Aceite o fracasso!

E ai, você já parou de culpar Deus? Já parou de culpar os outros por aquilo que não acontece ou não muda na sua vida? Iniciou algo novo, fez uma lista de coisas que gostaria de fazer, iniciar, mudar na sua vida profissional ou pessoal?

Nesse último final de semana terminei a leitura de mais um livro, chamado Poke the Box. O autor, Seth Godin, é o mesmo autor de The Dip (sobre o qual escrevi A arte de desistir e Você é um vencedor ou um perdedor?).  Seth Godin se tornou um dos meus gurus. Os livros dele me fascinam, me instigam, me inspiram a ser diferente, melhor, a mudar, a questionar, enfim, a me mexer.

Poke the Box, é um convite a cutucar a caixa, cutucar o seu cérebro, cutucar o mundo em que vivemos. É um convite a pensar se estamos satisfeitos em sermos aqueles que só seguem o curso da vida, ou se queremos ser alguém que cria novos caminhos. Sair da zona de conforto não é fácil, fazer algo novo, muito menos. A questão é: estamos dispostos a falhar? Acho que para muitos de nós, a resposta é NÃO.

Nossas famílias dificilmente nos ensinam que falhar é ok, que faz parte da vida. Na escola, vemos as crianças frustradas, sem saber perder em jogos, porque em casa sempre ganham de seus familiares. Nas escolas, também não aprendemos muito sobre a falha, o erro.  Aprendemos que ser o primeiro a dar a resposta para alguma pergunta é arriscado, corremos o risco de sermos ridicularizados. Nas empresas, aprendemos que falar o que pensamos pode nos colocar em sérios apuros e, que geralmente é melhor desempenhar o papel do advogado do diabo quando alguém resolve enfrentar seus medos e propor algo novo.

 Não aprendemos a errar, a falhar. E se não aprendemos isso, não aprendemos a ter sucesso. Só tem sucesso, quem falha. O insucesso pode ser pequeno, médio, ou grande, mas em algum momento, quem alcançou sucesso, também fracassou. A diferença é que se colocou na jogada, se expôs às possibilidades, tanto de sucesso, quanto de fracasso.

Precisamos aprender a fracassar; não precisamos gostar do fracasso, mas entender que faz parte do processo e nos torna pessoas melhores.  Assim que aceitarmos o fracasso na nossa vida, o bicho papão terá saído de dentro do armário e poderemos encará-lo de frente.

Outro ponto importante é parar de necessitar ter sempre sucesso uma vez que o alcançou. Não é preciso, e nem possível, só ter sucesso.  Assisti a um dia desses a entrevista que a Oprah realizou com a autora dos livros do Harry Potter, J.K. Rowling. Quando perguntada se ela temia nunca mais ter tanto sucesso com um outro livro como o que teve com as histórias do Harry Potter, a resposta foi surpreendente. Ela não espera isso, não acredita que precise disso. O sucesso que teve com esses livros foi imenso, porque ela precisa se superar? Por que mesmo?

Existe uma pressão grande para que quem alcançou o sucesso se supere. Ganhou um Oscar e já se fala nas escolhas dos próximos papéis e se o/a ator/atriz conseguirá se superar. O mesmo acontece com escritores que têm seus livros nos bestsellers do New York Times ou com cantores que ficam no topo da lista da Billboard. E, todos, esperam para ver como Steve Jobs se superará.

Aceite o fracasso, como J.K. Rowling. Pode ser que o próximo livro dela venda muito, mas comparado com Harry Potter, poderá ser considerado um fracasso. Mas será um fracasso para quem? Não se preocupe tanto com o que os outros vão pensar da sua ideia, não deixe que o medo, a dúvida, te paralise.

Aceite o fracasso, fica mais fácil de encarar a chance do sucesso.

Aline Jaeger

@aline_jaeger

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Aceite o fracasso!

Deus é o culpado!

          Eu tenho aproveitado esse clima mais frio para colocar as minhas leituras em dia; como se isso fosse possível com a quantidade de livros e textos separados que eu tenho para ler. Nessas últimas semanas li livros ótimos que já indiquei via twitter, facebook e nos artigos que escrevo aqui no blog. A cada leitura me sinto instigada a pensar sobre coisas que nunca havia pensado antes, a tentar coisas que nunca havia tentado antes, enfim, me sinto inspirada para fazer algo, para me posicionar mais como uma pessoa ativa e não só passiva.

