espécie de atalho pelo qual você viajaria no espaço e chegaria mais rapidamente a estes lugares. Incrível você pode estar pensando (outros pensaram em férias eternas).

Tudo isso é fisicamente (e matematicamente) possível. Em suma, racionalmente existe. Em um dos capítulos dessa série foram apresentadas 10 maneiras de aniquilar a Terra. Uma mais fantástica do que a outra. No nível mais bizarro, bastaria trazer poucos gramas de algo chamado matéria estranha e todas as coisas do planeta, prédios, carros, muros e pessoas tornar-se-iam estranhas, perdendo sua forma original, virando uma espécie de imenso mingau. Essa matéria estranha é formada de quarks (partículas subatômicas) e teve sua existência provada também. Falamos de eventos que geram incredulidade aos mais esclarecidos, mas fazem parte da vanguarda de uma ciência exata. O que poderíamos dizer da administração, cuja carga de exatidão é extremamente discutível? Há matemática, porém há pessoas. Há razão, no entanto muito sentimento.

Dos absurdos, espanta a quantidade de “métodos” e “certezas” apresentados na gestão, seja na busca por respostas importantes ou na necessidade de encaixotar modelos. Centenas de livros e publicações, palestras e eventos, consultorias e experts, todos tentando trazer as respostas certas para as perguntas certas. Mas será que elas existem? Assim definitivas? Desconfie de todos que afirmam ter encontrado algo absoluto. Você não é o centro do universo. Imagine que enquanto escuta uma música em alguma estação de rádio, centenas de outras emissoras continuam executando outras canções sem quem as ouça. Assim como questiona a poesia, o que o espelho exibe quando não estamos na frente dele? Até mesmo a lei das probabilidades joga a favor (e contra). No livro As aventuras de um roteirista de Hollywood, William Goldman cita o executivo de estúdios David Picker que disse: “se eu tivesse dito sim a todos os projetos que recusei e não a todos os que aceitei, a coisa teria funcionado mais ou menos da mesma maneira.”

A agradável imagem rica e complexa de um ambiente empresarial resumido a uma fórmula parece tentador, mas pouco provável (veja mais em Sucessos Êfemeros). Mais crível é quem proponha isso estar com uma quantidade considerável de matéria estranha em mãos para aniquilar sua empresa, destruindo marcas, pessoas, processos e relacionamentos. Como naquele navio que tem Steven Seagal como cozinheiro, você fique certo que pouca coisa estará inteira no final. Assim pode-se sentir quando algum gestor der sinais que sabe tudo e tem todas as respostas definitivas. Mas para arrefecer a preocupação, as palavras de Carlos Pena Filho podem ajudar:

“Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e transitório

E de que ainda tens uma saída

Entrar no acaso e amar o provisório”

Felipe Schmitt Fleischer

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Se Steven Seagal for o cozinheiro do navio

O cliente vem mesmo em primeiro lugar?

A posição de destaque do cliente parece ser clichê nos mantras empresariais. Seu lugar está sempre em destaque, seja nas belas frases dos valores centrais ou da política da qualidade. Tornou-se politicamente correto fazer a reverência a quem garante os negócios, a receita e os resultados. Mas será que isso se traduz na prática, ou seja, o cliente realmente vem em primeiro lugar?

Sugiro refletir rapidamente sobre as últimas experiências de consumo e tentar relacionar as positivas, quando seus desejos foram atendidos ou superados, e as negativas, quando algo deu errado em qualquer etapa do processo. Invariavelmente as pessoas lembram com maior facilidade do segundo caso. Isso acontece sobretudo porque as promessas que somos “os mais importantes para a empresa” nos criam a expectativa em igual intensidade que isso é verdadeiro. Do outro lado, as empresas sabem que devem ser guardiãs do resultado e do retorno do investimento. Assim entregam apenas parte da promessa. Bob Fifer, autor de cabeceira da diretoria da ABInBev, prega a disciplina espartana dos custos. Entre suas máximas está: “Maximizar a satisfação do cliente é uma platitude… Se você quiser mesmo maximizar a satisfação do cliente, reduza seu preço a zero ou dê a ele uma viagem grátis ao Havaí…”

O enfoque é provocador, pois maximizar necessita de parâmetros. E para ajustarmos essa equalização é preciso compreender quem é o cliente e o que é mais importante para ele (veja O Alto Custo dos Preços Baixos). Aqui batemos nos paradigmas, verdadeiros muros entre as duas visões (cliente e empresa) que são erguidos. Você já parou para pensar porquê as assistências técnicas das concessionárias de automóveis estão abertas somente nos horários mais inconvenientes para o cliente? E quando seriam horários adequados (à noite ou ao meio-dia), por não precisar do carro ou por ser mais fácil deixá-lo lá, elas estão fechadas? Quando uma decisão dessas é tomada (e mantida) quem está em primeiro lugar? O cliente com certeza não. Esse é apenas um exemplo, junto a milhares de outros, comprovando o abismo entre o quadro na parede da recepção e a real entrega ao cliente.

