Quando desistir é a menos errada das escolhas

Como decidir entre seguir em frente ou desistir? Parece daquelas escolhas complicadas, afinal a desistência pressupõe que gastamos energia para chegar em um parte do caminho para dali não seguir em frente. No entanto, o fato de tentar ir em frente pode ter custos e perdas altos demais para o bônus do destino. Assim, na verdade essa escolha precisa equilibrar tudo isso.

Seth Godin, em um dos seus diversos livros sobre negócios e marketing, compara a situação a um vão. Olhe para a travessia que tem que seguir, a distância do desfiladeiro, a descida, depois a subida do outro lado. Avalie se consegue fazer. Se consegue, siga. Se não. Procure outro lugar para atravessar. Nessa travessia dificilmente você estará sozinho. Então cabe avaliar quem está do seu lado. Ele tem a mesma disposição, energia e habilidades para seguir em frente? Quando você estiver no caminho, ele não vai te deixar na mão, sozinho para enfrentar situações em que deveria estar acompanhado?

Existem travessias difíceis e mais difíceis. As fáceis pode ter certeza que não garantem grandes recompensas e te levarão a lugares comuns onde outros aos milhares já chegaram. Você será mais um imitador comendo poeira de quem está na sua frente. Sendo a travessia no mínimo difícil, para valer a pena, lembre-se que quando estiver escalando os paredões do desfiladeiro, você precisa ter confiança nos ganchos que seu parceiro colocou e que os mesmos não irão arrebentar com o peso. Se você não pode contar em quem deveria estar ao seu lado, você tem problemas a resolver.

Toda reflexão sobre decidir foi motivada por uma escolha entre diversas alternativas não corretas que tive que fazer. Assim, como retratei neste blog de negócios a minha busca e concretização de um sonho de uma década, agora faço esse desenlace prematuro e indesejado. Depois de resgatar uma marca e aplicar diversos conceitos de branding, encerro minha participação a frente do Grão Brasil Café.  Três anos, mais de 20.000 clientes e o posto de bistrô número 1 da cidade pelo Tripadvisor. Reconhecimento e prestígio. E chegou a hora de seguir por outro caminho, não pela escolha certa, mas pela menos errada. Atravessar adiante poderia envolver desgastes e perdas indesejados. Reflita bem toda vez que tiver diante desse desfiladeiro. E decida se vale.

Confira outros 3 posts sobre essa trajetória:

1. Todo fim pode ser um novo começo 

2. Ideias hell yeah! em um restaurante

3. Coçando a própria coceira

 

 

Felipe Schmitt-Fleischer

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Quando desistir é a menos errada das escolhas

Aceite o fracasso!

E ai, você já parou de culpar Deus? Já parou de culpar os outros por aquilo que não acontece ou não muda na sua vida? Iniciou algo novo, fez uma lista de coisas que gostaria de fazer, iniciar, mudar na sua vida profissional ou pessoal?

Nesse último final de semana terminei a leitura de mais um livro, chamado Poke the Box. O autor, Seth Godin, é o mesmo autor de The Dip (sobre o qual escrevi A arte de desistir e Você é um vencedor ou um perdedor?).  Seth Godin se tornou um dos meus gurus. Os livros dele me fascinam, me instigam, me inspiram a ser diferente, melhor, a mudar, a questionar, enfim, a me mexer.

Poke the Box, é um convite a cutucar a caixa, cutucar o seu cérebro, cutucar o mundo em que vivemos. É um convite a pensar se estamos satisfeitos em sermos aqueles que só seguem o curso da vida, ou se queremos ser alguém que cria novos caminhos. Sair da zona de conforto não é fácil, fazer algo novo, muito menos. A questão é: estamos dispostos a falhar? Acho que para muitos de nós, a resposta é NÃO.

Nossas famílias dificilmente nos ensinam que falhar é ok, que faz parte da vida. Na escola, vemos as crianças frustradas, sem saber perder em jogos, porque em casa sempre ganham de seus familiares. Nas escolas, também não aprendemos muito sobre a falha, o erro.  Aprendemos que ser o primeiro a dar a resposta para alguma pergunta é arriscado, corremos o risco de sermos ridicularizados. Nas empresas, aprendemos que falar o que pensamos pode nos colocar em sérios apuros e, que geralmente é melhor desempenhar o papel do advogado do diabo quando alguém resolve enfrentar seus medos e propor algo novo.

