Iniciar uma dieta ou pendurar o currículo no guarda-sol?

Emagrecer é algo muito difícil. Manter a forma após perder peso também não é tarefa fácil. A maior parte das pessoas sofre dificuldades para emagrecer. Alguns profissionais e escritores do emagrecimento vão te dizer que você não sabe fazer uma dieta. Mas é importante saber que existem várias questões envolvidas. Algumas são genéticas, comportamentais, neuroquímicas, sociais, familiares e até mesmo narcísicas.

Apesar das muitas soluções que o mundo moderno oferece para o emagrecimento como tratamentos estéticos, cirurgias plásticas, redução de estômago, pílulas milagrosas entre outros, o que mais funciona de acordo com estudos realizados é a diminuição dos alimentos, dieta mais saudável e menos calórica e exercícios físicos. A questão é a seguinte: Porque esta fórmula funciona para alguns e para outros não?

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Iniciar uma dieta ou pendurar o currículo no guarda-sol?

Cooperação x competição saudável x competição predatória

A competição e a colaboração sempre estiveram presentes na espécie humana. Se olharmos um pouco para a história da humanidade nos deparamos com a teoria de Darwin, a da seleção natural. Darwin identificou que a competição entre os seres vivos é um dos mecanismos fundamentais da evolução. Por outro lado, os antropólogos, neurologistas e até mesmo biólogos evolutivos ressaltam que a cooperatividade foi um dos fatores fundamentais para que a espécie se tornasse dominante no planeta. Este comportamento (o da cooperação) pode ser observado nos animais como no exemplo a seguir:

Em 2007, veterinários de um zoológico na China exibiram a “adoção” de dois filhotes de leopardos por uma cadela, que os amamentou como se fossem sua própria cria. A mãe dos felinos os abandonou, e, se não fosse a interação entre os animais, os pequenos leopardos correriam risco de morrer.

No próximo exemplo que retrata uma experiência com humanos, parece que as coisas são funcionam de forma tão simples. O vídeo abaixo mostra o Marshmallow Challenge. Este exercício, aplicado como workshop em muitas empresas pelo Tom Wujec, faz com que as pessoas tenham que colaborar de uma forma muito rápida, e por isso revela lições importantes sobre a natureza da cooperação.

http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf

Nas crianças também podemos observar facilmente o comportamento de cooperação como foi mostrado no vídeo. Foram elas que tiveram um dos melhores desempenhos no desafio. Com o passar dos anos, parece que precisamos “aprender” a competir para garantirmos a sobrevivência. Desde cedo aprendemos que o mundo é um campo de batalhas, e de fato é, pois o mais forte e o mais inteligente, sempre se sobressaem. Quando entramos na escola começamos a competir pelas notas, para entrar na faculdade precisamos competir no vestibular e a vida segue com várias competições. Em 2050 seremos em torno de 9 bilhões de pessoas, segundo os especialistas, todos ávidos por emprego, segurança, saúde, sentido de realização.

A competição em muitos casos é sadia, impulsiona, movimenta. É aquela que não nos afasta da família e dos amigos, que não é construída diante da desgraça alheia, que não sacrifica a nossa liberdade de expressão e de pensamento, que não expõe os nossos instintos mais primitivos.

Na medida em que o mundo evolui, a competição torna-se implacável, dura, chega a ser insana. Olhando para as organizações passei a questionar o modelo de “competição interna saudável” quando este não está voltado para a competição cooperadora (quando as equipes motivam-se para dar o melhor de si mesmas, com espírito competitivo, sem perder de vista os objetivos comuns a todos).