Do ponto de vista do cliente é a nítida a visão que uma série de empresas, de pequenos estabelecimentos até mega corporações sofrem de uma síndrome terrível. Tal qual aquele pobre personagem de Robin Williams em Desconstruindo Harry, (Woody Allen – 1997), esses negócios aos nossos olhos parecem completamente fora de foco. E o problema não está na nossa visão ou nas lentes pelas quais enxergamos. O problema está lá dentro.

Tenho insistido nesse ponto, pois percebo que por mais que estejamos atingindo outros níveis de relação entre empresas e clientes, alguns temas primários estão falhando. Relacionamento, interatividade, maior poder de informação, co-criação são elementos presentes e com alto potencial de mudar o mundo dos negócios rapidamente nos próximos anos. Mas que tal as empresas fazerem o básico antes? Entender melhor as necessidades do seu cliente e ajustar seus processos para satisfazê-lo com foco, sem deixar o lucro de lado, é claro!

Felipe Schmitt Fleischer

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O cliente vem mesmo em primeiro lugar?

A Invisível Linha entre o Sucesso e o Fracasso

Quantas vezes o gestor de produto foi acusado de falhar porque a coleção ficou distante daquelas dos concorrentes? Ou o marketing foi culpado por uma campanha que passou do ponto em ousadia e se voltou contra a marca? Ninguém erra de forma proposital. Os ambientes de decisão estão sempre permeados por boas intenções (inclusive dizem que o inferno está cheio delas). Mas algo deu errado e o resultado final, aquele que deveria levar a consagração do negócio e das pessoas, acaba por ir na direção contrária. E o clima interno passa a ser o da desconfiança ou da surpresa de como chegou-se naquele ponto. Como sucesso e fracasso, opostos, podem às vezes caminhar tão próximos assim?

Gosto muito de uma frase utilizada por algumas empresas, na qual o fracasso é identificado como uma grande nuvem que circunda o sucesso. Ou seja, com fronteiras próximas e, em alguns momentos, de posição indefinida. Quanto mais sua estratégia de negócio for orientada para a inovação e para liderança de produto, maiores os riscos de você cair no lado errado da fronteira. Por isso, empresas com essa orientação devem saber conviver e premiar o insucesso como parte do processo natural. Tal qual os pioneiros que desbravaram fronteiras jamais visitadas, essas empresas buscam os limites do seu segmento (e às vezes inventam novos). E como os desbravadores, cujo índice de mortalidade era alta (imagine, relevo totalmente desconhecido, animais, doenças e toda a espécie de infortúnios a espreitar), essas empresas experimentam algo inteiramente novo e pouco controlável. O lendário Soichiro Honda dizia que “O sucesso é construído de 99% de fracasso.”

Como discurso parece adequado esse convívio aceitável, no entanto a prática diária é muito mais árdua. Como aceitar resultados insatisfatórios? Como reagir a um movimento de mercado que não atingiu seu objetivo? Invariavelmente a ação fica em linha com os princípios da empresa cristã, descrito na seção de Humor Corporativo do blog. Encontre o culpado e coloque-o na cruz. Quando tal atitude é tomada, o recado é rapidamente entendido por todos os demais. Não ouse. Não arrisque. Caminhe dentro do limite do conhecido. Como resultado fique apenas na média. Mas pode ter certeza que será cobrado pelo máximo. E como me comporto nesse ambiente, aceito metas que sei de antemão que não cumprirei, evito comentários que exponham o que penso, entre outras atitudes defensivas. E o modelo de negócio que dependia da inovação tem como única certeza que não funcionará como deveria.

O indicador de insucessos deve ser tão festejado quanto dos sucessos. Como afirma Roger von Oech “A maioria das pessoas pensa no sucesso e no fracasso como opostos, mas eles são ambos produtos do mesmo processo.” Assim, se o nível de insucessos for alto, é sinal que estamos no caminho certo da inovação e da liderança tecnológica. Tempo para encorajar a equipe na incessante busca do objetivo que por analogia está muito próximo, talvez um passo a frente (ou atrás) de onde estamos. Aos que se sentem desconfortáveis nessa posição de constante risco, lembro que o mercado se divide entre os que fazem poeira e os que a comem. Escolha seu lugar e prepare-se para as consequências.