 Não aprendemos a errar, a falhar. E se não aprendemos isso, não aprendemos a ter sucesso. Só tem sucesso, quem falha. O insucesso pode ser pequeno, médio, ou grande, mas em algum momento, quem alcançou sucesso, também fracassou. A diferença é que se colocou na jogada, se expôs às possibilidades, tanto de sucesso, quanto de fracasso.

Precisamos aprender a fracassar; não precisamos gostar do fracasso, mas entender que faz parte do processo e nos torna pessoas melhores.  Assim que aceitarmos o fracasso na nossa vida, o bicho papão terá saído de dentro do armário e poderemos encará-lo de frente.

Outro ponto importante é parar de necessitar ter sempre sucesso uma vez que o alcançou. Não é preciso, e nem possível, só ter sucesso.  Assisti a um dia desses a entrevista que a Oprah realizou com a autora dos livros do Harry Potter, J.K. Rowling. Quando perguntada se ela temia nunca mais ter tanto sucesso com um outro livro como o que teve com as histórias do Harry Potter, a resposta foi surpreendente. Ela não espera isso, não acredita que precise disso. O sucesso que teve com esses livros foi imenso, porque ela precisa se superar? Por que mesmo?

Existe uma pressão grande para que quem alcançou o sucesso se supere. Ganhou um Oscar e já se fala nas escolhas dos próximos papéis e se o/a ator/atriz conseguirá se superar. O mesmo acontece com escritores que têm seus livros nos bestsellers do New York Times ou com cantores que ficam no topo da lista da Billboard. E, todos, esperam para ver como Steve Jobs se superará.

Aceite o fracasso, como J.K. Rowling. Pode ser que o próximo livro dela venda muito, mas comparado com Harry Potter, poderá ser considerado um fracasso. Mas será um fracasso para quem? Não se preocupe tanto com o que os outros vão pensar da sua ideia, não deixe que o medo, a dúvida, te paralise.

Aceite o fracasso, fica mais fácil de encarar a chance do sucesso.

Aline Jaeger

@aline_jaeger

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Aceite o fracasso!

Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura

“Muitas coisas em nossas vidas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada.” A provocação do doutor em física Leonard Mlodinow pode ser facilmente estendida para as empresas. No post Marketing para Visionários Sóbrios vimos alguns passos para estabelecer negócios, competindo por competências e posição de mercado. Existem regras práticas, métodos e ferramentas para você chegar lá. Desde começar, até atingir o pleno sucesso. A administração tem um quê de ciência, cheia de aspectos numéricos (enfatizados pelos entusiastas das finanças). Por outro lado, também apresenta características de arte, com tons autorais e lances de risco extremo, geralmente contra o senso comum. Se olhar qualquer plano de negócios ou livro de gestão estarão presentes diversas etapas a serem cumpridas. Caixinhas terão que ser preenchidas para que o resultado final seja definitivamente alcançado. Mas antes de colocar “na caixa”, que tal pensar “fora da caixa”?

O pensamento normal e de acordo com o (bom) senso comum leva a lugares aonde outros já chegaram. Para se destacar em algo é preciso quebrar esse princípio. E geralmente os manuais não contém todas as dicas para traçar um novo caminho. Entra a intuição e a capacidade de fazer loucuras que quebram modelos mentais, paradigmas e segmentos de mercado. É o que Seth Godin chama de vaca roxa e Marty Neumeier de zag. Até o velho Philip Kotler, que para alguns já passou do tempo, fala em romper com alguns elementos para firmar posição inicial no mercado sem ser pego pelo radar dos outros players. Bom deixar anotado que a mesma loucura que cria grandes negócios, destrói outros tantos. Você deve conhecer diversos exemplos, alguns nem tão distantes.

