Seja você mesmo, qualquer outra personalidade já tem dono.


Uma das “pérolas” de Oscar Wilde bem que poderia se referir a negócios e não só à pessoas. Originalidade é produto raro no mercado. Na verdade, sempre foi. Porém, hoje vivemos em um cenário de “ebulição” contínua em vários aspectos. O país, as empresas, as pessoas…todos tem tanta pressa de dar certo que muitas vezes acabam por simplesmente copiar apenas por copiar aquilo que tem algum sucesso (ou parece que tem).

Se copia modelo de negócio, comportamento, estilo de vida, enfim…uma série de coisas. Quando se percebe, esse “piloto automático” está no comando. Sinceridade, não vejo problema em “copiar”. Apenas não consigo conceber que se faça sem um mínimo de adequação. Quem leu a biografia de Steve Jobs sabe do que estou falando.
De fato, o que dá certo para alguns, não quer dizer que dê para outros. Tudo é relativo como diria Einstein. E os especialistas em mkt que levantem a mão.

Mas há uma questão aí que norteia o sucesso ou não disso tudo. “A grama do vizinho” às vezes parece tão interessante que esquecemos de olhar para nossa. E aí que acontece o erro. Se conhecer realmente é coisa que dá trabalho. Exige um exercício de dizer muito mais o “não”do que propriamente o “sim”. Só considerar o volume de abordagens, ofertas, informações, enfim…a quantidade de coisas a que somos expostos nos dias de hoje. Essa “originalidade” está ligada intrinsicamente à questão da personalidade e da maneira como administramos a vida.

Seja qual for a instância de sua vida, ser adepto a uma ideia, a um conceito , a uma opinião apenas por conveniência, por falta de posicionamento ocasionada pela dúvida, pelo não conhecimento da situação que está sendo apresentada, certamente lhe trará prejuízos futuros.

Quando percebo em algumas pessoas essa certa distorção, logo me vem à cabeça o fato é que o que move os negócios não é o dinheiro e sim as pessoas. Melhor ainda, são seus sonhos. Se temos sonhos diferentes, por que não sermos autênticos?

Para pensar..


Juliano Colares
Pensador Mercadológico
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Seja você mesmo, qualquer outra personalidade já tem dono.

Você não pode ter sempre o que quer!

A famosa letra da música dos The Rolling Stones diz “Você não pode ter sempre o que quer, mas se você tentar às vezes, você vai encontrar o que precisa”. Essa afirmação é pontual ao nos lembrar que não importa a quantidade de dinheiro  que tenhamos no banco, ou qual seja o nosso sobrenome, não podemos ter tudo que queremos.

Como assim, não podemos? Se for algo passível de compra, se tivermos dinheiro, ou até mesmo sem, podemos adquirir, certo? No entanto, se o que queremos não for um objeto, algo que podemos ir até uma loja adquirir, podemos sempre ter o que queremos?

Querer não é poder, já dizia o ditado popular. Se eu quero que a minha empresa alcance sucesso, se internacionalize não basta só querer, é preciso trabalhar, dedicar horas da nossa vida e quem sabe, como resultado conseguiremos o que queremos.  Se eu quiser ser CEO de uma empresa, posso colocar metas na minha vida profissional, estudar, me aperfeiçoar, mas só querer, não será o bastante.

Na vida pessoal o mesmo se repete. Podemos querer muitas coisas, porém nem sempre conseguimos aquilo que queremos, até porque nem sempre depende só de nós.

Ou seja, é preciso ir atrás daquilo que se quer, seja algo pequeno, ou um objetivo de vida. É preciso muitas vezes fazer aquilo que não se quer, algo que não seja tão ‘gostoso’, é preciso em muitos momentos sacrifício.

Ao longo da nossa vida, se olharmos para trás, muito daquilo que não queríamos fazer nos levou a conquistar aquilo que queríamos. E aí, a letra da música acerta mais uma vez. Se pararmos para pensar, e se nos permitirmos, às vezes, encontramos exatamente aquilo que precisávamos.