Empresas que estimulam a competição desenfreada entre funcionários são o ambiente ideal para o psicopata (um psicopata nem sempre vira assassino, ele vai atrás daquilo que lhe dá prazer, dinheiro, status ou poder). Eles são atraídos por grandes companhias e na maior parte dos casos, buscam empregos com ritmo acelerado, muitos estímulos e regras manipuláveis. Abaixo estão algumas das características presentes em um psicopata:

É superficial nas relações, não faz vínculos, preocupa-se apenas consigo mesmo;
Mente e usa as pessoas para conseguir algo;
É racional, não sente remorso ou culpa, não estão nem aí para o sofrimento alheio;
Não tem empatia, não consegue se colocar no lugar do outro;
Só se compromete com o que lhe traz benefícios;
É impulsivo e imprudente (corre riscos e toma decisões ousadas);
Não consegue estabelecer metas de longo prazo;

Essas características não vemos somente em personagens de filmes como o Hannibal. Muitos perfis como estes usam as organizações como palco. Atitudes assim passam desapercebidas em empresas que estimulam somente a competição e não trabalham a cooperação. Se a companhia está obcecada somente pelos resultados que o colaborador gera é possível que não preste atenção ao cumprimento da ética no trabalho.

Movida pela competitividade, a empresa americana de energia Enron, foi do estrelato ao fundo do poço por causa de fraudes cometidas por executivos do mais alto escalão. Todo o semestre um ranking interno nomeava os 5% melhores funcionários, os 30% excelentes, os 30% fortes, os 20% satisfatórios e os 15% que deviam melhorar. Se não melhorassem até a próxima avaliação eram demitidos. Até que descobriram que a competição impulsionava falcatruas para garantir uma boa posição interna. No final de 2001 fraudes que somavam US$ 13 bilhões engoliram a empresa. A Enron faliu.

Este é um case americano, mas no Brasil também temos cases assim. Organizações que ainda não chegaram a falência como a Enron, mas que adotam práticas muito parecidas. Que fecham os olhos para os valores, a ética e para a saúde mental dos seus colaboradores.

Se você é um executivo, líder, gerente ou até mesmo diretor, olhe para a organização que trabalha e analise se ela caminha em direção a competição cooperadora. Se ainda não está 100% no caminho, brigue, lute por isso. Se está muito longe, questione se é este o seu lugar.

Fonte: Revista Superinteressante – Maio 2011

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Bárbara Dresch

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Cooperação x competição saudável x competição predatória

Temos controle sobre nossas decisões?

Neste vídeo Dan Ariely utiliza as ilusões de ótica e ilusões cognitivas como metáforas para descrever o comportamento racional, mostrando que muitas vezes não conseguimos enxergar a realidade como ela é. Se cometemos erros como os mostrados neste vídeo em um simples exercício usando a visão, (algo que podemos dizer que somos bons, temos uma parte do cérebro dedicada para isso), podemos errar em outras decisões facilmente.

Utilizando um exemplo do cotidiano da maioria, fica fácil de demonstrar como somos influenciados pelos hábitos, mas mesmo assim acreditamos que estamos tomando decisões. Quando você vai ao supermercado, você costuma experimentar novos produtos? É daqueles que entra no supermercado no modo automático e volta para casa sempre com as mesmas compras?

Se respondeu sim as duas questões você não está mais decidindo, está repetindo a mesma decisão várias vezes. Você sempre pesa os prós e contras antes de escolher algo? Com certeza não. No meu ponto de vista seria muito “chato” analisar cognitivamente todas as decisões que tomamos. Isso geraria um desgaste psicológico enorme. Para comprarmos o item mais desejado da nossa dream list é necessário uma certa dose de irracionalidade na decisão. Porque você compraria uma BMW se você já tem o seu Civic na garagem? Racionalmente falando não faz sentido algum.

http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf

Enquanto os estudiosos da economia comportamental analisam os fatores emocionais que influenciam as decisões, afirmando que muitas delas são feitas de forma irracional, os estudiosos da economia tradicional afirmam que as decisões que tomamos são baseadas na análise da relação custo x benefício, que conhecemos todas as informações pertinentes as nossas decisões, que podemos mensurar o valor das diversas opções com que nos deparamos. Neste caso ignoramos as crenças, os modelos mentais, a capacidade perceptiva (que não é somente percepção através dos sentidos é interpretação), atitudes e memórias de decisões anteriores.