Geralmente um pensamento de rompimento (ou louco) cria um novo mercado, segmentando um já existente. Um breve exemplo. Até os anos 50 filmes no gênero de suspense e terror tinham limites. Quando Alfred Hitchcock elaborou a clássica cena do chuveiro de Psicose (trailer acima) com diversas tomadas em sequência, o impacto foi grande. Poucos filmes mostravam violência desta forma. Houve protestos e censura em partes do mundo. Cineastas das décadas seguintes foram levando o gênero para as bordas, arriscando mais no realismo gráfico das tomadas violentas. Scarface de Brian De Palma e Irreversível de Gaspar Noe. Mas conforme se chega na borda, a nova fronteira fica mais distante. Assim surgiram The Serbian Film (trailer abaixo), alvo de polêmica e suspensão no Brasil, e a sequência de A Centopéia Humana, um dos 11 filmes da história banidos do Reino Unido. O terror que antes era uma parte do cinema, passa a ter um outro pedaço (sem trocadilhos com a tal centopéia) que se separa formando um novo segmento, chamado por alguns de torture porn. A loucura leva a novos limites do negócio, encontrando outros que compartilham e curtem esses produtos formando um novo mercado. Inclusive Porto Alegre sedia um festival chamado FANTASPOA, dedicado a exibir uma parcela destas obras.

Há nichos de competição esperando por você, com combinações que para alguns podem parecer bizarras. O que dizer de um disco de Sertanejo Universitário Gospel? Se existe é porque grupos se identificam, gostam e gastam comprando. Os diretores Tom Six e Srdjan Spasojevic, acharam suas loucuras: fazer filmes proibidos, o que certamente renderá muito dinheiro e fama. Tornaram Hitchcock um filme de Sessão da Tarde. E qual é a fronteira que você deseja explorar? Ser o menor hotel? Ou o hotel mais ao leste? Ou o menor hotel mais ao leste? Pense fora da caixa, mas em certo momento coloque tudo dentro de uma nova, para conseguir repetir o processo. Seja arrojado e explore sua capacidade. Fazendo uma analogia, se você for um bom nadador, mas só nas primeiras braçadas em piscina olímpica, tente achar a sua piscina de 5 metros. E seja campeão nela!

Felipe Schmitt Fleischer

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Todo negócio de sucesso requer certa dose de loucura

Deus é o culpado!

          Eu tenho aproveitado esse clima mais frio para colocar as minhas leituras em dia; como se isso fosse possível com a quantidade de livros e textos separados que eu tenho para ler. Nessas últimas semanas li livros ótimos que já indiquei via twitter, facebook e nos artigos que escrevo aqui no blog. A cada leitura me sinto instigada a pensar sobre coisas que nunca havia pensado antes, a tentar coisas que nunca havia tentado antes, enfim, me sinto inspirada para fazer algo, para me posicionar mais como uma pessoa ativa e não só passiva.

              Tomar a iniciativa, começar algo, agir, não é tão fácil como parece. Se fosse, todo mundo estaria fazendo algo novo, porém não estamos, não é mesmo? Como eu já disse, no artigo passado, nós vivemos a nossa vida quase que em piloto automático e, resistimos muito às mudanças. Também preferimos culpar os outros, o nosso chefe, a nossa professora, até Deus, pela nossa vida, pela inércia, pela mesmice. É tão mais fácil acreditar que a nossa situação é culpa de outros do que assumir a nossa parcela e fazer algo para mudar.

            Ficar esperando que o medo passe não adianta nada também. Não adianta culpar o chefe que não te deu uma promoção ou uma tarefa importante durante o desenvolvimento de um projeto. Enquanto você espera o medo passar, outros já passaram na tua frente, já falaram com o chefe, já iniciaram um projeto, já fizeram algo novo, já inovaram, enfim: AGIRAM!

            Claro que o medo tem o seu lado positivo. O medo nos faz analisar os prós e contras, nos faz realizar as coisas de forma mais sensata. O problema é o medo demasiado que te paralisa. Seth Godin diz uma frase interessante: “Escute o seu medo, mas não o obedeça.”. Aí que está o ponto chave. Escute o medo, pense, reflita, mas não fique em devaneios ou a grande oportunidade já terá passado, e, daí será tarde de mais, pois, não dá para ser o segundo inventor do iphone né?

            O importante é agir e parar de culpar os outros. Assuma responsabilidade pela sua vida, pelos seus atos e pelos caminhos que tu escolheste seguir. É mais fácil ficar na inércia e continuar culpando os outros, ok, mas saiba que Deus já foi absolvido dessa culpa.

Confira também:

Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Você é um vencedor ou um perdedor?

A arte de desistir

Aline Jaeger

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Deus é o culpado!

Você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

No meu último post eu falei sobre a arte de desistir e sobre a diferença de comportamento entre os vencedores e os perdedores. Pois bem, hoje eu quero continuar nessa mesma discussão, porém fazendo diferentes analogias e pensando um pouco mais como estamos nos comportando enquanto sociedade.

