Uma análise crítica sobre os serviços

DICA DE GESTÃO 101 DE 300: Uma análise crítica sobre os serviços

Depois de um período de férias, uma temporada de trabalho em São Paulo e mais alguns contatos com alguns fornecedores de serviços e produtos para o abastecimento / manutenção de uma casa (a minha),  retomo um assunto corriqueiro entre meus posts, que é a baixa qualidade da prestação de serviço. Vamos iniciar com alguns exemplos:

Clique e leia os incíveis exemplos (pelo menos o exemplo do “gás” eu classifico como um dos mais incríveis do mundo)

1. Hotel Pestana em São Paulo: solicitação de uma reposição para o frigobar demora 20 minutos para chegar ao quarto. Se o hospede pediu é por que ele abriu o frigobar por uma necessidade (sede) e quer beber algo que não tem a disposição. Então, o tempo é urgente, sendo 20 minutos muito tempo. Tomei agua da torneira.

2. Lojas em geral do Shopping Ibirapuera: tu entra na loja e ninguém te aborda. Se tu pede o preço, o vendedor diz o preço e mais nada. O esforço de venda é mínimo. Em vez disso, poderiam ao menos abordar e se a pessoa não desejar atendimento, ela dirá. Caso contrário, você dará continuidade ao atendimento e venda.

3. Revisterias nas praias de Jurerê (SC) e Canasvieiras (SC): placas espalhadas por todo o estabelecimento “Informação é o nosso produto. Favor não folhear as revistas”. Além de antipático e pouco eficiente, tu elimina a avaliação do produto pelo cliente. Na dúvida e impossibilitado de folhear, o risco aumenta e a consequência é menos vendas. Em vez disso, poderia ser: “Informação é o nosso produto. Você pode folhear as nossas revistas. Sua satisfação é o que importa”.

4. GVT, em Porto Alegre: Em um dia anterior, para a instalação de uma linha telefônica, vem uma equipe técnica, não fala comigo (apenas com o zelador), examina a caixa e manda o seu report para a Central. Em pouco tempo me ligam para agendar. No dia marcado, o técnico bate a minha porta e diz que não dá para instalar pois não tem o cabo GVT do poste até o prédio. Tem que aguardar um novo agendamento. Ele mesmo diz que foi culpa do primeiro técnico. E quem paga a conta é o consumidor que fica sem o serviço.

5. Empresa Liquigás de Porto Alegre, bairro Bom Fim: Peço butijões de gás para o meu apartamento novo. O cara do outro lado da linha me dá o valor e me pergunta como vou pagar. A conversa vai mais ou menos assim:

– Gustavo: Vou pagar em cheque!

– Cara: Mas tu quer quantos dias no cheque?

– Gustavo: Quantos tu consegue me dar?

– Cara: Cheque é somente a vista!

– Gustavo: Mas por que tu me perguntou então quantos dias eu queria?

… e por ai vai, de mal a pior o atendimento. Mas o mais incrível ainda não chegou.

Eles me trazem o gás e deixam em casa. Horas depois, o técnico que estava em minha casa, revisando os aquecedores de água a gás, me avisa que vou precisar de mais 2 botijões pois tem aquecedores que precisam de mais vazão de gás. No outro dia ligo para o mesmo ‘cara’ e a conversa vai por este caminho:

– Gustavo: Estou precisando de mais 2 botijões, eu sou aquele que te comprou ontem…

– Cara: Ah, sim! Tu quer mais 2 botijões? É que estamos ainda com o seu cheque aqui. Tu vai pagar como?

– Gustavo: Como ontem, cheque a vista, pois tu não me dá uns dias.

– Cara: Só um instante.

(ouço uns borburinhos lá atrás como se estivessem em uma central do FBI examinando a minha ficha e o meu pedido)

– Cara: Olha, falei com o meu gerente e não vai dar. Só se tu pagar em dinheiro.

– Gustavo: Mas ontem se eu pedisse 4 em vez de 2 tu me venderia não é mesmo?

– Cara: Sim, só hoje é hoje. Além disso,  o meu gerente não autorizou pois estamos com um cheque seu aqui e ainda não o depositamos.