Em uma ampla pesquisa sobre o comportamento humano baseada em entrevistas e experimentos, Daniel Kahneman (vencedor do prêmio Nobel em 2002) e outros psicólogos questionaram a racionalidade econômica em algumas situações de decisão. Quem toma decisões no mundo real parece não avaliar eventos incertos de acordo com as leis de probabilidade. Isso significa que nós muitas vezes decidimos sem seguir um padrão. Kahneman mostrou que pessoas são incapazes de analisar de modo completo situações em que se deve tomar decisões quando as conseqüências futuras são incertas. Sob tais circunstâncias utilizamos a intuição ou a experiência prévia.

Minha posição é a seguinte: Não vou negar que me identifico muito com a economia comportamental e que sempre questionei a economia tradicional “pura”. Entendo que a economia comportamental não veio substituir o que já existe, o que já foi construído por outras ciências. Penso que existem alguns referenciais teóricos que acrescentam e contribuem com as ferramentas de marketing mais do que outros. Hoje com tantas informações disponíveis temos que ampliar nosso olhar para entender como e porque as pessoas tomam decisões. Certamente existem formas mais inteligentes e inovadoras para a compreensão do comportamento humano.

Informações sobre o palestrante: Dan Ariely é formado em Psicologia pela Universidade de Tel-Aviv, Israel, Ph.D. em Psicologia Cognitiva pela Universidade da Carolina do Norte e em Administração pela Universidade de Duke. É professor de Economia Comportamental na Duke University, ex-professor do MIT. É considerado pela revista Fortune “um dos dez novos gurus que é preciso conhecer”. É autor do livro Previsivelmente Irracional – o melhor livro de economia de 2008 segundo a Business Week.

Posts relacionados:

A irracionalidade na pele de Dan Ariely

O botão emocional do custo zero

Links interessantes:

Pensamentos de Dan Ariely (síntese realizada pela Focal Pesquisas sobre os principais conceitos abordados no livro Previsivelmente Irracional)

Blog do Dan Ariely

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Temos controle sobre nossas decisões?

A excitação provocada pelo MINI

Os pequenos Mini chamam a atenção desde 1959 quando eram produzidos pela BMC (British Motor Company). O carro impressionava pelo aproveitamento do espaço e pela estabilidade. Uma conta equivocada realizada pela BMC fez com que os lotes fossem vendidos com um preço abaixo de custo e as perdas foram consideráveis. Mas seu poder de sedução era tão grande, que aqueles que o compravam, espalhavam a boa notícia das qualidades daquele carrinho tão simpático. Um carro de pequenas dimensões, acessível e muito britânico, rapidamente se tornou um clássico de culto, famoso pela atração exercida em qualquer classe. O carro foi relançado e reinterpretado em 2001 pela BMW e totalmente desenvolvido na Europa.

Através de pesquisas de mercado se descobriu a perspectiva fundamental da marca Mini: uma paixão pela excitação. Definindo a excitação mais profundamente foram identificados três pilares fundamentais da marca: extroversão, espontaneidade e elegância. Estes pilares sustentavam todos os aspectos da marca, do verbal ao visual, incluindo a noção singular “de dentro da caixa”. Esta idéia veio do culto ao Matchbox: crianças e adultos colecionavam e brincavam com versões em miniatura dos seus carros favoritos. O comercial abaixo retrata exatamente esta idéia:

 

Em 2006, o Mini volta as telonas com o remake de “The Italian Job”  –  Uma saída de mestre. No filme os ladrões bolam um roubo e o ator principal na fuga é o próprio carro.

O grande barato do modelo é a direção esportiva e a habilidade em manobras, tudo isso reforçado pelo botão SPORT. A excitação do que estava “dentro da caixa” combinada com a noção do carro como uma obra de arte levou à moldura Mini que completa o tom irreverente em toda a sua comunicação.  Esta combinação resultou em uma nova geração entusiastas dando uma nova vida à marca reavivada.