Pensei nesse post ao assistir inúmeros programas de televisão e ler diferentes reportagens de jornais que discutiam a eminente “queda” do treinador do time de futebol Internacional, o Falcão, devido à sequência de partidas perdidas.

Não sou a pessoa mais adequada para discutir futebol, é uma zona total de desconforto para mim, mas me dêem uma chance, e, continuem a leitura para acompanhar o meu raciocínio.

Não só no futebol, mas em diversas áreas da nossa vida (pessoal ou profissional), ao primeiro sinal de problema ou desconforto, a alternativa mais fácil, ou talvez melhor dizendo, a primeira alternativa cogitada é mudar, desistir, trocar ou fugir. O técnico tá ruim, o time não tá ganhando: troca o técnico. O casamento não está lá essas coisas: termina o relacionamento. A criança está tendo dificuldades na escola: troca a escola. O funcionário não está rendendo como esperado: contrate outro.

Onde está a reflexão, a paciência, a consistência, a perseverança? Encontra-se um DIP (vão ou mergulho, como explicado no artigo anterior) e pula-se fora na primeira oportunidade, não é mesmo?

Fala-se muito que vivemos numa sociedade imediatista. Acho que sim, mas vivemos também em busca somente do prazer. E não basta ser prazeroso, tem que ter prazer de imediato, surtir efeito logo, se possível agora. Se não nos dá prazer, não está bom, e isso nos incomoda. Pensamos logo que não merecemos, porque a final de contas a vida é curta e temos direito a coisa melhor. Quantos de vocês já não pensaram ou pensam assim?

Estamos fazendo uma dança de técnicos o tempo todo na sociedade, trocamos as crianças de escola, trocamos de cônjuges, fazemos um rodízio de funcionários nas empresas tanto por desagrado dos superiores como por insatisfação dos próprios funcionários. Afinal de contas, onde estamos querendo chegar?

Retomo o que Seth Godin disse: “qualquer coisa que vale a pena ser feita na vida tem um vão pela frente”. Se ao primeiro sinal de dificuldade, fugimos do problema penso que estamos buscando prazer imediato e uma felicidade apenas “aparente” e que durará somente até o próximo problema surgir. Agindo assim estamos mascarando a nossa incapacidade de lidar com problemas, de ir a fundo, de questionar e de no final das contas, crescer, mudar, e, evoluir.

Pergunto novamente, você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

O post que falo sobre a arte de desistir: http://pensadormercadologico.com/2011/06/14/a-arte-de-desistir/

O post que falo sobre não poder ter sempre o que se quer:  http://pensadormercadologico.com/2011/05/27/voce-nao-pode-ter-sempre-o-que-quer/

Aline Jaeger

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Você é um vencedor ou um perdedor? Como você reage ao primeiro sinal de um problema?

A arte de desistir

No meu último post eu falei sobre a realidade de que nem sempre temos tudo que queremos, que aquilo que imaginávamos nem sempre acontece e que os planos mudam. Também, muitas vezes recebemos em troca aquilo que na verdade precisávamos, mas até então não sabíamos.

Bom, hoje quero falar sobre outra parte desse processo de mudanças de planos: o ato de desistir. Sim, isso mesmo, desistir, largar de mão, dar pra trás, enfim “give up”. Enquanto crescemos, ouvimos diversas vezes que desistir é feio, que é o mesmo que fracassar. Que somente os fracos desistem, e que devemos nos envergonhar de termos desistido de algo.

Pois bem, com a ajuda de Seth Godin, autor do livro “The Dip” venho aqui mostrar o outro lado da desistência. De acordo com Seth, vencedores desistem rapidamente e, muitas vezes desistem sem se sentirem culpados. O que os diferencia é que eles sabem escolher as suas batalhas. Sabem quando devem tentar e, tentar e, tentar um pouco mais e, sabem a hora de cair fora. Já os perdedores não sabem escolher as batalhas ou pior, desistem no momento errado.

Obviamente não é simples ser um vencedor ou um perdedor. Que hora certa é essa que Seth Godin se refere? Bom, no livro ele explica que precisamos ver os desafios como se eles fizessem parte de uma curva. No começo geralmente nos damos bem nesse desafio, somos elogiados. Porém, logo chega um momento de dificuldade, que ele chama de DIP (que pode ser traduzido como um mergulho ou, como na versão em Português, um vão), que pode ser bastante longo e sofrido e, por fim uma curva ascendente de sucesso.