              Tomar a iniciativa, começar algo, agir, não é tão fácil como parece. Se fosse, todo mundo estaria fazendo algo novo, porém não estamos, não é mesmo? Como eu já disse, no artigo passado, nós vivemos a nossa vida quase que em piloto automático e, resistimos muito às mudanças. Também preferimos culpar os outros, o nosso chefe, a nossa professora, até Deus, pela nossa vida, pela inércia, pela mesmice. É tão mais fácil acreditar que a nossa situação é culpa de outros do que assumir a nossa parcela e fazer algo para mudar.

            Ficar esperando que o medo passe não adianta nada também. Não adianta culpar o chefe que não te deu uma promoção ou uma tarefa importante durante o desenvolvimento de um projeto. Enquanto você espera o medo passar, outros já passaram na tua frente, já falaram com o chefe, já iniciaram um projeto, já fizeram algo novo, já inovaram, enfim: AGIRAM!

            Claro que o medo tem o seu lado positivo. O medo nos faz analisar os prós e contras, nos faz realizar as coisas de forma mais sensata. O problema é o medo demasiado que te paralisa. Seth Godin diz uma frase interessante: “Escute o seu medo, mas não o obedeça.”. Aí que está o ponto chave. Escute o medo, pense, reflita, mas não fique em devaneios ou a grande oportunidade já terá passado, e, daí será tarde de mais, pois, não dá para ser o segundo inventor do iphone né?

            O importante é agir e parar de culpar os outros. Assuma responsabilidade pela sua vida, pelos seus atos e pelos caminhos que tu escolheste seguir. É mais fácil ficar na inércia e continuar culpando os outros, ok, mas saiba que Deus já foi absolvido dessa culpa.

Confira também:

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Você é um vencedor ou um perdedor?

A arte de desistir

Aline Jaeger

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Deus é o culpado!

Você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

No meu último post eu falei sobre a arte de desistir e sobre a diferença de comportamento entre os vencedores e os perdedores. Pois bem, hoje eu quero continuar nessa mesma discussão, porém fazendo diferentes analogias e pensando um pouco mais como estamos nos comportando enquanto sociedade.

Pensei nesse post ao assistir inúmeros programas de televisão e ler diferentes reportagens de jornais que discutiam a eminente “queda” do treinador do time de futebol Internacional, o Falcão, devido à sequência de partidas perdidas.

Não sou a pessoa mais adequada para discutir futebol, é uma zona total de desconforto para mim, mas me dêem uma chance, e, continuem a leitura para acompanhar o meu raciocínio.

Não só no futebol, mas em diversas áreas da nossa vida (pessoal ou profissional), ao primeiro sinal de problema ou desconforto, a alternativa mais fácil, ou talvez melhor dizendo, a primeira alternativa cogitada é mudar, desistir, trocar ou fugir. O técnico tá ruim, o time não tá ganhando: troca o técnico. O casamento não está lá essas coisas: termina o relacionamento. A criança está tendo dificuldades na escola: troca a escola. O funcionário não está rendendo como esperado: contrate outro.

Onde está a reflexão, a paciência, a consistência, a perseverança? Encontra-se um DIP (vão ou mergulho, como explicado no artigo anterior) e pula-se fora na primeira oportunidade, não é mesmo?

Fala-se muito que vivemos numa sociedade imediatista. Acho que sim, mas vivemos também em busca somente do prazer. E não basta ser prazeroso, tem que ter prazer de imediato, surtir efeito logo, se possível agora. Se não nos dá prazer, não está bom, e isso nos incomoda. Pensamos logo que não merecemos, porque a final de contas a vida é curta e temos direito a coisa melhor. Quantos de vocês já não pensaram ou pensam assim?

Estamos fazendo uma dança de técnicos o tempo todo na sociedade, trocamos as crianças de escola, trocamos de cônjuges, fazemos um rodízio de funcionários nas empresas tanto por desagrado dos superiores como por insatisfação dos próprios funcionários. Afinal de contas, onde estamos querendo chegar?