 

Ações da BMW no Brasil:

Em dezembro de 2010 a marca montou uma ilha na praia de Jurerê Internacional (sensacional, eu estava lá) para promover o modelo Countryman. Quem estava na praia podia acompanhar a ação através de três lunetas que estavam instaladas na areia e em um lounge MINI dentro do Café de La Musique. A ilha virou atração em Juererê Internacional.

Outra ação realizada pela marca em julho deste ano foi através do site Groupon. A unidade do Mini One foi vendida com 50% de desconto. O carro podia ser comprado por R$ 34.975,00 até o dia 26 de julho. O ClickOn resolveu esquentar a briga e anunciou no seu site a venda do mesmo carro com 57% de desconto. O carro tabelado em R$ 69.950,00 saiu por R$ 29.999,99 no dia 25 de julho. O link foi lançado no site e o clickoneiro mais rápido levava o carro. Foram 30 pedidos em 1 segundo e o critério adotado para escolha do vencedor foi a ordem sequencial de pagamentos validados.

O próprio diretor da BMW no Brasil Jorg Henning Dornbusch, afirmou no último evento realizado pela AMCHAM no Fórum de Marketing e Vendas, que esta ação custou 50% mais em conta do que uma ação viral e que gerou muitos acessos no site.

A expectativa para as vendas de carros BMW no Brasil é de 25%, para cerca de 10 mil carros em entrevista exibida no portal Terra no dia 29/06/2011.

“Quero crescer pelo menos o dobro do mercado nacional”, afirmou o executivo quando questionado sobre suas expectativas para os próximos anos. De acordo com ele, enquanto mercados maduros têm uma proporção de 2 habitantes por veículo, no  Brasil a média é de 6,5 e no México é próxima de 4″. (….) existe carência de mobilidade individual no Brasil e há potenciais a serem explorados (…) e aspirações da população para mudar de classe e de bens de consumo, em todos os aspectos, desde eletrodomésticos a carros. É por isso que a BMW analisa uma forma de estar presente no Brasil.”

Texto relacionado:  O Pequeno Gigante

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A excitação provocada pelo MINI

O poder das mensagens subliminares

No mundo atual, cheio de estímulos, inúmeras coisas passam desapercebidas pela nossa mente consciente. Pense na música que está tocando na loja da sua marca preferida, nas letras miúdas na embalagem chamativa de um produto. E quanto aos aromas que são borrifados em carros novos? (sim, esse cheiro de carro novo sai de uma lata de aerossol).

As mensagens subliminares são definidas como mensagens visuais, auditivas ou sensoriais que estão um pouco abaixo do nosso nível de percepção consciente e que só podem ser identificadas pela mente subconsciente. Será que a mensagem subliminar exerce alguma influência sobre o comportamento ou é basicamente ignorada pelo nosso cérebro?

CLIQUE AQUI E VEJA OS CASES

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O poder das mensagens subliminares

Decifra-me ou te devoro

O fórum de Marketing e Vendas da Amcham realizado em Porto Alegre na manhã do dia 04 de agosto de 2011 trouxe palestrantes de alto nível para discutir novos caminhos e novas formas de pensar o consumo, o marketing e as vendas. O tempo foi curto para aprofundar tantos temas que são de suma importância para as transformações que a curto prazo passam a se tornar necessárias.

A palestra de Billy Nascimento, doutor em Neurocîências provocou bastante a platéia e encantou o presidente da BMW Group Brasil com as técnicas inovadoras do neuromarketing para desvendar o cérebro do consumidor. Neste post vou comentar e compartilhar com vocês os principais conhecimentos trazidos pelo palestrante.