A questão toda está no ‘dip’, nesse vão. Os vencedores, segundo ele, analisam o desafio e já imaginam quais serão os maiores problemas que enfrentarão e, se eles serão capazes de superar essa fase mais difícil. Se a resposta for negativa, eles nem tentam. Ou então, se a resposta for positiva, eles enfrentam essa fase, pois sabem que depois dela vêm as recompensas. Não importa quão difícil seja o vão, eles não desistem, continuam.

Já os perdedores, nem sempre fazem essa análise antes, e daí quando encontram o desafio, o grande ‘dip’, tentam por um tempo e depois desistem. Só que quando decidem desistir, muito tempo, energia, dedicação e, muitas vezes muito dinheiro, já foram investidos em algo que acabou não dando certo.

A grande questão é a reflexão. Temos que parar e pensar se a nossa grande ideia para a nossa empresa, ou mudança de carreira vai funcionar, ou melhor, se quando os desafios chegarem (necessidade de mais investimento, mais tempo, ou qualquer outra coisa), nós conseguiremos superá-los. O mesmo se aplica para as decisões da vida pessoal.

Se a resposta for negativa, aja como um vencedor e desista antes de começar. Ou, aja como um vencedor também e se fortaleça e pense em diversas estratégias para superar esse grande vão.

Em que fase você ou sua empresa se encontram agora? No começo, no vão, ou na ascendência? E como você ou sua empresa tem se comportado? Vocês são vencedores ou perdedores?

Agora, Seth Godin nos lembra que: “qualquer coisa que vale a pena ser feita na vida tem um vão pela frente. Esse vão é o que diferencia aqueles que são iniciantes dos que têm sucesso. É fácil ser um CEO, o difícil é chegar lá”.

“O vão cria escassez, e escassez é o segredo para o valor das coisas. Sem vão, não há escassez”.

Aline Jaeger

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A arte de desistir

De olhos bem abertos no Branding

O que nos motiva a escolher uma marca em detrimento de outra? Pense nas mais diversas categorias possíveis, desde as mais comuns as mais elaboradas? Como escolhe seu creme dental? E seu próximo automóvel? Geralmente quando essas perguntas são feitas, as pessoas tentam racionalizar suas respostas. Encontrar justificativas fortes para suas decisões. O cheiro, o gosto, a embalagem, a qualidade superior, a durabilidade comprovada. Atributos funcionais que em suas mentes tornam essa marca melhor que a outra. Mas será que essa é parte completa da explicação? Uma visão mais aproximada pode mudar esse enfoque: tirar a justificativa do produto e passá-la para nós mesmos.

 

As marcas passam a ser expressões de nossa auto-estima. Impactam nosso estado emocional e emanam uma Continue reading “De olhos bem abertos no Branding”

De olhos bem abertos no Branding

Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?

Apagar incêndios é uma expressão corporativa bastante comum em todas as esferas. Desde a alta direção até as atividades mais operacionais. Todo mundo algum dia, já correu para eliminar algum foco de fogo no negócio. Mas o pior ocorre quando grande parte do tempo passa a ser despendido nessa correria. As atividades urgentes consomem toda a energia e nada sobra para as atividades importantes. É o começo do fim da estratégia e de qualquer possibilidade daquela empresa tornar-se superior. O trivial vira crítico e o negócio acaba em mais um no mercado. E as empresas que não tem incêndios? Existem dois caminhos prováveis.

O primeiro é o do comprometimento estratégico. Da mesma forma que os problemas geram ação, a estratégia e sua execução devem gerá-la. Constantemente existe o desafio de colocá-la em Continue reading “Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?”

Por que os caminhões de bombeiros estão sempre limpos?

O melhor do mundo

Dica de Gestão 111 de 300:  O melhor do mundo

Este é um dos temas que para mim são bem recorrentes em várias formas do que escrevo, mas hoje vou ser mais específico neste ponto e também apresentar um livro para vocês, que se chama “O melhor do mundo”, de Seth Godin (recomendo a compra e a leitura imediata. Até você comprar, leia os slides que produzi sobre Seth Godin – Pensamentos de Seth Godin ). O que significa ser o melhor do mundo? Significa, que em sua área de atuação, em sua região, você é o mais reconhecido, o mais indicado, o mais admirado. E o que isso vai lhe trazer de bom? No mínimo 100 vezes mais negócios do que o segundo colocado deste ranking. Achou pouco? Saiba que isso é só o começo. Pode ser muito mais.