Não é uma lição fácil, ter que abrir mão de alguns sonhos, ou de alguns desejos. Só quem já fez isso sabe que a lição muitas vezes é amarga. No entanto, após o momento de dificuldade é possível refletir e muitas vezes chegar a conclusão de que a decisão de desistir, mudar os planos, fazer o mais difícil ou até mesmo o indesejado, foi a decisão certa.

Infelizmente, é muito complicado ter essa compreensão no momento que tomamos a decisão. Na verdade, decidimos agora e, as consequências serão no futuro e, é bastante complicado ter essa visão de futuro. Entender que o que fazemos agora pode ou não ser importante e até mesmo essencial para algo no futuro não é algo que nos ensinam na escola, na faculdade ou até mesmo em casa. A vida aos poucos nos ensina a ver os acontecimentos de outra forma.

 Steve Jobs em um discurso de formatura para alunos da Universidade de Stanford nos Estados Unidos disse que é impossível ligar os pontos olhando para frente. Só conseguimos fazer essas ligações quando olhamos para o passado, e então percebemos a importância de algumas escolhas, decisões ou até mesmo obrigações e desilusões.

Portanto, pare e pense no que está fazendo hoje por você e por sua empresa. Talvez agora algumas decisões e escolhas não façam tanto sentido, ou talvez a obrigatoriedade de ter que fazer algo que não se quer auxiliará você a conseguir aquilo que você quer, só que mais para frente. Como eu disse; a lição nem sempre é tão gostosa, pode ser até mesmo amarga, mas os resultados podem te fortalecer como pessoa e como profissional. Mas isso, só o tempo dirá.

Aline Jaeger

@aline_jaeger

Pensadora Mercadológica

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Você não pode ter sempre o que quer!

O eterno lamento dos resultados baixos

Dica de gestão  102 de 300: O eterno lamento dos resultados baixos

Ao ler este post será necessário você ter um bloco e uma caneta. A cada pergunta, você deverá responder anotando um número de 1 a 5 para cada resposta, sendo 1 significando “discordo totalmente” e 5 “concordo totalmente”. Creio que desta forma, além de você ter um conhecimento novo, você terá uma avaliação de você em seu atual papel como profissional. Então vamos aos pensamentos!

Historicamente o ser humano é uma espécie insatisfeita. Isso não é um ponto ruim. Esta insatisfação fez com que a humanidade evoluísse. Se não fossem os grandes desafiadores da lógica vigente de cada época, o que seria de todos nós. Citamos Leonardo da Vinci, Barão de Mauá, Gandhi, Neil Armstrong, Bill Gates, Nelson Mandela, Steve Jobs,Santos Dumond, Pelé, entre tantos outros dos mais diversos segmentos. Todos grandes empreendedores em sua época, capaz de revolucionar o modo das coisas e do mundo. Mas estes ensinamentos também servem para os incontáveis outros empreendedores que inovaram a seu modo, em seus pequenos negócios, que fizeram um grande sucesso em sua comunidade / cidade, ganhando fama, reconhecimento e dinheiro.

O problema desta insatisfação é quando ela se associa ao negativismo. Pessoas que circulam ao redor de outras (as “positivas”, geralmente em menor número), que buscam sempre enxergar o pior das coisas e das projeções. Se lançássemos uma moeda para cima, teríamos, a principio, 50% de chance de sair cara ou coroa. Mas um negativo sempre vai achar que vai sair a face da moeda que ele não escolheu. E por cima vai dizer que a moeda não estava equilibrada. Que o lançador tem um jeito de lançar a moeda que sempre dá um lado ou outro, dependendo da escolha dele, e por ai vai o mar de lamentações.

Eu, como pessoa humana, confesso que quando algo sai errado sempre lamento, reclamo, tento buscar uma explicação, mas tudo MENTALMENTE. Acredito que quando nós esbravejamos e soltamos palavras ao ar, existe um fator de contaminação e o mal se agrava. Mais pessoas sofrem o impacto disso. Então, me permito ficar uns minutos chateado e logo me forço a pensar positivamente, ver o lado bom das coisas, identificar o aprendizado e pensar na solução do problema.