O neuromarketing no Brasil ainda é pouco conhecido e muitos questionam a validade desta ciência para estudos do comportamento do consumidor. Mas o meu objetivo neste post é mostrar as inúmeras possibilidades e tipos de respostas que teremos quando utilizamos métodos da psicofísica e neuroimagem. Sabemos o quanto é difícil mensurar as respostas emocionais dos consumidores e que é muito complicado verbalizar e descrever uma emoção. Através do neuromarketing é possível obter uma resposta mais direta e precisa de como o consumidor esta reagindo a um produto, embalagem e propaganda.

Uma das técnicas utilizadas é o Eye Tracking. Os aparelhos de eye tracking “gravam” os movimentos do olhar, fazem um rastreamento do olhar. É utilizada para a interação em sites (quais imagens mais chamam a atenção e quanto tempo tempo é perdido em cada imagem). É possível fazer uma avaliação de produtos em gôndolas utilizando um óculos que mapeia quanto tempo o consumidor ficou olhando para cada produto e o que literalmente foi observado. No vídeo abaixo podemos observar que os pontos vermelhos mostram onde estava o foco da atenção.

Esta técnica é também utilizada para avaliação de comerciais, onde é possível mapear  todos os elementos que mais chamaram a atenção do telespectador. O vídeo abaixo, The Force, foi transmitido no intervalo do SuperBowl neste ano e já teve mais de 41 milhões de visualizações desde que foi publicado em fevereiro de 2011.

Podemos perceber que este comercial traz o entretenimento e trabalha o storytelling. Mesmo sem ver o rosto do menino sabemos exatamente o que se passa naquele momento.  Temos aqui comunicação e entretenimento.

A técnica de ressonância magnética fMRI (Imageamento por Ressonância Magnética Funcional) também está sendo muito utilizada na produção de trailers de filmes. No exemplo abaixo do trailer do Pop Skull é medida a ativação da amígdala, responsável pela sensação de medo. Quanto maior a ativação da amígdala melhor a cena do filme. Observe que quanto mais vermelha a região, maior a ativação.

Já existe no mercado até um jogo que mede o padrão de atividade cerebral fazendo uma bolinha levitar. É só colocar o equipamento na cabeça e manter a concentração nela. Confira no vídeo abaixo o MindFlex Game:

Através destes exemplos constatamos que podemos mensurar se as ferramentas de
marketing estão atingindo seus objetivos, se estão motivando a compra e comunicando
de forma eficaz.

O que apresentei neste post são algumas das possibilidades para investigar as emoções e reações dos consumidores. Vale salientar que o neuromarketing é uma ferramenta complementar aos métodos de pesquisa qualitativos e quantitativos. É recomendado sempre utilizar a combinação dos métodos para um resultado eficaz.

Para saber mais sobre neuromarketing leia em Neuromarketing: Novas técnicas de pesquisa para explicar as decisões de consumo.

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O botão emocional do custo zero

Você já pegou bloco e canetas em congresso mesmo que não precisasse? Já entrou em alguma fila para trocar um brinde? Participou de algum sorteio por ter simplesmente preenchido um cupom? Comprou algum produto na modalidade pague 1 e leve 2? Se respondeu sim para uma das questões acima, significa que você já acionou pelo menos uma vez o seu botão emocional do custo zero.

Neste post vou relatar a experiência realizada por Dan Ariely que ilustra as escolhas e decisões que tomamos com o efeito FREE, GRÁTIS.


O estudo foi realizado com foco na venda de chocolates. Foi montada uma grande mesa em um prédio público e foram oferecidos dois tipos de bombons/trufas. Os chocolates eram o Lindt (cada um custa cerca de $0,50), produzido por uma empresa suiça, com alto valor emocional pois são consideradas as melhores trufas, são finamente cremosas e irrestíveis. O segundo era o Kisses da Hershey`s. São bombons gostosos, mas para quem conhece o Lindt sabe que não chega nem perto do sabor, realmente são inferiores.

O preço do Lindt era $0,15 e o do Kiss $0,01. Nesta primeira rodada 73% dos participantes escolheram a trufa e 27% escolheram o Kiss. Notamos que neste caso a escolha foi feita com a racionalidade, houve a comparação do preço x qualidade.