… e por ai vai de mal a pior, outra vez. Desta vez, não comprei o gás e não comprarei nunca mais na vida desta empresa. Cheguei a falar para eles isso e eles me disseram: “Tudo Bem”.

Alguns exemplos positivos:

1. Operadora Vivo do Shopping Praia de Belas de Porto Alegre: Querendo cancelar um número antigo meu, imaginei que seria uma guerra. Mas chegando na loja, fui rapidamente encaminhado para um telefone de auto-atendimento e em questão de 10 minutos estava cancelado, sem explicações e ofertas de milhares de “oportunidades”  para que você não cancele o número.

2. O melhor bolo de chocolate do mundo: Cheguei no quiosque desta empresa no Shopping Cidade Jardim de São Paulo e ele estava fechado. O caixa já desligado. Expliquei que não era de São Paulo e queria muito provar este bolo. Disse que pagaria em dinheiro e amanhã ela (caixa) daria a entrada na venda. A caixa aceitou e eu sai satisfeito. A propósito, o bolo é bom mesmo, não sei se o melhor do mundo, mas vale a experiência.

Em resumo, de todas estas experiências, mais uma vez se conclui algumas coisas:

– Tem espaço para gente boa em todos os segmentos. Mesmo que pareçam concorridos tem muito espaço, pois quem está no mercado, em média, faz um mal serviço;

– Não é trivial prestar um bom serviço, mas o bom senso ajuda muito;

– Geralmente o pessoal de frente de atendimento é o menos capacitado, o que prejudica muito os contatos e um relacionamento de longo prazo;

– Realmente espalhamos noticias boas ou ruins, pois como consumidores de um mundo moderno, sabemos o quanto vale a nossa preferência e recomendações (bem mais do que o dinheiro da transação envolvida, mesmo que muito importante)

Espero que estas reflexões sejam fortes para vocês de forma a reavaliarem o nível de serviço que atualmente estão prestando, bem como consigam elevar a ambição de suas equipes para prestar o melhor serviço do mundo.

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Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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Uma análise crítica sobre os serviços

Dica de gestão 58 de 300

– A INCRÍVEL EXPERIÊNCIA CIRQUE DU SOLEIL –

Resolvi experimentar a máxima experiência do Cirque du Soleil, show Quidan. Para isso, há mais de 11 meses atrás, eu comprei os melhores ingressos com o adicional do Tapis Rouge. Este ultimo adicional, dá acesso, 1 hora antes do show, a uma área reservada, com coquetel, musica, sofás, lojas, bebidas, banheiros exclusivos e muito “mimo”. Tudo isso, em uma tenda anexa, com direito até a refrigeração do ar e laser em tecidos que ficavam presos ao teto. Nem parecia que estávamos em uma tenda típica de circo. Os comes e bebes eram de primeira mesmo. Até Petit Gateau serviram. Além do tempo de 1 hora antes do show, no intervalo também fomos atendidos no mesmo ambiente. Para cada 5 pessoas deveria ter um atendente. Todos muito atenciosos e querendo prestar um atendimento de primeiro nível. Os banheiros estavam limpos, sem cheiro, ao final do espetáculo, quando os usei. Ao sair da tenda principal, ganhamos um brinde especial, que era um baralho estilizado do Cirque du Soleil. Muito bacana. Todos (ou muitas pessoas) já ouviram falar da história deste Circo, mas vivenciar o negócio, na primeira fila, é uma grande lição.

Percebo que foram pequenas coisas, na maior parte das vezes, que foram adicionadas, alteradas, diminuídas, copiadas ou inventadas, e que somadas, fazem toda a diferença. Obviamente, que o produto principal, o show propriamente dito, tem que ser do mais alto nível. De nada adiantaria ter todo o serviço e cuidados com os detalhes, se o produto principal não fosse entregue a contento.

Então, a dica deste post é: (1) avalie o seu serviço / produto, pela ótica da principal entrega que deve ser feita. Está sendo bem entregue? Em que pode melhorar? (2) Estando o serviço principal garantido, quais os adicionais / detalhes que podem ser anexados / incrementados? Em que podemos nos diferenciar? Qual a nossa equação do sucesso? (3) Isso tudo o cliente quer? Ele valoriza?

Até a próxima dica

Gustavo Campos

Pensador Mercadológico

Dica de gestão 58 de 300