Retomo o que Seth Godin disse: “qualquer coisa que vale a pena ser feita na vida tem um vão pela frente”. Se ao primeiro sinal de dificuldade, fugimos do problema penso que estamos buscando prazer imediato e uma felicidade apenas “aparente” e que durará somente até o próximo problema surgir. Agindo assim estamos mascarando a nossa incapacidade de lidar com problemas, de ir a fundo, de questionar e de no final das contas, crescer, mudar, e, evoluir.

Pergunto novamente, você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

O post que falo sobre a arte de desistir: http://pensadormercadologico.com/2011/06/14/a-arte-de-desistir/

O post que falo sobre não poder ter sempre o que se quer:  http://pensadormercadologico.com/2011/05/27/voce-nao-pode-ter-sempre-o-que-quer/

Aline Jaeger

@aline_jaeger

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Você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

A arte de desistir

No meu último post eu falei sobre a realidade de que nem sempre temos tudo que queremos, que aquilo que imaginávamos nem sempre acontece e que os planos mudam. Também, muitas vezes recebemos em troca aquilo que na verdade precisávamos, mas até então não sabíamos.

Bom, hoje quero falar sobre outra parte desse processo de mudanças de planos: o ato de desistir. Sim, isso mesmo, desistir, largar de mão, dar pra trás, enfim “give up”. Enquanto crescemos, ouvimos diversas vezes que desistir é feio, que é o mesmo que fracassar. Que somente os fracos desistem, e que devemos nos envergonhar de termos desistido de algo.

Pois bem, com a ajuda de Seth Godin, autor do livro “The Dip” venho aqui mostrar o outro lado da desistência. De acordo com Seth, vencedores desistem rapidamente e, muitas vezes desistem sem se sentirem culpados. O que os diferencia é que eles sabem escolher as suas batalhas. Sabem quando devem tentar e, tentar e, tentar um pouco mais e, sabem a hora de cair fora. Já os perdedores não sabem escolher as batalhas ou pior, desistem no momento errado.

Obviamente não é simples ser um vencedor ou um perdedor. Que hora certa é essa que Seth Godin se refere? Bom, no livro ele explica que precisamos ver os desafios como se eles fizessem parte de uma curva. No começo geralmente nos damos bem nesse desafio, somos elogiados. Porém, logo chega um momento de dificuldade, que ele chama de DIP (que pode ser traduzido como um mergulho ou, como na versão em Português, um vão), que pode ser bastante longo e sofrido e, por fim uma curva ascendente de sucesso.

A questão toda está no ‘dip’, nesse vão. Os vencedores, segundo ele, analisam o desafio e já imaginam quais serão os maiores problemas que enfrentarão e, se eles serão capazes de superar essa fase mais difícil. Se a resposta for negativa, eles nem tentam. Ou então, se a resposta for positiva, eles enfrentam essa fase, pois sabem que depois dela vêm as recompensas. Não importa quão difícil seja o vão, eles não desistem, continuam.

Já os perdedores, nem sempre fazem essa análise antes, e daí quando encontram o desafio, o grande ‘dip’, tentam por um tempo e depois desistem. Só que quando decidem desistir, muito tempo, energia, dedicação e, muitas vezes muito dinheiro, já foram investidos em algo que acabou não dando certo.

A grande questão é a reflexão. Temos que parar e pensar se a nossa grande ideia para a nossa empresa, ou mudança de carreira vai funcionar, ou melhor, se quando os desafios chegarem (necessidade de mais investimento, mais tempo, ou qualquer outra coisa), nós conseguiremos superá-los. O mesmo se aplica para as decisões da vida pessoal.

Se a resposta for negativa, aja como um vencedor e desista antes de começar. Ou, aja como um vencedor também e se fortaleça e pense em diversas estratégias para superar esse grande vão.

Em que fase você ou sua empresa se encontram agora? No começo, no vão, ou na ascendência? E como você ou sua empresa tem se comportado? Vocês são vencedores ou perdedores?

Agora, Seth Godin nos lembra que: “qualquer coisa que vale a pena ser feita na vida tem um vão pela frente. Esse vão é o que diferencia aqueles que são iniciantes dos que têm sucesso. É fácil ser um CEO, o difícil é chegar lá”.

“O vão cria escassez, e escassez é o segredo para o valor das coisas. Sem vão, não há escassez”.

Aline Jaeger

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A arte de desistir