VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO, ENTÃO VOU POSTAR NO INSTAGRAM

Certa vez estava em um restaurante onde uma amiga estava comemorando seu aniversário e em uma das mesas ao lado de onde estávamos havia um grupo do Rich People Country Club fazendo seus pedidos ao garçom. Se não me engano eram 3 casais falando sobre suas férias em algum lugar da Europa e faziam questão que todos que estivem ao redor soubessem disso. Logo após o garçom serviu as bebidas e questionou o grupo a cerca do que gostariam de comer e nisso uma das mulheres olhou para o seu par e disse: “Eu quero algo bonito para postar no Instagram.”

Fico imaginando como eu explicaria a um extraterrestre que viesse visitar a terra atrás de novas tecnologias que temos um aparelho que cabe na palma da mão, serve como computador, câmera digital, telefone, estúdio fotográfico e n outras funções e usamos isso para tirar fotos de lagostas ao thermidor? Ou que conversamos com pessoas através desse aparelho mesmo que estejam na mesa ao lado da nossa! Seria complicado.

A tecnologia é extremamente benéfica, não discuto isso, mas está levando o convívio social para outros patamares que assustam. Até nas rodas de chimarrão você pode ver que as pessoas ficam vasculhando as redes sociais ou emails através dos smartphones ao invés de interagir com quem está ao lado. Você pode não perceber, mas é como se fosse uma espécie de Matrix. Você esta em uma roda de amigos com o celular na mão conectado ao mundo virtual e muitas vezes “curtindo” ou respondendo posts desses mesmos amigos no Facebook ao invés de conversar “ao vivo”.

Pensando nisso a agência JWT de Amsterdam criou uma campanha para o chocolate Kit Kat com espaços no meio da cidade intitulados “Free No WiFi Zone” e completa com “Have a break, have a Kit Kat”. Isso prova que o marketing nunca dorme e está sempre buscando novas formas de afetar a consciência dos consumidores no meio em que vivem. Seja como for, precisamos rever alguns conceitos sobre como a tecnologia está afetando nossa vida e como serão nossos relacionamentos interpessoais daqui pra frente. Ou será que para consolidar um relacionamento precisa estar escrito “em relacionamento sério com” no Facebook? Ou para ser amigo é preciso confirmar a amizade nas redes sociais?

Eu tenho um sonho que um dia possa me livrar do meu smartphone sem entrar em pânico, mas enquanto estiver trabalhando serei um escravo desse pequeno pedaço de plástico, vidro e circuitos.

Eu tenho um sonho que um dia meus filhos não serão julgados pelos smartphones que possuírem ou pela quantidade de “likes” nos seus status, mas pelo conteúdo de seu caráter e pela maneira como vivem suas vidas off-line.

Eu tenho um sonho que um dia possamos pensar em como usar esses avanços tecnológicos em pró da sociedade antes de pensar em como conseguir dinheiro com eles.

 

Até o próximo

 

Johnny Mineiro

Empreendedor

http://www.facebook.com/johnny.mineiro

 

 

 

VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO, ENTÃO VOU POSTAR NO INSTAGRAM

Pergunta de final de semana: Você já fez showrooming?

Showrooming, uma tendência cada vez mais crescente e que vem apavorando o comércio americano (onde a prática já e mais desenvolvida, a tecnologia está mais acessível a todos e existem aplicativos preparados para facilitar esta prática. Mas o que é isso? Você entra em uma loja física e pega o seu smartphone. Utilizando aplicativos com esta finalidade ou buscando online em lojas virtuais, você compara as ofertas da loja física com o mundo virtual, e decide se irá comprar na hora ou online. De acordo com a matéria da Revista Exame (veja aqui), tem comerciantes achando que isso é algo terrível para seus negócios. Em parte, o mundo da concorrência perfeita se aproxima, onde você, consumidor, terá acesso a todas as informações para a tomada de decisão.

No Brasil é algo que ainda irá depender de acesso a rede (com alta velocidade), celulares apropriados para isso e de aplicativos robustos para fazer a comparação de inúmeros produtos. Mas um dia a coisa chega e até lá, vamos fazendo o showrooming com o jeitinho brasileiro.

 

Desta forma, a pergunta de final de semana é: Você já fez showrooming? E ai, o resultado foi positivo?

Pense nisso! Da próxima vez que você estiver em uma situação de consumo pense se não vale a pena dar uma pesquisada na Internet e negociar um pouco mais com o lojista.

Bom final de semana e boas compras.

 

Gustavo Campos

Publisher do Pensador Mercadológico

 

Fontes:

Imagem: http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1340911

Pergunta de final de semana: Você já fez showrooming?

Vida aplicada!


Sempre ouvi dizer que o cachorro era o melhor amigo do homem. Quem inventou essa frase, certamente não tinha um smartphone.
Esse novo “amigo de fé e irmão camarada” como diria o Rei, fez do telefone algo que o relógio de pulso não conseguiu ser. Aliás, para este último restou apenas a condição de “acessório” praticamente.

Funcional, inteligente e prático, se fosse uma pessoa seria aquela que participaria ativamente de todos os momentos de sua vida (ou quase todos). Dos compromissos de trabalho, à corridinha no parque. Ainda sim, faria o elo com seus melhores amigos e família. Em alguns momentos, dividiria até mesmo o tempo com sua namorada ou namorado em um momento mais íntimo como um jantar romântico.