Na segunda rodada a trufa Lindt custava $0,14 e o Kiss, de graça. Vejam que cada um dos chocolates baixou em $0,01 o seu preço. Será que houve diferença? Tchan, tchan, tchan! Mas que diferença fez o GRÁTIS. O humilde Kiss tornou-se o o favorito! 69% dos clientes (que antes eram 27%) escolheram o Kiss grátis e abriram mão da oportunidade de comprar o Lindt por um preço irresistível. A trufa por sua vez teve uma brusca queda, de 73% para 31%.

O que isso quer dizer? Tudo muda quando o FREE se torna uma luta entre um objeto gratuito e outro objeto, mostrando que muitas vezes o grátis nos leva para uma decisão ruim. Segundo a teoria econômica convencional (uma simples análise de custo-benefício), a redução do preço não deveria induzir a nenhuma alteração de comportamento. Mas o que aconteceu foi que os clientes estavam abrindo caminho a cotoveladas porque o Kiss era grátis.

Mas o que há de tão sedutor no grátis? Porque sentimos essa necessidade de literalmente “pular” em cima do que é custo zero, mesmo quando não é o que queremos? A conclusão que se chega é a seguinte: Na maioria das compras que fazemos, sempre existe um lado positivo e outro negativo. Mas quando é free esquecemos o lado negativo. O grátis tem uma carga emocional tão grande que percebemos mais valor onde não tem. Além disso, não precisamos lidar com o risco da perda, do fracasso e do medo. Porque se for ruim não tem problema, não perdi nada porque não teve custo nenhum.

Por isso, no país dos preços, zero não é apenas mais um preço. Não há nada que supere a gratificação emocional do grátis. O efeito preço zero está em uma categoria que é só dele.

A Amazon.com há alguns anos atrás começou a oferecer frete grátis para pedidos superiores a um determinado preço. O cliente que comprava somente um livro pagava o valor do frete, mas se você comprasse dois livros o frete era grátis. O que aconteceu? Muitos consumidores compravam dois livros (mesmo não querendo) só para ganhar o frete. Muitas vezes o preço de dois livros era superior ao do frete, mas o efeito grátis ainda era o que predominava na compra.

Pense no poder dessa idéia. A diferença entre 1 e zero é enorme. Para atrair multidões, apresente algo grátis. Para conquistar um cliente, apresente algo grátis no seu projeto. Para vender mais produtos, torne grátis uma parte da compra. Isso comprovadamente funciona. Somos seres humanos e previsíveis.

Outro post relacionado a este tema:

O efeito “Grátis” em nossas vidas

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O botão emocional do custo zero

Quem põe a mão no fogo é pra se queimar!

Viver o hoje da mesma maneira que ontem. Comportamento padrão, o mesmo trabalho, as mesmas atividades a mesma rotina. Quando você se dá conta os anos se passaram e nada mudou. Sim, muitas pessoas vivem bem desta maneira, mas por outro lado estes sinais podem mostrar que o cérebro está condicionado a manter o equilíbrio. Hábitos repetitivos estão sempre ligados ao equilíbrio pelo significado emocional e os comportamentos adaptativos servem para diminuir o sofrimento.

Para não mudar sempre temos muitas desculpas e justificativas. Porque? Porque toda mudança provoca resistência. Em geral, temos medo do desconhecido, do que não é familiar. Listei abaixo algumas frases que ilustram a resistência a mudança. Algumas delas você até já deve ter mencionado ou escutado:

Clique no leia mais continue a leitura!

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Quem põe a mão no fogo é pra se queimar!

Você dá feedback ou fodeback?