Você já deve ter passado por isso. Você estava com um grande problema, para você o maior do mundo. Você conta para alguém seu problema e ele lhe relata um problema que é pelo menos 3 vezes maior. E a pessoa ainda esta feliz e sorridente. Assimilou o golpe, caiu, levantou logo e já está na luta novamente. Isso até o deixa mais feliz. Você começa a enfrentar o seu problema com mais energia e de repente o resolve (antes parecia impossível). Parece mágica, mas foi um pensamento e um comportamento diferente em relação ao problema.

Nelson Mandela já afirmava que “não existe paixão nas metas tímidas”. Por incrível que pareça, isso é um dos grandes motivos dos resultados baixos, ou seja, estipular metas tímidas. Ninguém se motiva com uma meta baixa demais, fácil demais de se alcançar. O próprio Neil Armstrong, citado neste post, viveu uma década de prosperidade da economia americana com o sonho anunciado (meta motivadora) do presidente Kennedy de colocar um homem na lua antes do fim da década (era 1961, quando anunciado a meta). Apenas para constar, em 20 de julho de 1969, esta meta foi alcançada. Você deve estipular um propósito central, um objetivo, um sonho, uma grande meta. Fará muita diferença.

Outro ponto interessante dos resultados baixos é a falta de formalização dos objetivos e metas a serem atingidas. Faz enorme diferença registrar em um caderno por exemplo, as metas para os próximos períodos. Num estudo famoso sobre os alunos de Yale, pesquisadores constataram que apenas 3% haviam escrito seus objetivos como planos para alcançá-los. Vinte anos depois, os pesquisadores entrevistaram os graduados vivos e descobriram que aqueles 3% valiam mais financeiramente que os outros 97% JUNTOS.

Por fim, certamente nesta caminhada em direção ao seu propósito central, existirão obstáculos e metas não cumpridas. Reorganize-se, planeje novamente e siga em frente. Buddha diz que “nós somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos nosso mundo”. Se você voltar com os pensamentos negativos e de frustração na primeira queda, um novo horizonte se formará e você não fará algo notável.

Sessão perguntas auto-análise (use a escala de 1 a 5, conforme instruções, e some seus pontos):

1. Quando algo dá errado fico muito abalado e costumo reclamar e ficar de mal humor.
2. As pessoas, talvez alguns amigos mais próximos, costumam dizer que sou muito fechado, as vezes um pouco negativo, sempre pensando que não vai dar certo.
3. Não costumo ter metas e propósitos para a minha vida definidos
4. Minhas metas e objetivos estão somente na minha cabeça, não estando formalizados e escritos.
5. Estou conformado com o meu jeito de ser e com os resultados que tenho. Acho que não tem mais como eu melhorar.

Padrão de análise:

Até 10 pontos: Parabéns, você é uma pessoa que certamente é positiva e atinge seus resultados

De 11 a 20 pontos: Você deve se esforçar mais para melhorar os índices que mais pontuou. Reveja o texto e busque fontes de aprendizado para uma melhoria constante.

Acima de 20 pontos: Cuidado. Você merece uma auto-análise mais apurada. Verifique as fontes de suas insatisfações e de sua negatividade. Tente melhorar pouco a pouco.

Agora é a sua vez de espalhar a notícia do Blog do Pensador Mercadológico. Passe para os seus amigos o link deste texto ou do Blog do Pensador Mercadológico. Assine o blog simplesmente colocando o seu mail na página inicial, no box a direita. Faça parte desta idéia. Nós pensadores estamos pedindo isso para vocês. É por vocês que escrevemos.

Obrigado pela audiência!

Até a próxima dica

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Gustavo Campos

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O eterno lamento dos resultados baixos

Fãs em vez de clientes

Fãs se aglomeram por um autógrafo da atriz Kristen Stewart

Não existe palavra mais fria para denominar os consumidores de uma marca do que clientes. Marcas que tem clientes não tem seus consumidores envolvidos com elas. Clientes não defendem propostas e causas, e não promovem marcas, pois não são fiéis a elas. Clientes são oportunistas e querem benefícios, vantagens.