Metáforas á parte, todas essas “qualidades” só se tornam possíveis através deles: os aplicativos.
O mercado de aplicativos móveis é novo e já atraí muitas empresas e jovens desenvolvedores que querem fazer dinheiro. Com tantas opções de apps stores, fabricantes e sistemas operacionais, a criatividade é o ingrediente principal para fazer dinheiro no mundo mobile.

De acordo com a análise da DM2 Media and Jumping, as empresas estão finalmente aprendendo a explorar a publicidade mobile. Nos últimos dois anos, 85% dos publicitários estão envolvidos com algum tipo de ação de marketing com mobile. Outros 60% estão reservando seu orçamento para a publicidade online em campanhas.

Para quem começa a desenvolver aplicativos por conta própria, analisar o preço para se obter a licença de desenvolvedor de uma plataforma é essencial. Para Apple Store, o custo é de R$180, sem incluir o preço do kit de desenvolvimento (SDK). A licença da Android Market custa R$ 60. A BlackBerry Store é a única plataforma que oferece a licença e o SDK gratuitamente.

O segredo para que um aplicativo seja rentável, segundo os especialistas, é focar no usuário final. O cliente quer um aplicativo que possa interagir com ele. Tem que ser barato, fácil e bonito. O mercado mobile é novo e cheio de oportunidades. Basta criar um produto simples.

Obrigado pela audiência.
Tenha uma ótima semana.


Juliano Colares
Pensador Mercadológico
@juliano_colares

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Vida aplicada!

Será o fim do papel e dos vendedores porta a porta?

Entre os anos 60 e 80 do século passado meu pai foi viajante propagandista, ou seja, um homem de marketing na sua essência. Claro que naquela época a profissão não era definida desta forma e não havia tantos anglicismos e neologismos para agregar glamour ao que ele fazia.

Hoje vivemos em uma era em que as pessoas estão conectadas e fazendo cada vez mais transações online, transformando algumas atividades em relíquias de um passado distante, como a profissão do meu pai e os vendedores de livros porta a porta.

Se todos fossem iguais a você…
Se todos fossem iguais a você que está lendo este texto, provavelmente teriam um tablet, um smartphone, uma certa alergia a papel e só abririam a porta de casa para pessoas previamente anunciadas.

Mas como nem todo mundo é igual, existe um imenso mercado por este país afora composto por pessoas que não têm acesso a tanta tecnologia, mas que conquistaram um poder aquisitivo relevante e que estão compreendendo que precisam adquirir conhecimento. São moradores de periferias das grandes cidades e de pequenos municípios que não contam sequer com uma livraria. Estas pessoas estão comprando livros e de vendedores porta a porta!

No creo em las brujas, pero que las hay, las hay.
Sim, pode torcer o nariz: aposto que você não conhece ninguém que compra livros desta forma. Certo, só que o fato destas pessoas não fazerem parte do nosso mundo não significa que elas não existam. Vamos a alguns números:

• O mercado de livros impressos passou de 185 milhões de livros em 2006 para 258 milhões em 2010;
• No ano passado as vendas de livros porta a porta tiveram um crescimento de 40,9%, enquanto o mercado editorial como um todo cresceu 8,3%.
• A participação das vendas porta a porta que era de 5,4% em 2006 chegou a 21,6% em 2010;
• No Brasil, 1 de cada 5 exemplares é vendido pelo canal porta a porta. Há 5 anos, essa relação era de 1 para cada 20;
• A Barsa passou de 55 mil enciclopédias vendidas em 2009 para 70 mil em 2010. E cada coleção custa em média R$ 2.500.

O interessante é que, apesar dos sites com milhões de títulos, das megalivrarias e da concorrência dos livros digitais, o mercado editorial brasileiro tem crescido de forma consistente, com a ajuda significativa da venda de livros porta a porta.

Segundo Diego Drumond e Lima, presidente da Associação Brasileira de Difusão de Livros – ABDL, “com o aumento da classe C e do crescimento educacional têm surgido um número cada vez maior de novos consumidores de livro, um público que até então não lia, que não poupa esforços para investir na formação dos filhos e que começa a enxergar a literatura como possibilidade”.

Quando o artista tem que ir onde o povo está.
Não é um discurso saudosista visando ressuscitar profissões extintas. Acredito que a lição aqui se trata de satisfazer as necessidades do consumidor com as ferramentas que estão disponíveis.

Se existem pessoas com capacidade financeira, mas que não têm acesso às novas tecnologias, ou aos canais convencionais de distribuição (dos 5.500 municípios no país apenas 2.300 têm livrarias) porque não utilizar técnicas de vendas alternativas ou que funcionaram no passado?
É também uma questão de “timing”, pois se a tendência é que estes mercados evoluam, enquanto isso não acontece tem empresas ganhando dinheiro e criando sólidos vínculos com estes consumidores.

Será que estamos enxergando o mercado como realmente é ou como gostaríamos que ele fosse? E que oportunidades de negócio podemos estar negligenciando por não se ajustarem às nossas percepções?
Afinal, existe um mundo real lá fora cheio de portas a serem abertas e talvez tenhamos que ter cuidado antes de decretar o fim do que quer que seja.

The Doors – The End

Fontes:
Câmara Brasileira do Livro (CBL): http://www.cbl.org.br
Associação Brasileira de Difusão de Livros (ABDL): http://www.abdl.com.br
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe): http://www.fipe.org.br
Portal G1: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/10/vendas-porta-porta-ganham-espaco-no-mercado-de-livros-no-pais.html

Leandro Morais Corrêa
Jornalista/Pós-Graduado em Marketing
leandromoraiscorrea.wordpress.com
Diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing
http://www.businesspress.com.br

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Será o fim do papel e dos vendedores porta a porta?