Não importa o papel ou cargo que você ocupa, em algum momento da sua vida você emitiu um feedback. Algumas pessoas tem extrema dificuldade em dar retorno para alguém. Já outras fazem isso facilmente. O que diferencia um feedback adequado para um fodeback é como você vai fazer isso. Se você quiser ser eficiente terás que planejar e pensar o que você vai dizer e como vai dizer. Do contrário poderá fazer um estrago que será irreversível.

Aplicando isso para as organizações, vejo que muitos líderes cometem erros ao passar um retorno para os seus subordinados. Isso acontece muito hoje em dia. Esporro e agressão verbal não é feedback é fodeback. Acusar e culpar o colega por uma dificuldade que é sua também não é. Magoar alguém com palavras duras e insensíveis só vai piorar o clima de trabalho. Fingir que nada acontece e permanecer no silêncio é uma escolha e uma opinião.

Também existe o cliente mais duro que ao receber o trabalho solicitado pode extrapolar e literalmente te descascar por algo que considerou mal feito. Para algumas pessoas, depois de um tempo bate a culpa, o ressentimento, o arrependimento. Agora outras seguem suas vidas como se nada tivesse acontecido. Mas será mesmo que ajudaram? A resposta é não. Não ajudaram em nada. Só serviu mesmo para detonar psicologicamente falando, quem recebeu o fodeback.

Só que calar, ficar em silêncio e conviver com o problema também tem as suas consequências. Problemas não resolvidos sempre são recorrentes. Eles retornam até que o conflito se resolva. Em alguns laboratórios e práticas de desenvolvimento, percebi que algumas pessoas são peritas em colocar a sujeira toda embaixo do tapete. Isso acontece por falta de coragem em se expor, por querer evitar o conflito, pela competição, para manter uma aparência (seja ela qual for), ou por participar de uma situação ou ambiente que justifique uma atitude politicamente correta. Sinceramente não sei se justifica. Atualmente a pressão por um comportamento padrão e socialmente aceitável é grande e poucas pessoas conseguem romper esta barreira.

Mas sou da opinião que vale a pena sair da zona de conforto, vale a pena sim ter atitude. Você não vai agradar a todos nunca, então comece a praticar. O silêncio é uma forma de passar em branco pela vida, de não ser notado e tampouco reconhecido. Também você vai remoer por muito tempo até digerir tudo que viu e ouviu sem dizer nada.

Então, usarei os conhecimentos da autora Fela Moscovici minha “guru” do desenvolvimento interpessoal para passar para vocês algumas dicas para um FEEDBACK POSITIVO. Em primeiro lugar você precisa ter em mente que a comunicação é a base para transformar um comportamento. Aí vão elas:

  • Você jamais poderá julgar, só vai relatar o evento ou fato acontecido;
  • Deve ser específico e não geral. Procure sempre relatar e citar situações para ilustrar o comportamento;
  • Nunca considere somente as suas necessidades, considere também as do receptor;
  • Precisa ser dirigido: Você deve apontar falhas que o receptor possa mudar e não algo que está fora do alcance;
  • Não deixe para dar o feedback muito tempo depois do ocorrido. Quanto mais tempo passar, menos sentido vai fazer;
  • Após dar o feedback pergunte o que o receptor entendeu. Assim você assegura que a comunicação foi precisa;
  • Mantenha o emocional sob controle, não se altere;
  • O objetivo é de contribuir, elimine da sua mente qualquer opinião que seja destrutiva;
  • Antes da conversa não comente nada com outras pessoas, assim não corre o risco da informação vazar antes do momento certo;
  • Não faça por telefone ou e-mail. Precisa de olho no olho.

Se quiser crescer e desenvolver a sua equipe vai precisar dar e receber muito feedback.  Nas suas relações pessoais contribua, ajude o outro a crescer. Isso é mostrar que você se importa, que prima pelo desenvolvimento.

Comece aos poucos, com um passo de cada vez! Verás em pouco tempo os resultados.

Para saber mais sobre desenvolvimento interpessoal e de equipes leia em:

Gestão de equipes de alta performance: O desafio de gerir equipes comerciais

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Você dá feedback ou fodeback?