Então se alguma empresa deseja de fato construir uma marca, ela precisa entender que não pode tratar seus consumidores como clientes. Ela tem que dar algo a mais de si para torná-los fãs dela. Os fãs são seguidores, defensores e divulgadores de marcas. E esta é a maior força que uma empresa pode construir.

É verdade que existem casos de marcas dotadas de fãs que não sustentaram-se financeiramente, mas isto por culpa da má gestão e ainda assim a marca permaneceu viva.

O fato de uma marca ter obtido sucesso com a geração de fãs, não significa  que deva descuidar-se da sua gestão, e mesmo que esse descuido haja, os fãs poderão salvá-la ou ser a razão de um melhor caminho para ela. Veja o exemplo da Varig. A gestão mudou para a Gol, que comprou uma marca cheia de fãs impactados pela experiência Varig.

O grande desafio da Gol agora é manter o valor gerado por esta experiência em consumidores que estejam dispostos a pagar por ela. O presidente da Gol, Constantino Jr, já deu entrevistas dizendo que as pessoas não estão dispostas a pagar por este diferencial, ainda mais numa economia onde as classes C e D ganham espaço e o simples fato de poder viajar de avião já é um diferencial de impacto para estes novos usuários.

Segundo pesquisa divulgada pelo instituto Data Popular, nos próximos 12 meses, cerca de 11 milhões de brasileiros deverão realizar sua primeira viagem de avião. De acordo com o estudo, 82% dos novos passageiros serão das classes C e D. É um público que provavelmente vai se tornar fã da Gol. Já a Varig foi reposicionada para vôos ao exterior em busca de fãs remanescentes e também de novos fãs.

O certo é que a Varig é um exemplo de marca que não morreu, ou podemos dizer assim, postergou o seu fim, se é que ela chegou ao fim, tudo isso, essa dúvida, essa icógnita, por causa dos seus fãs.

Outra marca que rodou na mão de algumas empresas pela força de seus fãs foi a simpática fabrica de sapatinhos Ortopé. Quem da geração X não tem na memória o jingle da marca? O fundador da indústria de calçados infantis,  nascida na cidade de Gramado, na serra gaúcha, foi até alvo de matéria jornalística no programa Fantástico, da rede Globo, por fuga da justiça para o exterior por sonegação de impostos.

Hoje um sólido grupo calçadista comprou a Ortopé e reiniciou a caminhada pela preservação dos fãs e em busca de novos. A força do passado é tanta que a campanha adotada pela nova gestora resgatou o mesmo Jingle: “Ortopé, Ortopé, tão bonitinho”. A idéia, claro, é resgatar os fãs.

Che Guevara tornou-se um ícone de liberdade, uma marca.Outro case é a imagem do Che Guevara. Muitas pessoas nem conhecem direito a história do guerrilheiro, mas são fãs do Che.

Ele  é um símbolo de luta pela libertação, sentimento muito comum no ser humano preso aos valores da sociedade contemporânea, da falta de tempo, de espaço, de liberdade, de conteúdo. Sua marca persiste, mesmo totalmente fora do contexto.

Eu não preciso citar aqui as bandas de Rock e artistas da música pop. Estes são uma indústria de fãs, dos mais conhecidos, como os Beatles, Michael Jackson e Madona, aos mais específicos que fizeram uma legião de fãs próprios, como o fenômeno americano Greateful Dead.

Estes exemplos explicam o surgimento dos fãs que resultam em marcas poderosas, e podemos citar também as sólidas do mercado de consumo como Nike, Coca-Cola, Louis Vutton, Prada, Diesel, entre outras, e os mais recentes fenômenos Apple e Google. A Apple antes de se tornar o que é, criou uma legião de fãs. Steve Jobs, seu fundador tornou-se também uma marca. Ele trouxe algo a mais para esta legião e também conquistou fãs.

Quando pensar em contruir uma marca, veja bem o que estes ícones fizeram e decida se quer ter clientes ou fãs. Suas atitudes e não sua vontade é que vão definir a sua escolha.

Ary Filgueiras

Jornalista/MBA em Marketing

sócio-diretor da Business Press Inteligência em Comunicação e Marketing

@aryfilgueiras

Pensador Mercadológico

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Fãs em vez de clientes