Pense em uma pintura a óleo, em algum lugar no mundo, pendurada em um museu? Pense um pouco. Muitos devem ter pensado na Mona Lisa.

Pense agora no melhor jogador de basquete de todos os tempos? Muitos podem ter respondido Michael Jordan.

Pergunte a uma criança de 6 a 7 anos nos Estados Unidos o que significa uma camisa vermelha com o número 23 e ela dirá Michael Jordan, mesmo sem nunca tê-lo visto jogar.

Se você perguntar para pessoas com mais de 50 anos, qual foi o maior lutador de box de todos os tempos eles dirão Muhamad Ali. No vídeo abaixo, um verdadeiro tributo a este grande atleta, você entenderá um pouco do por que ele ainda é lembrado.

Atualmente, os jovens do mundo inteiro poderão dizer que Anderson Silva é o maior lutador da atualidade. Atual campeão da principal categoria de MMA (Mixed Martial Arts, o antigo Vale-Tudo), treinado por nada menos do que Steven Seagal, derrotou recentemente Victor Belfort em segundos, no que estava sendo chamado de luta do século.

Mas eu diria que ainda tem muito a ser conquistado por Anderson Silva (apesar de eu estar orgulhoso de ter um brasileiro no topo do ranking) para ser considerado o melhor do mundo. Mas existem públicos, segmentos (regiões) diferentes e você, sabendo quem é o seu público, pode batalhar por ser o melhor do mundo neste nicho.

Se você perguntar a qualquer pessoa do planeta Terra qual o melhor circo do Mundo e elas dirão Cirque du Soleil.

Se você perguntar quem foi o melhor jogador de futebol de todos os tempos muitos dirão Pelé (com exceção da Argentina é claro!). Melhor treinador de vôlei do Mundo? Bernardinho. Melhor jogador de golfe do mundo? Tiger Woods.

E tudo isso não nasceu pronto. Foi construído, com pilares fortes de persistência, disciplina, treino, estudo, preparação, planejamento, força de vontade, foco e abstinência a muitas coisas boas da vida. Tudo em nome de uma performance inigualável. Muito suor. Muita dor. Muita direção de propósito.

Agora pense nas seguintes situações:

Uma pessoa que você não vê há muito tempo e que você adora, chega em sua cidade e lhe encontra. Entre tantos papos pra lá e papos pra cá ele lhe pergunta qual o melhor restaurante que tem na cidade. Conhecendo um pouco dos hábitos desta pessoa certamente você indicará o que para você, naquele momento, foi a melhor indicação. Você indicou o melhor do mundo, na sua região.

Uma outra situação. Agora mais dramático. Um parente próximo a você ficou sabendo que precisa fazer uma cirurgia séria, de risco. Você, certamente, reunirá todos os seus recursos e mais um pouco para encontrar o melhor cirurgião, o melhor hospital e o melhor anestesista que você pode pagar, naquele instante. Você pegou os melhores do mundo.

Mais uma situação. Você e sua família fazem muitos anos que não tiram férias e você quer aproveitar e comemorar 10 anos de casado. Você se preocupará em pegar o melhor destino, algo encantador, com o melhor hotel, com os melhores passeios. Você quer um período perfeito, que seja marcante para o resto de suas vidas. Você escolheu os melhores do mundo.

Agora você entendeu como que o melhor do mundo pode ter 100 vezes mais resultados do que o segundo lugar?

A partir de agora, pense em como transformar o seu negócio no melhor do mundo, para a sua região. Começando hoje, em um ano você irá me agradecer pelos resultados que estará recebendo. Um brinde a você. Um brinde aos melhores do mundo.

Agora é a sua vez de espalhar a notícia do Blog do Pensador Mercadológico. Passe para os seus amigos o link deste texto ou do Blog do Pensador Mercadológico. Assine o blog simplesmente colocando o seu mail na página inicial, no box a direita. Faça parte desta idéia. Nós pensadores estamos pedindo isso para vocês. É por vocês que escrevemos.

Obrigado pela audiência!