A Sephora será capaz de balançar o varejo no Brasil?

Já faz um tempo que venho acompanhando pela internet o movimento da massa feminina em torno da marca Sephora. Para quem ainda não sabe, a Sephora virá sim para o Brasil. Através de uma parceria com a loja virtual Sack´s, a marca disponiblizará a linha Sephora Collection com uma variedade ilimitada de maquiagens.

Clique aqui e veja os vídeos da experiência Sephora

 

As lojas Sephora são uma verdadeira perdição para qualquer mulher. Oferece desde maquiagens, cosméticos, perfumes e acessórios. Produtos com a marca própria até marcas de luxo. Os produtos podem ser experimentados a vontade, o consumidor tem total autonomia para provar tudo o que quiser, sem nenhum vendedor para pressionar a compra.

Para quem não conhece, a marca foi comprada em 1997 pelo grupo LVMH, que controla marcas como Louis Vuitton, Dior e Moët Chandon. Mas só em 2002 começou a ter lucros significativos após duas decisões estratégicas da marca:

  • Tornou os produtos acessíveis ao grande público (antes tais produtos eram usados por uma parcela muito pequena de mulheres que compravam somente sob orientação de dermatologistas);
  • A segunda decisão foi apostar em uma estratégia extremamente agressiva: Nenhuma cliente podia deixar a loja sem comprar algum produto, nem que fosse um mero batom. Na loja células fotoelétricas contam quantas pessoas passam pela porta por hora, e esse número é comparado com a quantidade de consumidores que passam pelo caixa. Se a proporção não é satisfatória, os vendedores precisam entrar em ação.

E por sinal a equipe de vendas é muito bem treinada (sim eles participam do (SEPHORA UNIVERSITY) e pelo que pude perceber a maioria possui um perfil mais “descolado”. Tanto que em alguns momentos eles fazem um verdadeiro show (dançam na frente e até mesmo dentro da loja). O vídeo abaixo ilustra o trabalho realizado pela equipe de vendas.

A preocupação se estende ao PDV e a experiência de compra. A loja da Champs Elyseé fez uma ação muito legal, transformando a loja literalmente em uma “balada” com direito a David Guetta como DJ. No vídeo abaixo a loja está lotada e os consumidores super empolgados com a experiência.

Mas além da loja virtual já foram anunciadas duas lojas físicas: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Se você consultar a página do facebook Sephora Brasil verá não se fala em outra coisa. As cariocas e paulistas muito felizes e otimistas com a notícia e consumidoras de outros estados perguntando quando irá abrir uma loja na sua cidade. Mas além desta alegria toda da presença da marca no Brasil, algumas consumidoras mais antenadas já estão questionando o preço dos produtos. Por que isso? Nas lojas dos EUA, França, Portugal você compra os produtos por um preço muito especial, que realmente vale a pena. E na página já constam alguns depoimentos sobre “honrar” os preços já praticados no mundo. Elas querem pagar o mesmo preço e não mais caro.

Algumas delas já se arriscaram a dizer que a loja será para uma minoria (somente para mulheres com alto poder aquisitivo) e que a solução será comprar através de sites internacionais. Agora eu questiono: Quanto o consumidor está disposto a abrir mão da experiência de compra: do sentir, sonhar e experimentar a Sephora. Em meio ao ambiente descrito nos vídeos é possível sair sem uma sacola e encantado com a experiência? Com certeza não.

No mundo a Sephora consegue unir a experiência de compra, a experimentação e a ambientação do PDV, mantendo as lojas sempre cheias. Atinge diversos públicos em um só lugar, do mais rico ao mais popular.

E no Brasil? Será que a Sephora vai conseguir? Eu também estou curiosa para saber qual será a proposta da marca para o Brasil. Em 2012 teremos a experiência Sephora completa com o lançamento das primeiras lojas. Eu vou conferir!

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A Sephora será capaz de balançar o varejo no Brasil?