Felipe Schmitt Fleischer

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A Invisível Linha entre o Sucesso e o Fracasso

O Plano B

O recente resgate dos mineiros do Chile mostrou a capacidade de superação do ser humano em momentos de adversidade extrema. O final feliz, transmitido ao vivo para o mundo inteiro, coroou um trabalho de equipe, difícil e repleto de incertezas.

Ao longo dos próximos dias e anos, pois sairão livros, documentários e filmes sobre o assunto, saberemos mais detalhes de toda operação. Mas um ponto já ficou explícito, o vencedor e mais bem sucedido foi o Plano B. A coordenação do resgate havia cogitado diversas formas de alcançar o local aonde estavam os mineiros, porém apenas 3 planos foram colocados em prática: A, B e C. Cada qual balizado por riscos e tempos necessários para atingir o objetivo final.

Isso mostra que devemos estar sempre preparados com alternativas, muitas vezes executadas simultaneamente. Colocar toda energia em somente uma solução, mesmo que seja a com a maior probabilidade de sucesso, pode ser justamente a semente para o fracasso.

Felipe Schmitt Fleischer

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O Plano B

Dica de gestão 19 de 300

– EQUIPES X RESULTADOS –

Pesquisas recentes com equipes de alto desempenho comprovam que o tempo de 05 anos é necessário para alcançar tal performance desejada. Neste tempo, as equipes geram a sinergia necessária para ter uma produtividade superior. Os padrões mínimos de entrega dos trabalhos já se tornam conhecidos, os tempos de realização dos processos e as diversas situações fora da rotina e/ou imprevistos já foram enfrentadas e as melhores práticas já estão estabelecidas. Isso gera resultado superior e as pesquisas demonstram que isso se alcança somente com 5 anos de trabalho.

Então a dica é: escolha certo os seus funcionários e se esforce para mantê-los por um bom e longo tempo. Mas se estiverem com baixa performance há muito tempo, tem que se substituir.

Até a proxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

Dica de gestão 19 de 300

A difícil arte e técnica de entregar resultados

Resultados! Há alguns anos, a palavra mais dita no mundo do management. Diversos autores, estudiosos, consultores, gestores, executivos, para não listar quase todas as profissões existentes, buscam entregar resultados todos os dias. Autores como Ram Charam se tornaram ícones globais pelo dominio e apropriação de palavras associadas ao tema resultados (Charam é especialista no tema Execução e deu consultoria para Jack Welch, por muitos anos). Jim Collins, hoje conhecido como o sucessor de Peter Drucker (que já abordava o tema com pioneirismo há 30 anos), estuda o que faz as empresas serem duradouras, vencerem no seu tempo (Livro “Empresas Feitas para Vencer”), através de análise meticulosa e de longo prazo. Lendo o livro você encontrará 6 principios, distribuídos em 3 segmentos, que são: pessoas disciplinadas, pensamento disciplinado e ação disciplinada. Enfim, uma busca eterna por algum framework, algum caminho para como se equilibram as coisas do dia a dia e se atingem resultados no curto, médio e longo prazo.

Participo da gestão de diversas empresas e sinto a grande ansiedade desta eterna busca. As renovações do ano novo, provocadas por mais uma onda de aplicação / revisão de ferramentas administrativas, como orçamento, planejamento estratégico, pesquisas mercadológicas, Balanced Scorecard, entre outros, amplificam a busca de novos e maiores resultados. A equipe toda sente a pressão, de forma saudável ou até mesmo de forma exagerada e estressante. Mas que há pressão no sistema ninguém dúvida. Por outro lado, existe o choque de gerações, e todo o tsunami da geração Y, com a sua bem defendida causa de qualidade de vida, equilíbrio, interatividade, ascenção acelerada em busca de um lugar na sombra o quanto antes.

Enfim, pelo que se percebe, é um equilíbrio de pratos fenomenal, que mais valoriza administradores e gestores dos tempos atuais, há experimentarem “fórmulas” prontas (como as recomendadas pelos grandes gurus e estudiosos), sua intuição e prática adquirida no campo. Mas o que se pode ter certeza é que alguma coisa deverá funcionar, pois o resultado será duramente cobrado.

Qual a sua fórmula?

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

A difícil arte e técnica de entregar resultados