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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O melhor do mundo

Contagie e seja contagiado

DICA DE GESTÃO 97 DE 300: Contagie e seja contagiado.

O parasita mais perigoso do mundo pode estar, agora, dentro de você. Mas qual parasita? Será uma bactéria? Um vírus? Um verme intestinal? Não, o parasita mais perigoso e resistente do mundo é uma IDÉIA. Ela é resistente, altamente contagiosa e quando uma idéia se apossa de nossa mente, é quase impossível de nos erradicarmos ela. Uma idéia totalmente formada, totalmente compreendida, permanece em algum lugar de nossa cabeça. Pense agora em um elefante! Isto é uma idéia que reside na sua cabeça. Depois da ordem de pensar em um elefante, dificilmente não vemos um grande animal cinzento, com orelhas, trombas e bem pesado em nossa frente. Lembre quantas vezes uma música invadiu a sua cabeça e você se viu cantando a música por horas na sequência. Pense nos ensinamentos dos seus professores de muitos anos atrás. Lembramos de muitas destas idéias não é mesmo? Pois é, uma idéia é muito forte, quando transmitida da forma correta para a audiência correta. Este pensamento acima, permeia o filme “A Origem”, que assisti ontem em DVD. Comecei a refletir sobre isso e vi como é poderoso este pensamento.

Recentemente, Seth Godin, um inquieto filósofo do management, publicou 20 razões do porque você espalha uma idéia. Vou colocar pelo menos 10 delas (tradução livre), mas para quem quiser ver todas, em inglês, acesse este endereço: http://ow.ly/3dVBY

Eu espalho a sua idéia por que… Clique e veja os motivos e um filme, com uma idéia sendo aplicada a um problema.
1. … eu me sinto esperto alertando os outros sobre o que eu descobri.
2. … porque ela é engraçada e não tem graça rir sozinho.
3. … porque eu sou solitário e espalhar idéias resolve o problema, por um momento.
4. … porque eu estou furioso e gostaria de alistar outros nesta minha revolta.
5. … porque se todos conhecessem esta idéia, eu ficaria mais feliz.
6. … porque a sua idéia diz algo que eu teria dificuldade de dizer.
7. … porque eu me importo com alguém e esta sua idéia fará ele mais feliz ou mais saudável.
8. … porque a tribo precisa saber disso, independente da razão (seja para manter a ordem interna ou para evitar uma ameaça)
9. … porque eu me sinto generoso
10. … porque você me pediu, e é difícil dizer não para você.

Nos itens acima, notamos que existem diversas razões para uma pessoa espalhar uma idéia, mas em todas notamos que existe um benefício associado para quem espalha. Neste momento, abra o site da sua empresa e o avalie. Existe um motivo para alguém recomendar a sua empresa? Eu escrevo e faço minha própria auto-crítica. Olhei o meu site (www.focal.com.br) e hoje iniciamos a programação de um portal (não mais um site) onde as pessoas que uma vez tiverem contato com ele desejarão manter um relacionamento e espalhar a idéia. Faça o mesmo com o seu site ou o da sua empresa. Questione-se sinceramente. O que em nossa comunicação é motivo de ser espalhado? O que é uma idéia forte? Agora olhe as formas de comunicação da concorrência. São mais contagiosos do que as suas formas de comunicação? Se afirmativo, cuidado. Mude logo.

Mas eu quero encerrar este post mostrando como algo sem valor, se adicionado de uma pitada de idéia forte, envolvente e contagiante, pode ter a sua rotina alterada. No vídeo abaixo, notamos inicialmente que a maior parte das pessoas preferia subir pela escada rolante, em vez da escada tradicional. O desafio era: como fazer com que mais pessoas subissem pela escada comum. A solução encontrada é uma idéia simples, contagiante e eficiente (o resultado foi de 66% a mais de fluxo na escada comum, mesmo concorrendo com escada rolante e elevador = mais conveniência).

Agora é a sua vez de espalhar a notícia do Blog do Pensador Mercadológico. Depois de assistir o filme, aproveite e espalhe esta mensagem. Passe para os seus amigos o link deste texto ou do Blog do Pensador Mercadológico. Assine o blog simplesmente colocando o seu mail. Faça parte desta idéia. Nós pensadores estamos pedindo isso para vocês. É por vocês que escrevemos.

Obrigado pela audiência!

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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